{"id":11778559,"date":"2026-02-12T09:23:00","date_gmt":"2026-02-12T13:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11778559"},"modified":"2026-02-12T09:31:31","modified_gmt":"2026-02-12T13:31:31","slug":"ifms-promove-iniciativas-para-encorajar-meninas-a-seguir-carreiras-cientificas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/ifms-promove-iniciativas-para-encorajar-meninas-a-seguir-carreiras-cientificas\/","title":{"rendered":"IFMS promove iniciativas para encorajar meninas a seguir carreiras cient\u00edficas"},"content":{"rendered":"<p>Celebrado em 11 de fevereiro desde 2015, o\u00a0<a title=\"Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxlUVlFbVQZbU0tTDlYDTlAAC1BOWw8JBRteUQQGB1NUVgRRVQ4fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia<\/a>\u00a0foi institu\u00eddo pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas como forma de\u00a0promover a participa\u00e7\u00e3o delas no universo cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. Nas institui\u00e7\u00f5es de ensino,\u00a0incentivar meninas e mulheres a se tornarem cientistas \u00e9 algo desafiador. No Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a\u00e7\u00f5es desenvolvidas em Dourados e Tr\u00eas Lagoas buscam encorajar esse p\u00fablico a, cada vez mais, marcar presen\u00e7a em ambientes de ci\u00eancia e tecnologia.<\/p>\n<p>O projeto de pesquisa\u00a0<em>&#8216;<strong>Mit\u00e3ku\u00f1a\u2019Ikuer\u00e3: empoderando as meninas nas ci\u00eancias exatas pela leitura e escrita&#8217;<\/strong><\/em>\u00a0tem um objetivo ainda mais espec\u00edfico: estimular que meninas ind\u00edgenas de Dourados sigam carreira na \u00e1rea de Exatas, e que esse caminho comece a ser trilhado dentro do pr\u00f3prio IFMS.<\/p>\n<p>A orientadora Karina Vicelli, que d\u00e1 aulas de Portugu\u00eas no Instituto Federal, conta que o projeto nasceu a partir da coleta de dados sobre o n\u00famero de estudantes meninas em Dourados, inclusive no IFMS.<\/p>\n<p>&#8220;Descobrimos que entre\u00a02015 e 2025 o campus teve apenas 11 estudantes ind\u00edgenas, dos quais quatro eram meninas e apenas uma se formou. E n\u00f3s estamos em Dourados, munic\u00edpio com a segunda maior popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de Mato Grosso do Sul, estado que \u00e9 o terceiro do pa\u00eds com o maior n\u00famero de habitantes ind\u00edgenas&#8221;, reflete.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ifms.edu.br\/imagens\/imagens-noticias\/empoderamento-feminino-na-ciencia-e-tecnologia\/foto-8-1.png\" \/><br \/>\nLivros doados pela Bienal Pantanal sendo usados na Escola Nandejara, em Caarap\u00f3 &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p>Financiado pela\u00a0<a title=\"Chamada n\u00b0 14\/2024 - Edi\u00e7\u00e3o 4\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkEBFUPAgVRVUsHVFBUTlAHBldOWAEMUhsBUgYKBwgGVlNUXQ8fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Chamada n\u00b0 14\/2024 &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 4<\/a>\u00a0do\u00a0Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica (Pitec) da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ci\u00eancia e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect\/MS), o projeto de pesquisa recebeu o nome\u00a0<em>Mit\u00e3ku\u00f1a\u2019Ikuer\u00e3<\/em>, express\u00e3o da l\u00edngua ind\u00edgena guarani que significa meninas.<\/p>\n<p>&#8220;Criamos\u00a0o projeto para atuar diretamente com as comunidades ind\u00edgenas e trazer essas meninas para dentro do IFMS. O objetivo \u00e9 que elas fa\u00e7am\u00a0o Exame de Sele\u00e7\u00e3o e ingressem na institui\u00e7\u00e3o. Uma das a\u00e7\u00f5es \u00e9 oferecer\u00a0refor\u00e7o em uma escola municipal ind\u00edgena, principalmente para as meninas do 8\u00ba e 9\u00ba anos&#8221;, explica a docente.<\/p>\n<p>Na primeira etapa, foram feitas reuni\u00f5es semanais para defini\u00e7\u00e3o de\u00a0estrat\u00e9gias, divis\u00e3o de tarefas e estabelecimento de contatos. Ao mesmo tempo, a equipe visitou escolas parceiras para fazer sondagens por meio de entrevistas, debates e di\u00e1logo com meninas e mulheres, e aplicou um question\u00e1rio para quantificar dados e definir a oferta de atividades.