{"id":14567,"date":"2018-03-05T16:48:01","date_gmt":"2018-03-05T20:48:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=14567"},"modified":"2018-03-15T14:07:42","modified_gmt":"2018-03-15T18:07:42","slug":"cni-recomenda-desburocratizacao-educacao-e-pesquisa-para-industria-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/cni-recomenda-desburocratizacao-educacao-e-pesquisa-para-industria-crescer\/","title":{"rendered":"CNI recomenda desburocratiza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e pesquisa para ind\u00fastria crescer"},"content":{"rendered":"<p>O equil\u00edbrio fiscal, a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria e da burocracia e o investimento em educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais caminhos para a ind\u00fastria brasileira crescer de forma sustent\u00e1vel nos pr\u00f3ximos anos. As conclus\u00f5es constam do relat\u00f3rio da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), que apresenta hoje (5) sugest\u00f5es para os candidatos \u00e0s pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es presidenciais.<\/p>\n<figure class=\"teaser\">\n<p><div style=\"width: 590px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"media-image attr__typeof__foaf:Image img__fid__115443 img__view_mode__teaser attr__format__teaser\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/sede_suzano_celulose_mucuri_ba_03-850x567.jpg\" alt=\"Amanda Oliveira\/GovBA\" width=\"580\" height=\"388\" \/><p class=\"wp-caption-text\">CNI recomenda desburocratiza\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o e pesquisa para ind\u00fastria crescer nos pr\u00f3ximos anos (Foto: Amanda Oliveira\/GovBA)<\/p><\/div><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>Elaborado com base em sugest\u00f5es de empres\u00e1rios, o Mapa Estrat\u00e9gico da Ind\u00fastria 2018\u20132022 pretende apresentar uma agenda para o pr\u00f3ximo governo, que ser\u00e1 eleito em outubro. O documento listou 11 fatores-chave para aumentar a competitividade e promover o crescimento sustentado da economia nos pr\u00f3ximos quatro anos.<\/p>\n<p>De acordo com a CNI, se as a\u00e7\u00f5es forem implementadas, o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) brasileiro pode crescer, em m\u00e9dia, 4% ao ano a partir de 2023. O PIB per capita aumentaria 3,5% ao ano em m\u00e9dia, caso a popula\u00e7\u00e3o cres\u00e7a 0,5% ao ano. Nas proje\u00e7\u00f5es da entidade, a renda m\u00e9dia do brasileiro dobraria em 24 anos e passaria de cerca de US$ 14 mil em 2016 para US$ 30 mil em 2040.<\/p>\n<p><strong>Eixos<\/strong><\/p>\n<p>Esses fatores se concentram em dois eixos, segundo a CNI. O primeiro consiste na supera\u00e7\u00e3o de gargalos que encarecem a produ\u00e7\u00e3o e impactam a produtividade. O segundo eixo \u00e9 representado por medidas que desenvolvem compet\u00eancias para aumentar a competitividade, como os investimentos em inova\u00e7\u00e3o, na Ind\u00fastria 4.0 (que usa a internet direta entre objetos e a intelig\u00eancia artificial para aumentar a automa\u00e7\u00e3o) e na economia de baixo carbono.<\/p>\n<p><strong>Ambiente de neg\u00f3cios<\/strong><\/p>\n<p>As tr\u00eas primeiras a\u00e7\u00f5es consistem na melhoria do ambiente de neg\u00f3cios, definidos como fatores externos \u00e0s empresas, relativos ao Estado, mas com impacto nas decis\u00f5es empresariais. O primeiro passo \u00e9 o refor\u00e7o da seguran\u00e7a jur\u00eddica. De acordo com a CNI, as leis precisam ser claras, est\u00e1veis e com aplica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca para assegurar o cumprimento dos contratos.<\/p>\n<p>A segunda etapa consiste na estabilidade macroecon\u00f4mica, por meio do reequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas que melhore a confian\u00e7a nos investimentos. A entidade defende a manuten\u00e7\u00e3o do teto de gastos federais e a aprova\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia. Em terceiro lugar, a CNI defende a melhoria da gest\u00e3o do Estado, por meio da desburocratiza\u00e7\u00e3o, do controle de gastos, do aumento da transpar\u00eancia e do combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Fatores de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a reformula\u00e7\u00e3o do Estado, a CNI considera necess\u00e1ria a melhoria dos fatores de produ\u00e7\u00e3o \u2013 capital, recursos naturais e trabalho qualificado. Apesar de diretamente ligados \u00e0s empresas, esses fatores dependem do governo, que prov\u00ea e regulamenta a oferta e o uso dos recursos. Nesse grupo de a\u00e7\u00f5es, a entidade defende a melhoria da educa\u00e7\u00e3o em todos os n\u00edveis, a amplia\u00e7\u00e3o do acesso das empresas ao financiamento \u2013 tanto dos bancos privados e como por meio do desenvolvimento de novos mecanismos dentro do mercado financeiro.