{"id":14814,"date":"2018-03-12T11:41:23","date_gmt":"2018-03-12T15:41:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=14814"},"modified":"2018-03-15T14:04:17","modified_gmt":"2018-03-15T18:04:17","slug":"escola-do-sesi-de-corumba-envia-equipe-a-feira-nacional-para-apresentar-bengala-eletronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/escola-do-sesi-de-corumba-envia-equipe-a-feira-nacional-para-apresentar-bengala-eletronica\/","title":{"rendered":"Escola do Sesi de Corumb\u00e1 envia equipe \u00e0 feira nacional para apresentar bengala eletr\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p>Dois alunos da Escola do Sesi de Corumb\u00e1 embarcaram, neste domingo (11\/03), de Campo Grande (MS) para S\u00e3o Paulo (SP), onde v\u00e3o participar da 16\u00aa Febrace (Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia), que ser\u00e1 promovida pela USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) de 12 a 16 de mar\u00e7o. Na capital paulista, eles apresentar\u00e3o o projeto \u201cOlho de Agamotto\u201d, uma bengala eletr\u00f4nica desenvolvida para guiar deficientes visuais com o aux\u00edlio de sensores e georreferenciadores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo a professora articuladora da Escola do Sesi de Corumb\u00e1, Marcelly Tavares, que acompanha os dois alunos \u00e0 feira nacional, \u00e9 muito gratificante ver o avan\u00e7o desse projeto, que come\u00e7ou em 2014 e s\u00f3 tem evolu\u00eddo nos \u00faltimos anos. \u201cPrimeiro os alunos participaram da Feira em Corumb\u00e1, quando foram classificados para a etapa regional e agora para fase nacional. \u00c9 algo que vem ganhando uma propor\u00e7\u00e3o muito grande\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela refere-se ao fato de o \u201cOlho de Agamotto\u201d j\u00e1 ter sido eleito o melhor projeto multidisciplinar da edi\u00e7\u00e3o 2017 da Fecipan (Feira de Ci\u00eancia e Tecnologia do Pantanal) e tamb\u00e9m ter conquistado o 1\u00ba lugar na \u00e1rea de Engenharia da 4\u00aa FetecMS (Feira de Tecnologia, Engenharias e Ci\u00eancias de Mato Grosso do Sul).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A feira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Febrace, Marcelly Tavares destaca que \u00e9 uma oportunidade \u00fanica. \u201cN\u00e3o s\u00f3 para os alunos, mas para mim tamb\u00e9m como professora porque o aprendizado que iremos adquirir nessa feira com certeza ser\u00e1 muito grande e muito valioso. Essa viagem tamb\u00e9m serve de est\u00edmulo para os demais alunos que ficaram em Corumb\u00e1, para que se dediquem a projetos inovadores\u201d, completou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a aluna Kianny Climaco Guerreiro, da 3\u00aa s\u00e9rie do Ensino M\u00e9dio, trabalhar com o \u201cOlho de Agamotto\u201d foi bastante inspirador. \u201cNunca me interessei muito por essa \u00e1rea tecnol\u00f3gica e foi uma surpresa ter sido convidada para participar, mas depois, conhecendo a ideia, me encantei demais. Estou muito animada para participar da Febrace e acho que nunca teria uma oportunidade como essas se n\u00e3o fosse pela Escola do Sesi\u201d, declarou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 o aluno Paulo Henrique Almeida da Silva, da 1\u00aa s\u00e9rie do Ensino M\u00e9dio, ressaltou que essa \u00e9 a primeira vez que participa de um evento nacional. \u201cEstou muito ansioso porque minha primeira viagem para fora do Estado \u00e9 justamente para participar de uma das maiores feiras de Ci\u00eancia e Engenharia e ainda promovida pela USP. N\u00e3o poderia estar feliz com essa oportunidade, que com certeza me trar\u00e1 muita experi\u00eancia\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O projeto<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para um deficiente visual, caminhar por espa\u00e7os p\u00fablicos pode ser algo inimagin\u00e1vel. Em um exerc\u00edcio de equil\u00edbrio e concentra\u00e7\u00e3o, seguem guiados pelo piso t\u00e1til, que os leva, na teoria, a desviar de obst\u00e1culos, e atravessam as ruas, orientados por equipamentos sonoros instalados nos sem\u00e1foros. Mas, e quando a acessibilidade acaba? Foi pensando em proporcionar um ambiente mais inclusivo para os deficientes visuais que alunos da Escola do Sesi de Corumb\u00e1 desenvolveram um sistema batizado de \u201cOlho de Agamotto\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Usando conceitos das aulas de rob\u00f3tica, disciplina que integra a grade curricular das escolas do Sesi, os alunos usaram o modelo Lego \u201cEV3\u201d para construir o \u201cOlho de Agamotto\u201d. O nome do dispositivo foi baseado no amuleto que o personagem das HQs (Hist\u00f3rias em Quadrinhos) do Grupo Marvel, \u201cDr. Estranho\u201d, carrega no pesco\u00e7o e \u00e9 inspirado no mundo real em \u201cO Olho que Tudo V\u00ea\u201d, de Buda, nome dado a Siddhartha Gautama, l\u00edder religioso que viveu na \u00cdndia e fundou o \u201cbudismo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na fic\u00e7\u00e3o, o \u201cOlho de Agamotto\u201d permite a quem o carrega percorrer dist\u00e2ncias e dissipar disfarces e ilus\u00f5es, enquanto no caso do prot\u00f3tipo desenvolvido pelos alunos do Sesi ele conta com um sistema de GPS integrado e sensores programados para indicar os comandos sonoros que ser\u00e3o transmitidos para o deficiente visual. