{"id":11778006,"date":"2026-01-23T09:51:00","date_gmt":"2026-01-23T13:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11778006"},"modified":"2026-01-23T10:30:39","modified_gmt":"2026-01-23T14:30:39","slug":"rede-pantaneira-vai-unir-ciencia-e-dialogo-para-fortalecer-coexistencia-humano-onca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/rede-pantaneira-vai-unir-ciencia-e-dialogo-para-fortalecer-coexistencia-humano-onca\/","title":{"rendered":"Rede Pantaneira vai unir ci\u00eancia e di\u00e1logo para fortalecer coexist\u00eancia humano-on\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>A equipe do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) passou a integrar um grupo amplo criado para o Pantanal que vai promover a coexist\u00eancia entre pessoas e grandes felinos. A partir de uma uni\u00e3o de esfor\u00e7os, houve a cria\u00e7\u00e3o da Rede Pantaneira pela Coexist\u00eancia Humano-On\u00e7as. A iniciativa teve momento de funda\u00e7\u00e3o a partir de encontro t\u00e9cnico realizado no Hotel Sesc Porto Cercado, em Pocon\u00e9 (MT), em novembro de 2025.<\/p>\n<p>A partir deste ano, a Rede Pantaneira pela Coexist\u00eancia Humano-On\u00e7as ter\u00e1 um calend\u00e1rio de atividades e discuss\u00f5es. A proposta \u00e9 unir di\u00e1logo, ci\u00eancia e compromisso coletivo para promover a conserva\u00e7\u00e3o do maior felino das Am\u00e9ricas, ao mesmo tempo que conflitos com comunidades sejam mitigados.<\/p>\n<p>A proposta foi poss\u00edvel de ser formatada a partir da iniciativa da WWF-Brasil, e reuniu representantes de organiza\u00e7\u00f5es ambientais, produtores rurais e pesquisadores de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, dois estados brasileiros onde o Pantanal est\u00e1 presente. Entre as institui\u00e7\u00f5es participantes est\u00e3o WWF-Brasil, Alian\u00e7a 5P, Panthera, Instituto Pr\u00f3-Carn\u00edvoros, Ampara Silvestre, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Jaguarte, On\u00e7afari, Impacto\/Pousada Piuval, ICMBio\/Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Mam\u00edferos Carn\u00edvoros (Cenap).<\/p>\n<p>Desde 2024 j\u00e1 havia um grupo t\u00e9cnico de trabalho atuando. Essa ferramenta evoluiu em 2025 para uma Rede estruturada, com prop\u00f3sito, valores e metas comuns. Essa consolida\u00e7\u00e3o marca um novo momento: de articula\u00e7\u00e3o mais madura, colaborativa e com foco em resultados pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Para Cyntia Cavalcante, analista de conserva\u00e7\u00e3o do WWF-Brasil, a formaliza\u00e7\u00e3o da Rede representa um avan\u00e7o importante na governan\u00e7a da conserva\u00e7\u00e3o no Pantanal. \u201cO que come\u00e7ou como uma articula\u00e7\u00e3o entre pesquisadores e produtores, agora ganha estrutura para gerar resultados reais. A Rede amplia o di\u00e1logo, mas tamb\u00e9m cria caminhos para pol\u00edticas p\u00fablicas e pr\u00e1ticas de manejo mais eficazes\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Parceiro da Rede desde sua cria\u00e7\u00e3o, o Sesc Pantanal atua como elo entre pesquisa cient\u00edfica, conserva\u00e7\u00e3o ambiental e envolvimento comunit\u00e1rio. \u201cO Sesc Pantanal \u00e9 um espa\u00e7o de conex\u00e3o entre ci\u00eancia, conserva\u00e7\u00e3o e pessoas. Nosso papel \u00e9 somar conhecimento e contribuir para solu\u00e7\u00f5es que nascem da viv\u00eancia e da escuta do territ\u00f3rio\u201d, explica Alexandre Enout, gestor da Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) Sesc Pantanal.<\/p>\n<p>A partir de agora, a Rede inicia a implementa\u00e7\u00e3o do plano de a\u00e7\u00f5es para 2026, que inclui a participa\u00e7\u00e3o na COP15 da Conven\u00e7\u00e3o sobre Esp\u00e9cies Migrat\u00f3rias, a ser realizada em Campo Grande (MS), entre 23 a 29 de mar\u00e7o. O cronograma tamb\u00e9m prev\u00ea a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o para produtores rurais, amplia\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo com comunidades pantaneiras e interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es entre institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Coexist\u00eancia na maior RPPN do Brasil<\/p>\n<p>A Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) Sesc Pantanal \u00e9 a maior do Brasil e se consolidou como um laborat\u00f3rio vivo de biodiversidade. Desde 2013, mant\u00e9m pesquisa cont\u00ednua sobre on\u00e7as-pintadas e pardas, com uso de armadilhas fotogr\u00e1ficas em parceria com universidades e institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. At\u00e9 o momento, 39 indiv\u00edduos foram identificados, e o banco de dados re\u00fane mais de 300 mil registros audiovisuais de mam\u00edferos e aves silvestres.<\/p>\n<p>Rede Amolar<\/p>\n<p>Na Rede de Prote\u00e7\u00e3o e Conserva\u00e7\u00e3o da Serra do Amolar (Rede Amolar), programa gerido pelo IHP no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, tamb\u00e9m s\u00e3o feitas diferentes iniciativas que envolvem pesquisa e trabalho com comunidades para mitigar o conflito de grandes felinos com o ser humano.<\/p>\n<p>Neste ano, na regi\u00e3o vai ser realizado um estudo para estimar a popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as-pintadas, de forma de encontrar dados que ajudem a desenvolver uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es. O projeto foi aprovado dentro do Fundo Luz Alliance, gerido pela BrazilFoundation, e est\u00e1 alinhado \u00e0 convoca\u00e7\u00e3o da D\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o dos Ecossistemas pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p>Para essa iniciativa conhecida como Luz Alliance no Pantanal ser desenvolvida, houve a aquisi\u00e7\u00e3o de 40 armadilhas fotogr\u00e1ficas a partir de uma parceria com a LogNature. A estrat\u00e9gia \u00e9 desenvolver o projeto em duas etapas: uma ligada ao grid de c\u00e2meras e a outra com trabalho direto com as comunidades.\u00a0<a href=\"https:\/\/institutohomempantaneiro.org.br\/nova-pesquisa-do-ihp-busca-mapear-populacao-de-oncas-pintadas-na-regiao-da-serra-do-amolar\/\">Saiba mais sobre esse estudo aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equipe do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) passou a integrar um grupo amplo criado para&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":11778007,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[209],"class_list":["post-11778006","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente","tag-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11778006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11778006"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11778006\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11778008,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11778006\/revisions\/11778008"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11778007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11778006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11778006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11778006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}