{"id":11709650,"date":"2020-10-21T08:16:00","date_gmt":"2020-10-21T12:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11709650"},"modified":"2020-10-21T08:12:04","modified_gmt":"2020-10-21T12:12:04","slug":"producao-industrial-de-ms-tem-melhor-resultado-para-o-mes-de-setembro-desde-2010","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/producao-industrial-de-ms-tem-melhor-resultado-para-o-mes-de-setembro-desde-2010\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o industrial de MS tem melhor resultado para o m\u00eas de setembro desde 2010"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com a pandemia mundial do novo coronav\u00edrus (Covid-19), a produ\u00e7\u00e3o industrial de Mato Grosso do Sul encerrou setembro em 57,5 pontos, sendo o melhor resultado j\u00e1 registrado para o m\u00eas em toda a sua s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em fevereiro de 2010, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 63 empresas no per\u00edodo de 1\u00ba a 14 de outubro deste ano.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, no \u00faltimo m\u00eas, 89% das empresas industriais do Estado apresentaram estabilidade ou aumento na produ\u00e7\u00e3o &#8211; 47% das empresas com produ\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e 42% com crescimento. \u201cComparando com o mesmo m\u00eas do ano passado, essa participa\u00e7\u00e3o foi superior em 14 pontos percentuais. Com esse desempenho, o \u00edndice de evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o fechou setembro de 2020 com crescimento de 8 pontos na compara\u00e7\u00e3o com igual m\u00eas do ano anterior e de 8,4 pontos sobre a m\u00e9dia hist\u00f3rica obtida para o m\u00eas\u201d, analisou.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada, o setor industrial alcan\u00e7ou o maior patamar para o m\u00eas de setembro dos \u00faltimos seis anos. \u201cEm setembro, 73% dos respondentes disseram que a utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada ficou igual ou acima do usual para o m\u00eas. J\u00e1 o patamar m\u00e9dio de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade total ficou em 74%, indicando aumento de 2 pontos percentuais em rela\u00e7\u00e3o a setembro de 2019. O indicador de uso efetivo em rela\u00e7\u00e3o ao usual fechou o m\u00eas de setembro em 53,0 pontos, resultado 9,2 pontos acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica obtida para o m\u00eas\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>O economista acrescenta que as condi\u00e7\u00f5es financeiras apresentam melhora no 3\u00ba trimestre de 2020. \u201cDe um modo geral, os empres\u00e1rios industriais de Mato Grosso do Sul se mostraram satisfeitos com a margem de lucro operacional de suas empresas no terceiro trimestre de 2020, com o indicador alcan\u00e7ando 51,7 pontos. Comportamento semelhante foi verificado em rela\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o financeira geral da empresa, que marcou 53,5 pontos, enquanto a exce\u00e7\u00e3o ficou por conta das condi\u00e7\u00f5es de acesso ao cr\u00e9dito com 42,6 pontos, indicando que essa vari\u00e1vel segue negativamente avaliada pelos empres\u00e1rios industriais do Estado\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>Em Mato Grosso do Sul, no 3\u00ba trimestre de 2020, 77,4% dos empres\u00e1rios industriais consideraram a margem de lucro operacional obtida no per\u00edodo como satisfat\u00f3ria ou boa. Na mesma compara\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o financeira geral da empresa foi avaliada como satisfat\u00f3ria ou boa por 87% dos participantes, enquanto o acesso ao cr\u00e9dito foi considerado dif\u00edcil por 21% dos empres\u00e1rios, 24,2% responderam n\u00e3o ter buscado cr\u00e9dito no trimestre e 83,8% responderam que houve aumento dos pre\u00e7os das mat\u00e9rias-primas utilizadas.<\/p>\n<p>Ezequiel Resende refor\u00e7a que as principais dificuldades enfrentadas pelos industriais de Mato Grosso do Sul no 3\u00ba trimestre de 2020 foram falta ou alto custo da mat\u00e9ria-prima, elevada carga tribut\u00e1ria, falta ou alto custo de energia, taxa de c\u00e2mbio, competi\u00e7\u00e3o desleal (informalidade e contrabando) e inadimpl\u00eancia dos clientes. \u201cTamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddas nessa lista a falta ou alto custo de trabalhador qualificado, falta de capital de giro, demanda interna insuficiente, falta de financiamento de longo prazo e inseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Perspectivas<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao \u00edndice de expectativa do empres\u00e1rio industrial, o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems explica que a demanda alcan\u00e7ou, em outubro, 64,5 pontos, sinalizando expectativa de aumento para os pr\u00f3ximos seis meses. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, o \u00edndice apresentou estabilidade. Em outubro, 58,1% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos pr\u00f3ximos seis meses, enquanto, para o mesmo per\u00edodo, 4,8% preveem queda e as empresas que acreditam que o n\u00edvel de demanda se manter\u00e1 est\u00e1vel responderam por 37,1% do total\u201d, falou.<\/p>\n<p>A respeito dos empregados, em outubro, o \u00edndice foi de 59,5 pontos, sinalizando que o n\u00famero de contrata\u00e7\u00f5es deve aumentar nos pr\u00f3ximos seis meses. