{"id":10033,"date":"2017-10-13T15:00:17","date_gmt":"2017-10-13T19:00:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=10033"},"modified":"2017-10-13T18:08:33","modified_gmt":"2017-10-13T22:08:33","slug":"sistemas-de-alerta-de-cheia-e-incendio-para-o-pantanal-sao-debatidos-em-evento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/sistemas-de-alerta-de-cheia-e-incendio-para-o-pantanal-sao-debatidos-em-evento\/","title":{"rendered":"Sistemas de alerta de cheia e inc\u00eandio para o Pantanal s\u00e3o debatidos em evento"},"content":{"rendered":"<p>Tr\u00eas temas de interesse dos pecuaristas pantaneiros foram debatidos durante uma reuni\u00e3o de stakeholders do projeto Pecu\u00e1ria do Futuro, realizada em S\u00e3o Carlos (SP), na quarta-feira (4\/10): sistema de alerta para enchentes no Pantanal, sistema de alerta para inc\u00eandios no Pantanal e sistema para orientar a substitui\u00e7\u00e3o de pastagem nativa por pastagem cultivada. Esses temas foram inclu\u00eddos na discuss\u00e3o porque uma equipe de pesquisadores e analistas da Embrapa Pantanal faz parte do projeto e est\u00e1 empenhada em participar do processo que vai entregar ao setor produtivo sistemas de tomada de decis\u00e3o que auxiliem o produtor rural.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o utilizou a metodologia do\u00a0<em>World Caf\u00e9<\/em>, uma forma de criar, intencionalmente, uma rede viva de conversas em torno de quest\u00f5es relevantes. O objetivo \u00e9 que o ambiente \u2013 que simula uma cafeteria \u2013 estimule conversas de alta qualidade e profundamente participativas. Tr\u00eas mesas em sistema de rod\u00edzio debateram duas perguntas sobre a pecu\u00e1ria do futuro. 1) A agricultura 4.0 afetar\u00e1 o mercado como um todo e trar\u00e1 novos modelos de neg\u00f3cios. Como a Pecu\u00e1ria do Futuro deve se preparar para lidar com essas mudan\u00e7as e o que ela poder\u00e1 oferecer para a sociedade? 2) A partir de um primeiro levantamento com stakeholders, o projeto Pecu\u00e1ria do Futuro entregar\u00e1 para o setor produtivo sistemas de tomada de decis\u00e3o para o produtor rural. Em sua opini\u00e3o, de que forma essas ferramentas poder\u00e3o contribuir e quais impactos ter\u00e3o na pecu\u00e1ria?<\/p>\n<p>Foi nesta segunda pergunta que os tr\u00eas temas envolvendo a pecu\u00e1ria do Pantanal foram inclu\u00eddos como subt\u00f3picos. Os grupos, que iam se revezando e anotando ideias na pr\u00f3pria mesa, levantaram tr\u00eas considera\u00e7\u00f5es importantes a partir de todo o debate.<\/p>\n<p>A primeira moderadora, M\u00f4nika Bergamaschi, da Abag\/Ribeir\u00e3o Preto (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio), apresentou os resultados da discuss\u00e3o, que constatou a exist\u00eancia de muitas tecnologias dispon\u00edveis, mas a falta de extens\u00e3o rural para entreg\u00e1-las ao produtor, fazendo com que muitos ainda pratiquem a agricultura 1.0. Essa mesa levantou que mesmo tecnologias simples, como a escolha de uma forrageira, pode significar um salto para a agricultura 4.0 no caso de um pequeno produtor.<\/p>\n<p>O segundo moderador, Paulo Cesar Sentelhas, professor da Esalq-USP, colocou que para se chegar \u00e0 pecu\u00e1ria 4.0 \u00e9 preciso partir de um diagn\u00f3stico que gere demandas mais espec\u00edficas (at\u00e9 regionais) para a pesquisa. \u201cAs ferramentas devem atender a problemas reais\u201d, disse. O grupo tamb\u00e9m considerou as pol\u00edticas p\u00fablicas para o setor extremamente importantes e alertou para a falta de infraestrutura no campo. Paulo acrescentou que a ferramenta para auxiliar na tomada de decis\u00f5es que o projeto Pecu\u00e1ria do Futuro pretende criar poder\u00e1 melhorar a gest\u00e3o e, consequentemente, a produtividade da pecu\u00e1ria. O grupo apontou