{"id":11727136,"date":"2022-08-18T08:37:00","date_gmt":"2022-08-18T12:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11727136"},"modified":"2022-08-18T11:05:48","modified_gmt":"2022-08-18T15:05:48","slug":"comercio-tem-queda-recorde-de-4-nos-postos-de-trabalho-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/comercio-tem-queda-recorde-de-4-nos-postos-de-trabalho-em-2020\/","title":{"rendered":"Com\u00e9rcio tem queda recorde de 4% nos postos de trabalho em 2020"},"content":{"rendered":"<p>No primeiro ano da pandemia, o com\u00e9rcio brasileiro perdeu 4,0% de sua ocupa\u00e7\u00e3o, 7,4% das empresas e 7,0% das lojas. Dos 404,1 mil trabalhadores que sa\u00edram do setor, 90,4% (ou 365,4 mil deles) estavam empregados no varejo. Nesse segmento, apenas duas atividades, consideradas servi\u00e7os essenciais durante a crise sanit\u00e1ria, tiveram incremento de pessoal: a de hipermercados e supermercados (1,8 mil pessoas) e a de produtos farmac\u00eauticos, perfumaria, cosm\u00e9ticos e artigos m\u00e9dicos, \u00f3pticos e ortop\u00e9dicos (318 pessoas). Os dados s\u00e3o da Pesquisa Anual de Com\u00e9rcio (PAC) 2020, divulgada hoje (17) pelo IBGE.<\/p>\n<p>Foi a maior queda na ocupa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, no intervalo de um ano, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, em 2007. Tamb\u00e9m houve queda recorde do n\u00famero de trabalhadores em dois dos tr\u00eas grandes segmentos do com\u00e9rcio: &#8211; 4,8%, no setor varejista, que emprega 73,7% dos trabalhadores do com\u00e9rcio, e -8,5% no segmento de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas.<\/p>\n<p>Entre as atividades, a maior redu\u00e7\u00e3o foi de um setor bastante atingido pelas medidas de distanciamento social adotadas para deter a Covid-19. Em um ano, o segmento varejista de tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e armarinho sofreu retra\u00e7\u00e3o de 176,6 mil trabalhadores, o que representa uma perda de 15,3% em seu contingente de ocupados. Al\u00e9m disso, o n\u00famero de empresas desse setor caiu 15,6%. Isso corresponde a 32,6 mil estabelecimentos comerciais.<\/p>\n<p>\u201cO volume expressivo da queda nesse setor chama a aten\u00e7\u00e3o e representa de forma significativa aquelas lojas que tiveram suas atividades mais afetadas pela necessidade de isolamento social, seja no com\u00e9rcio popular, seja em shoppings. Todos esses estabelecimentos onde a venda presencial \u00e9 muito importante para experimentar a mercadoria sentiram os efeitos da pandemia de forma mais acentuada nesse primeiro ano\u201d, explica a gerente de An\u00e1lise Estrutural do IBGE, Synthia Santana.<\/p>\n<p>Outras fortes retra\u00e7\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o ocorreram nos setores varejistas de produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (-81,5 mil trabalhadores) e de material de constru\u00e7\u00e3o (-59,7 mil). Nesse primeiro segmento, est\u00e3o as lojas especializadas, como os emp\u00f3rios, padarias e com\u00e9rcios de bebidas.<\/p>\n<p>\u201cEssa atividade, mesmo sendo considerada essencial na pandemia, registrou queda na compara\u00e7\u00e3o com 2019. Um dos fatores que podem explicar esse resultado \u00e9 que a ida menos frequente a estabelecimentos comerciais, por causa da necessidade de isolamento social, fez com que os consumidores concentrassem suas compras em empresas com uma gama mais diversificada de produtos, como \u00e9 o caso de hiper e supermercados\u201d, analisa a pesquisadora.<\/p>\n<p>Entre os tr\u00eas grandes segmentos investigados pela pesquisa, apenas o atacado teve aumento nessa compara\u00e7\u00e3o (2,2%, ou mais 37,9 mil trabalhadores), influenciado especialmente pelas contrata\u00e7\u00f5es em tr\u00eas atividades: madeira, ferragens, ferramentas, materiais el\u00e9tricos e material de constru\u00e7\u00e3o (10,0%), produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (4,4%) e mercadorias em geral (6,1%).