{"id":38000,"date":"2019-12-20T08:33:01","date_gmt":"2019-12-20T12:33:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=38000"},"modified":"2019-12-20T09:15:05","modified_gmt":"2019-12-20T13:15:05","slug":"flavio-bolsonaro-e-chefe-de-organizacao-criminosa-diz-mp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/flavio-bolsonaro-e-chefe-de-organizacao-criminosa-diz-mp\/","title":{"rendered":"Fl\u00e1vio Bolsonaro \u00e9 &#8220;chefe de organiza\u00e7\u00e3o criminosa&#8221;, diz MP"},"content":{"rendered":"<p>Um documento do\u00a0<strong>Minist\u00e9rio\u00a0P\u00fablico<\/strong>\u00a0estadual do Rio de Janeiro aponta que o senador\u00a0<strong>Fl\u00e1vio Bolsonaro<\/strong>\u00a0(RJ) seria o &#8220;<strong>l\u00edder de uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa<\/strong>\u00a0respons\u00e1vel pel desvio de dinheiro p\u00fablico&#8221;\u00a0.\u201cAs provas permitem vislumbrar que existiu uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa com alto grau de perman\u00eancia e estabilidade, entre 2007 e 2018, destinada \u00e0 pr\u00e1tica de desvio de dinheiro p\u00fablico e lavagem de dinheiro\u201d, diz o of\u00edcio, que foi divulgado em uma reportagem da\u00a0<em>TV Globo\u00a0<\/em>desta quinta-feira (18). O\u00a0<strong>filho do presidente<\/strong>\u00a0Jair\u00a0<strong>Bolsonaro\u00a0<\/strong>vem sendo investigado pela suposta pr\u00e1tica de &#8220;rachadinha&#8221; desde o ano passado.<\/p>\n<p>Foram cumpridos nesta quarta-feira (18) 24 mandados de busca e apreens\u00e3o em endere\u00e7os ligados a Fl\u00e1vio, a seu ex-assessor parlamentar Fabr\u00edcio Queiroz e a familiares de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.<\/p>\n<p class=\"text\">Ainda segundo o documento do MP, o ex-assessor\u00a0\u201carrecadou grande parte da remunera\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios fantasmas do ent\u00e3o deputado estadual Fl\u00e1vio Bolsonaro\u201d. No entanto,\u00a0\u201cQueiroz n\u00e3o agiu sem o conhecimento de seus superiores hier\u00e1rquicos, j\u00e1 que ele pr\u00f3prio alegou em sua defesa que retinha os contracheques para prestar contas a terceiros\u201d.<\/p>\n<p class=\"text\">Ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o. a defesa do parlamentar entrou com um\u00a0habeas corpus\u00a0no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso, que tramita sob sigilo, est\u00e1 sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes.<\/p>\n<h2>Entenda a investiga\u00e7\u00e3o contra Fl\u00e1vio Bolsonaro<\/h2>\n<p class=\"text\">A investiga\u00e7\u00e3o do\u00a0Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio\u00a0que embasou a opera\u00e7\u00e3o de ontem contra 24 pessoas ligadas ao senador Fl\u00e1vio Bolsonaro (sem partido-RJ) dividiu a suposta organiza\u00e7\u00e3o criminosa em seis &#8220;n\u00facleos&#8221;. Todos s\u00e3o acusados de participar do esquema de &#8220;rachadinha&#8221; no antigo gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro na\u00a0Assembleia Legislativa do Rio, a Alerj. A pr\u00e1tica, segundo o MP, configura peculato e, consequentemente, exigiu que fosse feita lavagem de dinheiro.<\/p>\n<p class=\"text\">Veja abaixo quem est\u00e1 em cada n\u00facleo investigado:<\/p>\n<h2 class=\"text\">Primeiro n\u00facleo: Fabr\u00edcio Queiroz, parentes e pessoas ligadas a ele<\/h2>\n<p class=\"text\">Amigo de longa data da fam\u00edlia Bolsonaro, o policial militar Fabr\u00edcio Queiroz, seus parentes diretos e amigos mais pr\u00f3ximos e vizinhos formam o primeiro grupo da divis\u00e3o feita pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico. Queiroz \u00e9 apontado, desde o in\u00edcio do caso, como o operador do esquema. Nessa nova etapa da investiga\u00e7\u00e3o, o MP mostrou que ele recebeu R$ 2 milh\u00f5es em repasses feitos por 13 ex-assessores do gabinete.<\/p>\n<p class=\"text\">A mulher de Queiroz, M\u00e1rcia Oliveira de Aguiar, e suas filhas Nath\u00e1lia Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz, juntamente com outros nove assessores, respondem pelas transa\u00e7\u00f5es financeiras mais relevantes feitas no gabinete do ent\u00e3o deputado Fl\u00e1vio Bolsonaro na Alerj.