{"id":35078,"date":"2019-09-23T08:05:36","date_gmt":"2019-09-23T12:05:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=35078"},"modified":"2019-09-23T08:03:26","modified_gmt":"2019-09-23T12:03:26","slug":"com-projeto-para-filtrar-agua-brasileira-e-1a-a-ganhar-premio-da-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/com-projeto-para-filtrar-agua-brasileira-e-1a-a-ganhar-premio-da-onu\/","title":{"rendered":"Com projeto para filtrar \u00e1gua, brasileira \u00e9 1\u00aa a ganhar pr\u00eamio da ONU"},"content":{"rendered":"<p>Um filtro que purifica a \u00e1gua usando apenas a luz solar rendeu \u00e0 empreendedora social baiana, Anna Luisa Beserra, 21 anos, o pr\u00eamio Jovens Campe\u00f5es da Terra, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) Meio Ambiente. \u00c9 a primeira vez que uma brasileira recebe o pr\u00eamio.<\/p>\n<p>A ideia do projeto, chamado Aqualuz, surgiu quando Anna Luisa ainda cursava o ensino m\u00e9dio, e viu um cartaz do Pr\u00eamio Jovem Cientista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), que tem uma categoria voltada para a etapa escolar. Naquele ano, o tema foi \u00c1gua &#8211; Desafios da Sociedade. \u201cEu quis pensar em algum projeto para participar que pudesse resolver uma das maiores problem\u00e1ticas do Semi\u00e1rido\u201d, disse.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a estudante n\u00e3o ganhou a premia\u00e7\u00e3o. Quando ingressou na Universidade Federal da Bahia, no curso de biotecnologia, decidiu tirar a ideia do papel. \u201cComecei a conhecer o empreendedorismo e a ver o potencial da ideia.\u201d<\/p>\n<p>O Aqualuz foi desenvolvido junto com outros estudantes da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Cear\u00e1. Hoje, distribui \u00e1gua pot\u00e1vel para 265 pessoas e alcan\u00e7ar\u00e1 mais 700 ainda neste ano.<\/p>\n<h2>Projeto Aqualuz<\/h2>\n<p>O Aqualuz funciona da seguinte forma: o filtro purifica a \u00e1gua da chuva coletada por cisternas de \u00e1reas rurais por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o consumo \u00e9 seguro. A \u00e1gua \u00e9 desinfetada sem o uso de subst\u00e2ncias nocivas como o cloro, por exemplo.<\/p>\n<p>Para aqueles que pretendem seguir o caminho da ci\u00eancia, Anna Luisa tem conselhos. \u201cEu diria que o primeiro passo \u00e9 come\u00e7ar. Muitas pessoas t\u00eam ideias, mas n\u00e3o passam para a execu\u00e7\u00e3o. Um fator que faz as pessoas desistirem \u00e9 errar, achar que n\u00e3o vai dar certo. Isso \u00e9 super normal, o Aqualuz est\u00e1 na vers\u00e3o 10, o que significa que erramos em pelo menos nove vers\u00f5es at\u00e9 chegar a um modelo funcional\u201d.<\/p>\n<p>O pr\u00eamio ser\u00e1 entregue a Anna Luisa e outros seis vencedores durante a 74\u00aa Sess\u00e3o da Assembleia Geral da ONU, em 26 de setembro, em Nova York.<\/p>\n<h2>Jovens Campe\u00f5es da Terra<\/h2>\n<p>O pr\u00eamio Jovens Campe\u00f5es da Terra \u00e9 inspirado no pr\u00eamio Campe\u00f5es da Terra, que \u00e9 o principal pr\u00eamio da ONU para pessoas cujas a\u00e7\u00f5es tiveram um impacto positivo e transformador no meio ambiente. Criado em 2017, o pr\u00eamio \u00e9 voltado para jovens de 18 a 30 anos.<\/p>\n<p>Neste ano, cada jovem vencedor receber\u00e1 15 mil d\u00f3lares em capital para investir em seu projeto e US$ 9 mil para investimento em comunica\u00e7\u00e3o e marketing, al\u00e9m de mentorias e convites para participa\u00e7\u00e3o em eventos globais.<\/p>\n<p>O Brasil nunca havia sido destaque na premia\u00e7\u00e3o at\u00e9 este ano. Em 2019, das quase mil inscri\u00e7\u00f5es recebidas em todo o mundo, 158 foram do Brasil. Al\u00e9m de Anna Luisa, tr\u00eas jovens brasileiros est\u00e3o entre os 35 finalistas globais.<\/p>\n<p>De acordo com a representante da ONU Meio Ambiente no Brasil, Denise Ham\u00fa, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 atrair cada vez mais jovens para o pr\u00eamio, estimulando o desenvolvam projetos voltados para o meio ambiente. \u201cOs jovens, muitas vezes est\u00e3o conectados com tecnologias e est\u00e3o vendo problemas que s\u00e3o absolutamente invis\u00edveis para todo mundo, mas que eles percebem\u201d, disse.<\/p>\n<p>Sobre as iniciativas contempladas na premia\u00e7\u00e3o, Denise afirmou que s\u00e3o multifacetadas, com elementos de mudan\u00e7a clim\u00e1tica, envolvimento das comunidades, s\u00e3o aplic\u00e1veis e s\u00e3o replic\u00e1veis, s\u00e3o de baixo custo, simples. &#8220;O que a gente percebe \u00e9 que as mudan\u00e7as n\u00e3o precisam ser complicadas. Uma ideia simples pode achar solu\u00e7\u00f5es impressionantes\u201d, afirmou.<\/p>\n<h2>Brasileiros finalistas<\/h2>\n<p>B\u00e1rbara Schorchit \u00e9 formada em engenharia qu\u00edmica, e natural do Rio de Janeiro. Ela fundou a empresa Genecoin, que utiliza tecnologias de blockchain &#8211; tecnologia por tr\u00e1s, por exemplo, das chamadas criptomoedas como o Bitcoin &#8211; para rastrear o uso da biodiversidade em toda a cadeia de valor de um produto.<\/p>\n<p>Bernardo Andrade \u00e9 cearense, formado em arquitetura e desenvolveu o projeto Casa do Semin\u00e1rido, que oferece um modelo de arquitetura e engenharia domiciliar sustent\u00e1vel para lidar com a falta de \u00e1gua e o calor intenso da regi\u00e3o. O projeto tem custo acess\u00edvel, trabalha com com economia circular, reciclagem e adapta\u00e7\u00e3o a mudan\u00e7as do clima.<\/p>\n<p>Felipe Villela \u00e9 natural do Rio Grande do Sul, formado em agricultura sustent\u00e1vel. Ele fundou a empresa reNature, que utiliza t\u00e9cnicas agroflorestais para enfrentar desafios do desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o dos solos e recursos h\u00eddricos, inefic\u00e1cia econ\u00f4mica e aumento de emiss\u00f5es causados por pr\u00e1ticas agr\u00edcolas insustent\u00e1veis. A empresa aproxima especialistas e produtores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um filtro que purifica a \u00e1gua usando apenas a luz solar rendeu \u00e0 empreendedora social&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35079,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10,17],"tags":[],"class_list":["post-35078","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao","category-meio-ambiente"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35078"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35078\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":35080,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35078\/revisions\/35080"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35079"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}