{"id":11720070,"date":"2021-11-16T08:52:00","date_gmt":"2021-11-16T12:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11720070"},"modified":"2021-11-16T12:02:59","modified_gmt":"2021-11-16T16:02:59","slug":"campao-cultural-destaca-cultura-de-rua-na-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/campao-cultural-destaca-cultura-de-rua-na-capital\/","title":{"rendered":"&#8220;Camp\u00e3o Cultural&#8221; destaca cultura de rua na capital"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\">Mirando o lado mais urbano de Campo Grande, o festival &#8220;Camp\u00e3o Cultural&#8221; destaca a cultura de rua em todas suas formas e estilos. Do rap ao graffiti, do skate ao audiovisual, ser\u00e3o dezenas de atra\u00e7\u00f5es entre 22 de novembro a 5 de dezembro. A noite de encerramento do festival, no dia 05\/12, inclusive, ser\u00e1 dedicada ao rap, com nomes importantes como Dexter, Cris SNJ, DJ Gio Marx e DJ Mag\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">&#8220;Eu entendo como cultura de rua tudo aquilo que tem a rua como palco. Existem dezenas de eventos que s\u00e3o feitos nos bairros, com rap, slam, batalha de MCs, breaking&#8221;, explica Lidiane Lima, coordenadora de audiovisual da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura de Mato Grosso do Sul e uma das respons\u00e1veis pela curadoria. &#8220;O centro mal conhece essa produ\u00e7\u00e3o. O festival vai espalhar a cultura de rua por toda a cidade&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">O maior festival que Campo Grande j\u00e1 viu chega com uma programa\u00e7\u00e3o extensa, com mais de 60 atra\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0 cultura de rua. Essas atra\u00e7\u00f5es v\u00e3o ocupar v\u00e1rios espa\u00e7os da Capitasl, como a Pra\u00e7a do R\u00e1dio, com o Palco &#8220;Tr\u00e1fico de Informa\u00e7\u00f5es&#8221;, que ser\u00e1 o epicentro das atividades. De 26\/11 (sexta) a 28\/11 (dom) e nos dias 03\/12 (sexta) e 04\/12 (s\u00e1bado), o p\u00fablico poder\u00e1 conferir apresenta\u00e7\u00f5es de slam, breaking, performances e shows de rap.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">A programa\u00e7\u00e3o do &#8220;Tr\u00e1fico de Informa\u00e7\u00f5es&#8221; inclui shows com MCN, Mel Dias, Lili Black, Falc\u00e3o, Becky Bee, Falange da Rima, Rapper Am\u00e9m, CPS, Vadios67, entre outros artistas da Capital. O interior do Estado tamb\u00e9m ser\u00e1 representado por shows de Miliano, de Dourados, Lavoro, de Nova Andradina, Da Front, de Ponta Por\u00e3, e Enio CRX, de Corumb\u00e1, entre outros. &#8220;Ocupar a Pra\u00e7a do R\u00e1dio com esses m\u00fasicos \u00e9 um marco, \u00e9 um reconhecimento hist\u00f3rico&#8221;, comemora a curadora Lidiane Lima.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>PELOS MUROS<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Basta um passeio r\u00e1pido pelas principais vias de Campo Grande para perceber que o graffiti j\u00e1 se incorporou \u00e0 vida na cidade. Talvez uma das mais democr\u00e1ticas express\u00f5es art\u00edsticas, essa forma de express\u00e3o nasceu e se desenvolveu nos contextos urbanos. Dentro do &#8220;Camp\u00e3o Cultural&#8221;, ela \u00e9 destaque com as interven\u00e7\u00f5es batizadas de &#8220;Loucos pela Cidade&#8221;. Oito artistas transformar\u00e3o muros e paredes em obras de arte, com tinta, spray e muita criatividade.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Quem participa da a\u00e7\u00e3o \u00e9 Rafamon (RJ), Amarelo (MS-SP), Jo\u00e3o Ravnos (MS), Curumex (MS), Tita Vilalba (MS), San Martinez (MS), Hero (MS) e Mareco MRCO (MS). &#8220;O festival tem como mote a arte, a diversidade e a cidadania. Esses temas s\u00e3o o ponto de partida para cada um desses artistas criar suas obras, que v\u00e3o ocupar o espa\u00e7o p\u00fablico e, al\u00e9m de embelezar, tamb\u00e9m colocar\u00e3o a cidade diante de suas contradi\u00e7\u00f5es&#8221;, explica Lidiane.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Um dos convidados a participar desse encontro \u00e9 Kleyton Soares. Embora tenha nascido em Diadema, S\u00e3o Paulo, ele chama Campo Grande de cidade natal. Foi por causa das brincadeiras pelo Lar dos Trabalhadores, bairro na Zona Norte da cidade, que ele recebeu o apelido que se tornaria sua assinatura art\u00edstica: Amarelo. &#8220;Comecei no skate, conheci o pessoal do hip-hop e logo estava pintando muro com a galera. Fui um dos primeiros, ainda em 2002&#8221;, ressalta.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Amarelo recorda que embora atualmente seja comum encontrar murais enormes pintados em grandes cidades, em 2002 o cen\u00e1rio era bastante diferente. Em Campo Grande, uma capital em desenvolvimento, era ainda mais raro encontrar esse tipo de arte. &#8220;Tudo era mais complicado. Encontrar material, buscar refer\u00eancias, saber se a gente estava fazendo as coisas do jeito certo. N\u00e3o tinha internet, n\u00e3o tinha como saber&#8221;, descreve.