{"id":24326,"date":"2018-10-31T11:41:18","date_gmt":"2018-10-31T15:41:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=24326"},"modified":"2018-10-31T19:39:29","modified_gmt":"2018-10-31T23:39:29","slug":"pesquisa-diz-que-registros-de-nascimento-crescem-26-de-2016-a-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/pesquisa-diz-que-registros-de-nascimento-crescem-26-de-2016-a-2017\/","title":{"rendered":"Pesquisa diz que registros de nascimento crescem 2,6% de 2016 a 2017"},"content":{"rendered":"<p>Os registros de nascimento cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil ganhou 2,87 milh\u00f5es de beb\u00eas. Os dados integram parte da pesquisa Estat\u00edsticas do Registro Civil 2017, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou hoje (31), no\u00a0 Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>O estudo re\u00fane dados sobre o n\u00famero de brasileiros nascidos vivos, de casamentos, \u00f3bitos e \u00f3bitos fetais remetidos anualmente ao IBGE por cart\u00f3rios de registro civil e pelas varas de fam\u00edlia, foros, varas c\u00edveis e tabelionatos de notas de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<figure class=\"mejs-fotoh-wrapper\">\n<p><figure style=\"width: 754px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"img-responsive full full\" title=\"19 12:07:33\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"http:\/\/imagens.ebc.com.br\/l6cRx6cu7VU4-orifn7uL1o4Hcs=\/754x0\/smart\/http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/1046469-190916elza000153.jpg?itok=R1r6mk_e\" alt=\"Bras\u00edlia - Hellen Aparecida Lopes e sua filha participam do mama\u00e7o que ocorreu na Esta\u00e7\u00e3o do Metr\u00f4 de Samambaia, como forma de supera\u00e7\u00e3o ao que ainda resta de preconceito contra um gesto natural (Elza Fiuza\/Ag\u00eancia Brasil)\" width=\"754\" height=\"503\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Pesquisa revela que nascimentos cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil ganhou 2,87 milh\u00f5es de beb\u00eas (Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil)<\/figcaption><\/figure><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Importante instrumento de acompanhamento da evolu\u00e7\u00e3o populacional do pa\u00eds, a pesquisa \u00e9 um subs\u00eddio para a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<h2>Argumenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O levantamento analisa o retrato fiel das mudan\u00e7as da sociedade brasileira. \u201cO que os n\u00fameros indicam \u00e9 que as notifica\u00e7\u00f5es relativas aos totais de nascimento de crian\u00e7as aumentaram, se aproximando mais da realidade; que os brasileiros est\u00e3o casando menos e permanecendo casados cada vez por menos tempo; e que o n\u00famero de div\u00f3rcios \u00e9 cada vez maior\u201d, revelou &#8211; em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0&#8211; a coordenadora da pesquisa, Klivia Oliveira.<\/p>\n<p>Ela disse que o estudo demogr\u00e1fico mostra \u201ca nova realidade do pa\u00eds, refletindo todas essas mudan\u00e7as da sociedade: as mulheres tendo cada vez menos filhos e mais tarde, em geral depois dos 30 anos, al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es significavas no que diz respeito \u00e0 invers\u00e3o das faixas et\u00e1rias de registros de \u00f3bitos, o que retrata, por um lado, o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, e por outro, a redu\u00e7\u00e3o das taxas de mortalidade infantil.\u201d<\/p>\n<h2>Registros de Nascimentos<\/h2>\n<p>Em 2017, houve 2.867.711 nascimentos, um crescimento de 2,6% em rela\u00e7\u00e3o a 2016, recuperando parte da queda nos nascimentos ocorrida em 2016.<\/p>\n<p>O aumento decorre da redu\u00e7\u00e3o dos chamados registros tardios, efetuados em anos posteriores ao do nascimento, que representaram 2,7% em 2017 contra 3,5% em 2016. Apenas o Rio Grande do Sul apresentou redu\u00e7\u00e3o no total de nascimentos em 2017 em rela\u00e7\u00e3o a 2016.<\/p>\n<p>Na outra ponta, entre os estados que tiveram crescimento acima de 5% nos nascimentos figuram Tocantins (8%), Mato Grosso do Sul (6,3%), Acre (6,3%), Esp\u00edrito Santo (5,9%), Rond\u00f4nia e Rio de Janeiro (5,8%).<\/p>\n<p>A pesquisadora do IBGE, ao falar do percentual de Tocantis, disse que a taxa de expans\u00e3o nos estados do Norte \u00e9 quantitativamente baixa quando comparada ao Sudeste.<\/p>\n<p>\u201cNos estados da regi\u00e3o Norte as mulheres t\u00eam filhos mais cedo e em maior n\u00famero, diferentemente da regi\u00e3o Sudeste onde elas t\u00eam menos filhos e mais tarde, geralmente depois dos 30 anos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O estudo constatou, ainda, ao considerar o total de nascimentos cujas m\u00e3es possu\u00edam menos de 30 anos, que a propor\u00e7\u00e3o desses registros caiu de 74,3% para 64,9%, no per\u00edodo analisado.