<\/p>\n<p>Esse resultado tem rela\u00e7\u00e3o com o tipo de empresa que \u00e9 considerado atacadista. Na pesquisa, para ser definida como varejista, a empresa deve vender os seus produtos diretamente ao consumidor final, para uso pessoal e dom\u00e9stico. J\u00e1 no atacado, a negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com outros estabelecimentos ou \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Em 2020, o setor atacadista foi impactado de forma positiva pelos resultados do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n<p>\u201cO atacado foi um pouco mais resiliente diante do primeiro ano de pandemia. As exportadoras, por negociarem diretamente com outras empresas ou entidades, fazem parte do atacado. O fato de, em 2020, o com\u00e9rcio internacional ter apresentado um comportamento mais expressivo tamb\u00e9m eleva o setor atacadista a resultados que divergem um pouco do que foi exibido pelo varejo, que teve queda no n\u00famero de empresas e de pessoas ocupadas\u201d, afirma Synthia.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2022_08\/graficos-pac_pessoas-ocupadas.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Com a o recuo na ocupa\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio empregava 9,8 milh\u00f5es de pessoas em 2020, sendo 7,2 milh\u00f5es no varejo, 1,7 milh\u00e3o no atacado e 829,4 mil no com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas. Foi a primeira vez, desde 2011, que a atividade comercial como um todo tinha um contingente menor que 10 milh\u00f5es de trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>N\u00famero de empresas tem queda recorde<\/strong><\/p>\n<p>Assim como na ocupa\u00e7\u00e3o, a retra\u00e7\u00e3o no total de empresas comerciais foi recorde tanto em termos percentuais quanto em n\u00fameros absolutos. Com a queda de 7,4%, havia no pa\u00eds, em 2020, 1,3 milh\u00e3o de empresas comerciais, o segundo menor n\u00famero desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, atr\u00e1s apenas do registrado em 2007. Enquanto no varejo (-8,7%) e no com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (-9,9%), muitas empresas tiveram que fechar as portas, no atacado, o ano foi de avan\u00e7o (1,3%).<\/p>\n<p>\u201cEntre 2019 e 2020, houve uma queda substancial de 106 mil empresas no com\u00e9rcio do pa\u00eds. Para efeitos de compara\u00e7\u00e3o, em 2015, ano de recess\u00e3o econ\u00f4mica, a queda foi de 16 mil empresas. No ano seguinte, ainda no bi\u00eanio da crise, houve retra\u00e7\u00e3o de mais 25 mil. O que temos durante o primeiro ano da pandemia \u00e9 uma queda com efeito quatro vezes maior. Esse n\u00famero de empresas no com\u00e9rcio j\u00e1 vinha sendo reduzido por pr\u00f3pria estrat\u00e9gia de algumas delas, mas a crise econ\u00f4mica potencializou esse comportamento\u201d, pontua a pesquisadora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2022_08\/graficos-pac_empresas.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Synthia ainda detalha que as medidas de isolamento social provocaram uma adapta\u00e7\u00e3o na forma como as empresas comercializam os produtos. \u201cMuitas modificaram a forma de entrega, como a retirada por\u00a0<em>drive thru<\/em>\u00a0e o envio em casa. Entre as empresas em que essa mudan\u00e7a n\u00e3o foi poss\u00edvel, houve uma perda significativa, como no segmento de tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e armarinho, que tem uma experi\u00eancia de compra que exige mais o toque do produto e a experimenta\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Remunera\u00e7\u00f5es caem em 2020<\/strong><\/p>\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o dos trabalhadores do setor comercial em 2020 totalizou R$ 241,6 bilh\u00f5es. J\u00e1 o sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal passou de 1,9 sal\u00e1rio m\u00ednimo (s.m.), em 2019, para 1,8 s.m, no ano seguinte. As remunera\u00e7\u00f5es mais baixas foram relativas aos representantes e agentes do com\u00e9rcio (1,1 s.m.), ao com\u00e9rcio varejista de produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (1,3 s.m.) e ao com\u00e9rcio varejista de tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e armarinho (1,3 s.m.).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 interessante notar que essa tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio \u00e9 puxada pelas atividades que pagavam sal\u00e1rios mais elevados, como \u00e9 o caso de combust\u00edveis e lubrificantes, setor que em dez anos teve uma perda bastante significativa (- 2,3 s.m.) e de m\u00e1quinas aparelhos e equipamentos (-0,7 s.m.). S\u00e3o atividades que empregam bastante gente e pagavam sal\u00e1rios mais altos. Por isso acabam puxando essa m\u00e9dia para baixo\u201d, destaca a gerente.