{"id":15559,"date":"2018-03-28T14:33:43","date_gmt":"2018-03-28T18:33:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=15559"},"modified":"2018-03-28T12:37:16","modified_gmt":"2018-03-28T16:37:16","slug":"contas-publicas-ficam-negativas-em-r-174-bilhoes-em-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/contas-publicas-ficam-negativas-em-r-174-bilhoes-em-fevereiro\/","title":{"rendered":"Contas p\u00fablicas ficam negativas em R$ 17,4 bilh\u00f5es em fevereiro"},"content":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas contas p\u00fablicas em fevereiro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (28) em Bras\u00edlia. O\u00a0<em>d\u00e9ficit\u00a0<\/em>prim\u00e1rio \u2013 receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros \u2013 ficou em R$ 17,414 bilh\u00f5es, o melhor resultado para o m\u00eas desde 2015, quando foi registrado saldo negativo de R$ 2,3 bilh\u00f5es. No mesmo m\u00eas de 2017, o resultado negativo ficou em R$ 23,468 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>O d\u00e9ficit prim\u00e1rio, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, ficou em R$ 17,414 bilh\u00f5es, o melhor resultado para o m\u00eas desde 2015, quando foi registrado saldo negativo de R$ 2,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Em fevereiro deste ano, o Governo Central (Previd\u00eancia, Banco Central e Tesouro Nacional) apresentou\u00a0<em>d\u00e9ficit\u00a0<\/em>prim\u00e1rio de R$ 19,005 bilh\u00f5es. Os governos estaduais tiveram\u00a0<em>super\u00e1vit<\/em>prim\u00e1rio de R$ 1,224 bilh\u00e3o, e os municipais, saldo positivo de R$ 806 milh\u00f5es. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, exclu\u00eddas as empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram\u00a0<em>d\u00e9ficit\u00a0<\/em>prim\u00e1rio de R$ 438 milh\u00f5es no m\u00eas passado.<\/p>\n<p>No primeiro bimestre, por influ\u00eancia do\u00a0<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2018-02\/setor-publico-tem-superavit-primario-recorde-de-r-469-bilhoes-em-janeiro\">resultado positivo recorde de janeiro\u00a0<\/a>(R$ 46,94 bilh\u00f5es), houve\u00a0<em>super\u00e1vit\u00a0<\/em>prim\u00e1rio de R$ 29,527 bilh\u00f5es, contra o resultado tamb\u00e9m positivo de R$ 13,244 bilh\u00f5es em igual per\u00edodo de 2017. Em 12 meses encerrados em fevereiro, as contas p\u00fablicas est\u00e3o com saldo negativo de R$ 94,3 bilh\u00f5es, o que corresponde a 1,43% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds. A meta para o setor p\u00fablico consolidado \u00e9 de um d\u00e9ficit de R$ 161,3 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n<p>O chefe do Departamento Econ\u00f4mico do BC, Fernando Rocha, afirmou que houve melhora nos resultados fiscais de fevereiro, devido ao processo de recupera\u00e7\u00e3o da economia, que leva a aumento da arrecada\u00e7\u00e3o. Entretanto, ele destacou que, para reduzir o endividamento p\u00fablico, o pa\u00eds precisa voltar a resultados positivos nas contas p\u00fablicas. \u201cOs resultados fiscais de fevereiro mostram uma melhora, mas ainda teremos um novo ano de\u00a0<em>d\u00e9ficit\u00a0<\/em>prim\u00e1rio\u201d, disse.<\/p>\n<p>Com infla\u00e7\u00e3o e taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, menores, os gastos com juros se reduziram. Em fevereiro, ficaram em R$ 28,393 bilh\u00f5es, contra R$ 30,776 bilh\u00f5es no mesmo m\u00eas de 2017. No primeiro bimestre, essas despesas chegaram a R$ 56,707 bilh\u00f5es, contra R$ 67,189 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo de 2017. Em 12 meses encerrados em fevereiro, os gastos com juros somaram R$ 390,344 bilh\u00f5es, o que corresponde a 5,91% do PIB.<\/p>\n<p>O\u00a0<em>d\u00e9ficit\u00a0<\/em>nominal, formado pelo resultado prim\u00e1rio e os resultados dos juros, atingiu R$ 45,806 bilh\u00f5es no m\u00eas passado ante R$ 54,244 bilh\u00f5es de fevereiro de 2017. De janeiro a fevereiro, o resultado negativo ficou em R$ 27,180 bilh\u00f5es, ante R$ 53,944 bilh\u00f5es de igual per\u00edodo do ano passado. Em 12 meses encerrados em fevereiro, o\u00a0<em>d\u00e9ficit\u00a0<\/em>nominal ficou em R$ 484,644 bilh\u00f5es, o que corresponde a 7,34% do PIB.<\/p>\n<p><strong>D\u00edvida p\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p>A d\u00edvida l\u00edquida do setor p\u00fablico (balan\u00e7o entre o total de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 3,431 trilh\u00f5es em fevereiro, o que corresponde 52% do PIB, com aumento de 0,2 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o a janeiro.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta \u2013 que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais \u2013 chegou a R$ 4,957 trilh\u00f5es ou 75,1% do PIB, contra 74,5% registrados em janeiro.<\/p>\n<p>Neste m\u00eas, o BC informou que n\u00e3o vai mais divulgar as proje\u00e7\u00f5es para o endividamento p\u00fablico. Segundo o BC, a mudan\u00e7a ocorreu porque as proje\u00e7\u00f5es geraram \u201cru\u00eddos\u201d devido ao uso de estimativas de mercado para indicadores (resultado prim\u00e1rio, infla\u00e7\u00e3o e c\u00e2mbio, por exemplo) como par\u00e2metros para produzir a estimativa de d\u00edvida. Para o BC, as estimativas eram interpretadas como da autarquia, mas na verdade eram \u201cexerc\u00edcios mec\u00e2nicos\u201d elaborados com base em par\u00e2metros de mercado. O BC acrescentou que ampliou as estat\u00edsticas divulgadas pelo BC para \u201campliar a capacidade dos usu\u00e1rios em realizar simula\u00e7\u00f5es e proje\u00e7\u00f5es sobre o endividamento p\u00fablico\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor p\u00fablico consolidado, formado pela Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios, registrou saldo negativo nas contas p\u00fablicas em fevereiro, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (28) em Bras\u00edlia. 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