{"id":34409,"date":"2019-09-04T08:21:53","date_gmt":"2019-09-04T12:21:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=34409"},"modified":"2019-09-04T08:42:31","modified_gmt":"2019-09-04T12:42:31","slug":"em-meio-a-crise-ms-amplia-investimentos-em-areas-prioritarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/em-meio-a-crise-ms-amplia-investimentos-em-areas-prioritarias\/","title":{"rendered":"Em meio \u00e0 crise, MS amplia investimentos em \u00e1reas priorit\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p>Mesmo com a crise financeira nacional e a redu\u00e7\u00e3o do consumo de g\u00e1s natural boliviano em grandes centros urbanos, Mato Grosso do Sul conseguiu ampliar o investimento p\u00fablico nos primeiros seis meses de 2019 para atender a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Estados e capitais cortaram o recurso pela metade, mas o governo sul-mato-grossense aumentou o valor em 37,82%, em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 2015, corrigido pela infla\u00e7\u00e3o (\u00edndice IPCA).<\/p>\n<p>O levantamento \u00e9 do jornal Valor Econ\u00f4mico, que considerou os investimentos liquidados informados nos relat\u00f3rios de execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nos estados, a queda foi de 52,5% e, nas capitais, de 53,4%. Das 27 unidades federadas, 19 reduziram esses gastos. Al\u00e9m de Mato Grosso do Sul, tiveram alta apenas Alagoas, Amap\u00e1, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Paran\u00e1, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>O melhor resultado foi do Paran\u00e1, com crescimento de 202,79%. O pior foi do Rio de Janeiro, com queda de 96,45%.<\/p>\n<p><strong>Austeridade<\/strong><\/p>\n<p>Em Mato Grosso do Sul, foram investidos R$ 355,64 milh\u00f5es no \u00faltimo semestre gra\u00e7as a pol\u00edtica de austeridade implantadas pelo governo desde 2015, como a renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida do Estado, redu\u00e7\u00e3o das secretarias, reforma da previd\u00eancia estadual e a diminui\u00e7\u00e3o do valor mensal pago aos professores contratados.<\/p>\n<p>As medidas, muitas delas impopulares, reduziram o crescimento vegetativo do gasto com pessoal ativo e inativo e deram algum f\u00f4lego ao governo estadual que tem conseguido manter os pagamentos dos servidores em dia e obras e a\u00e7\u00f5es em \u00e1reas essenciais como sa\u00fade, seguran\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em valor absoluto, Mato Grosso do Sul investiu mais no primeiro semestre deste ano do que v\u00e1rios estados considerados ricos, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.<\/p>\n<p><strong>G\u00e1s<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do cen\u00e1rio financeiro nacional, Mato Grosso do Sul enfrenta uma queda vertiginosa de sua principal receita: o ICMS do g\u00e1s natural boliviano.<\/p>\n<p>Como o combust\u00edvel chega ao Brasil por Corumb\u00e1, toda a arrecada\u00e7\u00e3o do produto importado fica com o Estado.<\/p>\n<p>O bombeamento do g\u00e1s boliviano, que beirava 1 bilh\u00e3o de metros c\u00fabicos por m\u00eas no in\u00edcio de 2016, desabou para menos de 400 milh\u00f5es de m\u00b3 mensais no per\u00edodo de abril a junho de 2019, incentivado pelos recordes de produ\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Com isso, o recolhimento de ICMS do g\u00e1s natural tamb\u00e9m desabou, de mais de R$ 150 milh\u00f5es em outubro de 2018, para menos de R$ 78 milh\u00f5es\/m\u00eas em abril, maio e junho deste ano.<\/p>\n<p><strong>Consumo interno<\/strong><\/p>\n<p>A perda s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 maior porque Mato Grosso do Sul tem aumentado o pr\u00f3prio consumo. Em quatro anos, o n\u00famero de consumidores do g\u00e1s natural boliviano no Estado aumentou 142%, passando de 3.866 para 9.343, de julho de 2015 para julho deste ano.<\/p>\n<p>J\u00e1 o consumo praticamente triplicou, passando de 6,2 milh\u00f5es de m\u00b3 para 18,5 milh\u00f5es de m\u00b3 do produto.<\/p>\n<p>A expetativa da distribuidora MSG\u00c1S \u00e9 de alcan\u00e7ar 10 mil consumidores em setembro deste ano e chegar a 15 mil em 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com a crise financeira nacional e a redu\u00e7\u00e3o do consumo de g\u00e1s natural boliviano&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34410,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-34409","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34409","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34409"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34409\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34411,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34409\/revisions\/34411"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34410"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34409"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34409"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34409"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}