{"id":11747743,"date":"2024-03-19T11:30:00","date_gmt":"2024-03-19T15:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11747743"},"modified":"2024-03-19T13:13:10","modified_gmt":"2024-03-19T17:13:10","slug":"semana-do-artesao-homenageia-artesaos-que-se-destacaram-neste-fazer-artistico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/semana-do-artesao-homenageia-artesaos-que-se-destacaram-neste-fazer-artistico\/","title":{"rendered":"Semana do Artes\u00e3o homenageia artes\u00e3os que se destacaram neste fazer art\u00edstico"},"content":{"rendered":"<p>A 16\u00aa Semana do Artes\u00e3o 2024 come\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira,19 de mar\u00e7o, com sua Cerim\u00f4nia de abertura no Bioparque Pantanal, a partir das 15 horas. Na ocasi\u00e3o, ser\u00e1 feita homenagem aos artes\u00e3os que se destacaram em sua hist\u00f3ria com o artesanato e ser\u00e1 lan\u00e7ada a filial da Casa do Artes\u00e3o no local.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as homenagens, haver\u00e1 apresenta\u00e7\u00f5es culturais de Bella Donna Trio e Ana Paula Ferreira e Matheus Violino. A cerim\u00f4nia \u00e9 aberta ao p\u00fablico. Um dos homenageados deste ano, o mestre artes\u00e3o ceramista Cleber Ferreira de Britto, come\u00e7ou no artesanato em 1994, \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o familiar.<\/p>\n<p>\u201cTudo come\u00e7ou pelo meu tio que iniciou nesta \u00e1rea do artesanato, modelagem em cer\u00e2mica bichos do pantanal, e desde ent\u00e3o eu fa\u00e7o esse artesanato, olhando ele modelar, passar seus conhecimentos, e assim eu comecei e decidi ficar nesta \u00e1rea porque eu me apaixonei pelo artesanato. E desde ent\u00e3o nunca parei. S\u00e3o 30 anos nesta \u00e1rea e eu me encantei com a modelagem, com a fauna pantaneira e decidi ficar nessa \u00e1rea\u201d.<\/p>\n<p>E hoje toda a fam\u00edlia de Cleber participa da confec\u00e7\u00e3o dos bichos do pantanal, sua esposa, seu filho e sua irm\u00e3 tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u201cEu tenho passado meus conhecimentos e temos feito bastante oficinas pela Funda\u00e7\u00e3o de Cultura para passar esta arte para frente, atrav\u00e9s de projetos tamb\u00e9m, pelo FIC, tenho levado o que a gente sabe, nossas t\u00e9cnicas, para as outras pessoas. Tem muitas pessoas que fizeram a oficina e hoje vivem tamb\u00e9m do artesanato, e isso vai nos incentivando cada vez mais a fazer os projetos, a fazer oficinas para que as pessoas tenham tamb\u00e9m este conhecimento de modelagem, pintura, dos bichos do pantanal\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Cleber-Britto1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-469747\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Cleber-Britto1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" srcset=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Cleber-Britto1.jpg 500w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Cleber-Britto1-200x300.jpg 200w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Cleber-Britto1-160x240.jpg 160w\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"525\" data-uw-rm-alt-original=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cAs pe\u00e7as que eu fa\u00e7o s\u00e3o as on\u00e7as pantaneiras, sou conhecido como Cleber das on\u00e7as e meu carro chefe no meu ateli\u00ea s\u00e3o as on\u00e7as. Eu fa\u00e7o desde miniaturas at\u00e9 em concreto, tamanho natural, e j\u00e1 cheguei a fazer pe\u00e7as gigantes como capivaras, tamandu\u00e1s, bem maior que o natural, e nosso trabalho \u00e9 conhecido em todo o territ\u00f3rio nacional e tamb\u00e9m na Europa, nosso trabalho \u00e9 bem visto\u201d.<\/p>\n<p>Cleber agradece o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura no fomento ao artesanato sul-mato-grossense.<\/p>\n<p>\u201cE tudo isso tem acontecido atrav\u00e9s da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, que ela leva para as Feiras Nacionais, para onde a gente comercializa as pe\u00e7as, tem Rodada de Neg\u00f3cios onde a gente tem o contato direto com o lojista, e tudo isso tem nos ajudado muito no crescimento do nosso artesanato, na venda, na distribui\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as pelo Brasil afora, e a Funda\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem levado mestres artes\u00e3os para fazer oficinas, demonstra\u00e7\u00f5es, a Funda\u00e7\u00e3o de Cultura ajuda muito o artes\u00e3o, o artista, a levar seus trabalhos\u201d, frisa, completando.