{"id":22169,"date":"2018-09-03T08:06:53","date_gmt":"2018-09-03T12:06:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=22169"},"modified":"2018-09-02T21:42:26","modified_gmt":"2018-09-03T01:42:26","slug":"mec-divulga-nesta-segunda-indice-de-qualidade-do-ensino-basico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/mec-divulga-nesta-segunda-indice-de-qualidade-do-ensino-basico\/","title":{"rendered":"MEC divulga nesta segunda \u00edndice de qualidade do ensino b\u00e1sico"},"content":{"rendered":"<p>Nesta segunda-feira (3), o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) vai divulgar como est\u00e1 a qualidade do ensino brasileiro. Trata-se do \u00cdndice de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Ideb), calculado para o pa\u00eds, estados, munic\u00edpios e escolas. Cada ente federado e unidade escolar tem uma meta para ser alcan\u00e7ada. O \u00edndice \u00e9 divulgado a cada dois anos. A \u00faltima divulga\u00e7\u00e3o foi referente ao ano de 2015. Agora, ser\u00e3o anunciados os dados de 2017.<\/p>\n<p>O Ideb \u00e9 composto pela\u00a0taxa de rendimento escolar (aprova\u00e7\u00e3o) e as m\u00e9dias de desempenho nos exames aplicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep).<\/p>\n<p>Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1\u00ba ao 5\u00ba ano, a meta \u00e9 cumprida desde 2005, quando o \u00edndice come\u00e7ou a ser calculado. Para 2015, a meta estipulada era de \u00edndice 5,2 e a etapa alcan\u00e7ou 5,5. Nos anos finais do ensino fundamental, do 6\u00ba ao 9\u00ba ano, a meta foi descumprida pela primeira vez em 2013. Em 2015, o \u00edndice esperado de 4,7 e tamb\u00e9m n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. A etapa registrou 4,5.<\/p>\n<p>No ensino m\u00e9dio, a meta n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ada desde 2013, e est\u00e1 estagnada em 3,7 desde 2011. A indicador estabelecido\u00a0para 2015 era de 4,3.<\/p>\n<p>Para especialistas, os resultados de 2017 devem seguir a mesma tend\u00eancia dos anos anteriores. \u201cSe a gente considerar os resultados das avalia\u00e7\u00f5es anteriores, acho que infelizmente a gente est\u00e1 em um processo bem semelhante ao que a gente tinha demonstrado em 2013 e 2015. Ao mesmo tempo que \u00e9 triste essa dificuldade que se tem nos anos finais do ensino fundamental e m\u00e9dio, isso \u00e9 um pouco reflexo de n\u00e3o termos pol\u00edticas estruturantes nessas etapas\u201d, diz o diretor do Interdisciplinaridade e Evid\u00eancias no Debate Educacional (Iede), Ernesto Martins Faria.<\/p>\n<h2>Portugu\u00eas e matem\u00e1tica<\/h2>\n<p>Na \u00faltima semana, o MEC divulgou os resultados do Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), um dos componentes do Ideb. Tratam-se dos resultados de avalia\u00e7\u00f5es de l\u00edngua portuguesa e matem\u00e1tica aplicadas a estudantes tanto do ensino fundamental quanto do ensino m\u00e9dio. A tend\u00eancia dos resultados \u00e9 uma pr\u00e9via tamb\u00e9m do que deve ser o\u00a0Ideb.<\/p>\n<p>O Saeb de 2017 mostrou que ao final do ensino m\u00e9dio, quando deixam a escola, sete a cada dez estudantes n\u00e3o aprendem nem mesmo o considerado b\u00e1sico em portugu\u00eas. A mesma porcentagem se repete em matem\u00e1tica. O ensino m\u00e9dio concentra os piores resultados. A etapa mostra estagna\u00e7\u00e3o desde 2009. As avalia\u00e7\u00f5es revelaram, no entanto, alguns avan\u00e7os no in\u00edcio do ensino fundamental.<\/p>\n<p>Diante dos resultados j\u00e1 observados, o MEC defendeu a aplica\u00e7\u00e3o do chamado novo ensino m\u00e9dio, aprovado no in\u00edcio de 2017, que estabelece uma forma\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel para os estudantes que poder\u00e3o escolher itiner\u00e1rios formativos com \u00eanfases em matem\u00e1tica, linguagens, ci\u00eancias da natureza, ci\u00eancias humanas e ensino t\u00e9cnico.\u00a0\u201cO ensino m\u00e9dio est\u00e1 absolutamente falido,<a href=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/educacao\/noticia\/2018-08\/se-quiserem-melhorar-o-pib-olhem-para-educacao-diz-ministro-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0est\u00e1 no fundo do po\u00e7o<\/a>\u201d, afirmou o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Rossieli Soares, na divulga\u00e7\u00e3o do Saeb.