{"id":12035,"date":"2017-12-11T17:30:04","date_gmt":"2017-12-11T20:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=12035"},"modified":"2017-12-11T17:54:03","modified_gmt":"2017-12-11T20:54:03","slug":"numero-de-devedores-fica-estavel-em-novembro-mas-volume-de-dividas-cai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/numero-de-devedores-fica-estavel-em-novembro-mas-volume-de-dividas-cai\/","title":{"rendered":"N\u00famero de devedores fica est\u00e1vel em novembro, mas volume de d\u00edvidas cai"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de devedores no Brasil ficou est\u00e1vel em novembro em rela\u00e7\u00e3o a outubro, com uma varia\u00e7\u00e3o de 0,15%. Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, a altera\u00e7\u00e3o foi maior, de 0,23%. Os dados s\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).<\/p>\n<p>No total, s\u00e3o 59,9 milh\u00f5es de pessoas com contas em atraso ou nomes negativados, aqueles inclu\u00eddos em cadastros de devedores. Esse n\u00famero representa 39,5% da popula\u00e7\u00e3o com idades entre 18 e 95 anos.<\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia \u00e9 maior entre brasileiros de 30 a 39 anos. Em novembro, 49% das pessoas nesse grupo estavam nessa condi\u00e7\u00e3o. Na compara\u00e7\u00e3o por faixas et\u00e1rias, em seguida v\u00eam as de 40 a 49 (47%), 25 a 29 (46%), 65 a 84 anos (31%) e 18 a 24 anos (21%).<\/p>\n<p>Entre as regi\u00f5es, a Norte apresenta maior taxa de devedores, com 46% dos cidad\u00e3os residentes nos estados nessa condi\u00e7\u00e3o. A segunda regi\u00e3o com maior \u00edndice de pessoas inadimplentes \u00e9 a Centro-Oeste (44%), seguida pela Nordeste (42%) e Sudeste e Sul (37%).<\/p>\n<p><strong>Volume de d\u00edvidas<\/strong><\/p>\n<p>Apesar da estabilidade, o volume de d\u00edvidas \u2013 ou seja, a soma dos valores de todos os empr\u00e9stimos contra\u00eddos por pessoas de 18 a 95 anos analisados pelo SPC \u2013 em novembro apresentou queda de 3,79% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado e de 0,14% em compara\u00e7\u00e3o com outubro.<\/p>\n<p>No com\u00e9rcio, a redu\u00e7\u00e3o foi mais acentuada: 6,44%. J\u00e1 nos bancos (2,55%) e no setor de \u00e1gua e luz (1,43%) o \u00edndice foi abaixo da m\u00e9dia. O \u00fanico segmento em que houve amplia\u00e7\u00e3o do volume de d\u00edvidas foi o de comunica\u00e7\u00e3o (4%).<\/p>\n<p><strong>Recupera\u00e7\u00e3o lenta<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do SPC, no \u00faltimo ano houve um processo de diminui\u00e7\u00e3o da tomada de empr\u00e9stimos a partir da crise, com os consumidores evitando fazer uso desse recurso e as institui\u00e7\u00f5es concedentes (como bancos e financeiras) aumentando o custo e as garantias.<\/p>\n<p>Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC, como h\u00e1 diversos casos em que uma pessoa contrai mais de uma d\u00edvida, com os sinais pequenos de recupera\u00e7\u00e3o da economia parte delas est\u00e1 conseguindo pagar uma ou outra d\u00edvida, o que gera a redu\u00e7\u00e3o do volume mas n\u00e3o consegue sair da condi\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cA gente deve ver uma melhora nesse n\u00famero uma vez que tenha recupera\u00e7\u00e3o mais s\u00f3lida na economia, mas a melhora ainda \u00e9 muito pequena. A absor\u00e7\u00e3o de 13 milh\u00f5es de desempregados pelo mercado demora bastante. Mas mesmo que o emprego tivesse melhorado, a recupera\u00e7\u00e3o lenta existe porque a gente vai ter uma primeira rodada de contrata\u00e7\u00f5es com o sal\u00e1rio menor. Com a gera\u00e7\u00e3o de postos informais, essa modalidade n\u00e3o tem todos os benef\u00edcios e isso faz com que haja uma demora na redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia\u201d, explicou a economista do SPC.<\/p>\n<p><strong>Juros reais<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Sonia Amaro, advogada do Instituto Proteste \u2013 associa\u00e7\u00e3o de defesa do consumidor que acompanha os \u00edndices de inadimpl\u00eancia e faz campanhas sobre o tema -, um dos problemas que encarece o cr\u00e9dito e mant\u00e9m muitas pessoas com nome negativado \u00e9 o n\u00edvel alto de juros reais no cart\u00e3o de cr\u00e9dito e em outras modalidades, como o cheque especial.<\/p>\n<p>\u201cExiste uma taxa de juros praticada alt\u00edssima, se comparada com outros pa\u00edses. Isso \u00e9 resultado da pol\u00edtica monet\u00e1ria. Embora a taxa Selic [definida pelo Banco Central e que serve de refer\u00eancia para outras taxas] tenha ca\u00eddo, na pr\u00e1tica os juros reais s\u00e3o t\u00e3o altos que o impacto n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o significativo\u201d, explicou a advogada.<\/p>\n<p>Em novembro de 2016, o instituto divulgou estudo que aponta o Brasil com os maiores \u00edndices no cart\u00e3o de cr\u00e9dito entre uma amostra de pa\u00edses latino-americanos. Em setembro daquele ano, os juros m\u00e9dios ao ano estavam em 436%, contra 43,7% no Peru, 43% na Argentina e 30% na Col\u00f4mbia. Em outubro deste ano, o \u00edndice ficou em 397% no cart\u00e3o e em 317% no cheque especial.<\/p>\n<p>\u201cO governo, no in\u00edcio desse ano, alterou as regras do rotativo do cart\u00e3o, mas na pr\u00e1tica ela ainda continua sendo muito prejudicial para o consumidor. Se a pessoa entrar nesse no rotativo pega uma d\u00edvida que n\u00e3o vai conseguir sair\u201d, alertou Amaro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de devedores no Brasil ficou est\u00e1vel em novembro em rela\u00e7\u00e3o a outubro, com uma varia\u00e7\u00e3o de 0,15%. Em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas do ano anterior, a altera\u00e7\u00e3o foi maior, de 0,23%. Os dados s\u00e3o do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). 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