{"id":11782718,"date":"2026-06-09T10:26:00","date_gmt":"2026-06-09T14:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11782718"},"modified":"2026-06-09T11:43:49","modified_gmt":"2026-06-09T15:43:49","slug":"mapbiomas-mato-grosso-do-sul-tem-a-menor-area-desmatada-do-brasil-nos-ultimos-7-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/mapbiomas-mato-grosso-do-sul-tem-a-menor-area-desmatada-do-brasil-nos-ultimos-7-anos\/","title":{"rendered":"MapBiomas: Mato Grosso do Sul tem a menor \u00e1rea desmatada do Brasil nos \u00faltimos 7 anos"},"content":{"rendered":"<p>Mato Grosso do Sul tem a menor \u00e1rea de desmatamento sem licen\u00e7a ambiental nos \u00faltimos sete anos, entre todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o. Os dados est\u00e3o no Relat\u00f3rio Anual de Desmatamento 2026 do MapBiomas, uma rede colaborativa que re\u00fane organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais.<\/p>\n<p>Entre 2019 e 2025 foi suprimida uma \u00e1rea de 368.931 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Estado, sendo que desse total, 277.357 hectares estavam legalmente autorizados, conforme dados cruzados pelos pesquisadores do MapBiomas com as licen\u00e7as ambientais emitidas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Essa \u00e1rea representa 75,2% do total desmatado, o maior percentual do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O Estado tem aumentado significativamente o controle e combatido o desmatamento ilegal ao longo dos anos, conforme demonstram os dados do MapBiomas. Em 2019 a \u00e1rea suprimida com autoriza\u00e7\u00e3o ambiental representava apenas 31,6% da \u00e1rea total desmatada e no ano passado, passou a representar 94,3% desse universo. \u00c9 o maior percentual do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O bioma Pantanal, com mais de 84% de sua cobertura vegetal nativa preservada, foi tamb\u00e9m o que apresentou o segundo menor n\u00famero de alertas de desmatamento entre todos os biomas brasileiros no ano passado (163) e registrou apenas 12.260 hectares suprimidas. Desse total, 10.042 hectares tiveram licen\u00e7a ambiental emitida, conforme o MapBiomas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 um fator sozinho que explique esse resultado\u201d, ponderou o secret\u00e1rio de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Semadesc), Artur Falcette. \u201cPrimeiro, a Lei do Pantanal trouxe mais seguran\u00e7a jur\u00eddica, mais clareza com rela\u00e7\u00e3o a alguns aspectos e tamb\u00e9m reduziu a possibilidade de convers\u00e3o de novas \u00e1reas. A gente tem na lei um conjunto de novas veda\u00e7\u00f5es que protegem ambientes espec\u00edficos do Pantanal. Segundo, a incorpora\u00e7\u00e3o dos corredores ecol\u00f3gicos na legisla\u00e7\u00e3o, que passam a ser protegidos e limitam a convers\u00e3o nessas \u00e1reas importantes de integra\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Lei do Pantanal<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_138729\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-138729\" src=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px\" srcset=\"https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt.jpg 1599w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.semadesc.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/artur-falcettegt-1536x1024.jpg 1536w\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"265\" aria-describedby=\"caption-attachment-138729\" \/><\/a>&nbsp;<\/p>\n<p id=\"caption-attachment-138729\" class=\"wp-caption-text\"><em>Falcette: consolida\u00e7\u00e3o da mentalidade conservacionista<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Mato Grosso do Sul det\u00e9m dois ter\u00e7os da \u00e1rea total do Pantanal. O Governo do Estado tem ampliado as a\u00e7\u00f5es de controle sobre o territ\u00f3rio para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa e sustentabilidade \u00e0s atividades econ\u00f4micas desenvolvidas na regi\u00e3o. A Lei do Pantanal, em vigor desde fevereiro de 2024, alterou significativamente as normas de conserva\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o, restaura\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o ecologicamente sustent\u00e1vel em toda \u00e1rea de uso restrito do Pantanal (AUR-Pantanal).<\/p>\n<p>A lei inovou ao definir como \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o permanente (APP) os landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados (esp\u00e9cies de ilhas por onde passavam rios e que, com a mudan\u00e7a de curso, ficaram cercadas por \u00e1gua). Cap\u00f5es e cordilheiras tamb\u00e9m receberam prote\u00e7\u00e3o especial da \u00e1rea coberta com vegeta\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea-arbustiva.<\/p>\n<p>A lei veda o cultivo de soja, cana-de-a\u00e7\u00facar, eucalipto e quaisquer outras culturas ex\u00f3ticas ao meio, excetuando apenas \u00e0quelas \u00e1reas em que j\u00e1 est\u00e1 consolidado o plantio, que n\u00e3o poder\u00e3o ser ampliadas nem rotacionado e depender\u00e1 de licenciamento ambiental para o replantio. \u00c9 permitido, entretanto, a atividade da pecu\u00e1ria extensiva nessas \u00e1reas, desde que n\u00e3o provoquem nenhum tipo de degrada\u00e7\u00e3o ambiental. Tamb\u00e9m est\u00e3o fora da proibi\u00e7\u00e3o o cultivo de g\u00eaneros aliment\u00edcios por agricultores familiares e de culturas n\u00e3o destinadas ao com\u00e9rcio, como forrageiras para o gado.<\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7os Ambientais<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m de ampliar os ambientes protegidos, o Governo do Estado criou o Programa de Pagamento por Servi\u00e7os Ambientais (PSA) que se traduz num mecanismo eficiente de preserva\u00e7\u00e3o. Um dos meios do produtor rural receber recursos do Programa \u00e9 abrir m\u00e3o das licen\u00e7as de supress\u00e3o vegetal legalmente emitidas pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental. Tamb\u00e9m pode se comprometer a n\u00e3o desmatar determinada \u00e1rea a qual teria direito legal de faz\u00ea-lo, sendo remunerado por isso.<\/p>\n<p>No primeiro edital, o PSA Conserva\u00e7\u00e3o e Valoriza\u00e7\u00e3o da Biodiversidade contemplou 40 produtores rurais com o valor total de R$ 2.961.274,95 que se comprometeram a preservar 112.098,79 hectares de \u00e1rea de excedente de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em suas propriedades. O segundo edital est\u00e1 em andamento. Todas as 23 inscri\u00e7\u00f5es foram deferidas e agora as propriedades est\u00e3o sendo avaliadas pela equipe t\u00e9cnica da Semadesc, sendo previsto a divulga\u00e7\u00e3o do resultado final em meados de julho.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio Artur Falcette cita, ainda, outra raz\u00e3o para redu\u00e7\u00e3o do desmatamento ilegal no Pantanal: a consolida\u00e7\u00e3o da mentalidade do produtor rural de produzir e preservar. \u201cPor s\u00e9culos, o homem pantaneiro est\u00e1 acostumado a conviver com o Pantanal de forma harmoniosa\u201d, ponderou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mato Grosso do Sul tem a menor \u00e1rea de desmatamento sem licen\u00e7a ambiental nos \u00faltimos sete anos, entre todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o. 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