{"id":11000,"date":"2017-11-09T11:38:30","date_gmt":"2017-11-09T14:38:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11000"},"modified":"2017-11-09T11:38:30","modified_gmt":"2017-11-09T14:38:30","slug":"fao-discute-solucoes-para-o-comercio-de-hortifruti-na-fronteira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/fao-discute-solucoes-para-o-comercio-de-hortifruti-na-fronteira\/","title":{"rendered":"FAO discute solu\u00e7\u00f5es para o com\u00e9rcio de hortifruti na fronteira"},"content":{"rendered":"<p>Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 fome e desenvolvimento econ\u00f4mico fronteiri\u00e7o a partir da comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos. Essa \u00e9 a proposta da reuni\u00e3o do Comit\u00ea Binacional de Integra\u00e7\u00e3o Bol\u00edvia-Brasil, realizada pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), para a fronteira entre Brasil e Bol\u00edvia, que divide Corumb\u00e1 de Puerto Quijarro e Puerto Soarez. O evento aconteceu no hotel resort El Pantanal, em Puerto Quijarro, nos dias 7 e 8 de novembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No lado brasileiro s\u00e3o oito assentamentos que produzem frutas, verduras, hortali\u00e7as e derivados do leite. Tamb\u00e9m h\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de gado e frango e, do lado boliviano, as atividades se repetem: mais hortali\u00e7as, frutas e legumes s\u00e3o produzidos e abastecem a regi\u00e3o. &#8220;Com as propostas deste evento, o Munic\u00edpio de Corumb\u00e1 poder\u00e1 buscar solu\u00e7\u00f5es para cadastrar os produtores, regularizar a entrada de produtos e fortalecer a atividade agropecu\u00e1ria local, \u00e9 uma excelente ideia&#8221;, resumiu o representante da Prefeitura de Corumb\u00e1 no evento, \u00a0Luciano Leite, subsecret\u00e1rio de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Produ\u00e7\u00e3o Rural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para se ter dimens\u00e3o do impacto da produ\u00e7\u00e3o local na economia e no abastecimento de alimentos, cem por cento do frango que \u00e9 consumido no lado boliviano da fronteira, desde Puerto Quijarro a Robor\u00e9, \u00e9 produzido no Brasil. &#8220;A comercializa\u00e7\u00e3o precisa de suporte para contribuir ainda mais com o desenvolvimento da regi\u00e3o, j\u00e1 que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que beneficia produtores e consumidores de ambos pa\u00edses&#8221;, completou Leite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na fronteira h\u00e1 o tr\u00e2nsito informal desses alimentos. Por falta de documentos que atestem a origem e as boas pr\u00e1ticas de higiene durante a produ\u00e7\u00e3o e manejo, acabam sendo apreendidos, como explica o auditor fiscal federal do MAPA em Corumb\u00e1, Wilson Vit\u00f3rio Garcia. &#8220;Todos os meses o Minist\u00e9rio da Agricultura do Brasil apreende cerca de quatro toneladas de alimentos sem certifica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura boliviano. Esses alimentos ficam retidos em uma c\u00e2mara fria e depois s\u00e3o destru\u00eddos, pois n\u00e3o atendem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o brasileira. Mas o Governo do Brasil entende que, hoje em dia, existem op\u00e7\u00f5es mais vi\u00e1veis para o aproveitamento desses alimentos, como a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de repatria\u00e7\u00e3o dos produtos em solo boliviano, bem como cadastrando institui\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos, para que possamos devolver essas mercadorias&#8221;, lamentou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com as discuss\u00f5es, o resultado do evento ser\u00e1 compilado em um relat\u00f3rio a ser divulgado pela FAO, apresentando propostas pr\u00e1ticas de coopera\u00e7\u00e3o entre as duas regi\u00f5es da fronteira, com apoio para capacidade produtiva e melhoria na condi\u00e7\u00e3o de comercializa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Laguna, representante da FAO\/Bol\u00edvia no evento, explicou que acordo internacional nessa modalidade prev\u00ea a facilita\u00e7\u00e3o de interc\u00e2mbio relacionado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria de Puerto Quijarro e Puerto Suarez do lado boliviano e, Corumb\u00e1 e Lad\u00e1rio do lado brasileiro. &#8220;O que fizermos nesta fronteira, seguindo a proposta, logo pode se tornar um modelo de gest\u00e3o para outras fronteiras da Am\u00e9rica Latina&#8221;, sinaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do ponto de vista do governo brasileiro, o representante da \u00a0Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o (ABC), Armando Munguba Cardoso, explica que o tr\u00e2mite tende a ser facilitado, gra\u00e7as a um acordo pr\u00e9vio em vigor. &#8220;Entre Brasil e Bol\u00edvia foi aprovado um acordo b\u00e1sico de coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em 1993 e, \u00e9 poss\u00edvel haver ajustes complementares para cada novo projeto de recursos h\u00eddricos, pecu\u00e1ria, agricultura, abastecimento, comercializa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. E como o Brasil tamb\u00e9m possui um acordo com a FAO, o nosso pa\u00eds se coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para oferecer expertise de alguma institui\u00e7\u00e3o brasileira. No caso desta proposta da FAO, vamos aguardar a solicita\u00e7\u00e3o da Bol\u00edvia para darmos in\u00edcio \u00e0s a\u00e7\u00f5es na fronteira&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde 2016, o Brasil estabeleceu uma pol\u00edtica de apoiar as fronteiras em dois sentidos \u2013 seguran\u00e7a e recursos h\u00eddricos. Conforme Cardoso aponta: &#8220;por um lado, h\u00e1 interesse em desenvolver as fronteiras, para que se gere a possibilidade de emprego e renda, por outro, h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o que o uso da \u00e1gua seja a mais adequada poss\u00edvel dos dois lados da fronteira, manter a qualidade para as duas na\u00e7\u00f5es&#8221;. A fronteira entre Brasil e Bol\u00edvia atende aos dois requisitos priorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O embaixador boliviano Jose Kinn Franco amplia a discuss\u00e3o. \u201cNeste trabalho conjunto, poderemos promover o desenvolvimento da fronteira, aproveitando este espa\u00e7o de integra\u00e7\u00e3o. Com essa proposta, estaremos na inst\u00e2ncia correta para elencar todos os problemas que atingem a regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 fome e desenvolvimento econ\u00f4mico fronteiri\u00e7o a partir da comercializa\u00e7\u00e3o de alimentos. Essa \u00e9&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-11000","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-agropecuaria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11000"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11001,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11000\/revisions\/11001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}