Bastidores da Cidade: A vulnerabilidade dos estabelecimentos comerciais e os benefícios da lei

É bem patente à vulnerabilidade dos estabelecimentos comerciais na região e isso se agrava com um percentual altíssimo de meliantes que estão soltos pelas ruas da cidade, lamentavelmente, pessoas de alta periculosidade, transitam e sempre com a intenção de praticar um novo crime, as policias militar e civil, ralam para coibir a ação desses marginais, mas é muito desmotivador o grau de dificuldade que as forças auxiliares encontram para prender esses marginais, quando conseguem, fazem-se os procedimentos de praxe, o indivíduo passa por um exame de corpo de delito e sobe para o presídio, lá um bom comportamento, após algum tempinho bem pequeno, lhe condiciona aos benefícios da lei. Vai para um regime semiaberto e não cumpre o que é estabelecido pela própria lei, aonde deveria trabalhar, roubam e voltam somente para dormir e o índice de roubo e furto só aumenta, para aumentar o trabalho das forças auxiliares, vem por ai o indulto do natal, vários entram nos bojos dos benefícios e são soltos. Interessante de tudo isso é que a quebra de regime tem um índice muito alto, pelo menos dois por dia são recolhidos, por estarem aprontando com os mesmos modus operandi, creio que a autoridade que liberta presos sem as mínimas condições de se ressocializar, deveria ser responsabilizado por tal atitude, pois é impressionante alguns pontos em que eles agem para o consumo de drogas.

Ai vem os problemas nos estabelecimentos comerciais que deveriam ter uma segurança um pouco mais especializada, não basta deter quem furta pequenos objetos, tem que ter uma estrutura melhor para poder evitar assaltos como aconteceu as 16h20, em um supermercado, entendo que as próprias autoridades deveriam orientar melhor através de palestras para a equipe de segurança, não viram um cara entrar e praticar um assalto, saiu ileso do local com um valor aproximado de oito mil reais, tudo falhou dentro da ótica da segurança interna do estabelecimento, cabe a policia militar e civil ir ao encalço desse marginal que segundo informações extra oficial, sumiu após cometer o assalto, não se observa na região uma só casa que não tenha como segurança, toda uma parafernália como garantia de segurança, mas em tese não funciona, pois o número de delinquentes que estão com o regime quebrado é muito grande e a justiça sempre querendo dar uma satisfação para a sociedade, não se atém a esse detalhe, o preso é um ser intocável, com direitos que lhe assegura uma despesa enorme para o Estado e para a população, inventaram um direito de receber em dinheiro, a qual constitui: salário presidiário, auxílio reclusão, que acaba sendo um incentivo à criminalidade, pois cada preso sai para o Estado aproximadamente dois mil reais, mas o auxílio, enquanto isso, alguém que trabalhou ou trabalha e é acometido por uma doença, tem que ralar para conseguir o auxilio, isso se na família tiver um aposentando, pode esquecer que o auxilio doença não sai. O que observa é uma inversão de valores, muito ruim, que cada vez mais se agrava, pois com a delinquência cada vez maior, porque a justiça não analisa melhor um presidiário antes de solta-lo? Existe algum dispositivo criterioso e seguro para libertar alguns de alta periculosidade? Na verdade é o repeteco do desenho Tom & Jerry, as policias se esforçam o máximo com efetivos limitados, buscam resultados, conseguem desmantelar quadrilhas e delinquentes, mas passa-se algum tempo e novamente estão nas ruas aprontando contra o cidadão de bem, assim como os estabelecimentos comerciais que necessitam de uma segurança a altura do próprio investimento, pois zona de fronteira, fica fácil o transito desses “gentes boas” que estão constantemente atormentando as pessoas de bem ou aquele empresário que investiu, mas estão tão vulneráveis, que algo necessita ser feito rapidamente, inclusive cobrando do judiciário no tocante a facilidade em conseguir um beneficio para que saiam para o regime semiaberto ou mesmo o indulto, isso sem contar que na semana passada, misteriosamente um presidiário escalou o muro e buscou a sua liberdade. No caso do supermercado, a eficiência nas diligencias contribuiu para a prisão do delinquente.

Através do vídeo monitoramento uma testemunha de 26 anos reconheceu o autor do roubo, de 26 anos de idade, indivíduo já conhecido pela guarnição por ser ex-presidiário. A viatura deslocou até o endereço do autor que autorizou a entrada da PM na casa para fazer a revista e nada foi encontrado, porem a testemunha reconheceu o autor afirmando que ele havia roubado o mercado. Diante da situação o mesmo foi conduzido para delegacia para providências que o caso requer. O autor foi encontrado as 18h45 na rua Firmo de Matos no Loteamento Pantanal, o valor roubado foi de 14 mil reais. O autor entrou no escritório pelos fundos onde estava a funcionária do estabelecimento de 31 anos , além de roubar o dinheiro quebrou o celular da vítima, até o momento o dinheiro não foi localizado. Consta no boletim da PM.

Reginaldo Coutinho – Delegado sindical dos radialistas de Corumbá, cronista esportivo, locutor apresentador do programa Transnotícias na rádio Transamérica

Autor:
Da Redação

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