{"id":11742473,"date":"2023-12-17T17:11:58","date_gmt":"2023-12-17T21:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11742473"},"modified":"2023-12-17T17:12:01","modified_gmt":"2023-12-17T21:12:01","slug":"unico-no-brasil-zoneamento-agroecologico-revela-caracteristicas-e-potencialidades-do-solo-de-ms-em-3-mil-pontos-de-amostragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/unico-no-brasil-zoneamento-agroecologico-revela-caracteristicas-e-potencialidades-do-solo-de-ms-em-3-mil-pontos-de-amostragem\/","title":{"rendered":"\u00danico no Brasil, Zoneamento Agroecol\u00f3gico revela caracter\u00edsticas e potencialidades do solo de MS em 3 mil pontos de amostragem"},"content":{"rendered":"<p>Mato Grosso do Sul \u00e9 o primeiro estado brasileiro a ter um estudo cient\u00edfico com alto n\u00edvel de detalhamento capaz de revelar todas as caracter\u00edsticas, potencialidades e vulnerabilidades ambientais do solo e da vegeta\u00e7\u00e3o, a capacidade h\u00eddrica e a aptid\u00e3o da terra para uso agr\u00edcola. Essas informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o no Zoneamento Agroecol\u00f3gico sul-mato-grossense, pesquisa robusta feita em parceria com a Embrapa Solos do Rio de Janeiro que chega a sua terceira fase com uma gama de produtos j\u00e1 conclusos, ao mesmo tempo em que se ampliam as possibilidades de avan\u00e7ar nos desdobramentos de outras an\u00e1lises para fazer uso com efici\u00eancia dos dados obtidos.<\/p>\n<p>Balan\u00e7o dos trabalhos foi apresentado pelo coordenador do programa e chefe de Pesquisas da Embrapa Solos RJ, Silvio Bhering, em reuni\u00e3o realizada na tarde de quinta-feira (14) com o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Semadesc), Jaime Verruck, e o secret\u00e1rio executivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, Rog\u00e9rio Beretta, al\u00e9m de t\u00e9cnicos da Semadesc e da Embrapa. \u201cO zoneamento agroecol\u00f3gico \u00e9 um instrumento t\u00e9cnico da maior import\u00e2ncia para garantir o uso correto do solo, afastar riscos de degrada\u00e7\u00e3o ambiental, aumentar a efici\u00eancia da agricultura porque o agricultor saber\u00e1 o que, quando e onde plantar. \u00c9 um estudo que revela a din\u00e2mica ambiental e serve para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas e medidas visando a utiliza\u00e7\u00e3o correta dos nossos recursos naturais\u201d, resumiu o secret\u00e1rio Jaime Verruck.<\/p>\n<p>O zoneamento consistiu na coleta de amostras do solo de 3 mil pontos do Estado. Essas amostras foram enviadas aos laborat\u00f3rios da Embrapa Solos no Rio de Janeiro e tamb\u00e9m \u00e0 Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), onde se identificou as caracter\u00edsticas do solo de cada ponto e a quantidade dispon\u00edvel de \u00e1gua por mil\u00edmetro quadrado de solo. Com as informa\u00e7\u00f5es coletadas foi poss\u00edvel mapear as zonas agroecol\u00f3gicas, a disponibilidade h\u00eddrica, as restri\u00e7\u00f5es e fragilidades ambientais e aptid\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de diversas culturas, como arroz, trigo, milho, soja, aveia, girassol, amendoim, sorgo, cana-de-a\u00e7\u00facar, entre outras que ainda est\u00e3o sendo mapeadas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43.jpeg&amp;nocache=1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-130829\" src=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43.jpeg&amp;nocache=1\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" srcset=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43.jpeg&amp;nocache=1 1920w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43-300x202.jpeg&amp;nocache=1 300w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43-1024x689.jpeg&amp;nocache=1 1024w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43-768x516.jpeg&amp;nocache=1 768w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/WhatsApp-Image-2023-12-14-at-15.21.43-1536x1033.jpeg&amp;nocache=1 1536w\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1291\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Etapas<\/strong><\/p>\n<p>Os trabalhos se dividiram em tr\u00eas etapas, explicou o chefe da Embrapa Solos. Na primeira fase foram pesquisados 11 munic\u00edpios da regi\u00e3o Sudoeste, na segunda, 21 munic\u00edpios do Pantanal e na terceira e \u00faltima, 46 munic\u00edpios abrangendo toda bacia do Paran\u00e1. A plan\u00edcie pantaneira ficou de fora do zoneamento porque se trata de \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental. Essa \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o que os mapas oferecem: as \u00e1reas destinadas \u00e0 reservas ambientais \u2013 tanto p\u00fablicas quanto particulares.