{"id":11740477,"date":"2023-11-20T10:26:00","date_gmt":"2023-11-20T14:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11740477"},"modified":"2023-11-20T10:57:53","modified_gmt":"2023-11-20T14:57:53","slug":"consciencia-negra-coletivo-destaca-trajetorias-de-servidoras-pretas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/consciencia-negra-coletivo-destaca-trajetorias-de-servidoras-pretas\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia Negra: coletivo destaca trajet\u00f3rias de servidoras pretas"},"content":{"rendered":"<p>Mulheres pretas que tiveram carreira de destaque no servi\u00e7o p\u00fablico s\u00e3o o foco de um perfil de rede social que busca combater a invisibilidade dessas personalidades e servir de inspira\u00e7\u00e3o para outras negras. A iniciativa \u00e9 do Coletivo de Mulheres Negras Servidoras e Empregadas P\u00fablicas do Governo Federal, que criou a p\u00e1gina @servidorasnegras no Instagram. \u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1567499&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1567499&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Em cada uma das cinco semanas deste m\u00eas da Consci\u00eancia Negra, o coletivo publica uma minibiografia das servidoras que abriram caminhos no servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>A primeira a ser homenageada pela p\u00e1gina re\u00fane ainda o elemento curiosidade. Uma mulher que ficou conhecida como Primeira-Dama do Samba, mas que marcou o nome tamb\u00e9m na reforma psiqui\u00e1trica no Brasil. Yvonne Lara da Costa era servidora do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e, no mundo da m\u00fasica, ficou conhecida como Dona Ivone Lara.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse a relev\u00e2ncia que teve no ambiente do samba, Dona Ivone teve uma carreira de destaque como servidora p\u00fablica voltada para a sa\u00fade mental. Foram 37 anos de atua\u00e7\u00e3o. Formada em enfermagem e assist\u00eancia social, a cantora e compositora teve papel de vanguarda ao levar para pacientes o mesmo que oferecia aos admiradores de sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Yvonne Lara da Costa era especializada em terapia ocupacional. O interesse de usar a m\u00fasica nos tratamentos levou \u00e0 uni\u00e3o\u00a0com outro grande nome do cuidado psiqui\u00e1trico no pa\u00eds, Nise da Silveira. As duas trabalham juntas no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Nise revolucionou o tratamento psiqui\u00e1trico no pa\u00eds com a\u00e7\u00f5es humanizadas, em contraste aos procedimentos agressivos como eletrochoques e lobotomia. Yvonne sugeriu a Nise que criasse uma sala com\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2022-04\/ivone-lara-100-anos-como-enfermeira-influenciou-sambista\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instrumentos musicais<\/a>\u00a0dentro do hospital em que trabalhavam, isso na d\u00e9cada de 40.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho de Dona Ivone Lara como servidora foi fundamental para a reforma psiqui\u00e1trica no Brasil\u201d, afirma o perfil, que traz uma foto da ent\u00e3o enfermeira no hospital em que trabalhava. Dona Ivone morreu em 2018, aos 96 ano.<\/p>\n<h2>Surgimento<\/h2>\n<p>O coletivo de servidoras negras tem cerca de 170 participantes. O grupo foi criado no come\u00e7o do ano, depois de uma declara\u00e7\u00e3o da ministra do Planejamento, Simone Tebet, sobre dificuldade de conseguir mulheres pretas para compor a equipe.<\/p>\n<p>\u201cQuero n\u00e3o s\u00f3 ter mulheres, mas mulheres pretas. E a gente sabe, lamentavelmente, que mulheres pretas normalmente s\u00e3o arrimo de fam\u00edlia. Trazer de fora de Bras\u00edlia \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, disse Tebet, um dia antes de tomar posse em 4 de janeiro.