Na noite do dia 03 de janeiro de 2026, por volta das 20h30, durante uma abordagem de rotina no Posto Esdras (fronteira entre o Brasil e a Bolívia), agentes da Receita Federal do Brasil e da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul abordaram um táxi boliviano que tentava ingressar em território brasileiro transportando milhares de cédulas falsas de reais e dólares.

Questionado pelas autoridades, o condutor do veículo, também de nacionalidade boliviana, afirmou que as cédulas foram impressas na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, e que seriam distribuídas em feiras populares de Corumbá-MS. Segundo o taxista, o dinheiro falso seria utilizado em um ritual tradicional boliviano, que envolve o enterro de oferendas com pedidos de prosperidade à Pachamama (Mãe Terra).

De acordo com o Código Penal Brasileiro, a falsificação de moeda é crime, com pena de reclusão de três a doze anos, além de multa. A legislação prevê ainda que incorre na mesma pena quem importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz moeda falsa em circulação, independentemente da finalidade alegada.

Embora as tradições culturais e religiosas devam ser respeitadas, nenhuma prática que envolva crimes contra a ordem econômica e financeira pode se sobrepor às leis brasileiras. Diante dos fatos, o taxista foi encaminhado à Polícia Federal, que ficará responsável pela condução do inquérito e do processo criminal.

A ocorrência ressalta a importância do trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização, bem como o compromisso permanente de proteção das fronteiras e o cumprimento da legislação, garantindo a segurança e a legalidade no território nacional.

Por Da Redação