<\/p>\n<div id=\"attachment_130830\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio.jpeg&amp;nocache=1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-130830\" src=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio.jpeg&amp;nocache=1\" sizes=\"auto, (max-width: 237px) 100vw, 237px\" srcset=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio.jpeg&amp;nocache=1 1236w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio-218x300.jpeg&amp;nocache=1 218w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio-745x1024.jpeg&amp;nocache=1 745w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio-768x1056.jpeg&amp;nocache=1 768w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/webpc-passthru.php?src=https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/silvio-1117x1536.jpeg&amp;nocache=1 1117w\" alt=\"\" width=\"237\" height=\"325\" aria-describedby=\"caption-attachment-130830\" \/><\/a><\/p>\n<p id=\"caption-attachment-130830\" class=\"wp-caption-text\">Silvio Bhering, da Embrapa Solos<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cN\u00f3s fizemos uma sele\u00e7\u00e3o de \u00e1reas adequadas para explora\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. Fizemos todo um delineamento amostral para os estudos de solo e a partir desses resultados anal\u00edticos, dessas interpreta\u00e7\u00f5es, e seguindo todos os aspectos da legisla\u00e7\u00e3o ambiental, dividimos o Estado no que a gente chama de \u00e1rea \u00fatil para agropecu\u00e1ria e \u00e1rea com outra destina\u00e7\u00e3o. Fizemos a interpreta\u00e7\u00e3o para todas as culturas com base nas caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas, nas caracter\u00edsticas de solos e, fundamentalmente, na quest\u00e3o da fragilidade ambiental dos solos do Estado. Estamos fazendo um estudo de aptid\u00e3o, entre cereais oleaginosas, frut\u00edferas e arb\u00f3reas, para cerca de 20 culturas\u201d, disse Bhering.<\/p>\n<p>O estudo revela que Mato Grosso do Sul tem cerca de 229 mil quil\u00f4metros quadrados de \u00e1rea considerada apta para atividades agropecu\u00e1rias, o que corresponde a aproximadamente 64% da \u00e1rea total do Estado. Est\u00e3o relacionadas a\u00ed as \u00e1reas de zona agr\u00edcola, zona de pastagem e silvicultura e zona de culturas especiais com uso de drenagem. Na por\u00e7\u00e3o restante est\u00e3o toda plan\u00edcie pantaneira, zonas urbanas, zona n\u00e3o recomendada para agropecu\u00e1ria, unidades de conserva\u00e7\u00e3o, terras ind\u00edgenas, e zonas de conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o dos recursos naturais conforme determina o C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>Bhering explicou que alguns produtos faltam ser finalizados pois dependem do cruzamento de informa\u00e7\u00f5es ou do resultado de an\u00e1lises de amostras que ainda n\u00e3o foram liberados. T\u00e3o logo esses produtos todos que compreendem o Zoneamento Agroecol\u00f3gico de Mato Grosso do Sul estejam conclu\u00eddos, estar\u00e3o dispon\u00edveis na plataforma tecnol\u00f3gica do Prosolos, programa da Embrapa Solos sediado no portal do Minist\u00e9rio da Agricultura, com links pelos portais da Semadesc e do GovMS. E tamb\u00e9m ser\u00e3o disponibilizados em aplicativo que permitir\u00e1 o acesso off-line das informa\u00e7\u00f5es, o que facilitar\u00e1 o trabalho dos t\u00e9cnicos a campo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mato Grosso do Sul \u00e9 o primeiro estado brasileiro a ter um estudo cient\u00edfico com alto n\u00edvel de detalhamento capaz de revelar todas as caracter\u00edsticas, potencialidades e vulnerabilidades ambientais do solo e da vegeta\u00e7\u00e3o, a capacidade h\u00eddrica e a aptid\u00e3o da terra para uso agr\u00edcola. 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