{"id":11725599,"date":"2022-06-08T09:15:00","date_gmt":"2022-06-08T13:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11725599"},"modified":"2022-06-08T14:31:21","modified_gmt":"2022-06-08T18:31:21","slug":"abrace-o-pantanal-une-comunidade-local-ongs-e-setor-privado-para-proteger-25-milhoes-de-hectares-de-areas-nativas-do-bioma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/abrace-o-pantanal-une-comunidade-local-ongs-e-setor-privado-para-proteger-25-milhoes-de-hectares-de-areas-nativas-do-bioma\/","title":{"rendered":"Abrace o pantanal une comunidade local, ongs e setor privado para proteger 2,5 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas nativas do bioma"},"content":{"rendered":"<p>For\u00e7a-tarefa no Pantanal com o foco na redu\u00e7\u00e3o do impacto dos inc\u00eandios florestais no bioma re\u00fane empresas e organiza\u00e7\u00f5es com diferentes especialidades e \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o, articulada entre\u00a0umgrauemeio, \u00a0\u00a0Brigada Alian\u00e7a,\u00a0Instituto Homem Pantaneiro (IHP)\u00a0e\u00a0Polo Socioambiental Sesc Pantanal\u00a0e com apoio financeiro da\u00a0JBS,\u00a0tem\u00a0como objetivo\u00a0proteger 2,5 milh\u00f5es de hectares de \u00e1rea do bioma por meio da detec\u00e7\u00e3o precoce do inc\u00eandio, resposta r\u00e1pida com a a\u00e7\u00e3o de brigadas florestais altamente equipadas e qualificadas e gera\u00e7\u00e3o de dados anal\u00edticos, operacionais e de impacto na comunidade, com\u00a0redu\u00e7\u00e3o de CO2 estimada em 15 milh\u00f5es de toneladas ao longo do projeto.<\/p>\n<p>A iniciativa, chamada\u00a0Abrace o Pantanal,\u00a0ser\u00e1 lan\u00e7ada no\u00a0dia 08 de junho, \u00e0s 15h30, na\u00a0sede do IHP\u00a0(Ladeira Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio &#8211; Centro, Corumb\u00e1 \u2013 MS),\u00a0estrategicamente na pr\u00e9-temporada de inc\u00eandios no Brasil\u00a0e se apresenta como um dos\u00a0maiores projetos do mundo de preserva\u00e7\u00e3o ambiental por meio da detec\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e melhor combate \u00e0 inc\u00eandios.<\/p>\n<p>&#8220;Em 2020, foi inquietante ver 26% do Pantanal, uma das principais reservas mundiais da biosfera da UNESCO, ser consumida pelo fogo, comprometendo mais de 4 milh\u00f5es de hectares, matando cerca de 17 milh\u00f5es de vertebrados e emitindo milh\u00f5es de toneladas de CO2 na atmosfera&#8221;, lembra o\u00a0CIO (Chief Innovabilty Officer) e co-fundador da umgrauemeio Osmar Bambini, ao descrever a primeira a\u00e7\u00e3o para desenhar o plano de resili\u00eancia e estrat\u00e9gia de monitoramento para o Pantanal, que reuniu um grupo formado por representantes do minist\u00e9rio p\u00fablico, cientistas e pesquisadores, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e do setor privado com o objetivo comum de apoiar as institui\u00e7\u00f5es locais que historicamente combatem inc\u00eandios no bioma.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o de for\u00e7as \u00e9 o que garante o abra\u00e7o<\/p>\n<p>A resposta r\u00e1pida de atua\u00e7\u00e3o acontece por meio do entrosamento entre as diferentes expertises e tecnologias, como o sistema de detec\u00e7\u00e3o inovador da umgrauemeio e a capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, mobiliza\u00e7\u00e3o e planejamento de combate ao fogo das tr\u00eas centrais de gest\u00e3o independentes: \u00a0\u00a0Brigada Alian\u00e7a,\u00a0IHP\u00a0e\u00a0Polo Socioambiental Sesc\u00a0Pantanal\u00a0com o financiamento da JBS para custear a aquisi\u00e7\u00e3o e a instala\u00e7\u00e3o dos equipamentos e o apoio \u00e0s brigadas.