{"id":11708667,"date":"2020-08-22T12:37:00","date_gmt":"2020-08-22T16:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11708667"},"modified":"2020-08-22T13:20:37","modified_gmt":"2020-08-22T17:20:37","slug":"folclore-sul-mato-grossense-e-rico-e-diverso-esta-presente-no-cotidiano-mas-ainda-e-pouco-conhecido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/folclore-sul-mato-grossense-e-rico-e-diverso-esta-presente-no-cotidiano-mas-ainda-e-pouco-conhecido\/","title":{"rendered":"Folclore sul-mato-grossense \u00e9 rico e diverso, est\u00e1 presente no cotidiano, mas ainda \u00e9 pouco conhecido"},"content":{"rendered":"<p>No dia internacional do Folclore (22), cuja data foi oficializada no Brasil em 1965, o Folclore de Mato Grosso do Sul vai muito al\u00e9m de lendas, est\u00e1 presente no cotidiano das pessoas, seja pela comida, bebida, m\u00fasica, tradi\u00e7\u00f5es, manifesta\u00e7\u00f5es populares, festas, etc. Recebe influ\u00eancias de outros estados principalmente os que fazem fronteira, como Mato Grosso, Goi\u00e1s, Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo, e ainda de pa\u00edses como Paraguai e Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Mas ainda \u00e9 pouco conhecido pela baixa divulga\u00e7\u00e3o e quando essa acontece muitas vezes se limita a curiosidades n\u00e3o se atentando \u00e0 rica diversidade que h\u00e1 nas tradi\u00e7\u00f5es populares. Marlei Sigrist , folcl\u00f3rologa, pesquisadora, membro da Comiss\u00e3o Sul-Mato-Grossense de Folclore (CSMFL) e da \u00a0International Organization of Folk Art (IOV) e integrante da Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul, diz nessa entrevista ser preciso que se preserve as tradi\u00e7\u00f5es populares pois as pessoas tem que se apropriarem do lugar onde vivem e que quem deseja conhecer mais profundamente o Folclore deve mergulhar na transversalidade das ci\u00eancias, j\u00e1 que este \u00e9 plural, diverso e din\u00e2mico.<\/p>\n<p><strong><em>Qual a melhor defini\u00e7\u00e3o do Folclore sul-mato-grossense?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Folclore \u00e9 vida, \u00e9 presente todos os dias nos h\u00e1bitos das pessoas. \u00c9 tamb\u00e9m pret\u00e9rito, \u00e9 mem\u00f3ria, pelo que vivenciaram nossos antepassados e souberam transmiti-lo aos seus descendentes, costurando as pontes e os fios da trama que moldaram nossa identidade, aquele sentido de pertencimento a um lugar especial. Mas, acima de tudo, \u00e9 futuro, pois na reelabora\u00e7\u00e3o das tramas do passado, o presente caminha costurando o futuro dos saberes, dos fazeres, dos sonhos e fantasias, das cria\u00e7\u00f5es, dos modos de ser e estar no mundo na dimens\u00e3o do popular. \u00c9 o que se faz presente no nosso cotidiano: polca, chamam\u00e9, carreteiro, sob\u00e1, sopa paraguaia, viola de cocho, sapateado de catira, Folias de Reis, viola caipira, mod\u00e3o de viola, guampa e terer\u00e9, pe\u00e3o tocando boiadas ao som do berrante, ch\u00e1s de ervas compradas nos raizeiros, gritos de sapucay nos bailes de s\u00e1bados e domingos, festas de Nossa Senhora de Caacup\u00e9, de S\u00e3o Jo\u00e3o, de Santo Ant\u00f4nio, do alho e da farinha, nos bugrinhos da Concei\u00e7\u00e3o, na imagem de Nossa Senhora do Pantanal, nas benzeduras e nas promessas, nas formas de p\u00f4r a galinha no choco ou no plantio da ro\u00e7a artesanal, no mata-burro e na porteira da fazenda, no chap\u00e9u de carand\u00e1 e na faixa de cintura do pantaneiro, na linguagem mesti\u00e7a da fronteira \u2013 o nheengatu, no doce de jaracati\u00e1, no licor de guavira, no churrasco com mandioca e, principalmente, no bater mais forte do cora\u00e7\u00e3o, quando nos lembramos de todas essas coisas que nos dizem que pertencemos a esse lugar.