<\/p>\n<p class=\"text\">Diversos desses assessores, segundo o MP, jamais desempenharam qualquer fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica: eram funcion\u00e1rios fantasmas que emprestavam nome e contas banc\u00e1rias para permitir o desvio de recursos p\u00fablicos, mediante reten\u00e7\u00e3o de uma parte do sal\u00e1rio. Ao todo, os assessores desse primeiro grupo receberam R$ 6,1 milh\u00f5es da Alerj no per\u00edodo analisado, dos quais R$ 1,8 milh\u00e3o foram repassados diretamente para a conta banc\u00e1ria de Queiroz. Outros R$ 2,9 milh\u00f5es foram sacados pelos integrantes desse grupo, o que sugere uma transfer\u00eancia em esp\u00e9cie, a fim de n\u00e3o deixar rastros no sistema financeiro.<\/p>\n<p class=\"text\">Al\u00e9m da mulher e das duas filhas de Queiroz, integram esse primeiro grupo Luiza Souza Paes, Agostinho Moraes da Silva, Jorge Luis de Souza, Sheila Coelho de Vasconcellos, M\u00e1rcia Cristina Nascimento dos Santos, Wellington S\u00e9rvulo Romano da Silva, Alessandra Esteves Marins, Fl\u00e1via Regina Thompson Silva e Graziella Jorge Robles Faria.<\/p>\n<h2 class=\"text\">Segundo n\u00facleo: &#8216;Capit\u00e3o Adriano&#8217;, sua m\u00e3e e ex-esposa<\/h2>\n<p class=\"text\">Apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, em outra investiga\u00e7\u00e3o, como chefe do grupo miliciano\u00a0Escrit\u00f3rio do Crime, o ex-capit\u00e3o do Bope\u00a0Adriano Magalh\u00e3es da N\u00f3brega, conhecido como Capit\u00e3o Adriano, \u00e9 amigo de longa data de Fabr\u00edcio Queiroz. Tanto sua m\u00e3e, Raimunda Veras Magalh\u00e3es, quanto a ex-esposa, Danielle Mendon\u00e7a da Costa N\u00f3brega, foram empregadas no gabinete de Fl\u00e1vio na Alerj.<\/p>\n<p class=\"text\">As duas mulheres receberam ao todo, no per\u00edodo em que estiveram lotadas no gabinete, pouco mais de R$ 1 milh\u00e3o dos cofres p\u00fablicos. Desse montante, segundo o MP, R$ 203 mil foram repassados para a conta banc\u00e1ria de Queiroz, &#8220;direta ou indiretamente&#8221;. Al\u00e9m disso, outros R$ 202 mil foram sacados por elas em esp\u00e9cie, o que seria uma forma de repassar o dinheiro para o esquema sem deixar rastros no sistema financeiro.<\/p>\n<p class=\"text\">Apesar de ser tocada pelo Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especializada no Combate \u00e0 Corrup\u00e7\u00e3o (Gaecc), a investiga\u00e7\u00e3o que mira em Fl\u00e1vio contou aqui com a contribui\u00e7\u00e3o do Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), j\u00e1 que Capit\u00e3o Adriano \u00e9 investigado por integrar o Escrit\u00f3rio do Crime. Ele est\u00e1 foragido desde janeiro deste ano, quando foi deflagrada a opera\u00e7\u00e3o Os Intoc\u00e1veis. O ex-capit\u00e3o j\u00e1 foi preso por homic\u00eddio. Em 2005, Fl\u00e1vio lhe concedeu a Medalha Tiradentes, maior honraria do Legislativo fluminense.<\/p>\n<p class=\"text\">No \u00e2mbito dessa opera\u00e7\u00e3o contra a mil\u00edcia, o MP apreendeu conversas no WhatsApp em que Adriano fala com Danielle e com Queiroz sobre o esquema que existia na Alerj, dando a entender que tinha conhecimento dos supostos crimes. As mensagens, segundo o MP, deixam claro que Danielle era &#8220;fantasma&#8221; no gabinete.<\/p>\n<h2 class=\"text\">Terceiro n\u00facleo: parentes de ex-mulher de Bolsonaro no Sul fluminense<\/h2>\n<p class=\"text\">A fam\u00edlia da segunda mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, foi nomeada com abund\u00e2ncia nos gabinetes da fam\u00edlia ao longo dos anos. No caso do esquema investigado, dez pessoas ligadas a ela s\u00e3o apontadas pelo MP como &#8220;fantasmas&#8221;. Antes dessa etapa da investiga\u00e7\u00e3o, que contou com dados da quebra dos sigilos banc\u00e1rio e fiscal autorizada em abril pela Justi\u00e7a, a revista\u00a0\u00c9poca\u00a0j\u00e1 havia revelado que ind\u00edcios apontavam que esses funcion\u00e1rios n\u00e3o trabalhavam, na pr\u00e1tica, para o gabinete.