{"id":11717831,"date":"2021-08-30T08:19:00","date_gmt":"2021-08-30T12:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11717831"},"modified":"2021-08-30T09:39:16","modified_gmt":"2021-08-30T13:39:16","slug":"eua-veem-com-preocupacao-democracia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/eua-veem-com-preocupacao-democracia-brasileira\/","title":{"rendered":"EUA veem com preocupa\u00e7\u00e3o democracia brasileira"},"content":{"rendered":"<p>Quando o Conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o Assessor Especial do presidente americano Joe Biden, Juan Gonz\u00e1lez, entraram no gabinete de Jair Bolsonaro, no Pal\u00e1cio do Planalto, no \u00faltimo dia 5, n\u00e3o esperavam uma conversa de melhores amigos. Mas o que encontraram foi descrito \u00e0 BBC News Brasil como &#8220;nonsense&#8221; e &#8220;tenso&#8221; por oficiais americanos.<\/p>\n<p>Quando o Conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o Assessor Especial do presidente americano Joe Biden, Juan Gonz\u00e1lez, entraram no gabinete de Jair Bolsonaro, no Pal\u00e1cio do Planalto, no \u00faltimo dia 5, n\u00e3o esperavam uma conversa de melhores amigos. Mas o que encontraram foi descrito \u00e0 BBC News Brasil como &#8220;nonsense&#8221; e &#8220;tenso&#8221; por oficiais americanos.<\/p>\n<p class=\"text\">Originalmente, a agenda dos enviados de Biden ao Brasil n\u00e3o teria a democracia brasileira como destaque principal.<\/p>\n<p class=\"text\">A pauta deles inclu\u00eda oferecer ao pa\u00eds o status de parceiro global da Otan (Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte), condi\u00e7\u00e3o que dar\u00e1 acesso ao Brasil \u00e0 compra de equipamentos de guerra de \u00faltima linha, al\u00e9m de sess\u00f5es de treinamento militares com os americanos em bases nos EUA.<\/p>\n<p class=\"text\">Por outro lado, a miss\u00e3o americana pretendia pressionar o Brasil a estabelecer \u2014 e cumprir \u2014 metas de redu\u00e7\u00e3o de desmatamento ambiciosas e dissuadir o Brasil de usar equipamentos da gigante chinesa de telecomunica\u00e7\u00f5es Huawei em sua rede 5G \u2014 um dos argumentos dos americanos foi, inclusive, o de que a empresa poderia n\u00e3o entregar os materiais contratados pelo governo Bolsonaro por crise de mat\u00e9rias-primas.<\/p>\n<p class=\"text\">A conversa, no entanto, saiu do script normal com insinua\u00e7\u00f5es de Bolsonaro de que o pleito americano de 2020 havia sido roubado \u2014 o que faria de Joe Biden um presidente ileg\u00edtimo.<\/p>\n<p class=\"text\">A administra\u00e7\u00e3o Biden sempre esteve ciente de que Bolsonaro defendia publicamente as falsas alega\u00e7\u00f5es de Trump sobre as elei\u00e7\u00f5es. O republicano fazia m\u00faltiplas acusa\u00e7\u00f5es ao sistema eleitoral dos EUA, questionando tanto aos votos de papel quanto \u00e0queles depositados em urna eletr\u00f4nica, mesmo antes do dia da vota\u00e7\u00e3o. Bolsonaro foi o \u00faltimo l\u00edder do G-20 a reconhecer a vit\u00f3ria de Biden.<\/p>\n<p class=\"text\">O que os americanos n\u00e3o esperavam \u00e9 que Bolsonaro dissesse tais coisas diante de Sullivan e Gonzalez, ambos altos representantes do governo a servi\u00e7os dos democratas h\u00e1 anos.<\/p>\n<p class=\"text\">Segundo autoridades com conhecimento dos fatos, ambos ouviram o suficiente para deixar o encontro preocupados com a democracia no Brasil. Sullivan foi \u00e0s redes sociais enunciar que a &#8220;gest\u00e3o Biden defende um hemisf\u00e9rio seguro e democr\u00e1tico&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 Juan Gonzalez fez uma coletiva de imprensa sobre a viagem para Brasil e Argentina na qual falou, na maior parte do tempo, da democracia brasileira. &#8220;Fomos muito diretos em expressar nossa confian\u00e7a na capacidade de as institui\u00e7\u00f5es brasileiras conduzirem uma elei\u00e7\u00e3o livre e limpa e enfatizamos a import\u00e2ncia de n\u00e3o ser minada a confian\u00e7a no processo de elei\u00e7\u00f5es, especialmente porque n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcio de fraude nas elei\u00e7\u00f5es passadas&#8221;, disse Gonzalez, sobre o teor da conversa com Bolsonaro.