{"id":11767977,"date":"2025-05-15T08:24:00","date_gmt":"2025-05-15T12:24:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11767977"},"modified":"2025-05-15T08:13:37","modified_gmt":"2025-05-15T12:13:37","slug":"quase-todos-os-biomas-registraram-reducao-do-desmatamento-em-2024-pantanal-lidera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/quase-todos-os-biomas-registraram-reducao-do-desmatamento-em-2024-pantanal-lidera\/","title":{"rendered":"Quase todos os biomas registraram redu\u00e7\u00e3o do desmatamento em 2024; Pantanal lidera"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cinco dos seis biomas brasileiros tiveram redu\u00e7\u00e3o no desmatamento em 2024, segundo o Mapbiomas. A exce\u00e7\u00e3o foi a Mata Atl\u00e2ntica, que se manteve praticamente est\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a 2023.\u00a0<\/strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1642707&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1642707&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os dados consolidados foram lan\u00e7ados nesta quarta-feira (14), na apresenta\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento no Brasil (RAD).<\/p>\n<p><strong>Na compara\u00e7\u00e3o entre os dois anos, o Pantanal e o Pampa foram os biomas que apresentaram a maior redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas desmatadas.<\/strong>\u00a0O Cerrado aparece em terceiro lugar, seguido da Amaz\u00f4nia e da Caatinga. A Mata Atl\u00e2ntica teve um crescimento de 2%.<\/p>\n<p><strong>Desmatamento registrado em 2024, na compara\u00e7\u00e3o com 2023:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Pantanal &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 58,6%<\/li>\n<li>Pampa &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 42,1%<\/li>\n<li>Cerrado &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 41,2%<\/li>\n<li>Amaz\u00f4nia &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 16,8%<\/li>\n<li>Caatinga &#8211; redu\u00e7\u00e3o de 13,4%<\/li>\n<li>Mata Atl\u00e2ntica &#8211; crescimento de 2%<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Em 2024, mais de 89% da \u00e1rea desmatada no pa\u00eds integram a Amaz\u00f4nia ou o Cerrado.<\/strong>\u00a0As forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas foram as \u00e1reas mais desmatadas e responderam por 52,4% de todo o desmatamento no pa\u00eds. As forma\u00e7\u00f5es florestais representaram outros 43,7%.<\/p>\n<p>Segundo Tasso Azevedo, coordenador geral do Mapbiomas, um dos dados monitorados pela institui\u00e7\u00e3o \u00e9 a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa por causa de eventos extremos clim\u00e1ticos, e esse foi o motivo de a Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o ter acompanhado a diminui\u00e7\u00e3o do desmatamento observada nos demais biomas.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cSe n\u00e3o tivesse os desmatamentos que foram computados por conta dos eventos extremos, o desmatamento teria sido 20% menor\u201d, explica.<\/p><\/blockquote>\n<h2>\u00c1rea desmatada<\/h2>\n<p>Ao todo, foram desmatados em 2024 no Brasil 1.242.079 hectares e foram registrados 60.983 alertas no territ\u00f3rio nacional.\u00a0<strong>Na compara\u00e7\u00e3o com 2023, a redu\u00e7\u00e3o foi de 32,4% na \u00e1rea desmatada e 26,9% sobre os alertas de desmatamento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2024, por dia, a \u00e1rea m\u00e9dia desmatada foi de 3.403 hectares e 141,8 hectares por hora.<\/strong>\u00a0Dia 21 de junho, quando 3.542 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa foram desmatados em 24 horas, foi o dia que registrou maior desmatamento no ano passado. No Cerrado, o ritmo da perda foi mais intenso: 1.786 hectares ao dia.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o dos pesquisadores, esse resultado pode refletir tr\u00eas mudan\u00e7as observadas nesse per\u00edodo.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNesses \u00faltimos anos, foram constru\u00eddos planos de enfrentamento ao desmatamento para todos os biomas, o que n\u00e3o havia antes. Outra quest\u00e3o \u00e9 que aumentou a participa\u00e7\u00e3o dos estados nas a\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao desmatamento, em termo de atuarem mais nos embargos e autua\u00e7\u00f5es feitas pelo Ibama. O terceiro fator \u00e9 a quest\u00e3o do cr\u00e9dito rural. Houve um aumento do uso desses dados para a concess\u00e3o de cr\u00e9dito rural\u201d, explica Tasso.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Apesar das redu\u00e7\u00f5es, em 2024, pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado foi o bioma que registrou maior \u00e1rea desmatada no pa\u00eds com a subtra\u00e7\u00e3o de mais de 652 mil hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote><p>\u201cEssa mudan\u00e7a ocorreu pela primeira vez em 2023. A gente sempre teve historicamente o desmatamento concentrado em regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia. Esse ano, os dois biomas tiveram uma redu\u00e7\u00e3o, mas ainda manteve o padr\u00e3o anterior, porque o desmatamento do Cerrado foi maior que o da Amaz\u00f4nia\u201d, alerta Marcos Rosa, coordenador t\u00e9cnico do Mapbiomas.<\/p><\/blockquote>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image atom-align-center\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><img decoding=\"async\" title=\"12.02.2016\/Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/cZnvBtLICEVuNC0Gw4l7fwuta3I=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/mc_chapada-dos-veadeiros-alto-do-paraiso-goias_01112022016.jpg?itok=V_1ZyHOY\" alt=\"Chapada dos Veadeiros\" \/><\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta rtecenter\">Pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado foi o bioma que registrou maior \u00e1rea desmatada no pa\u00eds Foto:\u00a0<strong>Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Regi\u00f5es<\/h2>\n<p>A Amacro (p\u00f3lo agropecu\u00e1rio nos estados do Amazonas, Acre e Rond\u00f4nia) teve, pelo segundo ano consecutivo, queda no desmatamento. Foram registrados 5.753 alertas em 89.826 hectares no ano de 2024, o que representa uma redu\u00e7\u00e3o de 13% em rela\u00e7\u00e3o a 2023.