Um grupo de criminosos teria invadido o presídio da Gameleira do Regime Semiaberto, em Campo Grande, e feito o resgate de três presos na madrugada de segunda-feira (20). Um dos criminosos é familiar de José Cláudio Arantes, o ‘Tio Arantes’, que também já fugiu do Semiaberto, em 2021.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, um grupo de seis pessoas armadas, vindas de fora do Estado, teria cortado o alambrado da unidade e ido até uma cela disciplinar com o intuito de “resgatar” Italo de Moraes.
Além de Italo, Bruno Araújo da Silva e Thiago Pereira Costa foram soltos e levados pelo grupo. No dia 4 de julho, criminosos atacaram um comboio do Bope (Batalhão de Operações Especiais) para resgatar um preso.
Ataque ao comboio do Bope
Conforme apurou o Jornal Midiamax na época do ataque, as equipes do Bope estariam em quatro viaturas, sendo uma delas descaracterizada, transportando o suspeito de Corumbá com destino a Campo Grande. Esse preso seria vinculado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Na ocasião, os militares teriam parado em um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-262, no distrito de Albuquerque, para trocar o pneu de um dos veículos, quando tiros de fuzil foram disparados de uma área de mata.
Os tiros, disparados por supostos integrantes do Comando Vermelho, teriam atingido o suspeito, que não resistiu e morreu no local. A reportagem apurou ainda que haveria um prêmio em dinheiro, entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, pela vida desse suspeito.


Tio Arantes
‘Tio Arantes’, que tem 70 anos, foi preso pela última vez em 2023, na Bolívia. Ele estava foragido desde novembro de 2021, quando fugiu do regime semiaberto, no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, em Campo Grande.
Apontado como liderança do PCC (Primeiro Comando da Capital), Tio Arantes está entre os acusados de participar da morte do advogado Willian Maksoud Filho, em 2006. Ele estaria preso na época, mas, ainda assim, os suspeitos o apontaram como um dos responsáveis pela decisão do assassinato do advogado.
Arantes também teria liderado a rebelião na Máxima, naquele mesmo ano, a maior já registrada do Estado. Ele tem, ainda, acusações de participar de assaltos a bancos, além de furtos e receptações.
Considerado um dos chefes do PCC, Tio Arantes havia sido preso em outubro de 2017. Na ocasião, o Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) o prendeu pela explosão de caixas eletrônicos de uma agência bancária, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.
Diante da evasão, o Jornal Midiamax acionou a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) para saber quais medidas foram adotadas e aguarda um retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

