{"id":36970,"date":"2019-11-19T08:33:17","date_gmt":"2019-11-19T12:33:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=36970"},"modified":"2019-11-19T08:47:13","modified_gmt":"2019-11-19T12:47:13","slug":"show-de-50-anos-do-mj6-contagia-o-publico-com-sucessos-dos-tempos-da-brilhantina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/show-de-50-anos-do-mj6-contagia-o-publico-com-sucessos-dos-tempos-da-brilhantina\/","title":{"rendered":"Show de 50 anos do MJ6 contagia o p\u00fablico com sucessos dos tempos da brilhantina"},"content":{"rendered":"<p>Daqueles tempos psicod\u00e9licos se passaram 50 anos. Geraldo Alexandre, 70, um dos fundadores do grupo, hoje \u00e9 um senhor de cabelos brancos, av\u00f4, que em 1968, no auge da juventude, tinha cabelos negros e encaracolados e usava cal\u00e7as \u201cboca de sino\u201d. Assim como ele, a banda MJ6, nascida em Corumb\u00e1, envelheceu, mas n\u00e3o perdeu o brilho e a fama daqueles anos dourados, animando bailes nos clubes corumbaenses.<\/p>\n<p>Ao comemorar 50 anos, a banda foi convidada a participar da 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival Am\u00e9rica do Sul Pantanal (Fasp) e se apresentou na noite de domingo, no Palco Integra\u00e7\u00e3o, com um show nost\u00e1lgico que empolgou o p\u00fablico. Cantando sucessos que embalaram os anos 60 e 70, numa Corumb\u00e1 isolada, onde se ouvia apenas orquestras tocando Ray Conniff e Nat King Cole, levou para o Fasp a aura do romantismo, o rock e a bossa nova.<\/p>\n<p>Uma hora de show eletrizante foi pouco para o MJ6. Ao final da interpreta\u00e7\u00e3o de duas m\u00fasicas autorais \u2013 Pescador e Caminho Eu -, o p\u00fablico pedia bis, depois de dan\u00e7ar e recordar os bailes no Clube Riachuelo, no auge dos anos de 1970. \u201cNo final dos anos 60, a cidade n\u00e3o tinha uma banda com as influ\u00eancias musicais do momento, e a gente entrou nesse circuito como uma nova proposta, tocando e cantando Beatles e a Jovem Guarda\u201d, conta Geraldo.<\/p>\n<p>O som saudosista no Palco da Integra\u00e7\u00e3o logo atraiu centenas de pessoas e a maioria cantava com a banda. A diretora-presidente da Funda\u00e7\u00e3o de Cultura, Mara Caseiro, tamb\u00e9m se contagiou com interpreta\u00e7\u00f5es de Tim Maia e ensaiou alguns passos. O casal Ant\u00f4nio Ojeda, 60, e Maria Auxiliadora, 50, se sentiu na pista do Riachuelo enamorando naqueles anos 70. \u201c\u00c9 muita emo\u00e7\u00e3o, a m\u00fasica do MJ6 contagia, \u00e9 imortal, inesquec\u00edvel\u201d, diz Ojeda.<\/p>\n<p><strong>No ritmo da brilhantina<\/strong><\/p>\n<p>MJ6 reuniu em novembro de 1968 os melhores m\u00fasicos de Corumb\u00e1, inicialmente com o nome de \u201cOs Garot\u00f5es\u201d: Juvenal N\u00e9ia, Calixto Santos, Francisco Balduino, Marco Aur\u00e9lio, Geraldo Alexandre, Nicola Tody e Antonio Alves. O nome da banda s\u00e3o as iniciais de Moacir de Jesus, um dos fundadores e empres\u00e1rio, j\u00e1 falecido. Depois vieram Sebasti\u00e3o Alexandre e M\u00e1rcio Pereira, o \u201cFala Baixo\u201d, ao mais jovem na vers\u00e3o atual, o percussionista Yan Marcel, 32.<\/p>\n<p>Interpretando os grandes sucessos de Bee Gees, Beatles, Rolling Stones, Barry White, Commodores, Elton John e outros expoentes da m\u00fasica internacional, o grupo se despontou e lotava os clubes Corumbaense, Mar\u00edtimos, Camala e Riachuelo embalando os memor\u00e1veis bailes da brilhantina e da cuba libre (coca-cola com run). Tamb\u00e9m ditou o ritmo nas discotecas no final dos anos 70.<\/p>\n<p>A fama atravessou o Rio Paraguai e o Pantanal e chegou a Campo Grande e Cuiab\u00e1, onde o MJ6 se apresentou por diversas vezes. Um dos shows que os remanescentes do grupo n\u00e3o esquecem foi no Clube dos Marinheiros, no Rio de Janeiro, em 1978. \u201cA gente ganhava muito dinheiro e chegamos a fazer shows na Bol\u00edvia e no Paraguai\u201d, se recorda Calixto Gon\u00e7alves, 69, baixista, m\u00fasico por profiss\u00e3o e paix\u00e3o.<\/p>\n<p>Da forma\u00e7\u00e3o original, apenas Geraldo e Calixto permanecem. O sexteto hoje tem o talento do jovem Ram\u00e3o Terra (viol\u00e3o e voz), 57 anos; Aniceto Magalh\u00e3es (bateria), 63; Cavalcanti (teclado) e Yan Marcel (Percuss\u00e3o). \u201cHoje tocamos de tudo um pouco\u201d, diz Geraldo. No entanto, o repert\u00f3rio que marcou a banda inclui Golden Boys, Renato e seus Blue Caps, Benito de Paula, Luiz Ayr\u00e3o, Roupa Nova, Pholhas, Fevers, Vips, Tim Maia, Roberto Carlos\u2026<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o dos 50 anos no Fasp, convidados especiais que j\u00e1 passaram pela banda: H\u00e9lio Ferreira (voz e guitarra), Tadeu Atagiba (voz), Marco Aur\u00e9lio (voz) e Eder Mosciaro. Este, depois de despontar no MJ6, fez sucesso no Zutrick, que embalou grandes sonhos no Clube Surian, em Campo Grande. \u201cOs Beatles poderiam ter tocado no Riachuelo (clube), mas n\u00f3s seriamos os melhores. N\u00e3o \u00e9 bairrismo, o p\u00fablico nos amava\u201d, lembra ele, aos 65 anos. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do site Festival Am\u00e9rica do Sul Pantanal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daqueles tempos psicod\u00e9licos se passaram 50 anos. 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