<\/p>\n<p>No outro extremo, a regi\u00e3o do Matopiba (estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia) foi onde ocorreu 42% do total de perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa do pa\u00eds, e tamb\u00e9m \u00e9 onde o Cerrado mais foi desmatado, representando 75% da perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no bioma.<\/p>\n<h2>Estados<\/h2>\n<p><strong>Os quatro estados do Matopiba e o Par\u00e1 foram os que mais desmataram em 2024, representando 65% da \u00e1rea total no Brasil.<\/strong><\/p>\n<p>Os estados que tiveram maior participa\u00e7\u00e3o no desmatamento no pa\u00eds em 2024 foram o Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e Tocantins. Eles representaram respectivamente 17,6%, 12,6% e 12,3% do total de perda de vegeta\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre os anos de 2023 e 2024, os estados de Goi\u00e1s, Paran\u00e1 e Esp\u00edrito Santo reduziram o desmatamento em mais de 60%. J\u00e1 os estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Acre foram os que apontaram maior crescimento.<\/p>\n<blockquote><p>\u00a0\u201cNo Rio Grande do Sul, todos os desmatamentos que estavam associados a eventos extremos aconteceram na Mata Atl\u00e2ntica e n\u00e3o nos Pampas\u201d, explica Nat\u00e1lia Crusco, da equipe Mata Atl\u00e2ntica do Mapbiomas.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo a pesquisadora, entre abril e maio de 2024, eventos clim\u00e1ticos extremos no estado do Rio Grande do Sul resultaram em grandes perdas da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no estado. Foram registrados 627 alertas que totalizaram 2.805,8 ha de \u00e1reas naturais perdidas.<\/p>\n<h2>Munic\u00edpios<\/h2>\n<p>De todos os munic\u00edpios brasileiros, mais da metade (54%) tiveram pelo menos um evento de desmatamento detectado e validado em 2024. Os quatro munic\u00edpios com maiores aumentos proporcionais s\u00e3o Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebasti\u00e3o Leal, todos no estado do Piau\u00ed.<\/p>\n<h2>Terras ind\u00edgenas<\/h2>\n<p><strong>No \u00faltimo ano, as terras ind\u00edgenas tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 24% na perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa por desmatamento.\u00a0<\/strong>Foram atingidos 15.938 hectares, o que equivale a 1,3% do total desmatado no pa\u00eds. A Terra Ind\u00edgena Porquinhos dos Canela-Ap\u00e3njekra (MA) se manteve no topo da lista da que mais desmatou, tendo perdido, em 2024, 6.208 hectares, o que representa um aumento de 125% em rela\u00e7\u00e3o a 2023. Apenas 33% das terras ind\u00edgenas brasileiras tiveram algum evento de desmatamento ano passado.<\/p>\n<p>Nas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UCs), a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa alcan\u00e7ou 57.930 hectares, 42,5% a menos que em 2023. A \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental Triunfo do Xingu (PA), no bioma Amaz\u00f4nia, foi a que teve maior \u00e1rea desmatada no pa\u00eds, com 6.413 hectares.<\/p>\n<h2>Autoriza\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>A partir de dados obtidos nos estados, o Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento traz ainda dados sobre autoriza\u00e7\u00e3o para supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o a partir da an\u00e1lise de dados disponibilizados em portais de transpar\u00eancia ou ap\u00f3s provoca\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os ambientais das unidades federativas.<\/p>\n<p><strong>Em 2024, 43% da \u00e1rea desmatada teve alguma autoriza\u00e7\u00e3o para desmatar, sendo o Cerrado o bioma que mais teve esse tipo de libera\u00e7\u00e3o, com 66% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa suprimida ocorreu com autoriza\u00e7\u00e3o. Na Amaz\u00f4nia, esse percentual \u00e9 de 14%.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Marcondes Coelho, pesquisador do Instituto Centro de Vida (ICV) e colaborador do Mapbiomas, o estado do Maranh\u00e3o, al\u00e9m de ter sido o de maior participa\u00e7\u00e3o em percentual no desmatamento do pa\u00eds, tamb\u00e9m foi o que menos apresentou informa\u00e7\u00f5es para transpar\u00eancia sobre as a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m sobre as autoriza\u00e7\u00f5es para desmatamento.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cDepois de v\u00e1rias tentativas, chegamos a receber duas bases de dados, mas as informa\u00e7\u00f5es de autoriza\u00e7\u00e3o, por exemplo, tinham restri\u00e7\u00e3o e n\u00f3s n\u00e3o pudemos usar, ent\u00e3o, o estado do Maranh\u00e3o segue com essa dificuldade de dar transpar\u00eancia a essas informa\u00e7\u00f5es ambientais para o controle do desmatamento\u201d, diz.<\/p><\/blockquote>\n<h2>Vetores<\/h2>\n<p>Em uma an\u00e1lise mais ampla sobre a s\u00e9rie hist\u00f3rica do Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento, iniciada em 2019, os pesquisadores verificaram que o Brasil j\u00e1 desmatou 9.880.551 de hectares nesses seis anos, sendo que 67% desse total foram de vegeta\u00e7\u00e3o nativa na Amaz\u00f4nia Legal.<\/p>\n<p>De acordo com o Mapbiomas, o desmatamento por press\u00e3o da agropecu\u00e1ria responde por mais de 97% de toda a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Brasil nos \u00faltimos seis anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cinco dos seis biomas brasileiros tiveram redu\u00e7\u00e3o no desmatamento em 2024, segundo o Mapbiomas. 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