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um pacote de internet m\u00f3vel para a programa\u00e7\u00e3o funcionar, sendo que s\u00e3o sat\u00e9lites de GPS que oferecem para o receptor do Olho de Agamotto a sua posi\u00e7\u00e3o e destino final.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Interc\u00e2mbio educacional<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No s\u00e1bado (10\/03), os dois alunos da Escola do Sesi de Corumb\u00e1 reuniram-se com alunos da Escola do Sesi de Campo Grande para um interc\u00e2mbio educacional. Os alunos de Corumb\u00e1 apresentaram o \u201cOlho de Agamotto\u201d, que tem rela\u00e7\u00e3o com o projeto ainda em elabora\u00e7\u00e3o pelos colegas do 8\u00ba ano do Ensino Fundamental da unidade da Capital e cujo o objetivo \u00e9 explicar o Universo para um deficiente visual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse projeto, os alunos de Campo Grande ter\u00e3o vivencias com deficientes visuais e, ao t\u00e9rmino dessa etapa, v\u00e3o elaborar uma sala ambiente para deficientes visuais ou n\u00e3o vivenciarem o Universo sem precisar olhar. \u201cO encontro entre os alunos das duas escolas foi \u00f3timo para fomentar a pesquisa e a experimenta\u00e7\u00e3o. O desafio proposto pelo professor Diego Silva dos Santos instigou os alunos a libertarem a curiosidade e perguntarem tudo o que queriam aos colegas de Corumb\u00e1\u201d, destacou o diretor da Escola do Sesi de Campo Grande, Murilo Augusto de Oliveira J\u00fanior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele refor\u00e7a que agora os alunos da Capital est\u00e3o prontos para montar um prot\u00f3tipo do projeto. \u201cPresenciamos mais um passo importante desse projeto rumo \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Explica\u00e7\u00e3o do Universo para o Deficiente Visual\u201d, assegurou. \u201cVejo que estamos caminhando para uma integra\u00e7\u00e3o escolar cada dia mais forte e essa experi\u00eancia trar\u00e1 frutos inimagin\u00e1veis, pois \u00e9 percept\u00edvel o tamanho do avan\u00e7o que os alunos obtiveram com um momento t\u00e3o simples, por\u00e9m carregado de conhecimento e troca\u201d, completou o coordenador pedag\u00f3gico e educacional da Escola do Sesi de Corumb\u00e1, Marcel Giordano Jeffery.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Repercuss\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A coordenador pedag\u00f3gica e educacional da Escola do Sesi de Campo Grande, M\u00e1rcia Emiko Kondo Yamazaki, ressalta que momentos como esse s\u00e3o \u00fanicos n\u00e3o somente para a forma\u00e7\u00e3o educacional dos alunos, mas tamb\u00e9m para seu conhecimento de vida. \u201cEst\u00e1 viv\u00eancia faz com que os alunos ampliem seus horizontes e possam dar o pontap\u00e9 inicial para o nosso projeto, trazendo-o para o concreto e real\u201d, disse.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a estudante J\u00falia Gomes de Luna Ferreira, aluna do 8\u00ba ano da Escola do Sesi de Campo Grande, o interc\u00e2mbio foi muito ilustrativo. \u201cHoje o pessoal de Corumb\u00e1 veio para compartilhar o seu projeto Olho de Agamotto. O que mais me chamou a aten\u00e7\u00e3o foi que em uma aula eles conseguiram criar um rob\u00f4 que pode auxiliar pessoas com defici\u00eancia visual e n\u00f3s podemos aproveitar essa ideia para o nosso projeto de explicar o Universo para o deficiente visual\u201d, comparou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 a estudante Kianny Climaco Guerreiro, aluna da 3\u00aa s\u00e9rie da Escola do Sesi de Corumb\u00e1, a troca de experi\u00eancias \u00e9 sempre bem-vinda. \u201cFoi muito gratificante receber o reconhecimento e apoio dos alunos de Campo Grande, bem como ver o esfor\u00e7o e interesse deles pelo nosso projeto. Isso nos motiva a persistir com o nosso sonho de chegar a etapa final. Espero vir mais vezes para Campo Grande\u201d, finalizou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois alunos da Escola do Sesi de Corumb\u00e1 embarcaram, neste domingo (11\/03), de Campo Grande (MS) para S\u00e3o Paulo (SP), onde v\u00e3o participar da 16\u00aa Febrace (Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia), que ser\u00e1 promovida pela USP (Universidade de S\u00e3o Paulo) de 12 a 16 de mar\u00e7o. 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