{"id":11756894,"date":"2024-10-03T11:46:00","date_gmt":"2024-10-03T15:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11756894"},"modified":"2024-10-03T11:24:42","modified_gmt":"2024-10-03T15:24:42","slug":"ministerio-descarta-aprofundar-o-rio-paraguai-em-trecho-apontado-por-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/ministerio-descarta-aprofundar-o-rio-paraguai-em-trecho-apontado-por-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio descarta aprofundar o Rio Paraguai em trecho apontado por pesquisadores"},"content":{"rendered":"<p>Secretaria Nacional de Hidrovias e Navega\u00e7\u00e3o, do Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos (MPor), esclareceu esta semana, em reuni\u00e3o com cientistas especializados no Bioma Pantanal, que n\u00e3o faz parte do atual projeto de hidrovia do Rio Paraguai a realiza\u00e7\u00e3o de dragagem de aprofundamento no chamado Tramo Norte, entre as cidades de C\u00e1ceres e Corumb\u00e1. A preocupa\u00e7\u00e3o dos pesquisadores e ambientalistas foi descartada pelo secret\u00e1rio Dino Antunes, que convidou o grupo a acompanhar todos os projetos de hidrovias que est\u00e3o em estudo.<\/p>\n<p>\u201cEstamos falando de um sistema de transporte altamente sustent\u00e1vel. N\u00e3o faz sentido bloquear qualquer solu\u00e7\u00e3o de hidrovia sem o conhecimento dos projetos e de seus impactos ambientais\u201d, afirmou o secret\u00e1rio de Hidrovias, que pretende realizar reuni\u00f5es peri\u00f3dicas com o grupo. Participaram da reuni\u00e3o a diretora de Sustentabilidade do MPor, Larissa Amorim, e a pesquisadora da Embrapa D\u00e9bora Fernandes Calheiros, assessora da Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal em Corumb\u00e1, que assina a Carta Aberta enviada aos governos Federal e dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p>Segundo Dino, o trecho de 680 quil\u00f4metros entre C\u00e1ceres (MT) e Corumb\u00e1 (MS) continuar\u00e1 a ser utilizado apenas por embarca\u00e7\u00f5es de pequeno e m\u00e9dio porte, que n\u00e3o envolvem o transporte de grandes quantidades de carga, evitando assim impactos na plan\u00edcie de alagamento do Pantanal. O tramo Norte possui diversas ilhas fluviais e excesso de sinuosidade, possuindo uma profundidade que varia entre 1,80 e 3 metros.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, expressa na Carta Aberta enviada no final de agosto e que motivou a reuni\u00e3o com o MPor, era de que dragagens mais intensas trariam riscos ecol\u00f3gicos sobretudo no Tramo Norte, tido como o \u201ccora\u00e7\u00e3o do Pantanal\u201d. A regi\u00e3o abriga valiosas amostras da biodiversidade e de cen\u00e1rios do bioma em \u00e1reas protegidas como a Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica Taiam\u00e3 e o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora D\u00e9bora Calheiros, o projeto no Tramo Sul (cerca de 600 quil\u00f4metros entre Corumb\u00e1 e a foz do rio Apa, na fronteira com o Paraguai) n\u00e3o oferece muita preocupa\u00e7\u00e3o por j\u00e1 ser naveg\u00e1vel por grandes comboios comerciais. Neste trecho, com profundidade variando entre 3 e 3,20 metros, \u00e9 poss\u00edvel a navega\u00e7\u00e3o de comboios com 290 metros de comprimento, 48 metros de largura, calado de 2,7 metros e capacidade para 24 mil toneladas, sendo necess\u00e1rio apenas dragagem de manuten\u00e7\u00e3o para garantir a navegabilidade durante todo o ano de maneira segura, evitando desta maneira poss\u00edveis impactos ambientais decorrentes de incidentes na navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Atualmente a hidrovia do Rio Paraguai transporta cerca de 8 milh\u00f5es de toneladas de carga por ano, sendo 75% formada por min\u00e9rio de ferro e 20% por soja. Por via rodovi\u00e1ria, seriam necess\u00e1rias viagens com 200 mil caminh\u00f5es para transportar este volume at\u00e9 o porto mais pr\u00f3ximo, a 1500 quil\u00f4metros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Secretaria Nacional de Hidrovias e Navega\u00e7\u00e3o, do Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos (MPor), esclareceu esta&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":11756896,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,9],"tags":[189],"class_list":["post-11756894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-economia","tag-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11756894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11756894"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11756894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11756897,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11756894\/revisions\/11756897"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11756896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11756894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11756894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11756894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}