<\/p>\n<p>A CNI defende a amplia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para micro e pequenas empresas, para exporta\u00e7\u00f5es e inova\u00e7\u00f5es. Em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente, a entidade estipulou como metas o aumento em 10% da produtividade da ind\u00fastria no uso de energia, o aumento da reciclagem de pl\u00e1sticos, a melhoria na gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e a amplia\u00e7\u00e3o do uso econ\u00f4mico e sustent\u00e1vel da biodiversidade.<\/p>\n<p>O governo regulamentaria os instrumentos econ\u00f4micos da Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos, a recupera\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos e a cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua, incluindo mecanismo de aplica\u00e7\u00e3o reembols\u00e1vel de arrecada\u00e7\u00e3o. As mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o teriam como objetivo oferecer incentivos aos empres\u00e1rios com boas pr\u00e1ticas ambientais.<\/p>\n<p><strong>Custos de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O terceiro grupo de medidas, apontou a CNI, consiste na melhoria do ambiente de neg\u00f3cios por meio da redu\u00e7\u00e3o de custos de produ\u00e7\u00e3o. A entidade defende uma reforma tribut\u00e1ria que simplifique a cobran\u00e7a e reduza o peso dos impostos na economia. Entre as sugest\u00f5es, est\u00e3o a redu\u00e7\u00e3o, de oito para dois, do n\u00famero de tributos sobre a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os, desonerar os investimentos e eliminar a tributa\u00e7\u00e3o em cascata (quando um tributo incide sobre todas as etapas da cadeia produtiva, encarecendo o produto final).<\/p>\n<p>Mesmo considerando como avan\u00e7o a reforma trabalhista aprovada no ano passado, a CNI defende medidas adicionais de flexibiliza\u00e7\u00e3o do emprego, como a redu\u00e7\u00e3o de encargos trabalhistas e a elimina\u00e7\u00e3o de \u201clacunas\u201d na legisla\u00e7\u00e3o atual que, na vis\u00e3o da ind\u00fastria, trazem inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Em troca, a entidade apoia o aperfei\u00e7oamento dos benef\u00edcios sociais e trabalhistas e dos sistemas de cotas para menor deficiente e menor aprendiz para melhorar a seguran\u00e7a econ\u00f4mico-financeira do trabalhador.<\/p>\n<p><strong>Outras reivindica\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A CNI reivindica a amplia\u00e7\u00e3o e a melhoria da infraestrutura do pa\u00eds, para eliminar a perda de competitividade. A recupera\u00e7\u00e3o, segundo a entidade, pode ser acelerada com qualidade regulat\u00f3ria e amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o privada nos investimentos e na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. Os empres\u00e1rios tamb\u00e9m pedem uma pol\u00edtica industrial consistente e integrada, que estimule a inova\u00e7\u00e3o e as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por fim, o relat\u00f3rio destaca medidas que dependem exclusivamente das pr\u00f3prias empresas, como a melhoria da gest\u00e3o empresarial, a intensifica\u00e7\u00e3o das atividades de inova\u00e7\u00e3o e a maior integra\u00e7\u00e3o com a cadeia internacional de produ\u00e7\u00e3o. Entre as metas, est\u00e3o a eleva\u00e7\u00e3o da nota do Brasil em qualidade da gest\u00e3o de 5,3 para 7,5, a mudan\u00e7a da taxa de inova\u00e7\u00e3o de 36,4% para 45%, o aumento do n\u00famero de empresas que qualificam os trabalhadores e a eleva\u00e7\u00e3o da quantidade de empresas industriais que atuam no com\u00e9rcio exterior, de 13.057 para 15 mil.<\/p>\n<p><strong>Urg\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a entidade, as medidas para reformular a economia brasileira s\u00e3o necess\u00e1rias e urgentes. O relat\u00f3rio citou dados do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial (grupo de empres\u00e1rios e l\u00edderes pol\u00edticos que se re\u00fane todos os anos na Su\u00ed\u00e7a) segundo os quais o Brasil caiu da 48\u00aa posi\u00e7\u00e3o em 2013 para o 80\u00ba lugar em 2017 no ranking global de competitividade. Um estudo da pr\u00f3pria CNI mostra que, de 2006 a 2016, a produtividade brasileira cresceu apenas 5,5%, contra 11,2% na Argentina e 16,2% nos Estados Unidos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O equil\u00edbrio fiscal, a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria e da burocracia e o investimento em educa\u00e7\u00e3o, pesquisa e inova\u00e7\u00e3o s\u00e3o os principais caminhos para a ind\u00fastria brasileira crescer de forma sustent\u00e1vel nos pr\u00f3ximos anos. 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