<\/p>\n<p>A integra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es como localiza\u00e7\u00e3o das brigadas, recursos e equipamentos dispon\u00edveis, hor\u00e1rio de acionamento, tempo de locomo\u00e7\u00e3o at\u00e9 o local do foco de inc\u00eandio, tempo de combate e extin\u00e7\u00e3o do foco e o contato com os propriet\u00e1rios de terra no entorno permitem a r\u00e1pida resposta ao fogo.\u00a0Tamb\u00e9m est\u00e3o previstas a\u00e7\u00f5es educativas de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 inc\u00eandios junto das comunidades do entorno.<\/p>\n<p>O\u00a0presidente do IHP,\u00a0 \u00c2ngelo Rabelo, explica que, diante das particularidades da regi\u00e3o &#8211; que conta com \u00e1reas de Serra que chegam a mais de 3 mil metros de altura -, existe um grande desafio, n\u00e3o s\u00f3 no combate mas especialmente no monitoramento das a\u00e7\u00f5es preventivas e na instala\u00e7\u00e3o das c\u00e2meras de monitoramento que ir\u00e1 assegurar a prote\u00e7\u00e3o dessas regi\u00f5es, principalmente da Serra do Amolar, que, junto com Parque Nacional, comp\u00f5e o sitio do Patrim\u00f4nio Mundial Natural pela Unesco. &#8220;Na Serra do Amolar, j\u00e1 t\u00ednhamos a Brigada Alto Pantanal atuando desde 2020. Ela foi criada em meio aos inc\u00eandios que atingiram a regi\u00e3o. Com esta iniciativa, vamos ter mais clareza na identifica\u00e7\u00e3o dos focos, o que permitir\u00e1 uma resposta ainda mais r\u00e1pida dos nossos brigadistas. Com informa\u00e7\u00f5es mais precisas, o trabalho da Brigada Alto Pantanal ser\u00e1 ainda mais eficiente e conseguimos atingir nosso objetivo: preservar a fauna e a flora pantaneira&#8221;, afirma Rabelo.<\/p>\n<p>O combate aos inc\u00eandios acontece na \u00e9poca da seca, mas a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o precisam acontecer antes, na \u00e9poca da chuva. Em 2021, a tamb\u00e9m parceira\u00a0Brigada Alian\u00e7a\u00a0cadastrou e monitorou 150 propriedades nas regi\u00f5es Sul e Norte do Pantanal e zona de transi\u00e7\u00e3o. Foram mais de 330 mil hectares de fazendas cadastradas em uma \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o superior a 9 milh\u00f5es de hectares nas cinco bases que mant\u00e9m no Pantanal. Dos 104 inc\u00eandios combatidos pela Brigada Alian\u00e7a na regi\u00e3o em 2021, 60% houve o envolvimento direto dos produtores rurais e comunidade em geral. &#8220;Mais que uma equipe altamente especializada na ci\u00eancia do fogo, o grande diferencial do trabalho no \u00faltimo ano foi a tecnologia social. Al\u00e9m de combater o fogo, um dos maiores desafios foi estabelecer parcerias e uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com os produtores rurais da regi\u00e3o&#8221;, afirma\u00a0Caroline N\u00f3brega, pesquisadora e gerente-geral da Alian\u00e7a da Terra, entidade respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das brigadas.\u00a0 Os produtores das fazendas cadastradas estavam em contato direto com a equipe da Brigada mais pr\u00f3xima. Com o tempo, vizinhos e outras pessoas da comunidade tamb\u00e9m passaram acionar o servi\u00e7o da Brigada. Criada em 2009, a Brigada Alian\u00e7a tornou-se refer\u00eancia internacional no combate a inc\u00eandios florestais, tendo recebido apoio e treinamento da elite dos combatentes do Servi\u00e7o Florestal dos Estados Unidos (USFS).<\/p>\n<p>Nesta primeira fase, s\u00e3o mais de 2,5 milh\u00f5es de hectares monitorados pela solu\u00e7\u00e3o, come\u00e7ando pelo territ\u00f3rio da Serra do Amolar, regi\u00e3o central do Pantanal sob governan\u00e7a do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que teve mais de 90% de sua rede de prote\u00e7\u00e3o afetada pelos mega inc\u00eandios de 2020. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, os 2,5 milh\u00f5es de hectares de \u00e1rea monitorada quase equivale \u00e0 extens\u00e3o territorial da B\u00e9lgica.<\/p>\n<p>A detec\u00e7\u00e3o precoce de focos pelo\u00a0software Pantera\u00ae, desenvolvido pela\u00a0umgrauemeio, ocorre atrav\u00e9s de um algoritmo de intelig\u00eancia artificial que, a partir do envio de imagens por c\u00e2meras de alta resolu\u00e7\u00e3o instaladas no topo de torres de comunica\u00e7\u00e3o, identifica focos de inc\u00eandio de forma autom\u00e1tica e notifica os operadores do sistema.<\/p>\n<p>Cada c\u00e2mera tem a capacidade de\u00a0detectar focos de inc\u00eandio em quest\u00e3o de segundos,\u00a0com identifica\u00e7\u00e3o do local exato do foco, acelerando os protocolos de identifica\u00e7\u00e3o e combate.\u00a0 H\u00e1, ainda, a detec\u00e7\u00e3o back-up de pontos de calor por sat\u00e9lites, que podem complementar a prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas que sofram menor press\u00e3o humana, assim como \u00edndice de risco de inc\u00eandios, que juntos contemplam a solu\u00e7\u00e3o completa Pantera\u00ae.<\/p>\n<p>Para uma segunda fase, a expectativa \u00e9 triplicar o alcance do projeto e, portanto, da prote\u00e7\u00e3o do bioma. Toda infraestrutura da umgrauemeio para funcionamento das c\u00e2meras, rede de comunica\u00e7\u00e3o, energia, transmiss\u00e3o de dados com manuten\u00e7\u00e3o local e remota mant\u00e9m o sistema operacional ativo 24 horas nos 7 dias da semana.<\/p>\n<p>&#8220;Esses recursos e as informa\u00e7\u00f5es via sat\u00e9lite propiciam grandes ganhos para a detec\u00e7\u00e3o de focos de inc\u00eandio&#8221;, afirma\u00a0Li\u00e8ge Correia, diretora de Sustentabilidade da Friboi. &#8220;A\u00e7\u00f5es como essa beneficiam toda a cadeia de valor da pecu\u00e1ria, j\u00e1 que os inc\u00eandios devastam o ecossistema, prejudicam seriamente as propriedades rurais e lan\u00e7am \u00e0 atmosfera gases poluidores que provocam o aquecimento global&#8221;, destaca executiva.<\/p>\n<p>O\u00a0Abrace o Pantanal\u00a0\u00e9 parte de uma iniciativa ainda maior chamada Abrace a Floresta, que traz a vis\u00e3o hol\u00edstica de monitoramento e gest\u00e3o do combate a inc\u00eandios em tempo real, al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade por meio da plataforma integrada para gest\u00e3o do combate a inc\u00eandios florestais Pantera\u00ae.\u00a0 Atualmente, cerca de 20% das emiss\u00f5es mundiais s\u00e3o provenientes dos inc\u00eandios florestais e os esfor\u00e7os da umgrauemeio ap\u00f3s o lan\u00e7amento desta primeira fase est\u00e3o em ampliar a \u00e1rea preservada no Pantanal e estender o projeto tamb\u00e9m a outros parques e reservas nacionais, como por exemplo a Chapada dos Veadeiros (Goi\u00e1s) e Chapada dos Guimar\u00e3es (MT), al\u00e9m de \u00e1reas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p class=\"x_gmail-MsoNoSpacing\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>For\u00e7a-tarefa no Pantanal com o foco na redu\u00e7\u00e3o do impacto dos inc\u00eandios florestais no bioma&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"class_list":["post-11725599","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11725599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11725599"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11725599\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11725600,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11725599\/revisions\/11725600"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11725599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11725599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11725599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}