{"id":11739113,"date":"2023-10-25T09:44:00","date_gmt":"2023-10-25T13:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11739113"},"modified":"2023-10-25T14:26:40","modified_gmt":"2023-10-25T18:26:40","slug":"pesquisa-mostra-que-95-das-criancas-e-adolescentes-acessam-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/pesquisa-mostra-que-95-das-criancas-e-adolescentes-acessam-internet\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostra que 95% das crian\u00e7as e adolescentes acessam internet"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes com acesso \u00e0 internet se manteve com certa estabilidade, com um pequeno crescimento em 2023, apontou a pesquisa TIC Kids Online Brasil, do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que foi divulgada hoje (25).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1562615&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1562615&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Segundo esse estudo, 95% das crian\u00e7as e adolescentes entre 9 e 17 anos de todo o pa\u00eds acessam a internet, o que corresponde a mais de 25,1 milh\u00f5es de pessoas nessa faixa et\u00e1ria. No entanto, a pesquisa tamb\u00e9m demonstrou que, embora esse n\u00famero tenha ca\u00eddo em rela\u00e7\u00e3o a 2022, ainda h\u00e1 uma parte desse p\u00fablico que jamais teve acesso \u00e0 internet, o que corresponde atualmente a mais de 580 mil pessoas.<\/p>\n<p>Em 2022, a popula\u00e7\u00e3o com acesso \u00e0 internet correspondia a 92% ou aproximadamente 24,4 milh\u00f5es nessa faixa et\u00e1ria. J\u00e1 os que nunca tiveram acesso \u00e0 internet correspondiam a 940 mil pessoas.<\/p>\n<p>Entre os que disseram nunca ter acessado a internet na pesquisa atual, mais de 475 mil correspondem a crian\u00e7as e adolescentes que comp\u00f5em as classes D e E, o que demonstra que h\u00e1 desigualdades no acesso. As crian\u00e7as e adolescentes das classes D e E tamb\u00e9m s\u00e3o a maioria entre os que j\u00e1 acessaram a internet, mas n\u00e3o o fizeram recentemente: 545 mil dessas crian\u00e7as e adolescentes das classes mais baixas disseram n\u00e3o ter acessado a internet nos \u00faltimos tr\u00eas meses, um total de 867 mil.<\/p>\n<p>O estudo, conduzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br) do N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), apontou ainda que em 24% do total de casos, o primeiro acesso \u00e0 internet aconteceu antes dos seis anos de idade. Em 2015, esse primeiro acesso \u00e0 internet acontecia mais tarde: apenas 11% das crian\u00e7as tinham at\u00e9 seis anos de idade quando acessaram a internet pela primeira vez. Em 2015, o primeiro acesso \u00e0 internet acontecia geralmente aos 10 anos (16%).<\/p>\n<p>\u201cA idade do primeiro acesso foi antecipada\u201d, destacou Lu\u00edsa Adib, coordenadora da pesquisa TIC Kids Online Brasil. \u201cVinte e quatro porcento das crian\u00e7as e adolescentes reportam que acessaram a internet at\u00e9 os seis anos de idade. Isso reflete pouco aumento na conectividade desses indiv\u00edduos\u201d, falou ela, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil.<\/strong><\/p>\n<p>Forma de acesso<\/p>\n<p>A principal forma com que as crian\u00e7as e adolescentes acessam a internet \u00e9 pelo celular, que foi apontado por 97% dos entrevistados. O celular \u00e9 tamb\u00e9m a \u00fanica forma de acesso \u00e0 internet para 20% desse p\u00fablico.<\/p>\n<p>J\u00e1 o acesso da internet pela televis\u00e3o tem aumentado nos \u00faltimos anos, chegando a 70% em 2023. Em 2019, por exemplo, esse tipo de acesso era mencionado por apenas 43% dos usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>O uso do computador para acesso \u00e0 web, por sua vez, manteve-se est\u00e1vel, em 38%, com predom\u00ednio entre o p\u00fablico das classes sociais de maior renda (71%). Entre as classes D e E, apenas 15% dizem acessar a internete pelo computador.<\/p>\n<p>\u201cObservamos, ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica, uma queda no acesso da internet pelo computador, mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a muito marcada entre as classes socioecon\u00f4micas. As crian\u00e7as das classes A e B acessam a internet por uma variedade muito maior de dispositivos. E isso pode influenciar sobre o aproveitamento de oportunidades, por exemplo, nas atividades de educa\u00e7\u00e3o em busca de informa\u00e7\u00e3o. As crian\u00e7as que acessam a internet pelo celular e pelo computador realizam todas as atividades investigadas de educa\u00e7\u00e3o em propor\u00e7\u00f5es maiores que aquelas que acessam somente pelo telefone celular. Elas tamb\u00e9m v\u00e3o aproveitar mais oportunidades e ter condi\u00e7\u00f5es de desenvolver mais habilidades digitais\u201d, falou a coordenadora do estudo.<\/p>\n<p>Segundo ela, essa variedade do uso de dispositivos para entrada na internet, al\u00e9m de quest\u00f5es relacionadas tamb\u00e9m \u00e0 disponibilidade de dados e \u00e0 velocidade e qualidade de conex\u00e3o s\u00e3o significativos para demonstrar que ainda h\u00e1 muita desigualdade no acesso. \u201cTemos 95% de usu\u00e1rios, quase a totalidade de crian\u00e7as e adolescentes nessa faixa et\u00e1ria que s\u00e3o usu\u00e1rios, mas n\u00e3o podemos dizer que elas acessam a internet sob as mesmas condi\u00e7\u00f5es. A universaliza\u00e7\u00e3o do acesso tem muitas barreiras para serem cumpridas para que haja uma conectividade significativa para todos os usu\u00e1rios\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Propaganda e conte\u00fado sexual<\/h2>\n<p>A pesquisa abordou a percep\u00e7\u00e3o de adolescentes entre 11 e 17 anos sobre as propagandas na internet. Segundo o estudo, 50% desses entrevistados pediu que seus pais ou respons\u00e1veis comprasse algum produto que viu na internet. Oito em cada dez entrevistados (84% do total) tamb\u00e9m relatou que ficou com vontade de ter algum produto ap\u00f3s v\u00ea-lo na internet e 73% ficaram chateados por n\u00e3o poder comprar algum produto.