<\/p>\n<p>No atacado, a maior parte das atividades pagou sal\u00e1rios m\u00e9dios maiores do que a m\u00e9dia do com\u00e9rcio. Entre elas estavam os setores de combust\u00edveis e lubrificantes (5,1 s.m.), de m\u00e1quinas, aparelhos e equipamentos, inclusive TI e comunica\u00e7\u00e3o (4,1 s.m.) e de produtos farmac\u00eauticos, perfumaria, cosm\u00e9ticos e artigos m\u00e9dicos, \u00f3pticos e ortop\u00e9dicos (3,6 s.m.).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2022_08\/graficos-pac_panorama.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Setor atacadista responde por maior parte da receita operacional l\u00edquida<\/strong><\/p>\n<p>Em 2020, o com\u00e9rcio totalizou R$ 4,7 trilh\u00f5es em receita bruta, dos quais R$ 2,3 trilh\u00f5es foram gerados no com\u00e9rcio por atacado, R$ 2,1 trilh\u00f5es no com\u00e9rcio varejista e R$ 394,3 bilh\u00f5es no com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas. Sem as dedu\u00e7\u00f5es, como impostos e abatimentos, h\u00e1 a receita operacional l\u00edquida, que foi de R$4,3 trilh\u00f5es. A maior parte desse valor foi gerada no com\u00e9rcio por atacado (47,4%), seguido pelo com\u00e9rcio varejista (43,9%) e pelo com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas (8,7%).<\/p>\n<p>Em dez anos, o setor automotivo passou de 14,7% para 8,7% de participa\u00e7\u00e3o na receita operacional l\u00edquida. No mesmo per\u00edodo, o atacado ganhou 3,6 p.p. de participa\u00e7\u00e3o e o varejo, 2,4 p.p. Synthia Santana explica que o decl\u00ednio da participa\u00e7\u00e3o do setor de ve\u00edculos ocorreu principalmente no per\u00edodo de recess\u00e3o, em 2015 e 2016, e que voltou a cair de forma significativa em 2020.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um segmento que est\u00e1 em decl\u00ednio em fun\u00e7\u00e3o de crises sucessivas enfrentadas pela economia brasileira, seja por componentes internos ou externos. No com\u00e9rcio, os componentes internos acabam tendo um pouco mais de influ\u00eancia nesses resultados, porque afetam a capacidade das fam\u00edlias de fazerem um planejamento sobre seus or\u00e7amentos e investimentos em itens dom\u00e9sticos como \u00e9 o caso do autom\u00f3vel, que compromete a renda por bastante tempo. Essa falta de capacidade de previsibilidade de futuro e incerteza de renda afetam bastante a aquisi\u00e7\u00e3o de itens de maior valor\u201d, diz.<\/p>\n<p>Entre os grupamentos de atividades, os tr\u00eas com maior participa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o da receita operacional l\u00edquida foram o de hipermercados e supermercados (13,6%), o de com\u00e9rcio por atacado de combust\u00edveis e lubrificantes (10,1%) e o de com\u00e9rcio por atacado de produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo (8,5%). Em dez anos, as distribuidoras de combust\u00edveis e lubrificantes perderam 1,1 p.p. na receita operacional l\u00edquida, enquanto os hipermercados e supermercados avan\u00e7aram 3,0 p.p. alcan\u00e7ando, nesse per\u00edodo, o primeiro lugar no ranking. Em 2020, o com\u00e9rcio por atacado de alimentos, bebidas e fumo (8,5%) ultrapassou o com\u00e9rcio varejista de combust\u00edveis e lubrificantes (7,2%).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ibge.gov.br\/images\/agenciadenoticias\/estatisticas_economicas\/2022_08\/graficos-pac_participacao-receita.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><strong>Margem de comercializa\u00e7\u00e3o foi de R$942,7 bilh\u00f5es em 2020<\/strong><\/p>\n<p>A margem de comercializa\u00e7\u00e3o, diferen\u00e7a entre a receita l\u00edquida de revenda e o custo de mercadorias vendidas, foi de R$ 942,7 bilh\u00f5es em 2020. A maior parte dessa soma foi obtida pelo varejo (R$511,7 bilh\u00f5es), enquanto o atacado registrou R$364,5 bilh\u00f5es e o com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas, R$ 66,5 bilh\u00f5es. Esse indicador serve de par\u00e2metro para a rentabilidade de um determinado segmento comercial.<\/p>\n<p><strong>Em m\u00e9dia, a taxa de margem de comercializa\u00e7\u00e3o das empresas foi de 28,8% em 2020<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m aponta a taxa da margem de comercializa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a divis\u00e3o da margem de comercializa\u00e7\u00e3o pelo custo das mercadorias vendidas. Esse percentual indica a capacidade de eleva\u00e7\u00e3o de receita l\u00edquida de vendas acima dos custos com aquisi\u00e7\u00e3o de mercadoria e da varia\u00e7\u00e3o de estoques. Quanto mais alta a taxa, maior \u00e9 o poder de determina\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de um segmento comercial.