<\/p>\n<h3>A Cartilha Trump<\/h3>\n<p class=\"text\">Dentro do governo americano, tanto no Executivo quanto no Congresso, tem ganhado for\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de que Bolsonaro segue estritamente a cartilha que Trump adotou ao tentar se perpetuar no poder: denunciar fraudes sem prova, antes mesmo do pleito ocorrer, e criar descren\u00e7a em parte do eleitorado sobre o processo eleitoral, a ponto de levar a cenas como a invas\u00e3o do Capit\u00f3lio por apoiadores, em 6 de janeiro.<\/p>\n<p class=\"text\">A diplomacia de Biden n\u00e3o deixou de notar, por exemplo, o interesse do ex-estrategista de Trump, Steve Bannon, nas elei\u00e7\u00f5es de 2022, no Brasil.<\/p>\n<p class=\"text\">O pr\u00f3prio Gonzalez foi expl\u00edcito sobre o assunto. &#8220;Fomos sinceros sobre nossa posi\u00e7\u00e3o, especialmente em vista dos paralelos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tentativa de invalidar as elei\u00e7\u00f5es antes do tempo, algo que, \u00e9 \u00f3bvio, tem um paralelo com o que aconteceu nos Estados Unidos.&#8221;<\/p>\n<p class=\"text\">Em Washington, a percep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a imagem de Bolsonaro sofreu um abalo significativo como um poss\u00edvel interlocutor ap\u00f3s a visita.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Acho que o governo Biden, especialmente depois dessa reuni\u00e3o em Bras\u00edlia, v\u00ea Bolsonaro como uma figura err\u00e1tica, ou pelo menos como algu\u00e9m que age de uma forma muito exc\u00eantrica e dif\u00edcil de prever. Ele diz coisas que parecem ir contra seu pr\u00f3prio interesse nacional. Por que ele iria querer brigar com o novo governo dos EUA dizendo que a elei\u00e7\u00e3o (americana) foi fraudada? D\u00e1 pra entender o porqu\u00ea Trump faz isso, j\u00e1 que ele quer disputar a presid\u00eancia de novo e fazer disso um tema, mas para um l\u00edder estrangeiro dizer esse tipo de coisa \u00e9, no m\u00ednimo, estranho&#8221;, afirma Melvyn Levitsky, ex-secret\u00e1rio executivo do Departamento de Estado e embaixador no Brasil entre 1994-1998.<\/p>\n<h3>Militares longe do golpe<\/h3>\n<p class=\"text\">Levitsky, que hoje \u00e9 professor de pol\u00edticas internacionais da Universidade de Michigan, afirma que nessa situa\u00e7\u00e3o, os americanos v\u00e3o jogar (quase) parados, sem qualquer a\u00e7\u00e3o que possa soar como interfer\u00eancia nas elei\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p class=\"text\">E isso tamb\u00e9m porque a diplomacia americana n\u00e3o v\u00ea como prov\u00e1vel a possibilidade de que as For\u00e7as Armadas embarquem em uma eventual aventura golpista de Bolsonaro. Reservadamente, autoridades dos EUA citaram as a\u00e7\u00f5es recentes do ex-comandante do Ex\u00e9rcito, o general Edson Pujol, e de seu atual l\u00edder, o general Paulo S\u00e9rgio de Oliveira, como sinais de anteparos ao presidente no uso pol\u00edtico das for\u00e7as armadas. Em discurso no dia do soldado, Oliveira afirmou que o Ex\u00e9rcito quer ser respeitado &#8220;nacional e internacionalmente&#8221; e tem &#8220;compromisso com os valores mais nobres da P\u00e1tria e com a sociedade brasileira em seus anseios de tranquilidade, estabilidade e desenvolvimento&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Eu conhecia muito bem os militares brasileiros. E embora fa\u00e7a algum tempo que n\u00e3o fale com eles, meu senso \u00e9 de que os militares estavam muito subordinados ao governo civil e eu n\u00e3o acho que isso mudou. N\u00e3o acho que os militares queiram entrar de vez na pol\u00edtica. Seria devastador para eles fazer isso. E se isso acontecesse, seria devastador para as rela\u00e7\u00f5es entre Brasil e Estados Unidos tamb\u00e9m&#8221;, afirma Levitsky.