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Com o tempo, no entanto, as mudan\u00e7as vieram e, \u00e0 medida que se aperfei\u00e7oava, chegavam convites para grafitar em outras cidades de MS. Depois, em outros Estados. E, assim, Amarelo come\u00e7ou a al\u00e7ar voos cada vez maiores. Hoje, o artista vive em S\u00e3o Paulo, mas mant\u00e9m la\u00e7os fortes com a comunidade sul-mato-grossense onde tudo come\u00e7ou. Para ele, a cultura de rua foi um divisor que o permitiu conhecer novos mundos.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">&#8220;O graffiti tinha um lado social muito forte, era comum a galera se reunir e passar a tarde ou a noite pintando&#8221;, recorda. As sa\u00eddas \u00e0 noite eram reservadas para as pinturas clandestinas e o artista comenta que, muitas vezes, o resultado s\u00f3 era conhecido no dia seguinte. &#8220;Estou voltando com uma bagagem legal, vou rever muita gente e deixar uma marca na cidade. Vai ser demais este festival&#8221;, afirma Amarelo.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Al\u00e9m das tintas, &#8220;Loucos Pela Cidade&#8221; tamb\u00e9m reserva espa\u00e7o para a Cultura Vogue, para o Sound System, para a break dance e para a cultura funk, com o famoso &#8220;Passinho&#8221;. As interven\u00e7\u00f5es acontecem na 14 de julho. &#8220;Cultura de rua \u00e9 um fen\u00f4meno muito abrangente e complexo. Ela \u00e9 fruto da diversidade e \u00e9 um elemento de transforma\u00e7\u00e3o, por isso, conversa com a cidadania&#8221;, aponta Amarelo.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>ERA UMA VEZ O RAP<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Mag\u00e3o Souza, o DJ Mag\u00e3o, tamb\u00e9m presenciou os prim\u00f3rdios da cultura hip-hop em Mato Grosso do Sul. Ele \u00e9 o convidado para abrir a noite de encerramento do festival, dia 05\/12, no Palco Mestre Galv\u00e3o, e tamb\u00e9m se apresenta com seu grupo Falange da Rima, no palco &#8220;Tr\u00e1fico de Informa\u00e7\u00e3o&#8221;. &#8220;Campo Grande vai receber uma galera que influenciou muita gente, eu inclusive. Dexter, Cris SNJ e Kamau s\u00e3o nomes que representam o rap e a cultura de rua com muita for\u00e7a&#8221;, frisa.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Do in\u00edcio dos anos 90 at\u00e9 hoje, muita coisa aconteceu e a cena de rap e hip-hop no MS evoluiu muito, apesar de ainda enfrentar resist\u00eancia. &#8220;No in\u00edcio era complicado, a gente precisava explicar o que estava fazendo e quando \u00edamos para fora do Estado, as pessoas se espantavam com a gente fazendo rap no meio do Pantanal. Era a vis\u00e3o que se tinha daqui&#8221;, lembra Mag\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para ele, a exist\u00eancia de um festival como o &#8220;Camp\u00e3o Cultural&#8221;, no qual o rap e a cultura de rua ocupam um espa\u00e7o significativo, \u00e9 o reconhecimento de toda uma hist\u00f3ria e de todos que seguiram acreditando nessa forma de arte. Embora o hip-hop tenha se popularizado e hoje seja utilizado at\u00e9 mesmo como pe\u00e7a de marketing por grandes marcas, a base de tudo \u00e9 e sempre foi a rua.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">O festival acontece em um momento especial para o DJ, que tamb\u00e9m comemora os 20 anos de lan\u00e7amento do primeiro EP do Falange da Rima, &#8220;Mariposa Assassina&#8221;, lan\u00e7ado em setembro de 2001. O grupo veterano se apresenta no dia 27\/11 (s\u00e1bado), na Pra\u00e7a do R\u00e1dio. &#8220;Vai ser uma grande comemora\u00e7\u00e3o. Se algu\u00e9m me falasse que a gente iria tocar em um festival desse tamanho, na nossa cidade, eu responderia: &#8216;Mano, voc\u00ea t\u00e1 viajando!&#8217;. Queimei minha l\u00edngua, ainda bem&#8221;, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mirando o lado mais urbano de Campo Grande, o festival &#8220;Camp\u00e3o Cultural&#8221; destaca a cultura&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-11720070","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11720070","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11720070"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11720070\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11720071,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11720070\/revisions\/11720071"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11720070"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11720070"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11720070"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}