<\/p>\n<p>Entre as atividades previstas est\u00e3o oficinas, palestras, mesas-redondas e debates em que a leitura e a escrita s\u00e3o os principais instrumentos de letramento racial.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ifms.edu.br\/imagens\/imagens-noticias\/empoderamento-feminino-na-ciencia-e-tecnologia\/foto-7.png\" \/><br \/>\nProjeto Mit\u00e3ku\u00f1a\u2019Ikuer\u00e3 atende o povo Guarani-Kaiow\u00e1 na retomada Yvu Vera &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p><strong>Primeiros Resultados<\/strong>\u00a0&#8211;\u00a0O projeto\u00a0tem se destacado em eventos cient\u00edficos, sendo um dos\u00a0<a title=\"finalistas da Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia (Febrace)\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkMBlZdUQlaBEtbBAVRTlBQV1ROAQsKAhtcBQBXUAZTBgMAXQofVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">finalistas da Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia (Febrace)<\/a>, que ocorrer\u00e1 em mar\u00e7o, na cidade de S\u00e3o Paulo (SP). O credenciamento foi obtido na Feira de Ci\u00eancia e Tecnologia da Grande Dourados (Fecigran), realizada pelo Campus Dourados em outubro.<\/p>\n<p>Em 2025, o\u00a0<em>Mit\u00e3ku\u00f1a\u2019Ikuer\u00e3<\/em>\u00a0obteve o 1\u00ba lugar na \u00e1rea de Ci\u00eancias Sociais Aplicadas da Feira de Ci\u00eancia e Tecnologia da Na\u00e7\u00f5es, promovida pelo Col\u00e9gio Dante Alighieri, em S\u00e3o Paulo (SP). A equipe do IFMS foi credenciada para a Mostra de Ci\u00eancia e Tecnologia do Instituto A\u00e7a\u00ed, que ser\u00e1 realizada em dezembro deste, em Bel\u00e9m (PA).<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es do projeto, segundo a coordenadora, tamb\u00e9m\u00a0influenciaram diretamente na publica\u00e7\u00e3o do livro\u00a0<strong>Koa Kuera<\/strong>\u00a0(A Arte Cura, traduzido para a L\u00edngua Portuguesa), da multiartista\u00a0Guarani-Kaiow\u00e1 Jadi Ribeiro, agente territorial de cultura da retomada\u00a0Yvu Vera, localizada ao lado da Reserva Jaguapiru.<\/p>\n<p>A obra, primeiro registro liter\u00e1rio escrito por uma mulher ind\u00edgena em Dourados, traz\u00a014 poemas que abordam,\u00a0nas l\u00ednguas Guarani e Portuguesa, quest\u00f5es urgentes da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena contempor\u00e2nea. O pref\u00e1cio foi escrito pela coordenadora do projeto desenvolvido pelo IFMS na \u00e1rea de retomada.<\/p>\n<p>&#8220;Foi extremamente relevante, ap\u00f3s alguns meses de a\u00e7\u00f5es, eu receber o convite da Jadi Ribeiro para escrever o pref\u00e1cio do livro\u00a0Koa Kuera.\u00a0Podemos dizer que o lan\u00e7amento dessa obra j\u00e1 \u00e9 resultado do nosso projeto, que busca empoderar meninas e mulheres ind\u00edgenas por meio da leitura e da escrita. E em 2026, prevemos trabalhar os poemas com as crian\u00e7as da retomada e de outras aldeias&#8221;, explica a professora Karina.<\/p>\n<p>A vers\u00e3o digital do\u00a0<a title=\"livro Koa Kuera\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkNUwBaVQkBAksBUVdXTlABA1dOWFkJBxsOB1cBVQVXVg1XXAofVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">livro\u00a0Koa Kuera<\/a>\u00a0j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel para a leitura, bem como o\u00a0<a href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxlQBAcABwZVAktSBANdTlBRVlROWA8IBxtZUwdQW1JTUVZTUQ8fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">audiolivro da obra<\/a>.