<\/p>\n<p class=\"text\">\u00c9 essa percep\u00e7\u00e3o que explica, em parte, porque os americanos n\u00e3o viram problemas em oferecer ao Brasil uma posi\u00e7\u00e3o como parceiro global na Otan que fortalece diretamente o Ex\u00e9rcito brasileiro. Se avaliasse haver tend\u00eancia golpista nas for\u00e7as, esse n\u00e3o teria sido um caminho para Biden, asseguram os diplomatas. Al\u00e9m disso, nem todos os parceiros globais da Otan s\u00e3o pa\u00edses de democracia perfeita \u2014 a Turquia, por exemplo, \u00e9 tido como um deles.<\/p>\n<p class=\"text\">Por fim, para os militares brasileiros a possibilidade de acessar contratos de vendas de armamento de ponta e participar em treinamentos com os americanos \u00e9 algo de que eles provavelmente n\u00e3o estariam dispostos a abrir m\u00e3o em troca da tentativa de um golpe ao lado de Bolsonaro. \u00c9 o que argumenta Ryan Berg, cientista-pol\u00edtico especialista em regimes autorit\u00e1rios na Am\u00e9rica Latina do Centro de Estrat\u00e9gias e Estudos Internacionais (CSIS, na sigla em ingl\u00eas).<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;A vis\u00e3o do governo dos EUA \u00e9 que, embora os movimentos de Bolsonaro sejam muito preocupantes, com desfile de tanques pelas ruas de Bras\u00edlia e atos para desacreditar as elei\u00e7\u00f5es, ainda assim o Congresso rejeitou o voto impresso e isso, para o governo dos Estados Unidos, indica que as institui\u00e7\u00f5es do Brasil s\u00e3o mais fortes do que algumas pessoas gostam de dizer. O governo dos EUA tem muita confian\u00e7a que os militares brasileiros n\u00e3o ficariam do lado do Bolsonaro se ele tentasse cometer algum tipo de autogolpe, como vimos com Trump, na invas\u00e3o do Capit\u00f3lio em 6 de janeiro&#8221;, afirma Ryan Berg.<\/p>\n<h3>O futuro das rela\u00e7\u00f5es EUA-Brasil<\/h3>\n<p class=\"text\">\u00c9 consenso entre diplomatas e especialistas internacionais americanos que os EUA n\u00e3o podem e nem querem virar as costas para o Brasil. Primeiro porque o pa\u00eds, com suas florestas tropicais, \u00e9 visto como chave para avan\u00e7ar no combate ao aquecimento global, pauta priorit\u00e1ria do governo Biden.<\/p>\n<p class=\"text\">Segundo, porque a China tenta ganhar espa\u00e7o na Am\u00e9rica Latina a passos largos, e os americanos n\u00e3o est\u00e3o dispostos a ceder, ao principal rival, espa\u00e7o de influ\u00eancia na segunda maior democracia do continente \u2014 ainda mais com a disputa do 5G a pleno vapor.<\/p>\n<p class=\"text\">E terceiro, porque, em que pesem as a\u00e7\u00f5es de Bolsonaro sobre a democracia brasileira ou sobre o meio ambiente, seu governo promoveu um alinhamento ideol\u00f3gico com os Estados Unidos no continente, adotando tom duro contra Venezuela e Cuba, algo bastante valorizado no Departamento de Estado.<\/p>\n<p class=\"text\">No entanto, dada a percep\u00e7\u00e3o de que &#8220;Bolsonaro n\u00e3o \u00e9 um l\u00edder plenamente confi\u00e1vel&#8221;, como afirma Levitsky, os pr\u00f3ximos movimentos na rela\u00e7\u00e3o depender\u00e3o de seu governo. E a diplomacia americana diz que n\u00e3o vai se furtar da possibilidade de se engajar com outros atores pol\u00edticos, em diferentes n\u00edveis de poder e sem a intermedia\u00e7\u00e3o do Executivo federal, para fazer avan\u00e7ar sua agenda.<\/p>\n<p class=\"text\">Foi exatamente o que fez, h\u00e1 um m\u00eas, o Enviado Clim\u00e1tico de Biden, John Kerry. Diante de promessas n\u00e3o cumpridas e do mal-estar que representava a presen\u00e7a do ent\u00e3o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que os americanos veem como envolvido em um poss\u00edvel esquema de tr\u00e1fico ilegal de madeira amaz\u00f4nica para os EUA, Kerry driblou Bras\u00edlia e se reuniu por uma hora e meia com os governadores do F\u00f3rum de Governadores, que inclui quase todos os Estados.