ainda que conhecer a variabilidade clim\u00e1tica \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>O terceiro moderador, o consultor Jalme de Souza Fernandes J\u00fanior, mostrou que para o grupo a pecu\u00e1ria 4.0 depende de tecnologias que causem impacto e de ferramentas realmente efetivas. Os participantes dessa discuss\u00e3o apontaram que as ferramentas de alerta aos produtores s\u00e3o muito importantes. A no\u00e7\u00e3o \u00e9 de que os pecuaristas utilizam pouca tecnologia \u2013 a internet nem est\u00e1 acess\u00edvel em regi\u00f5es mais remotas.<\/p>\n<p>O pesquisador Carlos Padovani, que trabalha com sistema de alerta de enchentes no Pantanal, teve a oportunidade de acompanhar as discuss\u00f5es nas mesas. O sistema de alerta foi demandado por um produtor pantaneiro em uma etapa que antecedeu a elabora\u00e7\u00e3o do projeto e representa uma ferramenta muito relevante para os pecuaristas da regi\u00e3o. No per\u00edodo de cheia do Pantanal, muitos precisam transportar o gado para \u00e1reas mais altas e um sistema de alerta incorporado \u00e0s demais ferramentas de suporte \u00e0 tomada de decis\u00e3o pode facilitar muito a log\u00edstica. \u201cA metodologia foi bem produtiva e fez com que pessoas de diferentes setores e de diferentes n\u00edveis interagissem. Como o tempo era controlado, todos se expressaram de forma bem sucinta e objetiva. Foi bem din\u00e2mica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Padovani lembrou que, embora pecuaristas pantaneiros n\u00e3o tenham comparecido nessa oportunidade, o projeto abriu espa\u00e7o para que eles estivessem presentes. V\u00e1rios produtores do Pantanal foram convidados e o evento foi divulgado durante a Feapan (Feira Agropecu\u00e1ria do Pantanal), em Corumb\u00e1 (MS), em setembro. Embora\u00a0n\u00e3o tenham participado diretamente, prestadores de servi\u00e7os, fornecedores e consultores que atuam para eles estiveram presentes. Al\u00e9m disso, est\u00e3o previstos para os pr\u00f3ximos anos eventos para o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em um plano de a\u00e7\u00e3o espec\u00edfico para o Pantanal.<\/p>\n<p>A jornalista Ana Maio, da Embrapa Pantanal, conduziu os trabalhos do\u00a0<em>World Caf\u00e9<\/em>. Em cada mesa havia um secret\u00e1rio ajudando a anotar os di\u00e1logos. Tamb\u00e9m fazem parte do projeto as pesquisadoras Balbina Soriano, que vai atuar no sistema de alerta de inc\u00eandios no Pantanal, e Sandra Santos, que vai propor o sistema de orienta\u00e7\u00e3o para a substitui\u00e7\u00e3o de pastagens nativas por cultivadas. O rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Thiago Coppola, chefe de Transfer\u00eancia de Tecnologia da Embrapa Pantanal, o pesquisador Jos\u00e9 An\u00edbal Comastri Filho, a bibliotec\u00e1ria Viviane Solano, a jornalista Nicola Dichoff, supervisora do NCO (N\u00facleo de Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional), a assistente Rosilene Gutierrez, os analistas Kenndel Batista Zuanazzi (supervisor do Setor de Transfer\u00eancia de Tecnologia), Dayanna Schiavi Batista e Karla Rocha Guedes completam o time da Unidade no projeto.<\/p>\n<p><strong>INOVA\u00c7\u00c3O EM PASTAGENS<\/strong><\/p>\n<p>Essa reuni\u00e3o com stakeholders do projeto Pecu\u00e1ria do Futuro aconteceu antes do Encontro de Inova\u00e7\u00e3o em Pastagens, que come\u00e7ou ainda pela manh\u00e3, no Espa\u00e7o Volentieri, em S\u00e3o Carlos.