Após atentado em fazenda, ex-prefeito de Amambai não resiste e morre no hospital

Foi confirmada há pouco a morte do ex-prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini, que estava internado no Hospital do Coração, em Dourados. Ele foi atingido por um tiro na cabeça quando saia de sua fazenda, em Amambai, supostamente após ter discutindo com um funcionário. Ele foi atendido e transferido em estado gravíssimo.

Ao chegar ao hospital, Dirceu sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica tentou reanimá-lo por cerca de uma hora, mas não conseguiu. Uma aeronave do Corpo de Bombeiros estava à espera no aeroporto de Dourados para transporte dele até a Capital. A transferência não foi autorizada pela equipe devido ao estado de saúde delicado.

No momento do atentado, ele estava com o genro, que também foi encaminhado para o Hospital do Coração em Dourados. Diferente do sogro, Kesley Aparecido Vieira Matricardi estava consciente e seu estado de saúde é considerado estável.

Mesmo ferido, o rapaz conseguiu sair do local do crime com o sogro e buscar ajuda. Kesley foi atingido no pescoço, mas o tiro teria sido de raspão. Outro disparo também o acertou no braço. O suspeito do crime continua foragido.

Prefeito por três mandatos e liderança na região do Conesul

Dirceu Luiz Lanzarini era natural de São Paulo (SP), nascido no dia 30 de novembro de 1957. Casado e com duas filhas, ele declarou na última eleição que disputou, em 2014, para deputado estadual pelo PR, ser produtor agropecuário. Nesse pleito, ele foi o 37ª mais votado, recebendo 9.807 votos e ficando como suplente.

Antes disso, Lanzarini também concorreu ao cargo de deputado estadual em 2006, pelo PL (denominação a qual o PR voltou a ser chamado atualmente). Ele também ficou como suplente nessa eleição, tendo recebido 24.967 votos – atrás dos correligionários da época, Londres Machado, Paulo Correa e Antônio Carlos Arroyo.

Conhecida liderança da região do Conesul do Estado, Dirceu foi também prefeito de Amambai em três mandatos. Eleito em 1996, assumiu o cargo em 1º de janeiro de 1997, sendo reeleito em 2000, ficando no posto até 31 de dezembro de 2004.

Já entre 2003 e 2004, ele cumpriu mandato como presidente da Assomasul (Associação dos Município de Mato Grosso do Sul), substituindo Reinaldo Azambuja no posto. O nome que o sucedeu foi Waldeli dos Santos Rosa, prefeito de Costa Rica hoje no quarto mandato.

Em 2008, ele voltou às urnas para a disputa pela prefeitura de Amambai, vencendo o pleito e ficando no cargo entre 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012 – ano em que decidiu não disputar a reeleição e viu o candidato que apoiou para sucede-lo perder a disputa para o nome apoiado pelo então governador André Puccinelli (MDB).

Mesmo com a disputa nas urnas em 2012, ele assumiu meses depois o cargo de assessor especial na gestão de André, na qual foi secretário estadual da Juventude e diretor-presidente da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul).

Atualmente, ele exercia o cargo de secretário especial da Casa Civil, sendo coordenador regional da gestão Reinaldo Azambuja (PSDB). Após sair do PR por desentendimentos com o então líder da sigla, Londres Machado, ele migrou para o PSDB, onde também faz parte da diretoria executiva estadual do partido.

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