<\/p>\n<p>Em 2020, em m\u00e9dia, a taxa de margem de comercializa\u00e7\u00e3o das empresas foi de 28,8%. Essa m\u00e9dia foi de 37,4% no varejo, 22,7% no atacado e 22,4% no com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas. As cinco maiores taxas foram de atividades varejistas: tecidos, vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados e armarinho (80,0%), artigos culturais, recreativos e esportivos (62,8%), produtos farmac\u00eauticos, perfumaria, cosm\u00e9ticos e artigos m\u00e9dicos, \u00f3pticos e ortop\u00e9dicos (60,7%), produtos novos e usados sem especifica\u00e7\u00e3o (52,7%) e inform\u00e1tica, comunica\u00e7\u00e3o e artigos de uso dom\u00e9stico (52,2%).<\/p>\n<p>Mas, em rela\u00e7\u00e3o a 2019, quatro desses segmentos sofreram redu\u00e7\u00e3o nesse indicador, com destaque para o com\u00e9rcio varejista de produtos novos e usados sem especifica\u00e7\u00e3o (-7,2 p.p.).<\/p>\n<p>Por outro lado, entre as menores taxas de margem de comercializa\u00e7\u00e3o est\u00e3o o com\u00e9rcio por atacado de combust\u00edveis e lubrificantes (6,8%), o com\u00e9rcio de ve\u00edculos automotores (13,0%) e o com\u00e9rcio por atacado de mat\u00e9rias-primas agr\u00edcolas e animais vivos (15,4%), setores em que os pre\u00e7os de revenda s\u00e3o pr\u00f3ximos dos custos de aquisi\u00e7\u00e3o das mercadorias.<\/p>\n<p><strong>Cai participa\u00e7\u00e3o do Sudeste na receita bruta de revenda do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>Pela primeira vez na s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, o Sudeste representou menos de 50% da receita bruta de revenda do pa\u00eds. Em 2020, essa regi\u00e3o respondeu por 49,4% dessa receita, 50,7% do pessoal ocupado e 47,7% das unidades locais das empresas comerciais. Desde 2011, ela foi a regi\u00e3o com maior perda de participa\u00e7\u00e3o em cada um desses componentes, com destaque para a redu\u00e7\u00e3o de 3,5 p.p. em sua propor\u00e7\u00e3o na receita. Essa queda foi acompanhada por um aumento de participa\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste (9,2% para 11,0%) e Sul (de 19,4% para 20,9%).<\/p>\n<p>No caso da m\u00e3o de obra, com a redu\u00e7\u00e3o da concentra\u00e7\u00e3o no Sudeste, a participa\u00e7\u00e3o de todas as outras regi\u00f5es cresceu: Sul (0,7 p.p.), Centro-Oeste (0,4 p.p.), Norte (0,2 p.p.) e Nordeste (0,2 p.p.).<\/p>\n<p>Embora o Nordeste reunisse 17,0% da m\u00e3o de obra no com\u00e9rcio do pa\u00eds, a participa\u00e7\u00e3o dessa regi\u00e3o foi de apenas 12,7% no total de sal\u00e1rios, retiradas e outras remunera\u00e7\u00f5es. Essa foi tamb\u00e9m a regi\u00e3o que pagou a menor remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia mensal (1,4 s.m.), enquanto o Sudeste pagou a maior (2,0 s.m.). Nas \u00faltimas dez edi\u00e7\u00f5es da PAC, as duas regi\u00f5es mantiveram essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mais sobre a pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A PAC \u00e9 realizada pelo IBGE desde 1996 e retrata aspectos estruturais do setor comercial do pa\u00eds. As informa\u00e7\u00f5es divulgadas s\u00e3o significativas para an\u00e1lise e planejamento das empresas do setor privado e dos diferentes n\u00edveis de governo. Anualmente, a PAC apresenta os principais resultados das empresas comerciais brasileiras, que s\u00e3o divididas em tr\u00eas segmentos: com\u00e9rcio de ve\u00edculos, pe\u00e7as e motocicletas; com\u00e9rcio por atacado; e com\u00e9rcio varejista. Para identificar mudan\u00e7as estruturais, h\u00e1 a compara\u00e7\u00e3o entre resultados de uma s\u00e9rie de dez anos. Os resultados podem ser consultados para Brasil, Grandes Regi\u00f5es e Unidades da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro ano da pandemia, o com\u00e9rcio brasileiro perdeu 4,0% de sua ocupa\u00e7\u00e3o, 7,4% das empresas e 7,0% das lojas. Dos 404,1 mil trabalhadores que sa\u00edram do setor, 90,4% (ou 365,4 mil deles) estavam empregados no varejo. 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