<\/p>\n<p><strong><em>Por que o folclore de Mato Grosso do Sul \u00e9 pouco conhecido?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Eu acredito que seja pela baixa divulga\u00e7\u00e3o que se tem sobre essa quest\u00e3o aqui em Mato Grosso do Sul. A prioridade que se tem no campo das m\u00eddias tradicionais (impressas e televisivas) \u00e9 sempre para a economia, para os problemas sociais e da sa\u00fade. Quando abrem um pequeno espa\u00e7o para a cultura, a prioridade \u00e9 para os aspectos da ind\u00fastria cultural, dos artistas mais midi\u00e1ticos, que est\u00e3o em voga no momento. Outras artes aparecem menos e a cultura popular tradicional &#8211; o folclore, fica \u00e0 margem da circula\u00e7\u00e3o das not\u00edcias. Portanto, sem se fazer presentes, permanecem no desconhecimento, no anonimato. S\u00f3 v\u00e3o se lembrar dele no Dia Mundial do Folclore e, mesmo assim, pensam somente nas lendas, como se folclore fosse apenas isso.<\/p>\n<p>O setor do Turismo e da Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode explorar o Folclore do Estado \u00a0com publica\u00e7\u00f5es bil\u00edngues de alta qualidade, produ\u00e7\u00f5es de audiovisuais que possam ser veiculados fora do Estado e do Brasil. S\u00e3o materiais importantes na divulga\u00e7\u00e3o do Estado, afinal s\u00e3o uma esp\u00e9cie de grande vitrine para o p\u00fablico em geral. Nesses materiais devem englobar n\u00e3o somente a natureza a ser explorada, mas tamb\u00e9m a cultura em toda sua amplitude.<\/p>\n<p>O turista quando chega no local, vai consumir os passeios nos rios, cavernas, etc., mas tamb\u00e9m quer saber o que temos de cultura a oferecer a ele em outros momentos: comida e bebida t\u00edpicas (folclore), arte, m\u00fasica t\u00edpica da regi\u00e3o (folclore) e m\u00fasica comercial local, artes visuais: artesanato tradicional (folclore), hist\u00f3rias da mem\u00f3ria local (maioria do folclore), dan\u00e7as t\u00edpicas do local (folclore) e assim por diante. Se houvesse maior investimento na divulga\u00e7\u00e3o do que temos por aqui, ter\u00edamos maior visibilidade.<\/p>\n<p>O nordeste brasileiro j\u00e1 faz isso h\u00e1 muitas d\u00e9cadas e atrai muitos turistas por isso. Ao mesmo tempo d\u00e1 visibilidade para os pr\u00f3prios cidad\u00e3os, habitantes do lugar onde vivem, que aprendem a valorizar o seu patrim\u00f4nio imaterial e material. A motiva\u00e7\u00e3o para o maior fluxo de turista no Brasil n\u00e3o s\u00e3o as praias do nordeste (estas est\u00e3o em segundo lugar), s\u00e3o os festejos populares, como: carnaval, festas de santo (C\u00edrio de Nazar\u00e9, S\u00e3o Jo\u00e3o de Campina Grande e Caruaru), Romaria a Juazeiro, festas de Iemanj\u00e1, Oktoberfest, Festa do Vinho, da Uva, e de outros produtos do agroneg\u00f3cio, Festas de Rodeio, e tantas outras pelo Brasil inteiro. A grande maioria s\u00e3o festas populares tradicionais.<\/p>\n<p>Lembro do nosso S\u00e3o Jo\u00e3o de Corumb\u00e1, \u00fanico no g\u00eanero no Brasil. Penso, ent\u00e3o, o quanto Mato Grosso do Sul est\u00e1 t\u00edmido diante de tantas possibilidades. E quando acordar, que o fa\u00e7a com respeito aos grupos tradicionais, sem querer maquiar o trabalho deles, que seja parceiro das tradi\u00e7\u00f5es que eles mant\u00eam.<\/p>\n<p><strong><em>Em seu livro Ch\u00e3o Batido, dividiste Mato Grosso do Sul em tr\u00eas grandes regi\u00f5es; Bols\u00e3o, Pantanal e de Fronteira. Quais as principais caracter\u00edsticas de cada uma e suas influ\u00eancias no folclore do Estado?