Com a primeira escola já na passarela do samba na Avenida General Rondon, o entorno seguia em ritmo acelerado na noite deste sábado.


Na Praça da Independência, ritmistas do naipe de chocalho da Major Gama se encontraram para os últimos ajustes antes de seguirem para a concentração. Terceira escola a desfilar, a agremiação ainda aguardava o momento de entrar na avenida.


Há quatro anos na bateria, Mariana Rafaela contou que começou na própria Major Gama depois de ouvir que outras escolas buscavam ritmistas já prontos. “Quando eu comecei, disseram que não queriam quem não sabia tocar. Na Major tinha o mestre Igor, que acolheu eu e meus irmãos”, relembrou. Segundo ela, no mesmo ano do seu ingresso, já virou parte da chamada bateria show. “Eu já cresci no Carnaval. É uma paixão desde criança”.


Também no chocalho, Lucas Eduardo destacou o sentimento de pertencimento dentro da escola. Ele contou que conheceu a bateria ao aceitar um convite para assistir a um ensaio e acabou se encantando pelo instrumento. “A Major Gama é uma escola do povo. A bateria acolhe quem é novo, quem é de fora”. Para ele, estar na bateria é uma experiência difícil de explicar: “Só entrando para entender essa sensação”.


Enquanto isso, a poucos metros dali, na Rua 13 de Junho com a Frei Mariano, a A Pesada, segunda a desfilar na noite, já estava organizada na concentração. A ritmista Geniffer Campos falou sobre a expectativa antes da entrada oficial na passarela e a preparação do naipe para manter o ritmo firme durante o desfile.


Entre concentração e aquecimento, o som do chocalho antecipava, nos bastidores, a energia que minutos depois ganharia a avenida.

Por corumbaonline