{"id":11726992,"date":"2022-08-14T10:27:01","date_gmt":"2022-08-14T14:27:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11726992"},"modified":"2022-08-14T10:32:35","modified_gmt":"2022-08-14T14:32:35","slug":"para-destravar-logistica-ms-tera-que-rever-modais-saindo-de-80-do-trafego-nas-rodovias-para-ferrovia-e-hidrovia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/para-destravar-logistica-ms-tera-que-rever-modais-saindo-de-80-do-trafego-nas-rodovias-para-ferrovia-e-hidrovia\/","title":{"rendered":"Para destravar log\u00edstica MS ter\u00e1 que rever modais, saindo de 80% do tr\u00e1fego nas rodovias para ferrovia e hidrovia"},"content":{"rendered":"<p>Com crescimento na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, min\u00e9rio e celulose, Mato Grosso do Sul precisa remanejar seu fluxo de transporte que hoje sai 80% pelas rodovias, para as ferrovias e hidrovias. Para isso ter\u00e1 que fazer investimentos nos modais que chegam a R$ 50 bilh\u00f5es e que devem gerar 127 mil empregos at\u00e9 2035. Com isso a redu\u00e7\u00e3o no custo do transporte chegaria a 26% em MS. Pelo menos \u00e9 o que mostra o Estudo de Diagn\u00f3stico Log\u00edstico elaborado pela Empresa de Planejamento e Log\u00edstica (EPL) do Governo federal.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos crescido a produ\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio, de soja, de milho, de celulose. Ent\u00e3o, isso faz com que tenhamos uma concentra\u00e7\u00e3o de toda essa opera\u00e7\u00e3o em cima do modal rodovi\u00e1rio, em caminh\u00f5es. Ent\u00e3o, com os caminh\u00f5es percorrendo longas dist\u00e2ncias o efeito disso \u00e9 a eleva\u00e7\u00e3o do custo de produto. Este \u00e9 um gargalo em log\u00edstica. O produto sai de alguma forma, mas com o custo elevado\u201d, explicou o secret\u00e1rio de Produ\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio, o estudo elencou todos os produtos do Estado e suas rotas de escoamento. \u201cN\u00f3s temos os principais produtos que s\u00e3o as commodities, mas n\u00f3s temos tamb\u00e9m muito produto fragmentado. Ent\u00e3o identificamos que primeiro, temos que ter no curto prazo um forte investimento na manuten\u00e7\u00e3o das rodovias. Esse \u00e9 o principal ponto que o Governo do Estado ele acaba atuando hoje nas estaduais. Atualmente o Governo est\u00e1 fazendo mais mil quil\u00f4metros de asfalto no estado de Mato Grosso do Sul, que \u00e9 para inteirar, para fazer a intera\u00e7\u00e3o com essas rodovias federais\u201d, explicou.<\/p>\n<p>J\u00e1 nas rodovias federais o principal gargalo demonstrado no estudo foi a rodovia BR-262. Desde o ano passado, houve um aumento significativo de carga, principalmente ap\u00f3s o problema na hidrovia com a estiagem e a entrada do min\u00e9rio nessa rodovia, saindo de Corumb\u00e1. \u201cO aumento expressivo no fluxo de caminh\u00f5es na BR \u00e9 o principal gargalo. N\u00f3s temos elevado n\u00edvel de acidentes, deteriora\u00e7\u00e3o da pista na BR, al\u00e9m da passagem pelas cidades\u201d. Acrescentou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para reorganizar as rodovias, o estudo apontou necessidade de investimento de R$ 18,10 bilh\u00f5es em 103 projetos rodovi\u00e1rios, totalizando 5.800 km.<\/p>\n<p><strong>Ferrovias<\/strong><\/p>\n<p>Diante da situa\u00e7\u00e3o das rodovias e a depend\u00eancia do Estado, o secret\u00e1rio salienta que o Estado est\u00e1 propondo a m\u00e9dio e longo prazo os projetos de ferrovia com a Nova Ferroeste, que deve ser licitada j\u00e1 neste ano e a relicita\u00e7\u00e3o da Malha Oeste tamb\u00e9m ainda em 2022. \u201cNossa meta \u00e9 mudar o perfil, sair de 80% da rodovia para 50%; e os 50% restantes entre a ferrovia e hidrovia, que vai ter uma capacidade de expans\u00e3o relativamente pequena por causa do clima. Mesmo assim estamos focando nestes dois modais\u201d, frisou.