<br \/>\nPromovido pela Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste, o encontro levantou obst\u00e1culos que impedem ou dificultam a inova\u00e7\u00e3o em pastagens e, consequentemente, o avan\u00e7o da pecu\u00e1ria brasileira. Cerca de cem representantes de diversos segmentos da atividade econ\u00f4mica participaram e propuseram oito prot\u00f3tipos de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Depois de detectar esses obst\u00e1culos para os temas nutri\u00e7\u00e3o animal, risco na agropecu\u00e1ria, fertilidade do solo, sistemas de produ\u00e7\u00e3o, fazendas inteligentes e forrageiras, o p\u00fablico foi convidado a sugerir solu\u00e7\u00f5es por meio da metodologia\u00a0<em>Design Thinking<\/em>, que estimula a proposi\u00e7\u00e3o de ideias inovadoras. Cada mesa entregou um prot\u00f3tipo do que entende ser uma solu\u00e7\u00e3o para encarar o problema apontado. Todo o material est\u00e1 sendo processado pela Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste e em breve ser\u00e1 divulgado.<\/p>\n<p>Na abertura do Encontro de Inova\u00e7\u00e3o em Pastagens, pela manh\u00e3, a l\u00edder do projeto Pecu\u00e1ria do Futuro, pesquisadora Patr\u00edcia Menezes Santos, lembrou que o momento era de \u201cviajar pelo mundo das ideias\u201d e \u201csonhar com a pecu\u00e1ria do futuro\u201d. \u00a0Carlos Padovani, da Embrapa Pantanal, participou de uma das mesas e disse que, de fato, os convidados se sentiram livres para sonhar com a pecu\u00e1ria do futuro. \u201cMas a metodologia foi bem interessante porque, ao mesmo tempo em que permitia sonhar, esse sonho tinha que ser vi\u00e1vel e realiz\u00e1vel, pois o grupo teve que desenhar um prot\u00f3tipo de como a solu\u00e7\u00e3o seria aplicada\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Entre uma din\u00e2mica e outra, o p\u00fablico acompanhou seis palestras. Veja abaixo um resumo de cada uma delas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O futuro j\u00e1 come\u00e7ou para as plantas forrageiras?<\/strong><br \/>\nO pesquisador Francisco D\u00fcbbern de Souza, da Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste, lembrou que ao longo do tempo as forrageiras foram incorporadas a diversos outros usos al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de leite e carne: ornamenta\u00e7\u00e3o, palhada para plantio direto, cobertura de margens de rodovia, embalagens, artesanato e outros. Ele apresentou desafios como a necessidade de aumentar o n\u00famero de cultivares de pastagens adaptadas \u00e0s diferentes condi\u00e7\u00f5es ambientais e de manejo; a marcante estacionalidade da produ\u00e7\u00e3o de forragens; a baixa qualidade nutricional das plantas forrageiras tropicais; o predom\u00ednio de pastagens formadas com esp\u00e9cies ex\u00f3ticas; os impactos potenciais das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, entre outros. Em seguida falou sobre avan\u00e7os que a pesquisa pode proporcionar em um futuro que est\u00e1 chegando. Alguns deles: sementes com sensores ambientais gen\u00e9ticos indicativos do momento ideal para a germina\u00e7\u00e3o; cultivares de gram\u00edneas com propriedade medicinais; associa\u00e7\u00f5es mutual\u00edsticas entre plantas e microorganismos para aumento da digestibilidade das gram\u00edneas; aumento da efici\u00eancia na absor\u00e7\u00e3o e\/ou na utiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pelas plantas. Para a constru\u00e7\u00e3o do futuro da pecu\u00e1ria, Francisco indicou como determinantes os bancos de germoplasma e o uso de esp\u00e9cies nativas em pastagens cultivadas. \u201cPor que n\u00e3o?