{"id":19463,"date":"2018-07-03T09:24:44","date_gmt":"2018-07-03T13:24:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=19463"},"modified":"2018-07-03T09:51:57","modified_gmt":"2018-07-03T13:51:57","slug":"inaugurada-em-2014-ponte-que-caiu-em-jardim-apresenta-falhas-na-sua-execucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/inaugurada-em-2014-ponte-que-caiu-em-jardim-apresenta-falhas-na-sua-execucao\/","title":{"rendered":"Inaugurada em 2014, ponte que caiu em Jardim apresenta falhas na sua execu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A ponte de concreto sobre o rio dos Velhos constru\u00edda pelo governo anterior, que desabou parcialmente em abril deste ano, em Jardim, durante forte temporal, foi mal dimensionada e a execu\u00e7\u00e3o da base de sustenta\u00e7\u00e3o (cortinas e alas) mostra a precariedade do projeto. A estrutura foi edificada pela mesma empresa que realizou a obra da ponte sobre o rio Santo Ant\u00f4nio, em Guia Lopes da Laguna, que caiu em janeiro de 2016.<\/p>\n<p>Laudo t\u00e9cnico sobre as causas do sinistro, encomendado pela Ag\u00eancia Estadual de Gest\u00e3o de Empreendimentos (Agesul), aponta uma s\u00e9rie de falhas no projeto de execu\u00e7\u00e3o e conclui que a ponte n\u00e3o atendia os quesitos m\u00ednimos de seguran\u00e7a e estabilidade necess\u00e1rios. \u201cO afundamento da terceira linha de pilares escancara a falta de confiabilidade na execu\u00e7\u00e3o das funda\u00e7\u00f5es e fica evidenciado que o projeto n\u00e3o \u00e9 adequado para o local\u201d, cita o documento.<\/p>\n<div id=\"attachment_231993\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-231993 size-medium\" src=\"http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte4-225x300.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" srcset=\"http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte4-225x300.jpg 225w, http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte4-768x1024.jpg 768w, http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte4.jpg 960w\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Pilares foram edificados sobre um maci\u00e7o de terra arenosa.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Sustentada no barranco<\/strong><\/p>\n<p>A queda da estrutura isolou importante regi\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e de agricultura familiar de Jardim, causando preju\u00edzos no escoamento da safra de soja e transporte de estudantes para as escolas rurais. Na \u00e9poca, a Agesul implantou um desvio alternativo, pr\u00f3ximo \u00e0 ponte interditada, na localidade conhecida como \u00c1gua Amarela. O cascalhamento do trecho (alagado) garantiu o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es e \u00e9 a \u00fanica alternativa de acesso at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Conforme o parecer elaborado pela Etelo Engenharia de Estruturas, a queda da ponte inaugurada em 2014 \u00e9 consequ\u00eancia de uma s\u00e9rie de erros prim\u00e1rios. A base de sustenta\u00e7\u00e3o do lado direito, por exemplo, com uma viga de concreto apoiada em blocos com estacas, foi constru\u00edda sobre o barranco, distante da margem do rio. Foi constatado tamb\u00e9m que os pilares da mesma linha foram constru\u00eddos sobre um maci\u00e7o de terra arenosa que adentrava o rio.<\/p>\n<p>\u201cHouve um acentuado recalque nas funda\u00e7\u00f5es da terceira linha de pilares, ocasionando um afundamento da estrutura\u201d, aponta o laudo assinado pelo engenheiro Carlos Liberato Portugal. \u201cFace \u00e0s caracter\u00edsticas da vegeta\u00e7\u00e3o nas margens, a proximidade dos pilares na calha do rio aumenta significativamente a possibilidade de obstru\u00e7\u00e3o do canal pelo ac\u00famulo de vegeta\u00e7\u00e3o que roda durante as enchentes\u201d, concluiu o parecer.<\/p>\n<div id=\"attachment_231994\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-231994 size-full\" src=\"http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte3.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" srcset=\"http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte3.jpg 1280w, http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte3-300x196.jpg 300w, http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte3-768x502.jpg 768w, http:\/\/www.ms.gov.br\/wp-content\/uploads\/sites\/150\/2018\/07\/ponte3-1024x669.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"836\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em>Projeto n\u00e3o \u00e9 adequado para o local, ocasionando ac\u00famulo danoso de entulho entre os pilares.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Colapso progressivo<\/strong><\/p>\n<p>A mesma empresa de engenharia realizou a vistoria na ponte constru\u00edda pelo governo anterior sobre o rio Santo Ant\u00f4nio, na MS-382, em Guia Lopes da Laguna, que desabou em janeiro de 2016. O laudo apresenta falhas cr\u00edticas no projeto de execu\u00e7\u00e3o, desde a aus\u00eancia das armaduras de liga\u00e7\u00e3o das travessas (onde se apoiam as vigas da estrutura) com os pilares ao solapamento do aterro e consequente deslocamento da cortina (suporte de sustenta\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A Etelo concluiu que o fato de a ponte ser curta (72 metros) para a extens\u00e3o do rio acelerou o solapamento do aterro que se apoia a cortina da margem direita, ocorrendo o \u201ccolapso progressivo\u201d da estrutura. A firma construtora tentou reaterrar o local, mas a cortina j\u00e1 tinha sofrido um deslocamento horizontal. \u201cEssas falhas tornaram a ponte inst\u00e1vel para qualquer interocorr\u00eancia, como movimenta\u00e7\u00e3o de uma cortina ou de um p\u00f3rtico de apoio\u201d, apontou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ponte de concreto sobre o rio dos Velhos constru\u00edda pelo governo anterior, que desabou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19464,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-19463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19463"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19463\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19465,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19463\/revisions\/19465"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}