{"id":16368,"date":"2018-04-20T09:10:26","date_gmt":"2018-04-20T13:10:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=16368"},"modified":"2018-04-20T08:17:55","modified_gmt":"2018-04-20T12:17:55","slug":"em-tres-meses-exportacao-de-industrializados-de-ms-ja-soma-us-8427-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/em-tres-meses-exportacao-de-industrializados-de-ms-ja-soma-us-8427-milhoes\/","title":{"rendered":"Em tr\u00eas meses, exporta\u00e7\u00e3o de industrializados de MS j\u00e1 soma US$ 842,7 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>De janeiro a mar\u00e7o deste ano a receita com as exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul j\u00e1 soma US$ 842,7 milh\u00f5es, um aumento de 22% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, quando o montante foi de US$ 691,3 milh\u00f5es, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Na compara\u00e7\u00e3o de mar\u00e7o de 2017 com mar\u00e7o deste ano, a receita com a exporta\u00e7\u00e3o de produtos industriais registrou crescimento de 17%, saindo de US$ 236,8 milh\u00f5es para US$ 276,2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O presidente da Fiems, S\u00e9rgio Longen, refor\u00e7a que, no in\u00edcio do ano, j\u00e1 era prevista a retomada do crescimento e os indicadores econ\u00f4micos come\u00e7am a demonstrar resultados satisfat\u00f3rios. \u201cA queda da infla\u00e7\u00e3o e da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, e um cen\u00e1rio internacional favor\u00e1vel fortaleceram a venda de alguns produtos industriais fabricados em Mato Grosso do Sul, tais como o min\u00e9rio de ferro, concentrado em Corumb\u00e1, e a celulose e papel, cujo grande polo nacional est\u00e1 em Tr\u00eas Lagoas. Enfim, a ind\u00fastria vem respondendo bem ao processo de recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e n\u00f3s esperamos avan\u00e7ar ainda mais\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 o secret\u00e1rio estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Produ\u00e7\u00e3o e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, acrescenta que esses n\u00fameros indicam que Mato Grosso do Sul mudou de patamar nas exporta\u00e7\u00f5es. \u201cNo ano passado, uma nova planta de celulose come\u00e7ou a operar, o que colocou esse produto de forma definitiva na pauta de exporta\u00e7\u00f5es do Estado. Al\u00e9m disso, apesar da crise, o complexo frigor\u00edfico expandiu a produ\u00e7\u00e3o e, claramente, h\u00e1 um aquecimento na demanda mundial pela carne bovina e de aves produzida no Brasil\u201d, destacou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele ainda ressalta que a minera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m recuperou seu espa\u00e7o na pauta de exporta\u00e7\u00f5es do Estado, o que ajuda em muito o munic\u00edpio de Corumb\u00e1. \u201cSa\u00edmos da exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio ferro somente para a Argentina e come\u00e7amos a exportar tamb\u00e9m para o Uruguai, isso recomp\u00f5em o nosso volume de exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio. Ou seja, em resumo, o cen\u00e1rio est\u00e1 bastante positivo para os produtos industriais de Mato Grosso do Sul\u201d, garantiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Detalhamento<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, o montante obtido no m\u00eas de mar\u00e7o \u00e9 o melhor resultado registrado para o m\u00eas em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica das exporta\u00e7\u00f5es industriais de Mato Grosso do Sul. \u201cQuanto ao volume exportado, na compara\u00e7\u00e3o mensal, tivemos aumento de 27%, enquanto na compara\u00e7\u00e3o anual registramos aumento de 29% em rela\u00e7\u00e3o a 2017. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o relativa, no m\u00eas, a ind\u00fastria respondeu por 52% de toda a receita de exporta\u00e7\u00e3o de Mato Grosso do Sul, sendo que no acumulado do ano, na mesma compara\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o ficou em 70%\u201d, analisou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda de acordo com ele, os grandes respons\u00e1veis por esse bom desempenho continuam sendo os grupos da \u201cCelulose e Papel\u201d, \u201cComplexo Frigor\u00edfico\u201d, \u201cExtrativo Mineral\u201d, \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d, \u201cA\u00e7\u00facar e Etanol\u201d e \u201cCouros e Peles\u201d, que, somados, representaram 98,2% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior. No caso do grupo \u201cCelulose e Papel\u201d, a receita no per\u00edodo avaliado foi de US$ 408,5 milh\u00f5es, crescimento de 67% comparado com a somat\u00f3ria de janeiro a mar\u00e7o de 2017, dos quais 97,3% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 398 milh\u00f5es).