\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Gest\u00e3o de riscos na pecu\u00e1ria<\/strong><br \/>\nO ex-ministro da Agricultura (2007-2008) Luis Carlos Guedes Pinto decidiu improvisar uma palestra no evento ao perceber que precisava passar alguns recados aos participantes. De acordo com ele, o maior risco para o pecuarista \u00e9 o frigor\u00edfico e o maior risco para o frigor\u00edfico \u00e9 o pecuarista. Essa rela\u00e7\u00e3o \u201cde muita desconfian\u00e7a, conflituosa e at\u00e9 selvagem\u201d precisa ser resolvida. A solu\u00e7\u00e3o, segundo ele, \u00e9 estabelecer um padr\u00e3o de contrato que assegure seguran\u00e7a m\u00ednima e previsibilidade para as partes. Guedes tamb\u00e9m v\u00ea necessidade de um processo de formata\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os para a agricultura e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas adequadas. Lamentou que o pa\u00eds ainda n\u00e3o tenha superado problemas s\u00e9rios, como a febre aftosa e a brucelose, doen\u00e7as que j\u00e1 desapareceram de outras partes do mundo. Tamb\u00e9m sugeriu a implementa\u00e7\u00e3o efetiva de um programa de rastreabilidade no Brasil. O ex-ministro disse ainda que o pa\u00eds gera tecnologias para o setor, mas elas n\u00e3o chegam ao produtor e indicou que o cr\u00e9dito \u00e9 um forte indutor para a implanta\u00e7\u00e3o dessas tecnologias. \u201cS\u00f3 o uso de tecnologia reduz o risco\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sustentabilidade<\/strong><br \/>\nLuis Fernando Guedes Pinto, da Imaflora, apresentou o conceito cl\u00e1ssico de sustentabilidade, mesmo admitindo que se trata de uma defini\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. \u201cOs atores criam defini\u00e7\u00f5es de acordo com seus interesses. Sustentabilidade \u00e9 um processo, a gente nunca chega l\u00e1\u201d, explicou. Segundo ele, ainda \u00e9 um conceito muito filos\u00f3fico, que evolui com o desenvolvimento da ci\u00eancia e da tecnologia. Luis Fernando afirmou que \u00e9 preciso entender os interesses dos outros, aceitando ou n\u00e3o. A certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a forma de materializar a sustentabilidade, mas os selos de certifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 ter\u00e3o valor se houver acordo entre os segmentos envolvidos. O palestrante apontou tamb\u00e9m que os processos de certifica\u00e7\u00e3o geralmente s\u00e3o excludentes e atingem os grandes produtores. A Imaflora apresentou um modelo de certifica\u00e7\u00e3o coletiva, que conseguiu incluir pequenos e m\u00e9dios no processo. Outra informa\u00e7\u00e3o interessante apresentada por ele \u00e9 que a maior vantagem econ\u00f4mica da certifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 dentro da fazenda, e n\u00e3o fora, como se imaginava.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancias econ\u00f4micas e o futuro da pecu\u00e1ria<\/strong><br \/>\nO palestrante Alexandre Mendon\u00e7a de Barros, da MB Agro, come\u00e7ou apresentando um estudo de 150 anos de dados e pre\u00e7os de produtos agr\u00edcolas e constatou que, entre todos os alimentos pesquisados no per\u00edodo, apenas a carne vermelha subiu de pre\u00e7o. \u201cTivemos um grande salto de produtividade na agricultura, mas a pecu\u00e1ria ainda tem problemas s\u00e9rios, como f\u00eameas que produzem um bezerro por ano, as varia\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os dos gr\u00e3os, e outros\u201d, afirmou. O trip\u00e9 que explicava o sucesso das atividades agropecu\u00e1rias no s\u00e9culo passado (mecaniza\u00e7\u00e3o, gen\u00e9tica e nutri\u00e7\u00e3o de plantas) j\u00e1 n\u00e3o responde \u00e0 realidade atual, j\u00e1 que surgiu algo novo: as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o. Alexandre apresentou dados mundiais de produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de carne, situando o Brasil nesse contexto. E deixou d\u00favidas: \u201cO Brasil tem 220 milh\u00f5es de cabe\u00e7as e o abate caiu 6 milh\u00f5es. Como um rebanho cresce e o abate cai com a alta na produtividade que temos observado?