{"id":30865,"date":"2019-05-14T10:50:48","date_gmt":"2019-05-14T14:50:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=30865"},"modified":"2019-05-14T12:59:04","modified_gmt":"2019-05-14T16:59:04","slug":"olimpiada-brasileira-de-astronomia-tera-participacao-de-800-mil-alunos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/olimpiada-brasileira-de-astronomia-tera-participacao-de-800-mil-alunos\/","title":{"rendered":"Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia ter\u00e1 participa\u00e7\u00e3o de 800 mil alunos"},"content":{"rendered":"<p>Est\u00e1 tudo pronto para que cerca de 800 mil estudantes brasileiros do ensino fundamental e m\u00e9dio participem da 22\u00aa Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia e Astron\u00e1utica (OBA). A prova ser\u00e1 aplicada na pr\u00f3xima sexta-feira (17) em todo o territ\u00f3rio nacional e, para este ano, conta com quase 18 mil escolas cadastradas.<\/p>\n<p>Dividida em quatro n\u00edveis (tr\u00eas para alunos do fundamental e uma para o ensino m\u00e9dio), a Olimp\u00edada ter\u00e1 uma prova com dez perguntas: sete de astronomia e tr\u00eas de astron\u00e1utica. Segundo os organizadores, h\u00e1 uma alta incid\u00eancia de quest\u00f5es abrangendo racioc\u00ednio l\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u201cAs provas foram disponibilizadas para os professores das escolas parceiras [no caso da Olimp\u00edada, s\u00e3o as escolas que se inscrevem e aplicam as provas para seus alunos interessados em concorrer]. Da nossa parte est\u00e1 tudo pronto para a aplica\u00e7\u00e3o no dia 17. O gabarito sair\u00e1 no dia 18\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0o coordenador da OBA, professor e astr\u00f4nomo Jo\u00e3o Canalle, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).<\/p>\n<p>O professor explicou que os alunos do 6\u00b0 ao 9\u00b0 ano fundamental s\u00e3o os que mais participam da Olimp\u00edada. \u201cEm m\u00e9dia, a nota deles fica entre 7 e 8 pontos [em uma escala que vai at\u00e9 10]. Trata-se de uma faixa et\u00e1ria com bastante curiosidade sobre astronomia. Por isso chegam a pressionar os professores e escolas para se inscreverem\u201d.<\/p>\n<h2>Competi\u00e7\u00f5es internacionais<\/h2>\n<p>Cerca de 10 milh\u00f5es de estudantes j\u00e1 participaram das olimp\u00edadas e astronomia e astron\u00e1utica no Brasil, ao longo dos 20 anos de exist\u00eancia da OBA. Os estudantes mais bem classificados representar\u00e3o o Brasil nas olimp\u00edadas Internacional de Astronomia e Astrof\u00edsica e na Latino-Americana de Astronomia e Astron\u00e1utica de 2020.<\/p>\n<p>Tendo por base o p\u00fablico que participou das olimp\u00edadas anteriores, Canalle explica que os alunos que costumam participar da competi\u00e7\u00e3o se diferenciam, quando comparados aos demais, al\u00e9m de terem maiores chances de serem selecionados para universidades no exterior.<\/p>\n<p>\u201cTivemos casos de estudantes que conseguiram bolsas em universidades estrangeiras ap\u00f3s terem seus curr\u00edculos enriquecidos com as medalhas obtidas em edi\u00e7\u00f5es anteriores\u201d. Foi, por exemplo, o caso da deputada federal recentemente eleita por S\u00e3o Paulo, Tabata Amaral (PDT), de 24 anos que, a partir do resultado obtido na olimp\u00edada, classificou-se para conquistar t\u00edtulos internacionais de astronomia e, posteriormente, foi estudar em Harvard, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ter sido medalhista na olimp\u00edada de 2016, Miriam Harumi Koga, 19 anos, de Guarulhos (SP), foi o grande destaque da edi\u00e7\u00e3o de 2017 da Olimp\u00edada Latino-Americana de Astronomia e Astron\u00e1utica, onde conquistou a medalha de ouro. O destaque obtido nessas competi\u00e7\u00f5es resultou em sua aprova\u00e7\u00e3o para duas universidades nos Estados Unidos, onde hoje reside e trabalha.<\/p>\n<p>\u201cNotamos que alunos que ganham medalha nas olimp\u00edadas tendem a ganhar outras medalhas, al\u00e9m de terem mais chances de serem convidados para as olimp\u00edadas internacionais\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Canalle, o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais tem se destacado nas Olimp\u00edada Latino-Americana de Astronomia. \u201cSempre somos o pa\u00eds mais bem classificado em todas as provas. Para se ter uma ideia, nas \u00faltimas 3 edi\u00e7\u00f5es obtivemos 4 das 5 medalhas de ouro\u201d.<\/p>\n<h2>Prepara\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Nas competi\u00e7\u00f5es que incluem a Europa e a \u00c1sia, a concorr\u00eancia \u00e9 bem mais forte. \u201cH\u00e1 entre eles pa\u00edses com muito mais tradi\u00e7\u00e3o, como \u00cdndia e China. Nos 11 anos de competi\u00e7\u00f5es obtivemos algumas pratas, mas nunca uma medalha de ouro\u201d.<\/p>\n<p>Canalle explica que enquanto o fator que mais explica a diferen\u00e7a de resultados \u00e9 o tempo de prepara\u00e7\u00e3o dos competidores. \u201cEnquanto alguns pa\u00edses treinam seus competidores por 3 ou 4 anos, n\u00f3s temos entre junho [m\u00eas em que \u00e9 feita a sele\u00e7\u00e3o dos representantes brasileiros] e outubro, quando acontece a olimp\u00edada internacional\u201d.<\/p>\n<p>A Olimp\u00edada Brasileira de Astronomia e Astron\u00e1utica \u00e9 coordenada por uma comiss\u00e3o formada por membros da Sociedade Astron\u00f4mica Brasileira e da Ag\u00eancia Espacial Brasileira. H\u00e1, ainda no \u00e2mbito da competi\u00e7\u00e3o, um outro evento que tem empolgado os estudantes: a Mostra Brasileira de Foguetes, a MOBFOG.<\/p>\n<p>\u201cNo ano passado tivemos 120 mil alunos construindo e lan\u00e7ando seus foguetes. A expectativa \u00e9 de que, este ano, haja 150 mil estudantes construindo e lan\u00e7ando seus foguetes cada vez mais longe\u201d, disse o astr\u00f4nomo.<\/p>\n<p>O regulamento para participa\u00e7\u00e3o e as instru\u00e7\u00f5es para as escolas interessadas em se cadastrar nas competi\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis no\u00a0<em>site<\/em>\u00a0da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oba.org.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">OBA<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 tudo pronto para que cerca de 800 mil estudantes brasileiros do ensino fundamental e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-30865","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30865","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=30865"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30865\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30868,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/30865\/revisions\/30868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=30865"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=30865"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=30865"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}