<\/p>\n<p class=\"text\">Na semana seguinte, Jake Sullivan n\u00e3o esteve apenas no Pal\u00e1cio do Planalto, mas fez tamb\u00e9m uma reuni\u00e3o com governadores do Cons\u00f3rcio da Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;H\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o dos EUA de que o governo federal infelizmente n\u00e3o vai avan\u00e7ar muito na quest\u00e3o do desmatamento. Ent\u00e3o falar com os governadores n\u00e3o chega a ser uma exclus\u00e3o do governo federal, mas uma forma de jogar nas duas vias&#8221;, afirmou \u00e0 BBC News Brasil o governador do Maranh\u00e3o, Fl\u00e1vio Dino (PSB), que esteve no encontro com Kerry.<\/p>\n<p class=\"text\">Depois de tr\u00eas meses sem encontros com a equipe de Kerry, na \u00faltima semana, t\u00e9cnicos do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e representantes do Itamaraty retomaram conversas com os americanos. Isso acontece a menos de tr\u00eas meses da Confer\u00eancia do Clima, em Glasgow, na Esc\u00f3cia, encarada pelos americanos como a \u00faltima grande oportunidade para que o governo Bolsonaro mostre algum avan\u00e7o na agenda ambiental.<\/p>\n<p class=\"text\">Consultado pela BBC News Brasil, o Departamento de Estado afirmou, por meio de um porta-voz, que &#8220;esperamos ver progressos adicionais \u00e0 medida que o Brasil avan\u00e7a para combater o desmatamento ilegal e reduzir suas emiss\u00f5es de gases do efeito estufa, em linha com os compromissos assumidos pelo presidente Bolsonaro na C\u00fapula dos L\u00edderes sobre o Clima realizada em abril&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\">O Itamaraty defende que as metas de redu\u00e7\u00e3o de desmatamento (que deve ser zerado at\u00e9 2030) e de emiss\u00f5es (zero at\u00e9 2050) s\u00e3o as mais ambiciosas entre os pa\u00edses em desenvolvimento. Reservadamente, no entanto, diplomatas envolvidos nas negocia\u00e7\u00f5es com os americanos reconhecem &#8220;dificuldades internas do governo&#8221; para entregar redu\u00e7\u00f5es expressivas no desmatamento ainda em 2021. Dados do INPE mostram que o acumulado de desmatamento entre janeiro e julho deste ano \u00e9 o maior desde 2016.<\/p>\n<p class=\"text\">Para o embaixador Levitsky, at\u00e9 a elei\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo ano, EUA e Brasil devem levar uma rela\u00e7\u00e3o &#8220;em banho-maria&#8221;. De um lado, os americanos n\u00e3o demonstram grandes expectativas de novos compromissos de Bolsonaro, a quem veem majoritariamente voltado \u00e0 agenda eleitoral dom\u00e9stica.<\/p>\n<p class=\"text\">Por outro, preferem ver quem assumir\u00e1 o pa\u00eds pelos quatro anos seguintes para tentar implementar qualquer a\u00e7\u00e3o fora das rela\u00e7\u00f5es rotineiras. E j\u00e1 avisaram a Bolsonaro que reconhecer\u00e3o como presidente quem quer que a Justi\u00e7a Eleitoral aponte como vencedor do pleito em outubro de 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o Conselheiro de Seguran\u00e7a Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, e o Assessor Especial&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":11,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-11717831","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-internacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11717831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/11"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11717831"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11717831\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11717832,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11717831\/revisions\/11717832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11717831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11717831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11717831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}