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Procedi dessa maneira para facilitar o entendimento das diferen\u00e7as culturais em regi\u00f5es com contornos ambientais distintos, com hist\u00f3rias da forma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m distintas, por\u00e9m as caracter\u00edsticas do folclore de uma regi\u00e3o s\u00e3o perfeitamente encontradas em outras, dada a circula\u00e7\u00e3o das pessoas e trocas culturais que acontecem constantemente.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Bols\u00e3o, que compreende todo o entorno da Bacia do Rio Sucuri\u00fa, se caracteriza pelo Cerrado, povoada por grupos de pessoas que se deslocaram, principalmente, dos estados vizinhos: Goi\u00e1s, Minas Gerais, S\u00e3o Paulo. A hist\u00f3ria nos conta que o tr\u00e2nsito dessas pessoas se deve muito aos caminhos das estradas boiadeiras e das tropas de cavalos e burros. Mas, muito antes disso, foi tamb\u00e9m caminho das entradas e bandeiras que traziam gentes destemidas para adentrar o sert\u00e3o oeste. Alguns permaneceram e fundaram vilas. Carregavam uma bagagem cultural caipira: na alimenta\u00e7\u00e3o, no linguajar, na musicalidade das violas caipiras (heran\u00e7a dos portugueses), das modinhas, na religiosidade, nas formas de trabalho, de constitui\u00e7\u00e3o familiar, etc. Na conviv\u00eancia com os \u00edndios, tamb\u00e9m foram incorporando muitas de suas t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o r\u00fastica, de ca\u00e7a, de modos de produzir alimentos, enfim&#8230;.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o das Fronteiras com os pa\u00edses vizinhos sofreu, grandemente, a influ\u00eancia da cultura espanhola e da cultura guarani. Isso vai influenciar na musicalidade que utilizamos (polca, chamam\u00e9, m\u00fasica andina), no artesanato (renda nhanduti, utiliza\u00e7\u00e3o das tecelagens dos aguayos), na alimenta\u00e7\u00e3o (sopa paraguaia, chipa, locro, bori-bori, saltenha, arroz boliviano), na linguagem mesti\u00e7a da fronteira (yopar\u00e1\/nheengatu), s\u00f3 para citar alguns aspectos culturais do folclore.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o do Pantanal, outra geografia, com influ\u00eancias: de portugueses a partir de Luiz de Albuquerque de Melo Pereira e C\u00e1ceres; de colonos espanh\u00f3is vindos pela Bacia Platina e de cuiabanos e de cidades vizinhas (em sua maioria afrodescendentes), al\u00e9m de ind\u00edgenas que habitavam o Pantanal, possibilitou trocas culturais. Estas podem ser percebidas tamb\u00e9m na alimenta\u00e7\u00e3o tradicional (carne seca, banana da terra), na linguagem, nos cantos de cururu e de siriri, na viola de cocho, nas formata\u00e7\u00f5es das festas em fazendas, nos bailes com rasqueados&#8230;.<\/p>\n<p><strong><em>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dan\u00e7as folcl\u00f3ricas no Estado quais a senhora destacaria?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Posso destacar as dan\u00e7as do Cerrado como: Catira, Engenho de Maromba, Engenho Novo, Cirandinha de adultos, Revir\u00e3o. Das fronteiras: Polcas e Chamam\u00e9s em suas variantes e as Chovenas em menor escala. Do Pantanal destaco: Siriri e Rasqueado.<\/p>\n<p>Podemos pensar, tamb\u00e9m, nas proje\u00e7\u00f5es do folclore nessa \u00e1rea e na \u00e1rea musical. As proje\u00e7\u00f5es art\u00edsticas s\u00e3o facilmente encontradas em grupos que estudam tais manifesta\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas e projetam em seus trabalhos art\u00edsticos. Assim, temos o Grupo Camalote que tem um repert\u00f3rio de 32 dan\u00e7as entre as parafolcl\u00f3ricas e as dan\u00e7as de cria\u00e7\u00e3o a partir de lendas ou outras representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do folclore no campo musical posso citar, por exemplo, o movimento da Polca Rock, em que os compositores beberam na fonte do folclore e criaram a jun\u00e7\u00e3o deste com a linguagem moderna do rock. Assim tamb\u00e9m o fez Vila Lobos em suas composi\u00e7\u00f5es eruditas, que bebeu muito na fonte do folclore para compor suas bel\u00edssimas Bachianas Brasileiras.