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ifms.edu.br\/imagens\/imagens-noticias\/empoderamento-feminino-na-ciencia-e-tecnologia\/foto-4.png\" \/><br \/>\nProjeto obteve 1\u00ba lugar na \u00e1rea Ci\u00eancias Sociais Aplicadas de feira realizada em S\u00e3o Paulo &#8211; Foto: FenaDante<\/p>\n<p><strong>Empoderadas<\/strong>\u00a0&#8211; Sete estudantes dos cursos t\u00e9cnicos em Administra\u00e7\u00e3o e Inform\u00e1tica para Internet participam do projeto, sendo quatro bolsistas: Lorena Gomes,\u00a0Julia Gomes,\u00a0Kamilly de Souza e Vit\u00f3ria Coiad; e tr\u00eas volunt\u00e1rias: Nathaly Ribeiro,\u00a0Sthefani Marques e\u00a0Juliana Pereira, as duas \u00faltimas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>A coordeadora do projeto explica que a inten\u00e7\u00e3o inicial era ter um n\u00famero maior de estudantes ind\u00edgenas bolsistas na equipe, mas lamenta que n\u00e3o foi poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s temos, atualmente,\u00a0tr\u00eas estudantes ind\u00edgenas identificadas no Campus Dourados. Uma delas\u00a0j\u00e1 recebe bolsa em outro projeto, ent\u00e3o n\u00e3o poderia receber pelo\u00a0<em>Mit\u00e3ku\u00f1a\u2019Ikuer\u00e3<\/em>. As outras duas est\u00e3o no 6\u00ba semestre do curso, e o edital do Pitec veda o pagamento de bolsa a estudantes que estejam perto de se formar&#8221;, explica.<\/p>\n<p>As quatro estudantes bolsistas receber\u00e3o o valor mensal de R$ 400 at\u00e9 abril para desenvolver as atividades. \u00c9 o caso de Vit\u00f3ria Silva Coiado, 17, que ressalta a uni\u00e3o e o trabalho colaborativo da equipe do projeto.<\/p>\n<p>&#8220;Participamos do planejamento e execu\u00e7\u00e3o\u00a0das atividades, da produ\u00e7\u00e3o de\u00a0documentos e materiais de m\u00eddia, do\u00a0estudo te\u00f3rico e da an\u00e1lise das\u00a0dificuldades enfrentadas pelas meninas\u00a0ind\u00edgenas, sempre buscando estrat\u00e9gias\u00a0para superar esses desafios. Tenho habilidade com comunica\u00e7\u00e3o e utilizo isso para fortalecer\u00a0o di\u00e1logo, transmitir ideias com\u00a0sensibilidade e dar visibilidade \u00e0s hist\u00f3rias\u00a0e vozes que movem o projeto&#8221;, destaca.<\/p>\n<p>Filha e neta de professores, Vit\u00f3ria cresceu vendo os familiares desenvolverem projetos que abordam tem\u00e1ticas culturais e sociais. Para a estudante, o\u00a0contato com as meninas ind\u00edgenas \u00e9\u00a0inspirador.<\/p>\n<p>&#8220;Ver de perto o quanto essa\u00a0iniciativa impacta vidas, comunidades e sonhos \u00e9 algo\u00a0indescrit\u00edvel. Eu me sinto honrando as mulheres que\u00a0vieram antes de mim, levando adiante uma\u00a0mensagem que atravessa gera\u00e7\u00f5es: o empoderamento feminino.\u00a0Viver o\u00a0<em>Mitakuna&#8217;lkuera<\/em>\u00a0me enche de\u00a0orgulho, mas ver outras meninas\u00a0florescendo atrav\u00e9s dele \u00e9 o que\u00a0realmente faz tudo valer a pena&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ifms.edu.br\/imagens\/imagens-noticias\/empoderamento-feminino-na-ciencia-e-tecnologia\/foto-1-1.png\" \/><br \/>\nOficinas STEM foram oferecidas a meninas de Tr\u00eas Lagoas em outubro de 2025- Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p><strong>&#x1f469;&#x1f3fd;&#x200d;&#x1f52c; Na\u00a0rota do protagonismo feminino cient\u00edfico<\/strong>\u00a0&#8211; Desde 2023, o Campus Tr\u00eas Lagoas do IFMS \u00e9 a \u00fanica institui\u00e7\u00e3o de ensino da Regi\u00e3o Centro-Oeste a sediar a\u00a0<a title=\"Jornada Latinoamericana de Oficinas STEM\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkNAVxbAlEGBUtVVAUATlAGAlVOAA8KABsKXwNVVldTUFAKUw8fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jornada\u00a0Latinoamericana<\/a><a href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkNAVxbAlEGBUtVVAUATlAGAlVOAA8KABsKXwNVVldTUFAKUw8fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0de Oficinas<em>\u00a0STEM<\/em><\/a>\u00a0(sigla em ingl\u00eas para\u00a0Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica). O evento faz parte do\u00a0<em>Ada Lovalace Day<\/em>, a\u00e7\u00e3o internacional que leva o nome da primeira programadora da hist\u00f3ria e que comemora as conquistas das mulheres em carreiras das \u00e1reas de Exatas.<\/p>\n<p>O IFMS tem sido escolhido todos os anos para sediar a Jornada gra\u00e7as a uma parceria com o Comit\u00ea Tem\u00e1tico Mulheres na Matem\u00e1tica Aplicada e Computacional da Sociedade Brasileira de Matem\u00e1tica Aplicada e Computacional (SBMAC), do qual a professora de Matem\u00e1tica do Campus Tr\u00eas Lagoas, Nair Rodrigues de Souza, faz parte.