Segundo o deputado Vander Loubet (PT-MS), a decisão foi motivada pelo movimento do Podemos — partido que Soraya presidia no estado — de aproximação com o PL em nível nacional, o que poderia dificultar a construção de palanque para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. Antes de bater o martelo, Soraya conversou com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com o presidente nacional do PSB, João Campos.
A troca recebeu aval de Lula e foi confirmada pela assessoria da parlamentar como parte das definições finais da janela partidária. Soraya resistiu ao convite para deixar o Podemos, mas enfrentava pressão interna de aliados em diferentes estados. O vereador Ronny Gabriel, de Erechim (RS), chegou a defender sua expulsão, acusando-a de se afastar do eleitorado conservador ao romper com Jair Bolsonaro e se aproximar do governo.
O desgaste também foi ampliado pela polêmica envolvendo a acusação de estupro feita pela senadora contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, às vésperas da apresentação de seu parecer.
No novo arranjo político, Soraya deve compor uma chapa ao Senado em 2026 ao lado de Vander Loubet, alinhada ao projeto nacional do PT — articulação que já havia recebido sinal verde de Lula.