<\/p>\n<p>\u201cO artesanato para mim hoje \u00e9 um estilo de vida. Eu n\u00e3o sei o que \u00e9 viver sem o artesanato, ele me proporcionou muitas coisas boas e at\u00e9 hoje, ent\u00e3o eu n\u00e3o sei o que \u00e9 viver sem o artesanato na minha vida. E hoje, nesta trajet\u00f3ria de 30 anos, chegar a ter a carteirinha de Mestre Artes\u00e3o e ser homenageado na Semana do Artes\u00e3o para mim isso \u00e9 muito gratificante ter essa trajet\u00f3ria reconhecida. A gente fica muito feliz e honrado por ter o trabalho reconhecido aqui no Estado e ser homenageado pela Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, para mim isso \u00e9 muito gratificante\u201d.<\/p>\n<p>Outra homenageada, Cl\u00e1udia Castel\u00e3o tem sua hist\u00f3ria com o artesanato contada por meio da Flor de Xara\u00e9s.<\/p>\n<p>\u201cA minha hist\u00f3ria, eu sou psicopedagoga de forma\u00e7\u00e3o, trabalhava na \u00e1rea, mas sempre tive meu p\u00e9 no artesanato, sempre fui apaixonada pela arte. Mas eu queria atrav\u00e9s do meu trabalho contar um pouco da hist\u00f3ria do sul-mato-grossense. Eu sou paulistana mas adotei este Estado como meu, foi aqui que eu cresci, que eu criei ra\u00edzes, e a minha fam\u00edlia se criou, ent\u00e3o eu queria contar um pouco dessa hist\u00f3ria atrav\u00e9s da minha arte. Foi quando por volta do ano 2000 eu conheci uma lenda da Flor Pantaneira e nesta lenda conta que a natureza, para poder provar a for\u00e7a deste amor, o amor pantaneiro, ela criou uma flor com tr\u00eas elementos, terra, ar e \u00e1gua, onde ela pegou resist\u00eancia da madeira, a suavidade de uma brisa e as p\u00e9talas foram moldadas pelas \u00e1guas pantaneiras. E essa hist\u00f3ria que eu fiquei apaixonada e fui saber mais um pouco dela, e que na minha pesquisa eu percebi que \u00e9 uma refer\u00eancia sobre as flores perenes do nosso cerrado e pantanal sul-mato-grossense\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi f\u00e1cil no come\u00e7o, pois o objetivo era criar uma arte com a preocupa\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente.<\/p>\n<p>\u201cEu inspirada nessa hist\u00f3ria eu falei vou retratar essa hist\u00f3ria atrav\u00e9s da minha arte, pensei em criar uma flor de madeira. Eu junto com minha fam\u00edlia criei uma engenhoca para poder laminar a madeira. A Flor de Xara\u00e9s j\u00e1 nasceu com essa preocupa\u00e7\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, eu fui pesquisar uma madeira que atendesse a isso, que fosse uma madeira de plantio, de reaproveitamento. E a\u00ed foi mediante essa pesquisa, essa cria\u00e7\u00e3o da engenhoca, que surgiram as primeiras flores de Xara\u00e9s. E a partir da\u00ed, j\u00e1 s\u00e3o mais de vinte anos de caminhada, a gente tem a grata satisfa\u00e7\u00e3o de poder ter representado o Estado em muitas situa\u00e7\u00f5es, em Feiras Nacionais, Internacionais, ser convidada em algumas exposi\u00e7\u00f5es como a exposi\u00e7\u00e3o da ONU em sua sede em Nova York, como tamb\u00e9m na Casa Mostra Brasil, em Londres, por ocasi\u00e3o das Olimp\u00edadas, na Expo Mil\u00e3o que \u00e9 a maior feira de sustentabilidade em todo o mundo, a Flor de Xara\u00e9s foi uma das selecionadas no Brasil representando a Regi\u00e3o Centro-Oeste\u201d, diz, continuando em seguida.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Claudia-Castelao2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-469746 alignright\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Claudia-Castelao2.