<\/p>\n<p>Atualmente, segundo o titular da Semagro todo o transporte pela ferrovia de Mato Grosso do Sul n\u00e3o passa de 2%. \u201cEnt\u00e3o n\u00f3s temos esses dois projetos que \u00e9 a Nova Ferroeste que \u00e9 Maracaju-Paranagu\u00e1 e a nossa Malha Oeste que \u00e9 exatamente Corumb\u00e1 at\u00e9 Tr\u00eas Lagoas e depois Tr\u00eas Lagoas. Tamb\u00e9m s\u00e3o o foco de curto prazo para que a gente intensifique a quest\u00e3o da mudan\u00e7a do perfil de cargas no Mato Grosso do Sul. Seria doze anos para todo esse estudo. \u00c9, para todo efeito. O que que n\u00f3s temos na quest\u00e3o? N\u00f3s esperamos que at\u00e9 o pr\u00f3ximo ano seja licitado a nova Ferroeste, licitada a Malha Oeste tamb\u00e9m. Lembrando que o per\u00edodo de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente longo no caso de ferrovias, isso n\u00e3o \u00e9 de curto prazo. N\u00f3s teremos um per\u00edodo a\u00ed de 5 anos para que efetivamente essas ferrovias comecem a fazer opera\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Os recursos a serem investidos na ferrovia devem superar os R$ 30 bilh\u00f5es, segundo os c\u00e1lculos da EPL. Atualmente 890 km de ferrovia s\u00e3o utilizados em MS, a proposta da EPL \u00e9 que este montante chegue a 1.500 km de malha ferrovi\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Expans\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o nas Hidrovias depende de libera\u00e7\u00e3o de dragagem no rio Paraguai<\/strong><\/p>\n<p>A malha atual da hidrovia em Mato Grosso do Sul (que compreende os rios Paran\u00e1 e Paraguai) \u00e9 de mais de 1.100 km, por onde s\u00e3o transportadas cerca de 3,8 milh\u00f5es de toneladas\/ano de mercadorias (2019). A meta do estudo \u00e9 que este modal seja viabilizado apesar da restri\u00e7\u00e3o por conta do clima e da estiagem que mant\u00e9m parte do trecho sem navega\u00e7\u00e3o em \u00e9pocas de seca. A hidrovia demandar\u00e1 investimento de quase R$ 800 milh\u00f5es por parte do Governo nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s temos que melhorar o fluxo da hidrovia do Paraguai, que compreende Lad\u00e1rio, Corumb\u00e1, Porto Esperan\u00e7a que n\u00f3s temos o terminal e Porto Murtinho. Essa \u00e9 a conex\u00e3o que a gente faz com a hidrovia. Mas a Bol\u00edvia tamb\u00e9m faz essa utiliza\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos tr\u00eas pontos cr\u00edticos que v\u00e3o de Porto Murtinho at\u00e9 Corumb\u00e1. Nestes locais mesmo em funcionamento normal, as barca\u00e7as t\u00eam que ser desconectadas para que se fa\u00e7a as curvas\u201d, esclareceu Verruck.<\/p>\n<p>Este processo atrasa a viagem e \u00e9 bastante complexo. \u201cImagine o tempo que ele leva para desconectar passa a barca\u00e7a e a\u00ed retorna. E s\u00e3o tr\u00eas pontos que n\u00f3s temos que fazer dragagem. Ent\u00e3o n\u00f3s j\u00e1 temos por exemplo um estudo do DNIT desses tr\u00eas pontos. Existe um pedido de licenciamento junto ao IBAMA que autoriza a dragagem nesses tr\u00eas pontos e no ano passado o governador Reinaldo falou que n\u00f3s estamos dispostos a pagar\u201d, enfatizou lembrando que o investimento seria da ordem de R$ 15 milh\u00f5es na \u00e9poca.<\/p>\n<p>O Governo estaria disposto a alocar o recurso para fazer a dragagem desses tr\u00eas pontos, o que melhoraria o fluxo da navega\u00e7\u00e3o. \u201cCom esta dragagem a navega\u00e7\u00e3o poderia ocorrer mesmo quando houvesse a redu\u00e7\u00e3o do calado do rio. Ent\u00e3o, seria um importante passo porque n\u00f3s alongar\u00edamos a\u00ed em trinta dias o per\u00edodo de tr\u00e1fego. Isso est\u00e1 hoje parado no IBAMA, ainda a gente n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o. porque existe processo do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, em rela\u00e7\u00e3o a essa dragagem. Ent\u00e3o nesse momento ainda n\u00e3o est\u00e1 autorizado\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com crescimento na produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, min\u00e9rio e celulose, Mato Grosso do Sul precisa remanejar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":11726994,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,14],"tags":[],"class_list":["post-11726992","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11726992","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11726992"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11726992\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11726993,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11726992\/revisions\/11726993"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11726994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11726992"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11726992"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11726992"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}