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas mulheres negras se sentiram particularmente atingidas por essa fala, que n\u00e3o condiz com a realidade. A gente tem um grupo significativo de mulheres com qualifica\u00e7\u00f5es at\u00e9 mais altas que a de algumas pessoas que est\u00e3o em determinados cargos do governo. Ent\u00e3o, essas mulheres come\u00e7aram a se organizar\u201d, explicou \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasi<\/strong>l\u00a0Barbara Rosa, uma das organizadoras do coletivo.<\/p>\n<p>Barbara \u00e9 servidora do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e est\u00e1 cedida ao Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE), onde atua como coordenadora de planejamento de contrata\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca da posse, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, se comprometeu a ajudar Tebet com uma lista de curr\u00edculos de mulheres pretas. No dia da posse, Tebet comentou sobre a ajuda. \u201cFoi bom que agora est\u00e1 vindo um monte de curr\u00edculo. Estou achando \u00f3timo\u201d.<\/p>\n<h2>Diplomata<\/h2>\n<p>O Itamaraty\u00a0foi a casa de outra homenageada pelo perfil @servidorasnegras. Trata-se de M\u00f4nica de Menezes Campos. Em 1978, aos 22 anos, M\u00f4nica foi a primeira mulher preta a ingressar no Instituto Rio Branco, \u00f3rg\u00e3o do governo para forma\u00e7\u00e3o de diplomatas. Em 1980, se tornou a primeira negra diplomata.<\/p>\n<p>\u201cSua admiss\u00e3o \u00e0 carreira diplom\u00e1tica foi um marco. A trajet\u00f3ria de M\u00f4nica de Menezes Campos \u00e9 um referencial para mulheres negras do servi\u00e7o exterior brasileiro e para candidatas \u00e0s carreiras de diplomata e de oficial de\u00a0chancelaria\u201d, publicou o coletivo no Instagram. M\u00f4nica morreu em 1985, aos 27 anos, v\u00edtima de um aneurisma cerebral.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 9 de novembro, o Itamaraty realizou o semin\u00e1rio\u00a0Rela\u00e7\u00f5es Internacionais, Pol\u00edtica Externa e Igualdade Racial: Reflex\u00f5es em Homenagem a M\u00f4nica de Menezes Campos. O encontro abordou o programa de a\u00e7\u00e3o afirmativa do MRE, igualdade racial como objetivo transversal da pol\u00edtica externa, impacto de acad\u00eamicas negras na teoria das rela\u00e7\u00f5es internacionais e igualdade racial no servi\u00e7o exterior.<\/p>\n<h2>Primeira engenheira negra<\/h2>\n<p>Outra servidora lembrada \u00e9 Enedina Alves Marques, a primeira engenheira negra do Brasil. Filha de um lavrador e de uma empregada dom\u00e9stica, a curitibana se formou em engenharia civil\u00a0em 1945, pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Precisou trabalhar como dom\u00e9stica para ajudar a pagar os estudos. Foi a primeira mulher a atingir a forma\u00e7\u00e3o em engenharia no estado.<\/p>\n<p>\u201cAo longo da gradua\u00e7\u00e3o, Enedina teve embates com colegas, professores e com a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o de ensino, por ser mulher, negra e pobre em um curso reservado aos homens brancos e ricos\u201d, diz a publica\u00e7\u00e3o no Instagram.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1ria do Departamento Estadual de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica do Paran\u00e1, Enedina foi uma das respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o da Usina Capivari-Cachoeira (atual Parigot de Souza), inaugurada em 1971 no munic\u00edpio de Antonina, litoral do Paran\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cEnedina abriu espa\u00e7os para a presen\u00e7a de pessoas negras e de mulheres na engenharia, sendo ainda hoje inspira\u00e7\u00e3o para mulheres negras que buscam espa\u00e7o nas \u00e1reas de ci\u00eancia e tecnologia\u201d, escreveu o coletivo.<\/p>\n<p>Em janeiro deste ano, quando completou 110 anos de nascimento, a engenheira preta recebeu uma<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2023-01\/primeira-engenheira-negra-do-brasil-completaria-hoje-110-anos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0homenagem<\/a>\u00a0na p\u00e1gina de busca principal do Google.