{"id":11766587,"date":"2025-04-16T10:29:14","date_gmt":"2025-04-16T14:29:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11766587"},"modified":"2025-04-16T10:29:16","modified_gmt":"2025-04-16T14:29:16","slug":"com-apoio-da-fundect-campo-experimental-avalia-sustentabilidade-agricola-na-rota-bioceanica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/com-apoio-da-fundect-campo-experimental-avalia-sustentabilidade-agricola-na-rota-bioceanica\/","title":{"rendered":"Com apoio da Fundect, campo experimental avalia sustentabilidade agr\u00edcola na Rota Bioce\u00e2nica"},"content":{"rendered":"\n<p>Projeto de pesquisa liderado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) est\u00e1 avaliando a sustentabilidade de diferentes culturas para recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas em Porto Murtinho (MS), munic\u00edpio estrat\u00e9gico na Rota Bioce\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa \u00e9 resultado da cria\u00e7\u00e3o da primeira Unidade Experimental de Pesquisa da rota, com investimento de R$ 1,5 milh\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ci\u00eancia e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), vinculada \u00e0 Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Semadesc).<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas \u00e9 uma pol\u00edtica do governo de Mato Grosso do Sul para promover a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, sem expans\u00e3o sobre vegeta\u00e7\u00e3o nativa, garantindo a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente enquanto promove o desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>No Estado, segundo a Semadesc, existem 12 milh\u00f5es de hectares de pastagens degradadas, sendo 4,7 milh\u00f5es que poder\u00e3o ser trabalhados com algum tipo de atividade, seja agricultura, pecu\u00e1ria, sistemas agroflorestais, ou silvicultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Porto Murtinho \u00e9 o segundo maior munic\u00edpio do Estado, com uma \u00e1rea de 1,7 milh\u00e3o de hectares, ficando atr\u00e1s apenas de Corumb\u00e1. Cerca de 60% de seu territ\u00f3rio est\u00e1 inserido no bioma Pantanal, \u00e1rea protegida por legisla\u00e7\u00e3o ambiental. Os mais de 700 mil hectares restantes s\u00e3o pass\u00edveis de aproveitamento econ\u00f4mico mediante sistemas sustent\u00e1veis de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Gava, engenheiro agr\u00edcola e coordenador do projeto, destaca que a \u00e1rea fora do bioma \u00e9 maior que o munic\u00edpio de Maracaj\u00fa, ou ainda duas vezes maior que Chapad\u00e3o do Sul, com pastagens degradadas que merecem aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO uso eficiente dessas terras reduz a press\u00e3o por expans\u00e3o sobre \u00e1reas sens\u00edveis do Pantanal. Por meio de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, como a Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (ILPF), podemos n\u00e3o apenas melhorar o desenvolvimento econ\u00f4mico e a qualidade de vida das fam\u00edlias locais, como tamb\u00e9m contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, refor\u00e7a o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/MAPA.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciadenoticias.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/MAPA.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>A unidade experimental est\u00e1 localizada a 40 quil\u00f4metros do centro urbano, em uma \u00e1rea de dois hectares na bacia hidrogr\u00e1fica do rio Apa. Os solos da regi\u00e3o s\u00e3o naturalmente f\u00e9rteis, mas apresentam limita\u00e7\u00f5es, como adensamento superficial devido ao ac\u00famulo de argila e forma\u00e7\u00e3o de um horizonte endurecido em per\u00edodos secos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas condi\u00e7\u00f5es favorecem o surgimento de len\u00e7ois d\u2019\u00e1gua suspensos, aumentando a frequ\u00eancia de inunda\u00e7\u00f5es e a saliniza\u00e7\u00e3o, o que torna essencial a ado\u00e7\u00e3o de manejos adaptados \u00e0s caracter\u00edsticas locais\u201d, pontua Gava.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as esp\u00e9cies j\u00e1 avaliadas est\u00e3o quatro variedades de braqui\u00e1ria (Ruziziensis, Decumbens; Xara\u00e9s-MG5 e Marand\u00fa), al\u00e9m de milheto, algod\u00e3o e soja. Os testes foram conduzidos com e sem aplica\u00e7\u00e3o de fertilizantes qu\u00edmicos, permitindo avaliar a viabilidade de sistemas produtivos com menor impacto ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>Professor e pesquisador do campus da UFMS em Chapad\u00e3o do Sul, onde desenvolve diversos projetos, Ricardo Gava realiza tamb\u00e9m o cruzamento de dados entre as duas regi\u00f5es, o que permite compara\u00e7\u00f5es relevantes quanto \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o das culturas em distintos contextos clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnquanto em Porto Murtinho as altitudes chegam a menos de 100 metros em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do mar, com temperaturas que frequentemente ultrapassam os 50\u202f\u00b0C, Chapad\u00e3o do Sul est\u00e1 no divisor topogr\u00e1fico mais alto do Estado, pr\u00f3ximo aos 900 metros de altitude, com clima mais ameno. O estudo comparativo pode ajudar a identificar cultivares mais resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da pesquisa, a unidade tamb\u00e9m atua como centro de forma\u00e7\u00e3o e interc\u00e2mbio cient\u00edfico, envolvendo estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de pesquisadores e produtores rurais do Brasil e do Paraguai. \u201cA troca de experi\u00eancias tem fortalecido o desenvolvimento de tecnologias sustent\u00e1veis na Rota Bioce\u00e2nica e as pesquisas t\u00eam mostrado o potencial de uma nova fronteira de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u201d, conclui Ricardo Gava.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto de pesquisa liderado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) est\u00e1 avaliando&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":11766588,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,17],"tags":[],"class_list":["post-11766587","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11766587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11766587"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11766587\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11766590,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11766587\/revisions\/11766590"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11766588"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11766587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11766587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11766587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}