<\/p>\n<p>&#8220;A Jornada\u00a0Latinoamericana\u00a0de Oficinas em\u00a0<em>STEM<\/em>\u00a0para meninas foi pensada e desenvolvida por um grupo de pesquisadoras argentinas. Eu e as demais professoras do campus que atuam nessas \u00e1reas aceitamos o convite de oferecer as atividades, e desde ent\u00e3o estamos sediando o evento&#8221;, conta.<\/p>\n<p>A docente explica que cada sede define a forma de sele\u00e7\u00e3o das meninas que ir\u00e3o participar das oficinas. O IFMS tem uma parceria com tr\u00eas escolas municipais &#8211;\u00a0Ramez Tebet, Maria Eul\u00e1lia Vieira e Parque S\u00e3o Carlos -, que ficam respons\u00e1veis por selecionar as estudantes com idades que variam de 10 a 12 anos.<\/p>\n<p>Em outubro do ano passado, a Jornada foi realizada simultaneamente em diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, com chamadas s\u00edncronas entre as participantes, al\u00e9m de duas oficinas l\u00fadicas e um\u00a0<em>tour<\/em>\u00a0pelo campus do IFMS para conhecerem os laborat\u00f3rios da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Beatriz Sousa Rocha, 12, aluna do 6\u00b0 ano da Escola Municipal Parque S\u00e3o Carlos, guardou v\u00e1rias mem\u00f3rias desse dia repleto de conhecimento e muita divers\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;A Jornada foi muito legal, aprendi coisas novas, fiz amizades e foi muito divertido. A atividade que eu mais gostei foi a que a gente tinha que descobrir qual parte do avi\u00e3o ia cair, se atacassem ele. Acho muito legal ver mulheres conquistados espa\u00e7os importantes e inspirando outras mulheres&#8221;, relembra Beatriz, que j\u00e1 pediu aos pais para fazer o ensino m\u00e9dio no IFMS.<\/p>\n<p><strong>Outras a\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0&#8211; Em um\u00a0<a title=\"artigo submetido este ano sobre o tema\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkDAlMKBVQCUktSVVcBTlBcBFtOAQEPVxsPU1AAB1NWVQwGUgEfVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo submetido no ano passado sobre o tema<\/a>, a docente que coordena a\u00a0<strong>Jornada\u00a0Latinoamericana<\/strong><strong>\u00a0de Oficinas<em>\u00a0STEM<\/em><\/strong>\u00a0 no Campus Tr\u00eas Lagoas trouxe dados sobre a participa\u00e7\u00e3o feminina em projetos cient\u00edficos na institui\u00e7\u00e3o. Em 2024, segundo o artigo, dos 143 projetos de pequisa desenvolvidos no IFMS, apenas 37 eram coordenados por mulheres. Cen\u00e1rio semelhante foi registrado nos anos de 2023 e 2022.<\/p>\n<p>&#8220;Esses dados t\u00eam causado inquieta\u00e7\u00e3o em n\u00f3s professoras do campus, e h\u00e1 mais de cinco anos temos desenvolvido a\u00e7\u00f5es para incentivar mulheres e meninas nas \u00e1reas das Exatas. Al\u00e9m de sediarmos a Jornada\u00a0Latinoamericana\u00a0de Oficinas<em>\u00a0STEM<\/em>\u00a0, n\u00f3s tamb\u00e9m desenvolvemos o\u00a0Meninas Fazendo Ci\u00eancia, que busca divulgar mulheres cientistas e ter um olhar feminino para a ci\u00eancia&#8221;, comenta.<\/p>\n<p>As atividades desenvolvidas nessa outra iniciativa podem ser conferidas no\u00a0<a title=\"site Meninas Fazendo Ci\u00eancia\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkHUVYMVgcBAEsBBFFdTlADU1BOAA9eUBteU1YBBghTAwEKBg4fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">site Meninas Fazendo Ci\u00eancia<\/a>, e tamb\u00e9m no\u00a0<a title=\"perfil da a\u00e7\u00e3o no Instagram\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxkAV1ABW1NTBEsCAFRRTlBVC1pOAAwOAxsOAldWAQEABwNWAA4fVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">perfil da a\u00e7\u00e3o no Instagram<\/a>.<\/p>\n<p>Sobre os obst\u00e1culos que as mulheres precisam vencer para chegar e se manter no universo da ci\u00eancia e tecnologia, Nair cita o peso de ter que conciliar a carreira com os cuidados da casa e da fam\u00edlia, algo que &#8211; na opini\u00e3o da docente &#8211; ainda \u00e9 uma expectativa social e cultural, bem como a discrimina\u00e7\u00e3o e o preconceito de g\u00eanero.