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" srcset=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Claudia-Castelao2.jpg 500w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Claudia-Castelao2-200x300.jpg 200w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Claudia-Castelao2-160x240.jpg 160w\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"525\" data-uw-rm-alt-original=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cForam muitas experi\u00eancias gratificantes, mas o melhor de tudo \u00e9 poder levar a nossa hist\u00f3ria, porque quando uma Flor de Xara\u00e9s \u00e9 exportada, ou quando ela est\u00e1 em uma Feira Nacional, ou quando ela \u00e9 adquirida nos espa\u00e7os em aeroportos ou lojas de produtos artesanais de refer\u00eancia, ela n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma flor de madeira, ela leva a hist\u00f3ria do povo sul-mato-grossense, e \u00e9 isso que \u00e9 gratificante. Chegou numa ocasi\u00e3o que entre a paix\u00e3o pela educa\u00e7\u00e3o e a paix\u00e3o pela arte, a paix\u00e3o pela arte gritou mais forte e hoje eu vivo do artesanato, eu trabalho com essa gratid\u00e3o de poder hoje representar o Estado l\u00e1 fora divulgando a nossa hist\u00f3ria e cultura\u201d.<\/p>\n<p>Olinda Virg\u00edlio, homenageada em mem\u00f3ria, morava na aldeia Alves de Barros, munic\u00edpio de Porto Murtinho (Tribo Ind\u00edgena Kadiw\u00e9u). Morreu aos 65 anos. Come\u00e7ou a ter contato com o artesanato desde crian\u00e7a, mas profissionalmente aos 15 anos de idade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de artes\u00e3, Olinda foi colaboradora de pesquisas, entre elas, a de Raquel Duran, Jaime Siqueira e outros. Seu forte era as cer\u00e2micas Kadiw\u00e9u, mas tamb\u00e9m produzia cestos e toalha de mesas e desenhos nas camisetas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-469744 alignright\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2-1024x1024.jpeg\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" srcset=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2-300x300.jpeg 300w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2-150x150.jpeg 150w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2-768x768.jpeg 768w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2-240x240.jpeg 240w, https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Olinda-Vergilio2.jpeg 1080w\" alt=\"\" width=\"350\" height=\"350\" data-uw-rm-alt-original=\"\" \/><\/a><\/p>\n<p>Na cer\u00e2mica Kadiw\u00e9u, s\u00e3o os padr\u00f5es geom\u00e9tricos, abstratos, usados principalmente na pintura decorativa e o estilo figurativo, na qual geralmente h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de retratar algum acontecimento importante para a tribo.<\/p>\n<p>Vanda Pires, filha da Olinda, conta que sua m\u00e3e foi sua grande companheira.<\/p>\n<p>\u201cPara mim \u00e9 muito especial este momento, que eu posso contar para voc\u00eas quem era minha m\u00e3e, ela deixou muitas coisas, mas o que ficou para n\u00f3s que a gente quer muito velar e continuar por ela \u00e9 o artesanato. Com 14 anos a av\u00f3 Baianinha Pinto, a m\u00e3e do pai dela, mas tamb\u00e9m com a m\u00e3e dela, que \u00e9 a Joana da Silva, e assim ela come\u00e7ou a produzir suas cer\u00e2micas. Ela fez parte da pesquisa do antrop\u00f3logo Jaime Garcia Siqueira Jr., ela foi companheira de muitos daqueles que representam o nosso povo, o povo ind\u00edgena, e lutou pelos seus direitos, n\u00e3o s\u00f3 o artesanato ao qual ela se dedicou mas tamb\u00e9m a coragem. Ela gostava muito de compartilhar aquilo que ela adquiria, o sonho dela ela viu sendo realizado\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 16\u00aa Semana do Artes\u00e3o 2024 come\u00e7a nesta ter\u00e7a-feira,19 de mar\u00e7o, com sua Cerim\u00f4nia de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":11747744,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-11747743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11747743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11747743"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11747743\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11747746,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11747743\/revisions\/11747746"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11747744"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11747743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11747743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11747743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}