{"id":11707870,"date":"2020-07-17T09:52:00","date_gmt":"2020-07-17T13:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11707870"},"modified":"2020-07-17T10:53:22","modified_gmt":"2020-07-17T14:53:22","slug":"presidente-da-fiems-rechaca-qualquer-aumento-de-imposto-e-critica-possivel-retorno-da-cpmf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/presidente-da-fiems-rechaca-qualquer-aumento-de-imposto-e-critica-possivel-retorno-da-cpmf\/","title":{"rendered":"Presidente da Fiems recha\u00e7a qualquer aumento de imposto e cr\u00edtica poss\u00edvel retorno da CPMF"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\">A possibilidade de o Minist\u00e9rio da Fazenda encaminhar para o Congresso Nacional o texto da Reforma Tribut\u00e1ria com a inclus\u00e3o de uma taxa\u00e7\u00e3o de 0,2% sobre transa\u00e7\u00f5es no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, o que vem sendo chamado de \u201cNova CPM2F\u201d, causou revolta por parte do setor industrial de Mato Grosso do Sul. Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da Fiems, S\u00e9rgio Longen, a pesada carga tribut\u00e1ria paga atualmente pelo setor produtivo brasileiro n\u00e3o comporta mais um imposto.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cChega de imposto mesmo, n\u00f3s n\u00e3o temos mais espa\u00e7o para imposto no Brasil\u201d, afirmou o l\u00edder industrial, lembrando que o setor empresarial brasileiro sempre sonhou e sempre esperou a possibilidade de um dia poder discutir amplamente a Reforma Tribut\u00e1ria, avaliando exatamente os impostos que s\u00e3o pagos, o destino desses impostos e tamb\u00e9m o que \u00e9 imposto e o que \u00e9 contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cNessa linha de avalia\u00e7\u00e3o, buscamos sempre a competitividade para os produtos fabricados no Brasil porque n\u00f3s precisamos colocar isso na balan\u00e7a hoje em dia. A abertura do mercado permitiu que produtos possam vir da China e serem comercializados muito mais baratos do que os produzidos no Brasil por conta de quest\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d, ressaltou S\u00e9rgio Longen.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Ele completa que, por isso, \u00e9 importante em uma Reforma Tribut\u00e1ria, que os empres\u00e1rios tenham a oportunidade de avaliar todas essas a\u00e7\u00f5es que poderiam ser constru\u00eddas, buscando a competitividade, o equil\u00edbrio tribut\u00e1rio e o que pode ser muitas vezes ajustado, principalmente, o destino do imposto ou da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cA preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre a mesma, pois, toda a vez que h\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para a discuss\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria, h\u00e1 o avan\u00e7o ansioso dos governos para o aumento da carga tribut\u00e1ria, quer seja com uma nomenclatura j\u00e1 conhecida, quer seja com uma outra diferente. Eles sempre buscam uma oportunidade de onerar ainda mais o contribuinte\u201d, declarou o presidente da Fiems, referindo-se ao poss\u00edvel retorno da velha CPMF, mas com uma nova roupagem.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para ele, j\u00e1 passou da hora de o Brasil discutir esse modelo vencido de tributa\u00e7\u00e3o, pois h\u00e1 anos \u00e9 sugerido colocar em debate essa quest\u00e3o, mas acaba n\u00e3o ganhando corpo a t\u00e3o esperada Reforma Tribut\u00e1ria. \u201cA cada proposi\u00e7\u00e3o de discutir essa reforma, os governos, tanto na esfera federal, quanto na estadual e municipal, se unem para pedir o aumento dos impostos. Por\u00e9m, acabam avaliando que a competitividade ou o imposto colocado para a sociedade \u00e9 inaceit\u00e1vel, esvaziando outra vez o assunto\u201d, lamentou.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">S\u00e9rgio Longen espera que os governos avaliem esse debate de uma maneira sadia e n\u00e3o j\u00e1 de cara colocando, antes de iniciar o processo de discuss\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o de um novo imposto. \u201cAs reformas s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia. Eu entendo que a Reforma Tribut\u00e1ria tem espa\u00e7o para ser discutida agora e entendo tamb\u00e9m que deve ser fatiada, pois n\u00e3o vamos conseguir fazer uma reforma ampla. Por isso, temos de adotar o mesmo modelo utilizado para aprovar as reformas da Previd\u00eancia e a trabalhista\u201d, sugeriu.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">No entanto, na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da Fiems, qualquer que seja a movimenta\u00e7\u00e3o nesse sentido de discuss\u00e3o e ajuste da Reforma Tribut\u00e1ria, tem de ser feita na linha da simplifica\u00e7\u00e3o. \u201cAs empresas n\u00e3o aguentam mais o n\u00famero atual de impostos e o n\u00famero absurdo de obriga\u00e7\u00f5es. A estrutura das empresas hoje para atender a burocracia do fisco \u00e9 enorme, pois elas t\u00eam auditores, controladores, contadores, tributaristas, advogados e assim por diante. Temos mais gente hoje na linha de defesa do fisco do que propriamente na linha de frente das vendas\u201d, alertou.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para o l\u00edder industrial, essa quest\u00e3o precisa ser discutida no Brasil, ou seja, a simplifica\u00e7\u00e3o dos processos e dos impostos e, quando poss\u00edvel, a redu\u00e7\u00e3o setorial dos impostos, pois alguns setores est\u00e3o pagando muito impostos, trazendo preju\u00edzos para a competitividade dos produtos. \u201cO Brasil precisa rever esse conceito e, sempre, precisamos saber onde est\u00e3o sendo aplicados esses impostos. \u00c9 muito importante termos uma explica\u00e7\u00e3o sobre isso. Porque, se a gente continuar pagando impostos, muitas vezes sem enxergar a dire\u00e7\u00e3o deles, acaba trazendo um constrangimento muito grande para a sociedade porque hoje em dia as coisas precisam estar \u00e0s claras\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A possibilidade de o Minist\u00e9rio da Fazenda encaminhar para o Congresso Nacional o texto da Reforma Tribut\u00e1ria com a inclus\u00e3o de uma taxa\u00e7\u00e3o de 0,2% sobre transa\u00e7\u00f5es no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, o que vem sendo chamado de \u201cNova CPM2F\u201d, causou revolta por parte do setor industrial de Mato Grosso do Sul. 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