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas vezes, as mulheres ainda s\u00e3o vistas como menos capazes em campos de exatas e tecnologia, o que pode afetar quest\u00f5es relacionadas \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o, reconhecimento de habilidades e disparidade salarial em rela\u00e7\u00e3o aos homens. Al\u00e9m disso, em\u00a0ambientes de presen\u00e7a majoritariamente masculina,\u00a0h\u00e1 registros de casos de ass\u00e9dio moral e sexual contra mulheres. Todos esses\u00a0desafios di\u00e1rios tendem a afetar a sa\u00fade mental de todas n\u00f3s\u00a0que atuamos em\u00a0<em>STEM<\/em>&#8220;, lamenta a professora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ifms.edu.br\/imagens\/imagens-noticias\/empoderamento-feminino-na-ciencia-e-tecnologia\/foto-7-1.png\" \/><br \/>\nEm outra a\u00e7\u00e3o, Campus Tr\u00eas Lagoas lan\u00e7a um olhar feminino sobre a ci\u00eancia &#8211; Foto: Arquivo Pessoal<\/p>\n<p><strong>&#x1f469;&#x1f3fe;&#x200d;&#x1f680;\u00a0Elas no IFMS<\/strong>\u00a0&#8211; Desde 2021, o IFMS fomenta a participa\u00e7\u00e3o feminina no universo cient\u00edfico por meio do edital Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia, que financia projetos de pesquisa desenvolvidos por professoras e alunas. Somados todos os editais, o investimento institucional para custeio e bolsas ultrapassa meio milh\u00e3o de reais.<\/p>\n<p>A iniciativa foi adotada porque, historicamente, o IFMS sempre registrou um n\u00famero inferior de meninas bolsistas no edital de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, em compara\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de meninos.<\/p>\n<p><a title=\"No ano passado, por\u00e9m, esse cen\u00e1rio se inverteu\" href=\"https:\/\/email.ifms.edu.br\/lists\/lt.php?tid=KxlUAlABWwhTB0tRVAVXTlABVlJOW1xeBRsAVQULAwJWXVMLVgAfVVVRAwcAWQFOVFYCVU4NDAEDG1pQAlJPAQFXBFRUAVAAAAVXH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Em 2024, por\u00e9m, esse cen\u00e1rio se inverteu<\/a>, se comparado ao ano anterior, e se manteve em 2025. Segundo a Pr\u00f3-Reitoria de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (Propi), no ciclo atual da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica s\u00e3o 132 bolsistas do sexo feminino e 108 do sexo masculino.<\/p>\n<p>O dado, na opini\u00e3o da docente que coordena as iniciativas de Tr\u00eas Lagoas citadas nesta reportagem, deve ser celebrado, por\u00e9m ainda h\u00e1 muitos desafios a serem superados quando o assunto \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da mulher na ci\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;A presen\u00e7a de mulheres no IFMS ainda \u00e9 minoria, ent\u00e3o precisamos fortalecer, enaltecer e valorizar o trabalho desempenhado por mulheres, seja como proponente de pesquisa ou estudantes. E, principalmente, a institui\u00e7\u00e3o como um todo necessita trabalhar isso, pois ainda temos muito epis\u00f3dios de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o&#8221;, comenta Nair.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebrado em 11 de fevereiro desde 2015, o\u00a0Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ci\u00eancia\u00a0foi institu\u00eddo pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas como forma de\u00a0promover a participa\u00e7\u00e3o delas no universo cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. Nas institui\u00e7\u00f5es de ensino,\u00a0incentivar meninas e mulheres a se tornarem cientistas \u00e9 algo desafiador. No Instituto Federal de Mato Grosso do Sul [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":11778560,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[194],"class_list":["post-11778559","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","tag-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11778559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11778559"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11778559\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11778561,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11778559\/revisions\/11778561"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11778560"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11778559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11778559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11778559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}