<\/p>\n<p>A biografia de Enedina, que em 1940 buscou inserir-se em uma \u00e1rea profissional ocupada majoritariamente por homens, foi tema do trabalho de conclus\u00e3o do curso de hist\u00f3ria na UFPR.<\/p>\n<p>Enedina morreu em 20 de agosto de 1981, aos 61 anos.<\/p>\n<h2>Pioneira na medicina<\/h2>\n<p>A baiana Maria Od\u00edlia Teixeira \u00e9 mais uma das homenageadas pelo perfil. Filha de um m\u00e9dico branco de origem pobre e neta &#8211; por parte de m\u00e3e \u2013 de uma ex-escravizada, Maria Od\u00edlia se tornou a primeira negra formada em medicina no pa\u00eds, em 1909.<\/p>\n<p>Ainda na gradua\u00e7\u00e3o, trabalhou para desmistificar teorias embasadas no racismo cient\u00edfico. Apresentou tese sobre a cirrose, desvinculando-a da popula\u00e7\u00e3o preta.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e9dica optou por n\u00e3o discutir os aspectos sociais da doen\u00e7a, nem atribuiu fatores gen\u00e9ticos e raciais \u00e0s pessoas que desenvolviam a cirrose alco\u00f3lica. Diferentemente de muitos contempor\u00e2neos, Od\u00edlia n\u00e3o recorreu a nenhum pressuposto das teorias racialistas\u201d, escreveu em disserta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica Mayara Santos, mestre em hist\u00f3ria social pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/p>\n<p>Em 1914, Maria Od\u00edlia atingiu mais um pioneirismo ao ser a primeira professora negra da Faculdade de Medicina da Bahia, onde se formou. A primeira m\u00e9dica negra do Brasil morreu em 1970, aos 86 anos.<\/p>\n<h2>M\u00fasica e ativismo<\/h2>\n<p>Aos 85 anos, uma homenageada que une ativismo pelo movimento negro e pioneirismo na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 Lydia Garcia, primeira professora de m\u00fasica da rede p\u00fablica do Distrito Federal. A carioca, formada em piano cl\u00e1ssico, \u00e9 filha de uma costureira e de um funcion\u00e1rio p\u00fablico. Ela foi para a capital federal na d\u00e9cada de 60, onde vive atualmente.<\/p>\n<p>Lydia se utilizava de atividades como ciranda, coral, cantigas, entre outras, para iniciar crian\u00e7as no mundo musical. Al\u00e9m do ensino de alunos, atuou tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n<p>Ela criou, h\u00e1 mais de 30 anos, o Bazafro, ateli\u00ea cultural de moda e arte \u00e9tnica que valoriza a autoestima e historicidade do povo negro. Al\u00e9m disso, \u00e9 matriarca do Coletivo de Mulheres Negras Baob\u00e1.<\/p>\n<p>A pianista, professora e ativista \u00e9 vencedora do 1\u00ba Pr\u00eamio Cultura Afro-Brasileira, promovido pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, e do 3\u00ba Pr\u00eamio Marielle de Direitos Humanos, oferecido pela C\u00e2mara Legislativa do Distrito Federal.<\/p>\n<h2>Inspira\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A servidora do MEC Barbara Rosa contou que os nomes foram escolhidos em reuni\u00f5es do coletivo, e a divulga\u00e7\u00e3o dos perfis tem dois objetivos principais.<\/p>\n<p>\u201cO primeiro \u00e9 proporcionar reflex\u00e3o sobre a carreira, sobre as possibilidades que a gente tem. O segundo \u00e9 reconhecer e valorizar o legado dessas mulheres, seja em vida ou p\u00f3s-morte. Trazer \u00e0 luz essas trajet\u00f3rias.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m de combater o que classifica como invisibilidade de servidoras p\u00fablicas pretas, o coletivo acredita que a iniciativa \u00e9 um incentivo para que mais negras queiram fazer carreira no setor.<\/p>\n<p>\u201cNosso perfil atinge n\u00e3o s\u00f3 mulheres que j\u00e1 s\u00e3o servidoras. Queremos inspirar nessas trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas e consolidadas, por\u00e9m n\u00e3o t\u00e3o vis\u00edveis, outras mulheres que almejam destaque no servi\u00e7o p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<h2>Representatividade<\/h2>\n<p>Reportagem publicada pela\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0no m\u00eas passado mostrou que pessoas negras, apesar de figurarem como maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira (56%), s\u00e3o apenas\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2023-10\/negros-sao-minoria-no-servico-publico-federal-e-tem-menores-salarios#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">35% no servi\u00e7o p\u00fablico federal<\/a>, al\u00e9m de receber\u00a0menores sal\u00e1rios.