<\/p>\n<p>As possibilidades de ler o folclore s\u00e3o infinitas, basta ter olhar atento, saber discernir entre o folclore, o parafolclore, as demais proje\u00e7\u00f5es, que t\u00eam cada qual um grau de rela\u00e7\u00e3o maior ou menor com o folclore original.<\/p>\n<p><strong><em>Por que o Folclore \u00e9 um tema t\u00e3o complexo e transversal?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O Folclore abarca boa parte do conhecimento humano: rela\u00e7\u00f5es sociais, religiosidades, geografia, hist\u00f3ria, bot\u00e2nica, comunica\u00e7\u00e3o, artes, linguagem, literatura, constru\u00e7\u00e3o artesanal de habita\u00e7\u00e3o, de maquinaria, de utens\u00edlios dom\u00e9sticos, formas de trabalho, mundo do sagrado, estudo dos astros, ritos e rituais. Enfim, uma infinidade de saberes tradicionais que, antes, deram origem aos saberes mais codificados e avan\u00e7ados das ci\u00eancias oficiais.<\/p>\n<p>A pessoa que deseja conhecer mais profundamente o Folclore precisa mergulhar em diversas \u00e1reas do conhecimento para entender a Ci\u00eancia do Folclore, que nunca anda s\u00f3, mas de m\u00e3os dadas com outras Ci\u00eancias.<\/p>\n<p><strong><em>Qual a diferen\u00e7a entre mito e lenda folcl\u00f3rica?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ambos s\u00e3o formas narrativas, por\u00e9m, o mito nasce a partir de algo fant\u00e1stico, um ser com poderes sobrenaturais que comanda uma s\u00e9rie de eventos. Os mitos do folclore s\u00e3o personagens conhecidos como: Lobisomem, Saci Perer\u00ea, Minhoc\u00e3o, Bicho P\u00e9-de-Garrafa, etc. Existem os mitos universais, comuns em v\u00e1rios pa\u00edses, os mitos regionais e os mitos locais.\u00a0 Sobre eles existem muitas narrativas que explicam seus feitos e poderes. Os mitos servem para explicar o inexplic\u00e1vel do mundo. Simbolicamente funcionam como um estabelecedor de limites; assim como a Lei, com seus c\u00f3digos, funcionam para n\u00f3s: nos dizem at\u00e9 onde podemos chegar e se ultrapassarmos seremos punidos.<\/p>\n<p>A lenda existe para explicar a origem das coisas, o porqu\u00ea essas coisas existem no mundo. A maior parte das lendas brasileiras s\u00e3o narrativas apreendidas das culturas ind\u00edgenas, em que para eles tem toda uma simbologia especial e sagrada, mas para n\u00f3s, n\u00e3o-\u00edndios, foram incorporadas a nossa mem\u00f3ria com outras significa\u00e7\u00f5es. Para o estudo do folclore importa como acontece o entendimento das lendas entre n\u00f3s. As lendas para os ind\u00edgenas t\u00eam outros significados e fazem parte dos estudos etnogr\u00e1ficos da antropologia. S\u00e3o entendimentos distintos.<\/p>\n<p><strong><em>Como surge uma lenda folcl\u00f3rica?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A lenda surge a partir do momento que existe a necessidade de explicar a exist\u00eancia de algo, sem que se tenha conhecimentos pr\u00e9vios mais convincentes e cient\u00edficos.