\u201d Segundo ele, os recentes esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o v\u00e3o obrigar o pa\u00eds a reabrir mercados. \u201cMas h\u00e1 demanda para crescer, e possivelmente r\u00e1pida\u201d, apontou, ao lembrar que a crise derrubou o consumo interno de carne de 36 quilos\/habitante para 26 quilos\/habitante em quatro anos. Outra quest\u00e3o relevante colocada por ele foi sobre a cria. \u201cPara onde vai? Vai ser no Pantanal? Em \u00e1reas marginais? A intensifica\u00e7\u00e3o em cria \u00e9 um problema. Um grande enigma, ainda sem resposta.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A nanotecnologia e os novos fertilizantes<\/strong><br \/>\nCau\u00ea Ribeiro de Oliveira, da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o (S\u00e3o Carlos-SP), come\u00e7ou informando os dez anos de atua\u00e7\u00e3o da Rede Agronano, que tem permitido avan\u00e7os significativos da pesquisa nessa \u00e1rea. Ele apresentou conceitos ligados ao aumento da efici\u00eancia de um insumo: libera\u00e7\u00e3o comum, libera\u00e7\u00e3o lenta e libera\u00e7\u00e3o controlada. \u201cHoje \u00e9 poss\u00edvel obter v\u00e1rios tempos de libera\u00e7\u00e3o com uma \u00fanica aplica\u00e7\u00e3o dos fertilizantes\u201d, explicou. De acordo com o pesquisador, \u00e9 poss\u00edvel aumentar a efici\u00eancia diminuindo ou controlando a solubilidade de uma part\u00edcula muito sol\u00favel (por meio de sistemas de libera\u00e7\u00e3o lenta ou controlada e de filmes finos de prote\u00e7\u00e3o) ou aumentando a solubilidade de uma part\u00edcula insol\u00favel (nanopart\u00edculas de \u00f3xidos, sais e outros). Ele apresentou informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre nanocomp\u00f3sitos fertilizantes e sobre estruturas reticuladas (hidrog\u00e9is).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>As transforma\u00e7\u00f5es no sistema de informa\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade e as estrat\u00e9gias em comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nJorge Duarte, jornalista da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Embrapa (Bras\u00edlia-DF), mostrou a import\u00e2ncia da comunica\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica nas organiza\u00e7\u00f5es na primeira parte de sua palestra. Utilizando conceitos contempor\u00e2neos da comunica\u00e7\u00e3o, explicou que comunicar \u00e9 diferente de informar e que a comunica\u00e7\u00e3o s\u00f3 se concretiza na recep\u00e7\u00e3o. \u201cO receptor \u00e9 o dono da comunica\u00e7\u00e3o. Ele a define\u201d, disse. Pontuou tamb\u00e9m que a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 meio, e n\u00e3o um fim \u2013 e tem um come\u00e7o, mas n\u00e3o tem fim, \u201c\u00e9 um processo cont\u00ednuo\u201d. Como recomenda\u00e7\u00f5es aos representantes de organiza\u00e7\u00f5es presentes, Duarte sugeriu que se busquem solu\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o ferramentas. \u201cProfissionalizem!\u201d. Em um segundo momento, o comunicador apresentou um levantamento feito com oito jornalistas que atuam no agro e se manifestaram a respeito da imagem da pecu\u00e1ria. O p\u00fablico pode acompanhar, por meio de frases desses jornalistas, como eles percebem que a sociedade enxerga a atividade, os erros e os desafios para o setor.<\/p>\n<p>O Encontro Inova\u00e7\u00e3o em Pastagens teve como patrocinadores a Unipasto, Bellman\/ Trouw Nutrition, Elanco, Agroceres, Case IH e Sempa Sementes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas temas de interesse dos pecuaristas pantaneiros foram debatidos durante uma reuni\u00e3o de stakeholders do projeto Pecu\u00e1ria do Futuro, realizada em S\u00e3o Carlos (SP), na quarta-feira (4\/10): sistema de alerta para enchentes no Pantanal, sistema de alerta para inc\u00eandios no Pantanal e sistema para orientar a substitui\u00e7\u00e3o de pastagem nativa por pastagem cultivada. 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