<\/p>\n<p>O coletivo de mulheres negras reconhece a baixa representatividade. Esse \u00e9 um dos motivos para a realiza\u00e7\u00e3o de semin\u00e1rios preparat\u00f3rios para concursos p\u00fablicos. De agosto a outubro, 250 pessoas participaram dos encontros.<\/p>\n<p>Barbara acredita que a valoriza\u00e7\u00e3o de mulheres negras no setor p\u00fablico se d\u00e1 por meio de mais presen\u00e7a e igualdade.<\/p>\n<p>\u201cEssa valoriza\u00e7\u00e3o se d\u00e1 tanto por valorizar as carreiras onde estamos, na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades salarias entre carreiras, na garantia de oportunidades de ascens\u00e3o e exerc\u00edcio de lideran\u00e7a, e na amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o nas carreiras onde somos minoria\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201cPara fazer isso \u00e9 necess\u00e1rio reformular a forma de ingresso a fim de\u00a0garantir diversidade e, ao mesmo tempo, propiciar que pessoas que j\u00e1 s\u00e3o servidoras tenham oportunidades de terem carreiras que garantam qualidade de vida e dignidade\u201d, conclui.<\/p>\n<h2>Lei de Cotas<\/h2>\n<p>A disparidade entre negros e brancos poderia ser pior n\u00e3o fosse a Lei de Cotas (Lei 12.990, de 9 de junho de 2014), que reserva 20% das vagas em concursos p\u00fablicos da Uni\u00e3o para pretos e pardos. No ano 2000, para cada 100 novos servidores do Executivo federal, 17 eram negros. Em 2020, essa rela\u00e7\u00e3o saltou para 43 em 100 novos aprovados.<\/p>\n<p>A lei tem vig\u00eancia de dez anos a contar de 2014,\u00a0mas h\u00e1 iniciativas para que seja prorrogada. Uma delas \u00e9 o Projeto de Lei 1.958, de 2021, de autoria do senador Paulo Paim (PT\/RS), que tramita no Senado e mant\u00e9m a reserva de 20% por mais dez anos.<\/p>\n<p>Dentro do governo, al\u00e9m de interesse na prorroga\u00e7\u00e3o da lei, h\u00e1 um movimento para aumentar a faixa de reserva de 20% para 30%. A proposta foi constru\u00edda pelos minist\u00e9rios da Igualdade Racial, da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos\u00a0e da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<h2>Comissionados<\/h2>\n<p>Outra medida para diminuir a desigualdade dentro do servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 o decreto assinado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, em mar\u00e7o deste ano, que reserva 30% dos cargos de confian\u00e7a na administra\u00e7\u00e3o direta, autarquias e funda\u00e7\u00f5es para pessoas negras.<\/p>\n<p>As cotas s\u00e3o para os cargos comissionados executivos (CCE), de livre nomea\u00e7\u00e3o, e as fun\u00e7\u00f5es comissionadas executivas (FCE), tamb\u00e9m de livre nomea\u00e7\u00e3o, mas exclusivas para servidores concursados. A norma determina a observa\u00e7\u00e3o da paridade de g\u00eanero na ocupa\u00e7\u00e3o desses cargos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres pretas que tiveram carreira de destaque no servi\u00e7o p\u00fablico s\u00e3o o foco de um&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":11740479,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-11740477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11740477","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11740477"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11740477\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11740480,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11740477\/revisions\/11740480"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11740479"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11740477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11740477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11740477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}