<\/p>\n<p>Para 78% desses usu\u00e1rios, as empresas pagam pessoas para usarem seus produtos nos v\u00eddeos e conte\u00fados que publicam na internet. Seis em cada dez adolescentes entre 11 e 17 anos (59% do total) tamb\u00e9m disseram ter assistido a v\u00eddeos de pessoas mostrando como usar esse produto ou abrindo a embalagem desse produto.<\/p>\n<p>O que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que o n\u00famero desses usu\u00e1rios que relatam ter visto propaganda na web \u00e9 alto, considerando que a propaganda direcionada a crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 12 anos, em quaisquer meios de comunica\u00e7\u00e3o ou espa\u00e7os de conviv\u00eancia, \u00e9 considerada ilegal de acordo com o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor de 1990.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 toda uma legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permite que o conte\u00fado mercadol\u00f3gico seja direcionado para crian\u00e7a e adolescente. Mas investigamos alguns fen\u00f4menos ou forma como os conte\u00fados s\u00e3o postados na internet e vimos que a crian\u00e7a tem o conte\u00fado mercadol\u00f3gico, mas ela n\u00e3o necessariamente consegue identificar que aquela era uma mensagem sobre algum produto ou marca\u201d, completou a coordenadora da pesquisa.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o estudo, apenas 28% dos pais utilizam algum filtro ou configura\u00e7\u00e3o especial para restringir o contato das crian\u00e7as com propagandas na internet.<\/p>\n<p>Uma outra quest\u00e3o analisada pelos pesquisadores foi o acesso das crian\u00e7as e adolescentes a conte\u00fados sexuais. Pelo menos 9% do total de usu\u00e1rios entre 9 e 17 anos j\u00e1 viram imagens ou v\u00eddeos de conte\u00fado sexual na internet nos \u00faltimos 12 meses. Na maior parte das vezes (34% do total), essas imagens aparecem sem querer, seguida pelas redes sociais (26%). Cerca de 16% das crian\u00e7as e adolescentes tamb\u00e9m relatam ter recebido mensagens de conte\u00fado sexual pela internet.<\/p>\n<p>\u201cTemos essa perspectiva sobre o risco mas tamb\u00e9m temos que considerar que o contato com esse tipo de conte\u00fado pode ter sido uma busca de informa\u00e7\u00e3o, pode ter sido uma comunica\u00e7\u00e3o entre pais, ent\u00e3o n\u00e3o necessariamente isso foi um acesso indesejado ou algo problem\u00e1tico. Mas temos que olhar para esse dado sabendo que existe um potencial dano ou inc\u00f4modo e, a partir da\u00ed, qualificar quem enviou essa mensagem e onde a crian\u00e7a teve esse contato. Por isso refor\u00e7amos a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis no acompanhamento das atividades que a crian\u00e7a e o adolescente realizam\u201d, disse.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, a coordenadora do estudo destacou que a internet n\u00e3o traz apenas riscos, mas diversos benef\u00edcios destinados, por exemplo, ao lazer, ao conhecimento e ao entretenimento. \u201cRefor\u00e7o que os benef\u00edcios est\u00e3o associados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de acesso\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>\u201cOs riscos t\u00eam naturezas diversas e podem ser de viol\u00eancias sexuais ou comerciais, por exemplo. H\u00e1 muitas possibilidades de contato ou situa\u00e7\u00f5es de risco na internet, mas eu sempre destaco que proibir, inibir ou restringir a participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o necessariamente vai proteg\u00ea-la do risco. Podemos restringir o risco, mas tamb\u00e9m restringimos a oportunidade. Por isso indico o di\u00e1logo e o acompanhamento dos respons\u00e1veis para saber que tipo de conte\u00fado ela est\u00e1 acessando e com quem ela conversa.\u201d<\/p>\n<p>Para a pesquisa, foram ouvidas 2.704 crian\u00e7as e adolescentes de todo o pa\u00eds, com idades entre 9 e 17 anos e 2.704 pais ou respons\u00e1veis. O estudo foi realizado entre mar\u00e7o e julho deste ano. O TIC Kids Online Brasil \u00e9 uma pesquisa feita anualmente desde 2012 e s\u00f3 n\u00e3o foi realizada em 2020 por causa da pandemia de covid-19.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as e adolescentes com acesso \u00e0 internet se manteve com certa estabilidade,&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11739115,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[],"class_list":["post-11739113","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-tecnologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11739113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11739113"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11739113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11739116,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11739113\/revisions\/11739116"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11739115"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11739113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11739113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11739113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}