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, o \u00edndice apresentou estabilidade e, em outubro, 37,1% das empresas disseram que o n\u00famero de empregados deve aumentar nos pr\u00f3ximos seis meses, enquanto 1,5% acreditam que esse n\u00famero deve cair e 61,4% das empresas esperam manter o n\u00famero de funcion\u00e1rios est\u00e1vel.<\/p>\n<p>No caso das exporta\u00e7\u00f5es, o \u00edndice chegou a 60,1 pontos, sinalizando que as vendas externas devem aumentar nos pr\u00f3ximos seis meses a partir de outubro. Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, o \u00edndice apresentou uma melhora de 2,1 pontos, sendo que em outubro 12,9% dos respondentes disseram esperar aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de seus produtos nos pr\u00f3ximos seis meses, enquanto 3,2% acreditam que deva ocorrer queda, as empresas que preveem estabilidade para suas exporta\u00e7\u00f5es responderam por 8,1% do total e 75,8% disseram que n\u00e3o exportam;<\/p>\n<p>Sobre a inten\u00e7\u00e3o de investimento do empres\u00e1rio industrial, ela segue se recuperando e melhora na passagem de setembro para outubro, pois, em outubro, o \u00edndice ficou em 58,8 pontos, apontando aumento de 1,4 ponto sobre o m\u00eas anterior e de 7,4 pontos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica do m\u00eas. \u201cO resultado reflete a participa\u00e7\u00e3o somada das empresas industriais que disseram que provavelmente ou seguramente far\u00e3o investimentos nos pr\u00f3ximos seis meses, que alcan\u00e7ou o equivalente a 66,2% do total. Por fim, o \u00edndice varia de 0 a 100 pontos, quanto maior o \u00edndice, maior \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o de investir\u201d, informou o economista.<\/p>\n<p>ICEI<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio Industrial de Mato Grosso do Sul (ICEI\/MS) alcan\u00e7ou em outubro 64,7 pontos, indicando aumento de 1,3 ponto, quando comparado com o m\u00eas anterior e de 9,3 pontos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia hist\u00f3rica do m\u00eas. \u201cA melhora na confian\u00e7a deve-se, sobretudo, a manuten\u00e7\u00e3o do otimismo do empres\u00e1rio com rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3ximos seis meses. Somada tamb\u00e9m a percep\u00e7\u00e3o de que a economia est\u00e1 se recuperando, em especial pela melhora na avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atuais da economia brasileira e sul-mato-grossense. Sinalizando que, na percep\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio, est\u00e1 cada vez mais claro que o pior momento da crise causada pela pandemia ficou para tr\u00e1s\u201d, disse Ezequiel Resende.<\/p>\n<p>Em outubro, 14,5% dos respondentes disseram que as condi\u00e7\u00f5es atuais est\u00e3o piores considerando a economia brasileira, estadual e o desempenho da pr\u00f3pria empresa. J\u00e1 para 45,2% dos empres\u00e1rios n\u00e3o houve altera\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es atuais da economia brasileira, sendo que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia sul-mato-grossense esse percentual foi de 46,8% e, a respeito da pr\u00f3pria empresa, o n\u00famero ficou em 32,3%.<\/p>\n<p>Por fim, para 38,7% dos empres\u00e1rios as condi\u00e7\u00f5es atuais da economia brasileira melhoraram, enquanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia estadual esse percentual ficou em 37,1% e, no caso da pr\u00f3pria empresa, o resultado foi de 51,6%. J\u00e1 os que n\u00e3o fizeram qualquer tipo de avalia\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es atuais da economia brasileira, estadual e do desempenho da pr\u00f3pria empresa responderam igualmente 1,6%.<\/p>\n<p>Sobre as expectativas para os pr\u00f3ximos seis meses, o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems revela que, em outubro, 3,2% dos respondentes disseram que est\u00e3o pessimistas em rela\u00e7\u00e3o a economia brasileira, estadual e quanto ao desempenho projetado para a pr\u00f3pria empresa. Os que acreditam que a economia brasileira deve permanecer na mesma situa\u00e7\u00e3o ficou em 30,6%, sendo que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia do estado esse percentual tamb\u00e9m alcan\u00e7ou 30,6% e, a respeito da pr\u00f3pria empresa, o n\u00famero chegou a 22,6%.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, 64,5% dos empres\u00e1rios se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar, enquanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia estadual o resultado tamb\u00e9m ficou em 64,5% e, no caso da pr\u00f3pria empresa, 72,6% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado. Os que n\u00e3o fizeram qualquer tipo de avalia\u00e7\u00e3o das expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 economia brasileira, estadual e do desempenho da pr\u00f3pria empresa responderam igualmente por 1,6%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com a pandemia mundial do novo coronav\u00edrus (Covid-19), a produ\u00e7\u00e3o industrial de Mato Grosso&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-11709650","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11709650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11709650"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11709650\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11709651,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11709650\/revisions\/11709651"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11709650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11709650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11709650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}