{"id":25859,"date":"2018-12-11T10:06:16","date_gmt":"2018-12-11T13:06:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=25859"},"modified":"2018-12-11T11:59:55","modified_gmt":"2018-12-11T14:59:55","slug":"exportacoes-de-industrializados-de-ms-alcancam-us-334-bilhoes-em-11-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/exportacoes-de-industrializados-de-ms-alcancam-us-334-bilhoes-em-11-meses\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es de industrializados de MS alcan\u00e7am US$ 3,34 bilh\u00f5es em 11 meses"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\">As exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcan\u00e7aram o montante de US$ 3,34 bilh\u00f5es de janeiro a novembro deste ano, indicando um aumento de 21% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, quando o valor foi de US$ 2,77 bilh\u00f5es, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. Esse crescimento foi alavancado pelos grupos Celulose e Papel, com alta de 87%, \u00d3leos Vegetais, com eleva\u00e7\u00e3o de 76%, Alimentos e Bebidas, com expans\u00e3o de 22%, e Extrativo Mineral, com avan\u00e7o de 11%, no mesmo per\u00edodo avaliado.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, na compara\u00e7\u00e3o de novembro de 2018 com novembro de 2017, a crescimento foi de 30%, saltando de US$ 283,80 milh\u00f5es para US$ 370,14 milh\u00f5es. \u201cEsse foi o melhor resultado para o m\u00eas de novembro e o 2\u00ba melhor da s\u00e9rie hist\u00f3rica das exporta\u00e7\u00f5es industriais de Mato Grosso do Sul. Quanto ao volume exportado, na compara\u00e7\u00e3o mensal, teve aumento de 16%, enquanto no ano foi registrado avan\u00e7o de 3%\u201d, analisou.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">O economista explica que, quanto \u00e0 participa\u00e7\u00e3o relativa, a ind\u00fastria respondeu, no m\u00eas de novembro, por 80% de tudo que Mato Grosso do Sul exportou no per\u00edodo. \u201cNo acumulado do ano, as ind\u00fastrias do Estado foram respons\u00e1veis por 63% de tudo que Mato Grosso do Sul comercializou para o exterior\u201d, comparou, apontado como principais destaques os grupos \u201cCelulose e Papel\u201d, \u201cComplexo Frigor\u00edfico\u201d, \u201cExtrativo Mineral\u201d, \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d, \u201cA\u00e7\u00facar e Etanol\u201d e \u201cCouros e Peles\u201d, que, somados, representaram 98% da receita total das vendas sul-mato-grossenses de produtos industriais ao exterior.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>Grupos com maiores receitas<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">No grupo \u201cCelulose e Papel\u201d, a receita no per\u00edodo avaliado foi de US$ 1,70 bilh\u00e3o, crescimento de 87% nos 11 meses de 2018 comparado com a somat\u00f3ria de janeiro a novembro de 2017, dos quais 97,4% foram obtidos apenas com a venda da celulose (US$ 1,74 bilh\u00e3o), tendo como principais compradores China, com US$ 960,3 milh\u00f5es, It\u00e1lia, com US$ 197,8 milh\u00f5es, Holanda, com US$ 162,9 milh\u00f5es, Estados Unidos, com US$ 118,9 milh\u00f5es, e Coreia do Sul, com US$ 45,6 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cAtualmente o mercado global de celulose passa por um momento positivo, na onda da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos Estados Unidos e Europa. O ciclo do aumento de pre\u00e7os deve durar at\u00e9 2019, uma vez que o crescimento da demanda \u00e9 linear, enquanto a oferta n\u00e3o acompanha o mesmo ritmo. Essa constata\u00e7\u00e3o tem movimentado bastante o mercado brasileiro. Neste ano tivemos duas importantes not\u00edcias no segmento: a aquisi\u00e7\u00e3o da Fibria pela Suzano e da Lwarcell pelo grupo Royal Golden Eagle (RGE), dono da April. Assim, neste e no pr\u00f3ximo ano, as exporta\u00e7\u00f5es de celulose dever\u00e3o se manter em crescimento\u201d, analisou Ezequiel Resende.