{"id":36308,"date":"2019-11-01T09:47:22","date_gmt":"2019-11-01T13:47:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=36308"},"modified":"2019-11-01T10:12:56","modified_gmt":"2019-11-01T14:12:56","slug":"projeto-do-ifms-busca-valorizar-cultura-e-lingua-indigenas-na-internet","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/projeto-do-ifms-busca-valorizar-cultura-e-lingua-indigenas-na-internet\/","title":{"rendered":"Projeto do IFMS busca valorizar cultura e l\u00edngua ind\u00edgenas na internet"},"content":{"rendered":"<p>A valoriza\u00e7\u00e3o da etnia Terena \u00e9 o tema central de um projeto desenvolvido no Campus Aquidauana do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) e apresentando no\u00a0Festival Latinoamericano de L\u00ednguas Ind\u00edgenas para Internet 2019, evento realizado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco) em Ant\u00edgua, na Guatemala.<\/p>\n<p>Os resultados da iniciativa que busca valorizar aspectos da cultura, arte, literatura, costumes e hist\u00f3ria dos terena foram apresentados no evento internacional entre os dias 22 e 24 de outubro pela professora de Inform\u00e1tica do IFMS,\u00a0Gracieth Valenzuela, uma das orientadoras do projeto.\u00a0A participa\u00e7\u00e3o da docente foi custeada pela Unesco.<\/p>\n<p>Intitulado\u00a0<strong>\u201cProjeto Terena: cultura e l\u00edngua ind\u00edgena na internet\u201d<\/strong>\u00a0e tamb\u00e9m orientado pela professora de Portugu\u00eas\/Espanhol, Aline Araujo,\u00a0o projeto\u00a0originou-se no trabalho de conclus\u00e3o de curso de Wilson Huanca, que concluiu o curso t\u00e9cnico em Inform\u00e1tica no Campus Aquidauana do IFMS em julho deste ano. Durante as pesquisas, o jovem &#8211; que pertence \u00e0 etnia terena &#8211; estudou o acesso \u00e0 internet nas aldeias ind\u00edgenas Morrinho e Lagoinha.<\/p>\n<p>A partir da aplica\u00e7\u00e3o de question\u00e1rios, o trabalho apontou o baixo acesso \u00e0 internet nas duas aldeias estudadas. \u201cO pouco acesso se d\u00e1 porque os moradores n\u00e3o t\u00eam conte\u00fado para eles, em l\u00edngua terena\u201d, explica Gracieth.<\/p>\n<p>Com base nesse resultado, o\u00a0projeto passou a ter como objetivo a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado pela popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena (professores e estudantes) em l\u00edngua terena e a disponibiliza\u00e7\u00e3o do material produzido na internet, buscando a divulga\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica e a troca cultural. Dessa forma, os terenas poder\u00e3o compartilhar a cultura e o idioma, utilizando a internet como ferramenta, al\u00e9m de terem contato com outras culturas.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 baseado em dados da pr\u00f3pria Unesco. Um deles estima que no ano de 2100, apenas 10% das 7 mil l\u00ednguas existentes atualmente no mundo continuar\u00e3o existindo. O povo terena tem uma popula\u00e7\u00e3o estimada em 25 mil pessoas e se concentra principalmente em Mato Grosso do Sul. A l\u00edngua faz parte da fam\u00edlia Aruaque, falada por popula\u00e7\u00f5es amer\u00edndias da Am\u00e9rica do Sul e Mar do Caribe.<\/p>\n<p><strong>Projeto<\/strong>\u00a0\u2013 A primeira atividade foi uma oficina de audiovisual com dura\u00e7\u00e3o de quatro dias, realizada em setembro. Ministrada por T\u00falio Fernandes, integrante do Coletivo Digital de S\u00e3o Paulo, a oficina teve a participa\u00e7\u00e3o de 18 professores da regi\u00e3o, principalmente da Escola Municipal Ind\u00edgena Polo Marcolino Lili, localizada na aldeia Lagoinha.<\/p>\n<p>\u201cEles aprenderam a manusear os equipamentos e as t\u00e9cnicas de filmagem, e gravaram depoimentos de anci\u00f5es da aldeia, como forma de registro da mem\u00f3ria deles, relatando conhecimentos dos ancestrais. Atualmente, estamos trabalhando na edi\u00e7\u00e3o dos v\u00eddeos\u201d, informa a professora.<\/p>\n<p>As atividades da oficina contaram com o apoio t\u00e9cnico dos demais integrantes do projeto: Leonardo Amaral, graduando do Instituto Federal de S\u00e3o Paulo (IFSP); Ygo Brito, professor do IFMS; Eduardo Feitosa, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM); do antrop\u00f3logo Boris Magalh\u00e3es, professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS); al\u00e9m de Huanca.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea outras a\u00e7\u00f5es como adi\u00e7\u00e3o de legendas e disponibiliza\u00e7\u00e3o dos v\u00eddeos em um canal\u00a0<em>online<\/em> e nas redes sociais, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de uma p\u00e1gina de internet. Tamb\u00e9m est\u00e3o previstas sess\u00f5es de cinema itinerante que levar\u00e3o os v\u00eddeos \u00e0s aldeias.<\/p>\n<p><strong>Apoio<\/strong>\u00a0\u2013 O projeto \u00e9 desenvolvido com o apoio da\u00a0<a title=\"Sociedade da Internet\" href=\"http:\/\/www.ifms.edu.br:9000\/lists\/lt.php?tid=KxkBBVdZAgZSUEtRU1RRTlBTBFROWAtbUxteBAcLA1UHBgdWXQEfVgZSAgBVWQZOAlAAVU4NWQ4GGwFfAgFPBQZdBAIEXQVRVQRSH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sociedade da Internet<\/a>\u00a0(<em>Internet Society<\/em>\u00a0na sigla em ingl\u00eas), associa\u00e7\u00e3o civil de direito privado voltada ao desenvolvimento da internet e demais tecnologias relacionadas. Al\u00e9m de apoio t\u00e9cnico, foram concedidos cerca de R$ 8 mil para a realiza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A iniciativa representar\u00e1 o Brasil no\u00a0<a title=\"evento internacional da associa\u00e7\u00e3o\" href=\"http:\/\/www.ifms.edu.br:9000\/lists\/lt.php?tid=KxkBVwYJVwNTBEsCAQAHTlADAgFOWF1ZBRteXgBVUFMBBFMEUFsfVgZSAgBVWQZOAlAAVU4NWQ4GGwFfAgFPBQZdBAIEXQVRVQRSH1ICAwYCUlcDTghaXAYbDFZQBk8JVlZUH1AKVgBWAgNWVAIABw\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">evento internacional da associa\u00e7\u00e3o<\/a>, que ocorrer\u00e1\u00a0<em>online<\/em>\u00a0no dia 15 de novembro. Na oportunidade ser\u00e1 disponibilizado um v\u00eddeo de tr\u00eas minutos contando a experi\u00eancia do projeto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A valoriza\u00e7\u00e3o da etnia Terena \u00e9 o tema central de um projeto desenvolvido no Campus&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"class_list":["post-36308","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36308","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36308"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36308\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36309,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36308\/revisions\/36309"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36308"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36308"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36308"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}