{"id":15155,"date":"2018-03-21T09:13:52","date_gmt":"2018-03-21T13:13:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=15155"},"modified":"2018-03-21T09:20:55","modified_gmt":"2018-03-21T13:20:55","slug":"numero-de-medicos-cresce-mais-de-600-em-5-decadas-ma-distribuicao-persiste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/numero-de-medicos-cresce-mais-de-600-em-5-decadas-ma-distribuicao-persiste\/","title":{"rendered":"N\u00famero de m\u00e9dicos cresce mais de 600% em 5 d\u00e9cadas; m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o persiste"},"content":{"rendered":"<p>Em pouco menos de cinco d\u00e9cadas, o total de m\u00e9dicos no pa\u00eds aumentou 665%, enquanto a popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu, no mesmo per\u00edodo, 119%. Apesar do salto na quantidade de profissionais, a maioria deles permanece atuando em capitais e grandes centros urbanos, cen\u00e1rio que compromete o atendimento em munic\u00edpios do interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da pesquisa Demografia M\u00e9dica 2018, feita pela Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo com o patroc\u00ednio do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Regional de Medicina de S\u00e3o Paulo. O levantamento conta ainda com informa\u00e7\u00f5es de bancos de dados da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira e da Comiss\u00e3o Nacional de Resid\u00eancia M\u00e9dica.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo, em janeiro deste ano, o Brasil registrou um total de 452.801 m\u00e9dicos \u2013 uma m\u00e9dia de 2,18 profissionais para cada grupo de mil habitantes. O Sudeste \u00e9 a regi\u00e3o brasileira com maior densidade m\u00e9dica (2,81 profissionais para cada grupo de mil habitantes), contra 1,16 no Norte e 1,41 no Nordeste.<\/p>\n<p>Dados do levantamento demonstram que somente o estado de S\u00e3o Paulo concentra 28% do total de m\u00e9dicos no pa\u00eds. O Distrito Federal, por sua vez, \u00e9 a unidade federativa com a m\u00e9dia mais alta (4,35), seguido pelo Rio de Janeiro (3,55). J\u00e1 o Maranh\u00e3o mant\u00e9m a menor densidade demogr\u00e1fica (0,87), seguido pelo Par\u00e1 (0,97).<\/p>\n<p><strong>Desigualdade marca distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>Apesar de a m\u00e9dia nacional ter se fixado em 2,18 m\u00e9dicos para cada grupo de mil habitantes, a pesquisa mostra que esse mesmo indicador difere muito de uma regi\u00e3o para outra. Apenas no Sudeste, onde moram 41% dos brasileiros, est\u00e3o concentrados 54% dos m\u00e9dicos. J\u00e1 o Norte, onde vive 8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, responde por 4% dos profissionais em atua\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio, as capitais brasileiras chegam a registrar at\u00e9 quatro vezes mais m\u00e9dicos que munic\u00edpios do interior. Juntas, as 27 capitais do pa\u00eds re\u00fanem 23% da popula\u00e7\u00e3o brasileira e 55% desses profissionais. A raz\u00e3o nas capitais \u00e9 de 5,07 m\u00e9dicos para cada grupo de mil habitantes, contra um \u00edndice de apenas 1,28 identificado no interior do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, Lincoln Ferreira, o aumento do n\u00famero de m\u00e9dicos e a m\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com o que a abertura de novas escolas e cursos de medicina e com o que ele chama de pol\u00edtica de transbordamento. \u201cA vida profissional de um m\u00e9dico \u00e9 longa. Formar m\u00e9dicos custa muito, mas formar mal custa muito mais caro\u201d, disse.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital, avaliou que uma boa distribui\u00e7\u00e3o de profissionais depende de est\u00edmulo, vontade pol\u00edtica e investimento adequado. Ele voltou a cobrar, entre outras medidas, a implementa\u00e7\u00e3o de uma carreira de Estado para m\u00e9dicos, al\u00e9m de forma\u00e7\u00e3o adequada de profissionais. \u201cOs desafios est\u00e3o postos\u201d, disse. \u201cO cuidado de um ser humano vai muito al\u00e9m da t\u00e9cnica\u201d, completou.