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os principais compradores foram a China, com US$ 198,4 milh\u00f5es, It\u00e1lia, com US$ 50,1 milh\u00f5es, Holanda, com US$ 39,1 milh\u00f5es, Estados Unidos, com US$ 26,3 milh\u00f5es, e Coreia do Sul, com US$ 15,6 milh\u00f5es. \u201cDepois de avan\u00e7arem at\u00e9 50% no ano passado, os pre\u00e7os internacionais da celulose seguem em alta em 2018, mas com ritmo mais moderado especialmente na \u00c1sia. No \u00faltimo trimestre do ano passado, a valoriza\u00e7\u00e3o chegou a US$ 90,00 por tonelada no mercado europeu e a US$ 73,00 na China\u201d, informou Ezequiel Resende.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 no grupo \u201cComplexo Frigor\u00edfico\u201d a receita conseguida na soma de janeiro a mar\u00e7o deste ano foi de US$ 250,6 milh\u00f5es, uma eleva\u00e7\u00e3o de 11% na rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, sendo que 35,8% do total alcan\u00e7ado s\u00e3o oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 89,7 milh\u00f5es. Para esse grupo, os principais compradores foram Hong Kong, com US$ 58,4 milh\u00f5es, Chile, com US$ 31,5 milh\u00f5es, Ar\u00e1bia Saudita, com US$ 17,8 milh\u00f5es, China, com US$ 16,7 milh\u00f5es, e Jap\u00e3o, com US$ 13,5 milh\u00f5es. \u201cCom o consumo dom\u00e9stico de carne bovina enfraquecido, o mercado externo continua sendo um importante canal de escoamento do produto brasileiro neste ano e, consequentemente, um fator de sustenta\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os internos da arroba do boi\u201d, ressaltou o economista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Outros grupos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O grupo \u201cExtrativo Mineral\u201d aparece em terceiro com melhor desempenho com uma receita de US$ 63,7 milh\u00f5es no per\u00edodo analisado, aumento de 47% comparado com a somat\u00f3ria de janeiro a mar\u00e7o do ano passado, sendo que 77,9% desse montante foi alcan\u00e7ado pelos min\u00e9rios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 37,3 milh\u00f5es. Nesse grupo, os principais compradores foram Argentina, com US$ 31,8 milh\u00f5es, e Uruguai, com US$ 29,3 milh\u00f5es. \u201cA China vai continuar demandando min\u00e9rio de ferro de maior qualidade para conter a polui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Esse movimento se deve a prefer\u00eancia das sider\u00fargicas chinesas por mat\u00e9ria prima mais pura, que emite menos carbono no ambiente\u201d, detalha Ezequiel Resende.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os outros grupos que tamb\u00e9m apresentaram crescimento nos tr\u00eas primeiros meses deste ano na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado foram \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d, \u201cA\u00e7\u00facar e Etanol\u201d e \u201cCouros e Peles\u201d, que tiveram altas de 370%, 76% e 41%, respectivamente. O grupo \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d obteve receita de US$ 45,1 milh\u00f5es e os principais produtos vendidos para o exterior foram farinhas e pallets, com US$ 89 milh\u00f5es, tendo como principais pa\u00edses compradores desses produtos a Tail\u00e2ndia, com US$ 22,4 milh\u00f5es, Indon\u00e9sia, com US$ 11,6 milh\u00f5es, Holanda, com US$ 5,5 milh\u00f5es, e Espanha, com US$ 3,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o brasileira de farelo de soja deve crescer 4,1% na safra 2017\/2018, no entanto, a demanda interna dever\u00e1 crescer 1,2% e as exporta\u00e7\u00f5es 13,3%. Com isso, a expectativa \u00e9 de pre\u00e7os sustentados nos pr\u00f3ximos meses e patamares maiores que os verificados em igual per\u00edodo do ano passado. Al\u00e9m da quebra da safra na Argentina, o per\u00edodo de entressafra nos Estados Unidos \u00e9 outro fator que deve sustentar as cota\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos meses\u201d, pontuou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O grupo \u201cA\u00e7\u00facar e Etanol\u201d teve receita de US$ 30,9 milh\u00f5es e os principais produtos foram outros a\u00e7\u00facares de cana, com US$ 30,6 milh\u00f5es, tendo como principais compradores a Venezuela, com US$ 9,5 milh\u00f5es, Arg\u00e9lia, com US$ 5,4 milh\u00f5es, Mal\u00e1sia, com US$ 4,4 milh\u00f5es, Canad\u00e1, com US$ 3,4 milh\u00f5es, e Nig\u00e9ria, com US$ 3 milh\u00f5es. J\u00e1 o grupo \u201cCouros e Peles\u201d obteve US$ 28,4 milh\u00f5es e os principais produtos vendidos foram outros couros e peles n\u00e3o divididos de bovinos, com US$ 15,7 milh\u00f5es, e outros couros e peles inteiros, divididos de bovinos, com US$ 5,4 milh\u00f5es, tendo como principais compradores a China (US$ 14,6 milh\u00f5es), It\u00e1lia (US$ 7,4 milh\u00f5es) e Vietn\u00e3 (US$ 1,6 milh\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De janeiro a mar\u00e7o deste ano a receita com as exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul j\u00e1 soma US$ 842,7 milh\u00f5es, um aumento de 22% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, quando o montante foi de US$ 691,3 milh\u00f5es, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. 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