{"id":21699,"date":"2018-08-22T08:28:41","date_gmt":"2018-08-22T12:28:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=21699"},"modified":"2018-08-22T08:32:32","modified_gmt":"2018-08-22T12:32:32","slug":"exportacao-de-industrializados-de-ms-alcanca-us-204-bilhoes-em-sete-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/exportacao-de-industrializados-de-ms-alcanca-us-204-bilhoes-em-sete-meses\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00e3o de industrializados de MS alcan\u00e7a US$ 2,04 bilh\u00f5es em sete meses"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\">A receita com as exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul apresenta crescimento de 26% nos primeiros sete meses deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, aumentando de US$ 1,61 bilh\u00e3o para US$ 2,04 bilh\u00f5es, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Na avalia\u00e7\u00e3o do presidente da Fiems, S\u00e9rgio Longen, quando se fala em exporta\u00e7\u00f5es de industrializados, nos \u00faltimos 10 anos, a balan\u00e7a comercial do setor no Estado saiu de US$ 663,1 milh\u00f5es em 2007 para US$ 3,05 bilh\u00f5es em 2017, ou seja, um crescimento de 360%.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cIsso \u00e9 uma amostra clara do potencial de Mato Grosso do Sul no setor industrial, revelando o tamanho do campo para crescer que o Estado tem. Isso \u00e9 uma conta muito clara de que Mato Grosso do Sul vem se industrializando a passos largos. Hoje, o que n\u00f3s produzimos no Estado tem aceita\u00e7\u00e3o no mercado mundial, seja min\u00e9rio de ferro, celulose ou carnes bovina, su\u00edna e de aves\u201d, pontuou S\u00e9rgio Longen.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">O presidente da Fiems acrescenta que o Mato Grosso do Sul vem avan\u00e7ando muito positivamente nas exporta\u00e7\u00f5es, o que contribui para a consolida\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. \u201cQuando voc\u00ea pega o mapa industrial de Mato Grosso do Sul, \u00e9 poss\u00edvel verificar que diversos segmentos do setor est\u00e3o crescendo em regi\u00f5es que antes n\u00e3o t\u00ednhamos ind\u00fastrias e o reflexo disso podemos constatar no aumento das exporta\u00e7\u00f5es\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Se considerarmos apenas o m\u00eas de julho deste ano comparado com julho do ano passado, o aumento nas exporta\u00e7\u00f5es de industrializados foi de 30%, saltando de US$ 228,8 milh\u00f5es para US$ 296,7 milh\u00f5es. De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, esse foi o melhor resultado para o m\u00eas de julho dos \u00faltimos quatro anos em Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cEm rela\u00e7\u00e3o ao volume, no ano, teve aumento de 16%. Quanto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o relativa, no m\u00eas, a ind\u00fastria respondeu por 55% de toda a receita de exporta\u00e7\u00e3o de Mato Grosso do Sul, enquanto no acumulado do ano, a participa\u00e7\u00e3o ficou em 58%\u201d, destacou o economista, completando que os principais destaques ficaram por conta dos grupos \u201cCelulose e Papel\u201d, \u201cComplexo Frigor\u00edfico\u201d, \u201cExtrativo Mineral\u201d, \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d, \u201cA\u00e7\u00facar e Etanol\u201d e \u201cCouros e Peles\u201d que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>Celulose e carnes<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">No grupo \u201cCelulose e Papel\u201d, a receita no per\u00edodo avaliado foi de US$ 1,12 bilh\u00e3o, crescimento de 99% nos sete meses de 2018 comparado com a somat\u00f3ria de janeiro a julho de 2017, dos quais 105% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,09 bilh\u00e3o), tendo como principais compradores China, com US$ 619,7 milh\u00f5es, It\u00e1lia, com US$ 123,9 milh\u00f5es, Holanda, com US$ 89 milh\u00f5es, Estados Unidos, com US$ 69,1 milh\u00f5es, e Coreia do Sul, com US$ 31,5 milh\u00f5es. \u201cAtualmente o mercado global de celulose passa por um momento positivo, na onda da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos Estados Unidos e Europa. Segundo a proje\u00e7\u00e3o de diferentes economistas, o ciclo do aumento de pre\u00e7os deve durar at\u00e9 2019, uma vez que o crescimento da demanda \u00e9 linear, enquanto que a oferta n\u00e3o acompanha o mesmo ritmo\u201d, destacou Ezequiel Resende.