<\/p>\n<p><strong>Mais mulheres e jovens<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa aponta que o crescimento no n\u00famero de m\u00e9dicos vem acompanhado de uma mudan\u00e7a no perfil dos profissionais no que diz respeito \u00e0 idade e ao g\u00eanero, com destaque para o que o relat\u00f3rio chama de feminiza\u00e7\u00e3o e juveniza\u00e7\u00e3o da categoria.<\/p>\n<p>Os dados mostram que a participa\u00e7\u00e3o da mulher no contingente de m\u00e9dicos brasileiros \u00e9 cada vez mais significativa. Atualmente, os homens ainda s\u00e3o maioria entre os profissionais, representando 54,4% do total, enquanto as mulheres somam 45,6%. O sexo feminino j\u00e1 predomina, por exemplo, entre m\u00e9dicos mais jovens, sendo 57,4% no grupo at\u00e9 29 anos e 53,7% na faixa et\u00e1ria de 30 a 34 anos.<\/p>\n<p>Outra constata\u00e7\u00e3o citada pelo levantamento \u00e9 que a m\u00e9dia de idade do conjunto de profissionais em atividade no Brasil tem ca\u00eddo ao longo dos anos. Atualmente, o \u00edndice \u00e9 de 45,4 anos, resultado do aumento da entrada de novos m\u00e9dicos no mercado em raz\u00e3o da abertura de mais cursos de medicina. A m\u00e9dia de idade entre os homens \u00e9 de 47,6 anos e, entre as mulheres, de 42,8 anos.<\/p>\n<p><strong>Especialidades<\/strong><\/p>\n<p>Quatro especialidades m\u00e9dicas representam 38,4% de todos os m\u00e9dicos titulados no pa\u00eds. Cl\u00ednica m\u00e9dica aparece em primeiro lugar, com 42.728 titulados ou 11,2% do total, seguida por pediatria, com 39.234 titulados e 10,3% do total; cirurgia geral, com 34.065 titulados e 8,9% do total; e ginecologia e obstetr\u00edcia, com 30.415 titulados e 8% do total.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia de especialidades com mais n\u00famero de t\u00edtulos est\u00e3o anestesiologista (6%); medicina do trabalho (4,2%); ortopedia e traumatologia (4,1%); cardiologia (4,1%); oftalmologia (3,6%); e radiologia e disgn\u00f3stico por imagem (3,2%). Essas seis especialidades, somadas \u00e0 quatro listadas anteriormente, representam 63,6% de todos os t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Na outra ponta, oito especialidades t\u00eam menos de mil titulados cada, sendo gen\u00e9tica m\u00e9dica a \u00e1rea com menor n\u00famero: 305 especialistas e 0,1% do total. As demais s\u00e3o radioterapia; cirurgia da m\u00e3o; medicina legal e per\u00edcia m\u00e9dica; medicina esportiva; medicina f\u00edsica e reabilita\u00e7\u00e3o; e medicina nuclear, todas com 0,2% do total de titulados; al\u00e9m de cirurgia tor\u00e1cica, com 0,3%.<\/p>\n<p>Um total de 59 \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o reconhecidas no pa\u00eds e que s\u00e3o derivadas, relacionadas ou ligadas \u00e0s especialidades em quest\u00e3o n\u00e3o fizeram parte do levantamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pouco menos de cinco d\u00e9cadas, o total de m\u00e9dicos no pa\u00eds aumentou 665%, enquanto a popula\u00e7\u00e3o brasileira cresceu, no mesmo per\u00edodo, 119%. Apesar do salto na quantidade de profissionais, a maioria deles permanece atuando em capitais e grandes centros urbanos, cen\u00e1rio que compromete o atendimento em munic\u00edpios do interior do pa\u00eds. Os dados fazem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-15155","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15155","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15155"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15155\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15156,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15155\/revisions\/15156"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}