Bastidores da Cidade: As comparações…

Tão necessárias dentro do nosso cotidiano, o pai dos burros, o dicionário nos trás uma ampla visão quando alguém pronuncia essa palavra que há uns incomoda e a outros é motivo de satisfação, fincando entre as opiniões algumas divergências que macula o verdadeiro sentido da palavra no seu último item, segundo o dicionário, senão vejamos:

com•pa•ra•ção

substantivo feminino

  1. .ato de comparar.
  2. confronto; paralelo.

em comparação de

  • à vista de; comparado com.

graus de comparação

  • os comparativos e os superlativos.

sem comparação

  • incomparavelmente.

com•pa•rar – conjugar

verbo transitivo

  1. confrontar uma coisa com outra para lhe determinar diferença, semelhança ou relação.
  2. ter em conta de igual (pessoas ou coisas).

verbo pronominal

  1. igualar-se.
  2. pôr-se em confronto.

Os prismas que um olhar observa esta ou aquela situação tem que haver a sensibilidade de entender que cada um fez o seu máximo, respeitando a limitação de cada um, lógico que de maneira leviana alguns distorcem a ideia, ação, o trabalho do outro no intuito de puxar a brasa para a sua sardinha, entretanto com a evolução do tempo, já não há mais a necessidade dessa atitude boçal, pois desde os primórdios tempos em que a humanidade começou a entender que não estavam reinventando a roda, hoje temos a sardinha ao molho enlatada. o que não pode é ficar estagnado no tempo procurando minimizar o esforço do outro, assim como percebo em alguns segmentos que querem igualar-se ou pôr-se em confronto, esquecendo que tem o telhado de vidro, portanto somando-se os esforços, deve dar ênfase a comparação sim, pois o estado democrático de direito nos permite emitir opiniões claras e objetivas, fazendo dessa ferramenta uma atitude de responsabilidade e coerência, pois não devemos agir como o felino, que costuma dar um tapa com as suas garras afiadas e esconder essa atitude de incongruência, muito comum naqueles que se valoriza demais quando esta por cima da carne seca.

Pois, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, diz o ditado popular, insistiram tanto para ter um aumento e conseguiram, o senado aprovou o reajuste de 16% para ministros do STF; salários vão para R$ 39 mil.

Após uma articulação relâmpago do presidente do senado, Eunício Oliveira(MDB-CE), o reajuste de 16,38% nos salários de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aprovado nesta quarta-feira (7) pelos senadores e segue para sanção presidencial. Com isso, o teto do funcionalismo público passa de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,32.

O plenário do senado deu o sinal verde para o aumento apesar do apelo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que manifestou preocupação com a votação. O reajuste terá um efeito em cascata para a união e, sobretudo para os estados, que já enfrentam grave crise financeira e correm risco de insolvência justamente devido ao elevado comprometimento de suas receitas com o pagamento da folha de pessoal. Segundo um estudo publicado em agosto pela consultoria de orçamento da câmara, a medida pode gerar efeito cascata de R$ 4,1 bilhões para união e estados.

Algo imoral que destoa por completo a dura realidade do trabalhador brasileiro, que vive de um salário miserável, as duras penas existe famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, enquanto isso a corte máxima do pais, dá um presente de grego para o presidente eleito Jair Bolsonaro, que solicitou que não fosse aprovado o aumento, mas não estão nem ai para a população brasileira, é ligar a tv e assistir discussões entres ministros, algo tão comum, quanto a carência que vários brasileiros vivem em uma realidade nua e crua, uma vergonha institucionalizada com um fundo para suprimir o auxilio moradia, quando na verdade o ganho real vai ser repassado para a população brasileira pagar 11 ministro de uma corte que nas suas decisões é pura inércia ou vaidades, das vaidades, lamentavelmente, é tão desproporcional, que esta comparação cabe aos próprios fazer e reconhecer que se prendem bandidos ou outros crimes, inclua-se o abuso de poder em uma crise existencial, um grupo seleto vai ter um polpudo salário para mais discutir, do que decidir em prol de um pais que precisa recuperar a sua moral e auto estima, o que vemos e temos que fazer é uma comparação que trás em seu bojo, essa manobra chula e imoral, do ponto de vista em que boa parte da sociedade passa por dificuldades financeiras.

Reginaldo Coutinho – Delegado sindical dos radialistas de Corumbá, cronista esportivo, locutor apresentador do programa Transnotícias na rádio Transamérica

Autor:
Da Redação

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