{"id":11777053,"date":"2025-12-17T11:57:00","date_gmt":"2025-12-17T15:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11777053"},"modified":"2025-12-17T12:09:22","modified_gmt":"2025-12-17T16:09:22","slug":"moinho-in-concert-reune-34-mil-pessoas-em-dois-dias-de-espetaculos-em-corumba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/moinho-in-concert-reune-34-mil-pessoas-em-dois-dias-de-espetaculos-em-corumba\/","title":{"rendered":"Moinho in Concert re\u00fane 3,4 mil pessoas em dois dias de espet\u00e1culos em Corumb\u00e1"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Luzes acesas, corpos em movimento, cores que saltam do palco e uma m\u00fasica que atravessa s\u00e9culos. Assim foi o Moinho in Concert 2025, que transformou o Instituto Moinho Cultural em um grande cen\u00e1rio de encontros, mem\u00f3rias e emo\u00e7\u00f5es ao longo de dois dias de apresenta\u00e7\u00f5es, reunindo 3,4 mil pessoas em Corumb\u00e1 (MS). Entre m\u00fasica, dan\u00e7a e imagens, o p\u00fablico foi conduzido por uma travessia sens\u00edvel inspirada no Caminho de Peabir\u00fa, em um espet\u00e1culo marcado pela for\u00e7a sonora do barroco ind\u00edgena e pela expressividade de artistas da fronteira.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Neste ano, o Moinho in Concert teve como eixo central o Peabir\u00fa, antigo caminho ancestral que, na encena\u00e7\u00e3o, ganhou forma a partir de uma alegoria com os jogos de amarelinha. &#8220;\u00c9 um caminho de autoconhecimento. A gente sai da terra, vai se equilibrando, \u00e0s vezes volta uma casa, \u00e0s vezes tenta pular etapas e se desequilibra, at\u00e9 conseguir chegar ao c\u00e9u. Fizemos essa met\u00e1fora junto com o Peabir\u00fa, que entendemos como o caminho que leva ao c\u00e9u, mas tamb\u00e9m como um caminho interior&#8221;, explica M\u00e1rcia Rolon, diretora art\u00edstica do Moinho Cultural.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A trilha sonora do espet\u00e1culo foi composta por m\u00fasicas do per\u00edodo barroco, criadas h\u00e1 mais de 300 anos por povos ind\u00edgenas, sob influ\u00eancia dos jesu\u00edtas que chegaram \u00e0 Am\u00e9rica Latina. Redescobertas na d\u00e9cada de 1990 na regi\u00e3o da Chiquitan\u00eda, na Bol\u00edvia, essas can\u00e7\u00f5es ganharam novos arranjos e interpreta\u00e7\u00f5es da Orquestra de C\u00e2mara do Pantanal (OCAMP) \u2014 produto profissional do Moinho Cultural. &#8220;Essa m\u00fasica \u00e9 algo nosso, \u00fanico, que precisa ser compartilhado. S\u00e3o can\u00e7\u00f5es que embalam os bailarinos da Companhia de Dan\u00e7a do Pantanal e as crian\u00e7as e adolescentes a cada passo, convidando o p\u00fablico a refletir sobre o pr\u00f3prio caminho&#8221;, completa M\u00e1rcia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m da orquestra e dos bailarinos, o espet\u00e1culo contou com a participa\u00e7\u00e3o de importantes forma\u00e7\u00f5es musicais convidadas: a Funda\u00e7\u00e3o Coral Arte Canto, o Coral do Instituto Superior de Belas Artes de Santa Cruz de la Sierra (Bol\u00edvia), o Instituto Superior de Forma\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e Turismo de San Ignacio de Moxos, no Beni (Bol\u00edvia), e a Orquestra Ind\u00edgena de Campo Grande.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Giovanna Monta\u00f1o, diretora do coral e cantora l\u00edrica, a experi\u00eancia foi marcante. &#8220;Isso aqui \u00e9 um mundo incr\u00edvel onde se respira arte. Ver desde os mais pequenos at\u00e9 os mais experientes no palco, unindo atua\u00e7\u00e3o, canto, dan\u00e7a e m\u00fasica, \u00e9 algo espetacular. Ouvir a m\u00fasica barroca ind\u00edgena da Bol\u00edvia sendo tocada no Brasil nos enche de orgulho. \u00c9 uma alegria imensa fazer parte desse momento&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Maria Eduarda Albuquerque Matias, de 16 anos, da Orquestra Ind\u00edgena de Campo Grande, descreveu a emo\u00e7\u00e3o de estar no palco. &#8220;\u00c9 uma experi\u00eancia muito emocionante. Quando entro no palco, d\u00e1 vontade de chorar de alegria. Cantar essa m\u00fasica com outros m\u00fasicos, dan\u00e7ar junto, sentir a orquestra, tudo toca diferente no cora\u00e7\u00e3o&#8221;, contou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A repercuss\u00e3o tamb\u00e9m foi positiva entre convidados internacionais. Fundadora da Escola de M\u00fasica de Santiago de Chiquitos, na Bol\u00edvia, Filomena Vargas, destacou a for\u00e7a da proposta apresentada no palco. &#8220;O espet\u00e1culo me encantou, me fez viver muitas coisas. A m\u00fasica que foi resgatada, o arquivo chiquitano, e tamb\u00e9m refer\u00eancias ao filme A Miss\u00e3o estiveram muito presentes. Foi realmente encantador, muito bonito&#8221;, declarou.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Moinho in Concert tamb\u00e9m mobilizou fam\u00edlias e a comunidade local. Rosa Irene Dourado Chaves, m\u00e3e e volunt\u00e1ria, destacou o v\u00ednculo constru\u00eddo ao longo dos anos. &#8220;Ser volunt\u00e1ria \u00e9 um pouco do que eu posso devolver por todo o cuidado que o Moinho tem com meu filho. Eles cuidam, educam e acolhem durante o ano inteiro. Estar aqui ajudando \u00e9 uma forma de agradecer&#8221;, disse.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com mais de 500 pessoas envolvidas, entre orquestra, coros, bailarinos, crian\u00e7as, adolescentes e jovens atendidos pelo Instituto, o Moinho in Concert 2025 reafirmou a arte como instrumento de transforma\u00e7\u00e3o social e encontro entre culturas, encerrando mais uma edi\u00e7\u00e3o marcada pela emo\u00e7\u00e3o, pela ancestralidade e pela pot\u00eancia criativa da fronteira Brasil\u2013Bol\u00edvia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luzes acesas, corpos em movimento, cores que saltam do palco e uma m\u00fasica que atravessa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":11777054,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[184],"class_list":["post-11777053","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11777053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11777053"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11777053\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11777055,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11777053\/revisions\/11777055"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11777054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11777053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11777053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11777053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}