<\/p>\n<p><strong><em>Por que \u00e9 preciso preservar as tradi\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 importante a preserva\u00e7\u00e3o das tradi\u00e7\u00f5es para que n\u00f3s, sul-mato-grossenses, nos sintamos parte de uma cultura espec\u00edfica, a nossa cultura diversa, mas que \u00e9 o nosso retrato. As pessoas que perdem o v\u00ednculo com o lugar onde vivem ficam sem refer\u00eancia identit\u00e1ria, s\u00e3o apenas parte do mundo que \u00e9 comum a todos, n\u00e3o h\u00e1 especifica\u00e7\u00f5es para apresentar como sendo suas. Nesse momento, em que a globaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em n\u00f3s por vias digitais, os pa\u00edses, cada um a seu modo, est\u00e1 dando maior import\u00e2ncia a cultura tradicional, para marcar as suas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos demais. H\u00e1 um movimento em sentido contr\u00e1rio buscando, cada qual, projetar-se diante do diferente.<\/p>\n<p><strong><em>A senhora tem contribu\u00eddo para o projeto Esta\u00e7\u00e3o Folclore, quais s\u00e3o as pretens\u00f5es desta iniciativa?<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A Esta\u00e7\u00e3o Folclore \u00e9 um nome fantasia que criamos dentro da Comiss\u00e3o Sul-Mato-Grossense de Folclore, para atender aos projetos e, tamb\u00e9m, para tornar-se um espa\u00e7o que abriga o Folclore no estado. H\u00e1 vinte anos apresentamos um projeto para instala\u00e7\u00e3o da Esta\u00e7\u00e3o Folclore em um pr\u00e9dio, um espa\u00e7o f\u00edsico onde as pessoas possam visitar, participar de cursos e oficinas, consultar a biblioteca, participar de aulas de dan\u00e7as folcl\u00f3ricas, possibilitar o encontro de Mestres Populares, de grupos folcl\u00f3ricos, visitas \u00e0s exposi\u00e7\u00f5es de artes populares. E que, tamb\u00e9m, aconte\u00e7am eventos culturais abertos aos turistas, \u00e0 sociedade em geral, aos professores e aos alunos desde o ensino fundamental at\u00e9 o universit\u00e1rio. Que seja um local de estudo e de encontros.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, at\u00e9 o momento nenhuma porta se abriu, nenhum espa\u00e7o f\u00edsico nos foi destinado. \u00a0Posso afirmar que n\u00e3o h\u00e1, no estado de Mato Grosso do Sul, um espa\u00e7o com todas essas caracter\u00edsticas para abrigar especificamente o folclore, as ra\u00edzes culturais e tradicionais do estado. O que \u00e9 uma l\u00e1stima!<\/p>\n<p>Os trabalhos volunt\u00e1rios que desenvolvemos est\u00e3o muito dependentes de parcas parcerias e disponibilidades de espa\u00e7os emprestados com muita dificuldade. Creio que j\u00e1 passou da hora de algu\u00e9m olhar para esta quest\u00e3o e nos ceder um espa\u00e7o f\u00edsico digno, a altura das nossas ricas tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Sul-Mato-Grossense de Folclore tem um trabalho intenso no campo da Educa\u00e7\u00e3o, desenvolvendo v\u00e1rios projetos pela Esta\u00e7\u00e3o Folclore. Quem quiser saber mais, estamos no blog:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.estacaofolclore.blogspot.com.br\/\">www.estacaofolclore.blogspot.com.br<\/a>\u00a0\u00a0e tamb\u00e9m nas redes sociais como Comiss\u00e3o Sul-Mato-Grossense de Folclore (CSMFL)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia internacional do Folclore (22), cuja data foi oficializada no Brasil em 1965, o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":11708668,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7,8],"tags":[],"class_list":["post-11708667","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11708667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11708667"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11708667\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11708669,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11708667\/revisions\/11708669"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11708668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11708667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11708667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11708667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}