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca que foi enviada ao Congresso Nacional, a reforma do ensino m\u00e9dio foi criticada por ter sido institu\u00edda por meio de medida provis\u00f3ria e foi um dos motivos de uma s\u00e9rie de ocupa\u00e7\u00f5es de escolas e universidades\u00a0em 2016.<\/p>\n<p>\u201cSe no modelo [atual de ensino m\u00e9dio], que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o flex\u00edvel, n\u00e3o se consegue garantir uma base de portugu\u00eas e matem\u00e1tica, como se consegue garantir isso em um modelo flex\u00edvel? Acho que tem um desafio\u201d, diz Faria. \u201cO cen\u00e1rio do Brasil \u00e9 esse e vai ser por v\u00e1rios anos, com alunos entrando no ensino m\u00e9dio com defasagem alta. Acho que o ensino m\u00e9dio tem que estar preparado para garantir tamb\u00e9m essa base m\u00ednima [para quem chegar defasado]\u201d.<\/p>\n<h2>Repet\u00eancias<\/h2>\n<p>Outro componente do Ideb \u00e9 o fluxo escolar, ou seja, quantos alunos s\u00e3o aprovados de um ano para o outro. De acordo com os dados de 2015, no total, no Brasil, tanto no ensino fundamental, como no m\u00e9dio, mais de 80% dos estudantes foram aprovados na s\u00e9rie que cursavam. A reprova\u00e7\u00e3o, no entanto, ainda \u00e9 um desafio.<\/p>\n<p>De acordo com a presidente do Inep, Maria In\u00eas Fini, fazer com que os alunos repitam de ano n\u00e3o agrega aprendizagem.<\/p>\n<p>\u201cA rea\u00e7\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica. Esse aluno que fica retido, se n\u00e3o for socorrido com proposta de recupera\u00e7\u00e3o forte, vai arrastar a aprendizagem. N\u00e3o estamos dizendo que precisa passar de ano os alunos que n\u00e3o sabem, estamos dizendo que os estudantes podem e devem ter direito de aprender na idade certa\u201d, diz. A presidente defende que as escolas ofere\u00e7am refor\u00e7o escolar e busquem novos m\u00e9todos para que os estudantes que tiveram alguma dificuldade possam aprender. \u201cN\u00e3o adianta ver a mesma proposta [de ensino] a qual ele j\u00e1 n\u00e3o reagiu bem\u201d.<\/p>\n<p>\u201cQuando olhamos os estados com melhores resultados vemos que eles t\u00eam duas caracter\u00edsticas muito comuns: boas pol\u00edticas de refor\u00e7o, n\u00e3o deixam os alunos ficarem muito para tr\u00e1s, corrigem as diferen\u00e7as de aprendizagem no ano corrente; e a amplia\u00e7\u00e3o das escolas em tempo integral\u201d, complementa a presidente-executiva do movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o, Priscila Cruz.<\/p>\n<h2>Para que servem esses indicadores?<\/h2>\n<p>Para Priscila, esses resultados s\u00e3o importantes para que as redes de ensino e as escolas possam corrigir as pol\u00edticas que v\u00eam empregando. \u00c9 poss\u00edvel, com os dados coletados pelo Inep\u00a0constatar, por exemplo, que os estudantes est\u00e3o com dificuldade, em matem\u00e1tica e, a partir da\u00ed, oferecer uma forma\u00e7\u00e3o continuada para os professores se aprimorarem.<\/p>\n<p>Isso exige, no entanto, uma \u201cintelig\u00eancia de dados nas secretarias de educa\u00e7\u00e3o, para abrir os dados, entender, olhar os esfor\u00e7os, os acertos e erros por escola. Isso seria o ideal\u201d, diz. Segundo ela, para aqueles entes e escolas que n\u00e3o possuem estrutura para tal, \u201co Inep poderia ajudar muito como \u00f3rg\u00e3o de intelig\u00eancia, ajudar na interpreta\u00e7\u00e3o desses dados, fazer uma devolutiva pedag\u00f3gica\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta segunda-feira (3), o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) vai divulgar como est\u00e1 a qualidade do&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-22169","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22169"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22170,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22169\/revisions\/22170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}