{"id":36449,"date":"2019-11-06T10:58:22","date_gmt":"2019-11-06T14:58:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=36449"},"modified":"2019-11-06T12:49:23","modified_gmt":"2019-11-06T16:49:23","slug":"ifms-estudantes-desenvolvem-jogo-para-pessoas-com-dislexia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/ifms-estudantes-desenvolvem-jogo-para-pessoas-com-dislexia\/","title":{"rendered":"IFMS: estudantes desenvolvem jogo para pessoas com dislexia"},"content":{"rendered":"<p>Facilitar o processo de aprendizagem da escrita e da leitura para pessoas com dislexia usando a ajuda tecnologia. Foi com esse objetivo que dois estudantes do curso t\u00e9cnico integrado em Inform\u00e1tica do Campus Ponta Por\u00e3 do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) criaram um jogo digital, o &#8220;Pequenos Viajantes&#8221;.<\/p>\n<p>Desde que come\u00e7ou a ser desenvolvido, h\u00e1 um ano, o projeto j\u00e1 foi apresentado na Feira de Tecnologias, Engenharias e Ci\u00eancias de MS (Fetec); no Simp\u00f3sio Brasileiro sobre Fatores Humanos em Sistemas Computacionais, em Vit\u00f3ria (ES); e\u00a0 na Experi\u00eancia Beta, em Porto Alegre (RS), sendo que os dois \u00faltimos ocorreram no m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>Em um desses eventos realizados no Sul do pa\u00eds, o &#8220;Pequenos Viajantes&#8221; foi selecionado para a pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da Feira Brasileira de Ci\u00eancias e Engenharia (Febrace), uma das mais importantes feiras cient\u00edficas de ensino m\u00e9dio do Brasil.<\/p>\n<p>O jogo digital \u00e9 desenvolvido como trabalho de conclus\u00e3o de curso dos estudantes Renato de Almeida, diagnosticado com dislexia, e Rodrigo da Silva, ambos alunos do \u00faltimo semestre do t\u00e9cnico em Inform\u00e1tica. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 das professoras Esteic Jana\u00edna Batista e Kenia Oliveira, das \u00e1reas de Inform\u00e1tica e Portugu\u00eas, respectivamente.<\/p>\n<p><strong>Iniciativa<\/strong>\u00a0\u2013 A dislexia \u00e9 um transtorno de aprendizagem de origem neurobiol\u00f3gica caracterizado por dificuldade no reconhecimento preciso e\/ou fluente da palavra, na habilidade de decodifica\u00e7\u00e3o e em soletra\u00e7\u00e3o. Essas dificuldades normalmente resultam em um d\u00e9ficit no componente fonol\u00f3gico da linguagem, dificultando a aprendizagem.<\/p>\n<p>O transtorno compromete a capacidade de aprender a ler e escrever com corre\u00e7\u00e3o e flu\u00eancia e de compreender um texto. Os sinais se tornam mais evidentes durante a alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"pullquote\"><p>\u201c\u00c9 um jogo com obst\u00e1culos e cen\u00e1rios de diferentes pa\u00edses. Quando o usu\u00e1rio chega ao final do cap\u00edtulo, ele tem um desafio que vai trabalhar com a escrita e a leitura, associando palavra e imagem\u201d, explica Esteic Batista, uma das orientadoras do projeto.<\/p><\/blockquote>\n<p>A ideia para o jogo surgiu devido \u00e0 import\u00e2ncia do tema e das poucas ferramentas para aux\u00edlio no processo de ensino-aprendizagem para pessoas com dislexia.<\/p>\n<p>O &#8220;Pequenos Viajantes&#8221; prop\u00f5e desafios diversificados. Um personagem principal guia a crian\u00e7a por v\u00e1rios locais do mundo na resolu\u00e7\u00e3o de problemas, prevendo a concess\u00e3o de pontos que poder\u00e3o ser convertidos em recompensas para customiza\u00e7\u00e3o do personagem. O jogo se destina a\u00a0<em>web<\/em>\u00a0e sistema\u00a0<em>Android, a<\/em>uxiliando no desenvolvimento da escrita e leitura de crian\u00e7as com dislexia de forma interativa e divertida.<\/p>\n<p>\u201cQuando vamos escrever a palavra copo, por exemplo, imaginamos o objeto e da\u00ed escrevemos. Esse tipo de conex\u00e3o \u00e9 um pouco diferente para as crian\u00e7as disl\u00e9xicas, por isso a ideia de criar o jogo. Para ficar mais interessante, o jogo tem fases ou cap\u00edtulos, que se passam em diferentes continentes. O usu\u00e1rio pode escolher o pa\u00eds que ele quer visitar\u201d, explica Esteic.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um jogo de plataforma com obst\u00e1culos e cen\u00e1rios de diferentes pa\u00edses. Quando o usu\u00e1rio chega ao final do cap\u00edtulo, ele tem um desafio que vai trabalhar com a escrita e a leitura, associando palavra e imagem\u201d, complementa a orientadora.<\/p>\n<p><strong>Etapas<\/strong>\u00a0\u2013 Para a cria\u00e7\u00e3o da arte e do jogo em si, os estudantes utilizam ferramentas como\u00a0<em>Construct 2<\/em>,\u00a0<em>Unity3D<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Piskel<\/em>.\u00a0Parte dos cap\u00edtulos e dos desafios j\u00e1 foi conclu\u00edda.\u00a0A finaliza\u00e7\u00e3o do \u201cPequenos Viajantes\u201d depende ainda de entrevistas que ser\u00e3o feitas com fonoaudi\u00f3logos e psicopedagogos.<\/p>\n<p>\u201cAs entrevistas com os profissionais s\u00e3o para que os estudantes conhe\u00e7am as atividades desenvolvidas em consult\u00f3rio. Assim, poderemos utiliz\u00e1-las no jogo, que est\u00e1 em fase de valida\u00e7\u00e3o. Esperamos disponibiliz\u00e1-lo nas escolas, para que a dislexia seja enfrentada de forma de divertida. Queremos que ele possa ser usado por qualquer crian\u00e7a, mas que esteja especialmente acess\u00edvel para as pessoas com o transtorno\u201d, explica a professora.<\/p>\n<p>O \u201cPequeno Viajantes\u201d visa sobretudo combater o preconceito. \u201cAs crian\u00e7as geralmente n\u00e3o t\u00eam diagn\u00f3stico em sala de aula e a dislexia passa despercebida pelos professores. Isso faz com que esses alunos sejam vistos como pregui\u00e7osos, por isso \u00e9 t\u00e3o importante reconhecer o problema\u201d, finaliza Esteic.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Facilitar o processo de aprendizagem da escrita e da leitura para pessoas com dislexia usando&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":36450,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-36449","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36449","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36449"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36449\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36451,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36449\/revisions\/36451"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36450"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}