{"id":11784561,"date":"2026-08-02T11:00:00","date_gmt":"2026-08-02T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=11784561"},"modified":"2026-08-02T11:08:15","modified_gmt":"2026-08-02T15:08:15","slug":"tj-mantem-condenacao-de-municipio-por-agressao-de-guarda-em-pronto-socorro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/tj-mantem-condenacao-de-municipio-por-agressao-de-guarda-em-pronto-socorro\/","title":{"rendered":"\u00a0TJ mant\u00e9m condena\u00e7\u00e3o de munic\u00edpio por agress\u00e3o de guarda em pronto-socorro"},"content":{"rendered":"<div>A 5\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso do Sul manteve, por unanimidade, a condena\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Corumb\u00e1 ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 20 mil a um cidad\u00e3o que sofreu agress\u00f5es f\u00edsicas praticadas por um guarda municipal nas depend\u00eancias do pronto-socorro da cidade. O julgamento ocorreu em sess\u00e3o virtual conclu\u00edda no dia 30 de julho, sob relatoria do desembargador Geraldo de Almeida Santiago.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao apreciar o recurso, os desembargadores entenderam que o conjunto de provas produzido durante a instru\u00e7\u00e3o processual demonstrou que a atua\u00e7\u00e3o do agente p\u00fablico extrapolou os limites do uso leg\u00edtimo da for\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O ac\u00f3rd\u00e3o destaca que a responsabilidade objetiva do Estado somente pode ser afastada quando comprovada alguma causa de exclus\u00e3o do nexo causal, como a culpa exclusiva da v\u00edtima, hip\u00f3tese que n\u00e3o ficou demonstrada no caso.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o voto do relator, os elementos constantes nos autos, entre eles exame de corpo de delito, registros fotogr\u00e1ficos, boletim de ocorr\u00eancia e depoimento de testemunha presencial, confirmaram a ocorr\u00eancia das agress\u00f5es e das les\u00f5es sofridas pela v\u00edtima.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O pr\u00f3prio guarda municipal reconheceu que utilizou for\u00e7a f\u00edsica durante a abordagem, embora sustentasse que a interven\u00e7\u00e3o teria sido necess\u00e1ria. Para o colegiado, contudo, as provas evidenciaram que houve emprego desproporcional da for\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O relator ressaltou que, ainda que existissem discuss\u00f5es sobre outros fatos narrados na a\u00e7\u00e3o, como a suposta divulga\u00e7\u00e3o indevida de prontu\u00e1rio m\u00e9dico, a manuten\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o encontrava fundamento suficiente nas agress\u00f5es f\u00edsicas comprovadas, capazes, por si s\u00f3s, de caracterizar o dever de indenizar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao valor da indeniza\u00e7\u00e3o, a C\u00e2mara entendeu que os R$ 20 mil fixados na senten\u00e7a observam os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade, considerando a gravidade da conduta, as les\u00f5es suportadas pela v\u00edtima, seu estado de vulnerabilidade no momento dos fatos e o car\u00e1ter compensat\u00f3rio e pedag\u00f3gico da repara\u00e7\u00e3o. Por esse motivo, tamb\u00e9m foi rejeitado o pedido do munic\u00edpio para reduzir o montante para R$ 2 mil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao final do julgamento, a 5\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel negou provimento ao recurso por unanimidade, mantendo integralmente a decis\u00e3o de primeiro grau e majorando os honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais para 12% sobre o valor atualizado da condena\u00e7\u00e3o, conforme previsto no C\u00f3digo de Processo Civil.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Mato Grosso do Sul manteve, por unanimidade, a condena\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Corumb\u00e1 ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 20 mil a um cidad\u00e3o que sofreu agress\u00f5es f\u00edsicas praticadas por um guarda municipal nas depend\u00eancias do pronto-socorro da cidade. 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