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">J\u00e1 no grupo \u201cComplexo Frigor\u00edfico\u201d a receita conseguida na soma de janeiro a julho deste ano foi de US$ 483,4 milh\u00f5es, uma redu\u00e7\u00e3o de 8% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, sendo que 34,7% do total alcan\u00e7ado s\u00e3o oriundos das carnes bovinas desossadas congeladas, que totalizaram US$ 167,8 milh\u00f5es, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 104,1 milh\u00f5es, Chile, com US$ 77,6 milh\u00f5es, China, com US$ 33,8 milh\u00f5es, Ar\u00e1bia Saudita, com US$ 31,7 milh\u00f5es, e Ir\u00e3, com US$ 29,4 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cO recente desempenho do com\u00e9rcio brasileiro com os BRICS mostra como os produtores de carne do Pa\u00eds est\u00e3o direcionando seus esfor\u00e7os para a China na inten\u00e7\u00e3o de mitigar os impactos causados pela restri\u00e7\u00e3o russa \u00e0 prote\u00edna animal. Atualmente, os embarques de carne para a R\u00fassia pararam completamente, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es de carga refrigerada da China continuam crescendo. No segundo semestre, o forte desempenho da exporta\u00e7\u00e3o de carne para a China seguir\u00e1 pressionando a capacidade de todas as empresas de transporte mar\u00edtimo\u201d, ressaltou o economista.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>Outros grupos<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">O grupo \u201cExtrativo Mineral\u201d aparece em terceiro com melhor desempenho, tendo uma receita de US$ 142,5 milh\u00f5es no per\u00edodo analisado, aumento de 32% comparado com a somat\u00f3ria de janeiro a julho do ano passado, sendo que 80,6% desse montante foi alcan\u00e7ado pelos min\u00e9rios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 89 milh\u00f5es, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 78,5 milh\u00f5es, e Uruguai, com US$ 59,5 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cAs exporta\u00e7\u00f5es de min\u00e9rios pelo Brasil devem crescer 2,5% neste ano, para 410 milh\u00f5es de toneladas, em meio a uma expectativa de aumento de investimentos no setor, segundo proje\u00e7\u00f5es do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (IBRAM), que representa mineradoras respons\u00e1veis por 90% da produ\u00e7\u00e3o mineral do Pa\u00eds\u201d, detalhou Ezequiel Resende.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para o grupo \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d, a receita alcan\u00e7ou US$ 125 milh\u00f5es nos sete primeiros meses deste ano, um crescimento de 107% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 79,9 milh\u00f5es, tendo como principais compradores Tail\u00e2ndia, com US$ 46,2 milh\u00f5es, Indon\u00e9sia, como US$ 23,7 milh\u00f5es, Vietn\u00e3, com US$ 10,6 milh\u00f5es, Holanda, com US$ 9 milh\u00f5es, e Espanha, com US$ 8,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cUm dos destaques da balan\u00e7a comercial do agroneg\u00f3cio deste ano \u00e9 o farelo de soja. As exporta\u00e7\u00f5es do m\u00eas passado foram 43% superiores, em volume, \u00e0s de igual per\u00edodo de 2017. Os pre\u00e7os subiram 20%. Volume e pre\u00e7os maiores garantiram ao Brasil receitas, em julho, 72% superiores \u00e0s de igual per\u00edodo do ano passado, segundo dados da Secex (Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior)\u201d, pontuou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A receita com as exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul apresenta crescimento de 26% nos primeiros sete meses deste ano em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, aumentando de US$ 1,61 bilh\u00e3o para US$ 2,04 bilh\u00f5es, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. 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