Documentário que aborda sobre o assoreamento dos rios no Pantanal é lançado em Corumbá

Enfatizando sobre o assoreamento acelerado dos rios e a consequente inundação permanente de áreas do Pantanal foi lançado na noite desta segunda-feira, 18 de novembro o Documentário “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra”, reunindo na Casa Vasquez e Filhos autoridades do município, produtores rurais, pesquisadores, acadêmicos e o público em geral que se preocupa com o futuro do Pantanal.

O documentário tem direção de Jorge Bodanzky e co-direção de João Farkas e conta a história de Ruivaldo Nery de Andrade, proprietário da Fazenda Mutum que mesmo após ter sua propriedade inundada e ter ficado ilhado e isolado, resolveu permanecer e resistir à inundação encontrando maneiras criativas de sobrevivência.

Filmado em várias regiões do Pantanal de março de 2018 a setembro de 2019, o documentário aborda as transformações pelas quais passa a região pantaneira e aponta caminhos para o desenvolvimento de seu potencial econômico.

Esse é um projeto do Documenta Pantanal que é uma iniciativa para somar forças que se encontram com o objetivo de chamar a atenção sobre preservar o patrimônio do Pantanal, refletindo e auxiliando na busca de soluções que harmonizem as necessidades de geração de riqueza coma preservação do Bioma. Filmes documentários, blog e mídias sociais, livros e exposições sobre o assunto são ações coordenadas pelo Documenta Pantanal.

O personagem do filme, Ruivaldo, estava presente no evento e contou para o público a sua história de vida e de luta pela preservação do Pantanal. “Temos todos que fazer a nossa parte e tentar salvar esse patrimônio. Agradeço imensamente a Teresa Bracher e o João Farkas por terem me convidado para fazer esse filme e abordar sobre o nosso Pantanal e tudo aquilo que o rodeia”, frisou durante o lançamento.

Para o Diretor de Relações Institucionais do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Angelo Rabelo esse é um momento muito especial. “Pois o filme tem o objetivo de fazer com que todos abracem essa causa e chamar a atenção não só para o Rio Taquari mas também para outras ameaças que nos circundam e demais rios que compõem a planície. Não podemos ficar omissos dessa luta”, ressaltou.

O Presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar Leite lembrou que o Sindicato vem nessa luta há mais de 25 anos. “E hoje por meio desse documentário vamos poder mostrar para o mundo, pois no Brasil já tivemos várias audiências no Senado, na Câmara Federal e no Mistério Público e não conseguimos resolver esse desastre ambiental do Rio Taquari”, salientou. 

O vereador Chicão Vianna, do município de Corumbá, disse que o documentário é muito importante porque traduz a realidade do homem pantaneiro. “O projeto está de parabéns por incentivar as autoridades políticas, a iniciativa privada e a todos a chegarem há um denominador comum para se ter uma solução para essa calamidade ambiental”, enfatizou.

O filme passa ao público que quando uma área natural é convertida para pastagem ou agricultura, a implantação de boas práticas de conservação de solo, como as adotadas pelo moderno agronegócio brasileiro, é fundamental para que não se estabeleça o ciclo vicioso de perda de solo, erosão e assoreamento dos rios. E ainda mostra que as medidas mais importantes são: curvas de nível, caixas de contenção, adequação de estradas, proteção de nascentes e matas ciliares, e plantio direto.
O Documentário é uma realização da MoG Produtora, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal. Tem o patrocínio da Lei de Incentivo à Cultura, Rodobens, ULTRA e Klabin e apoio do Acaia Pantanal e do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

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