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">J\u00e1 no grupo \u201cComplexo Frigor\u00edfico\u201d a receita conseguida na soma de janeiro a novembro deste ano foi de US$ 832,4 milh\u00f5es, uma redu\u00e7\u00e3o de 3% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado, sendo que 36,1% do total alcan\u00e7ado s\u00e3o oriundos das carnes desossadas de bovinos congeladas, que totalizaram US$ 300,2 milh\u00f5es, tendo como principais compradores Hong Kong, com US$ 168,2 milh\u00f5es, Chile, com US$ 134,2 milh\u00f5es, China, com US$ 60,6 milh\u00f5es, Ar\u00e1bia Saudita, com US$ 51,4 milh\u00f5es, e Ir\u00e3, com US$ 46,8 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cOs resultados da SECEX\/MDIC relativos \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es de carnes in natura de novembro de 2018 mostram queda generalizada dos embarques em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior, outubro \u2013 algo que podia ser esperado, pois novembro teve dois dias \u00fateis a menos. Em contrapartida, por\u00e9m, o pre\u00e7o m\u00e9dio das tr\u00eas carnes (bovina, su\u00edna e aves) aumentou em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior. Mas n\u00e3o o suficiente para impedir queda da receita\u201d, ressaltou o economista.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\"><b>Outros grupos<\/b><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">O grupo \u201cExtrativo Mineral\u201d acumula uma receita de US$ 218,6 milh\u00f5es no per\u00edodo analisado, aumento de 11% comparado com a somat\u00f3ria de janeiro a novembro do ano passado, sendo que 80% desse montante foi alcan\u00e7ado pelos min\u00e9rios de ferro e seus concentrados, que somaram US$ 134,5 milh\u00f5es, tendo como principais compradores Argentina, com US$ 130,3 milh\u00f5es, e Uruguai, com US$ 82,3 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cProdu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria extrativa vem registrando crescimento, puxada pelo incremento das exporta\u00e7\u00f5es. Este ano, as exporta\u00e7\u00f5es do setor devem ser favorecidas pela deprecia\u00e7\u00e3o cambial e pelo crescimento da demanda externa. Investimentos em min\u00e9rio de ferro vinham desacelerando nos \u00faltimos anos, refletindo a sobre oferta global e consequentemente, pre\u00e7os menos atrativos. Mesmo assim, a produ\u00e7\u00e3o global ser\u00e1 crescente com a entrada de projetos na Austr\u00e1lia e acelera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no Brasil\u201d, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">Para o grupo \u201c\u00d3leos Vegetais\u201d, a receita alcan\u00e7ou US$ 189,2 milh\u00f5es nos 11 primeiros meses deste ano, um crescimento de 76% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, com destaque para farinhas e pellets, que somaram US$ 135,2 milh\u00f5es, tendo como principais compradores Tail\u00e2ndia, com US$ 59,3 milh\u00f5es, Coreia do Sul, com US$ 26,7 milh\u00f5es, Indon\u00e9sia, com US$ 26,1 milh\u00f5es, Vietn\u00e3, com US$ 22,8 milh\u00f5es, e Holanda, com US$ 11 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cA quebra na safra de soja da Argentina e a guerra comercial entre Estados Unidos e China v\u00eam estimulando a procura pelo gr\u00e3o brasileiro. Al\u00e9m disso, a menor safrinha de milho no Pa\u00eds estendeu a janela de exporta\u00e7\u00e3o de soja, que tradicionalmente ocorre no primeiro semestre. A desacelera\u00e7\u00e3o dos embarques entre outubro e novembro \u00e9 natural, tendo em vista o est\u00e1gio avan\u00e7ado de comercializa\u00e7\u00e3o da oleaginosa do ciclo 2017\/2018 e, consequentemente, a baixa disponibilidade de produto para venda\u201d, pontuou Ezequiel Resende.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As exporta\u00e7\u00f5es de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul alcan\u00e7aram o montante de US$ 3,34 bilh\u00f5es de janeiro a novembro deste ano, indicando um aumento de 21% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado, quando o valor foi de US$ 2,77 bilh\u00f5es, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. 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