<\/p>\n<p>\u201cEm todas as grandes regi\u00f5es do pa\u00eds, mas especialmente no Centro-Oeste, com redu\u00e7\u00e3o de 11 pontos percentuais, houve queda na propor\u00e7\u00e3o de registros de nascimento de crian\u00e7as cujas m\u00e3es possu\u00edam menos de 30 anos no per\u00edodo considerado\u201d, disse Klivia.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m constatou que a taxa de fecundidade entre as mulheres mais jovens vem caindo. Entre 2007 e 2017, a propor\u00e7\u00e3o dos filhos de m\u00e3es que tinham at\u00e9 19 anos de idade na ocasi\u00e3o do parto passou de 20,22% em 2007 para 15,95% em 2017.<\/p>\n<p>No grupo de 20 a 29 anos, passou de 54,1% para 48,98%, e no grupo de 30 a 39 anos, de 23,4% para 32,2%. J\u00e1 na faixa de 40 anos ou mais, o percentual avan\u00e7ou de 2,2% para 2,9%.<\/p>\n<h2>Uni\u00e3o Homoafetiva<\/h2>\n<p>Enquanto o n\u00famero de registros de casamentos em 2017 foi de 1,7 milh\u00e3o, com uma queda de 2,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2016, no sentido oposto as uni\u00f5es homoafetivas aumentaram 10% no per\u00edodo, passando de 5.354 para 5.887.<\/p>\n<p>Os casamentos entre c\u00f4njuges femininos foram os que mais contribu\u00edram para o aumento de casamentos de pessoas do mesmo sexo. Representaram 57,5% das uni\u00f5es civis dessa natureza em 2017. Enquanto os registros de casamento entre c\u00f4njuges masculinos cresceram 3,7%, os casamentos entre c\u00f4njuges femininos cresceram 15,1%.<\/p>\n<p>\u201cApesar desse crescimento, [os c\u00f4njuges femininos] representaram apenas 0,5% do total de registros. Mas cresceram quase 6 mil em rela\u00e7\u00e3o a 2016, um aumento importante\u201d, enfatizou Klivia.<\/p>\n<p>Os dados da pesquisa Estat\u00edsticas do Registro Civil 2017 indicam que a taxa de nupcialidade legal (n\u00famero de casamentos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de 15 anos ou mais de idade) foi de 6,6 casamentos para cada mil habitantes, sendo mais alta no Sudeste e Centro-Oeste (em torno de 7,5%).<\/p>\n<p>Enquanto o n\u00famero de registro de casamento ca\u00eda, o de div\u00f3rcio chegou a aumentar 8,3% frente a 2016, com uma taxa de 2,48 div\u00f3rcios para cada mil pessoas com 20 anos de idade ou mais no pa\u00eds. A Regi\u00e3o Sudeste apresentou o maior percentual geral de div\u00f3rcio (2,99%).<\/p>\n<p>Entre 2007 e 2017, o tempo m\u00e9dio entre a data do casamento e a data da senten\u00e7a ou escritura do div\u00f3rcio caiu de 17 para 14 anos. Analisando a varia\u00e7\u00e3o entre os estados em 2007, esse tempo m\u00e9dio variou entre 16 e 21 anos. Para 2017, o intervalo observado variou entre 11 e 18 anos de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>\u00d3bitos<\/h2>\n<p>No Brasil, segundo o IBGE, um dos primeiros componentes da din\u00e2mica demogr\u00e1fica a sofrer mudan\u00e7as significativas foi a mortalidade.<\/p>\n<p>At\u00e9 meados de 1940, os n\u00edveis de mortalidade eram alt\u00edssimos, principalmente nos grupos de menores de 1 ano e de 1 a 4 anos de idade, grupos muitos suscet\u00edveis \u00e0s m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e sanit\u00e1rias vigentes na \u00e9poca, onde mais de 60% da popula\u00e7\u00e3o viviam em \u00e1reas consideradas rurais com saneamento prec\u00e1rio e o acesso \u00e0 sa\u00fade mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas est\u00e1 havendo uma revers\u00e3o. No ano passado, o total de \u00f3bitos aumentou 0,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2016, crescendo 23,5% nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<p>Em 2017, houve 1,27 milh\u00e3o de \u00f3bitos no pa\u00eds, a maioria (59,3%) de pessoas de 65 anos ou mais de idade.<\/p>\n<p>\u201cEsse aumento foi em virtude da diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade infantil, o que fez com que um maior contingente de indiv\u00edduos atingisse idades mais avan\u00e7adas\u201d, justificou o IBGE.<\/p>\n<p>Em 1977, os \u00f3bitos de menores de 1 ano e de menores de 5 anos representaram 27% e 33,4%. Ap\u00f3s 40 anos, os avan\u00e7os conseguidos em termos de diminui\u00e7\u00e3o da mortalidade de crian\u00e7as menores de 5 anos foram significativos e estes percentuais passaram a representar 2,4% e 2,8%, respectivamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os registros de nascimento cresceram 2,6% entre 2016 e 2017, ano em que o Brasil&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-24326","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24326"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":24327,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24326\/revisions\/24327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24326"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24326"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}