<\/p>\n<p class=\"text\">Com os dados em m\u00e3os, o Gaecc montou uma tabela que mostra como os familiares de Ana Cristina sacavam em esp\u00e9cie quase todo o valor recebido da Alerj, o que seria um ind\u00edcio de que eles eram repassados como &#8220;rachadinha&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\">O pai dela, Jos\u00e9 C\u00e2ndido Proc\u00f3pio da Silva Valle foi quem mais sacou em esp\u00e9cie seus vencimentos: 99,7% do valor que recebeu no per\u00edodo em que esteve lotado no gabinete. Outros cinco tamb\u00e9m sacaram mais de 90%. Os parentes incluem ainda uma irm\u00e3, tias e primos da ex-mulher de Bolsonaro, m\u00e3e de seu filho Jair Renan.<\/p>\n<h2 class=\"text\">Quarto n\u00facleo: policial militar Diego Sodr\u00e9 de Castro Ambr\u00f3sio<\/h2>\n<p class=\"text\">At\u00e9 ent\u00e3o in\u00e9dito nas investiga\u00e7\u00f5es que miram o senador, um policial militar investigado por oferecer servi\u00e7os ilegais de seguran\u00e7a pagou uma presta\u00e7\u00e3o, no valor de R$ 16.564,81, para quitar a compra de um apartamento feita por Fl\u00e1vio Bolsonaro, segundo o MP.<\/p>\n<p class=\"text\">Diego Sodr\u00e9 de Castro Ambr\u00f3sio pagou de sua pr\u00f3pria conta um boleto banc\u00e1rio, emitido em nome de Fernanda Antunes Bolsonaro, esposa de Fl\u00e1vio, que ajudou a concluir a compra de um im\u00f3vel em Laranjeiras, na zona sul do Rio. Na \u00e9poca, em outubro de 2016, Ambr\u00f3sio era cabo da PM. Hoje promovido a terceiro sargento, seu sal\u00e1rio ainda \u00e9 de menos de um ter\u00e7o do valor pago naquele boleto: R$ 4.771,80.<\/p>\n<p class=\"text\">A suspeita contra Ambr\u00f3sio \u00e9 de que ele tenha ajudado no suposto esquema de lavagem de dinheiro de Fl\u00e1vio Bolsonaro. Isso porque, al\u00e9m desse boleto, a Promotoria fluminense tamb\u00e9m encontrou outras provas de que o PM tinha rela\u00e7\u00f5es com o ent\u00e3o deputado estadual.<\/p>\n<p class=\"text\">Tamb\u00e9m em 2016, Ambr\u00f3sio efetuou transfer\u00eancia financeiras para pelo menos dois assessores de Fl\u00e1vio no Pal\u00e1cio Tiradentes: Fernando Nascimento Pessoa, que ainda trabalha com Fl\u00e1vio, e Marcos de Freitas Domingos.<\/p>\n<p class=\"text\">O policial e uma empresa em seu nome tamb\u00e9m transferiram dinheiro para a empresa Bolsotini Chocolates e Caf\u00e9 LTDA, da qual Fl\u00e1vio \u00e9 s\u00f3cio e que tamb\u00e9m foi alvo da opera\u00e7\u00e3o desta quarta-feira. As transfer\u00eancias se deram entre 2015, ano em que o pol\u00edtico abriu a sociedade, e 2018.<\/p>\n<p class=\"text\">A empresa de Ambr\u00f3sio, Santa Clara Servi\u00e7os, j\u00e1 foi investigada pela Corregedoria da Pol\u00edcia Militar por oferecer servi\u00e7os ilegais de seguran\u00e7a em Copacabana, na zona sul do Rio. Sugeria, por exemplo, que retiraria moradores de rua da regi\u00e3o mediante pagamento mensal de R$ 900 por parte dos moradores.<\/p>\n<h2 class=\"text\">Quinto n\u00facleo: os chocolates de Fl\u00e1vio Bolsonaro<\/h2>\n<p class=\"text\">O quinto grupo do esquema criminoso, segundo a divis\u00e3o do MP, envolve Alexandre Ferreira Dias Santini, s\u00f3cio de Fl\u00e1vio Bolsonaro na empresa Bolsotini Chocolates e Caf\u00e9 LTDA, e seria respons\u00e1vel por ajudar na lavagem do dinheiro desviado da Alerj.<\/p>\n<p class=\"text\">Entre o fim de 2014 e o in\u00edcio de 2015, Fl\u00e1vio Bolsonaro comprou uma loja da franquia Kopenhagen no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, em sociedade com Santini pelo valor de R$ 800 mil. O s\u00f3cio, no entanto, n\u00e3o aporta nenhum recurso significativo ao neg\u00f3cio. Quem faz isso \u00e9 Fernanda Bolsonaro, mulher de Fl\u00e1vio \u2014 o que, segundo o MP, \u00e9 um ind\u00edcio de que Santini seria um &#8220;laranja&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\">A investiga\u00e7\u00e3o levantou diversas incongru\u00eancias entre receitas e despesas, mostrando que o casal n\u00e3o tinha o dinheiro necess\u00e1rio para a aquisi\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o da franquia.<\/p>\n<p class=\"text\">O dado que mais chamou a aten\u00e7\u00e3o dos investigadores foi o fato de a contabilidade da loja de chocolate n\u00e3o refletir o natural aumento de vendas esperado na quinzena que antecede a P\u00e1scoa e a redu\u00e7\u00e3o em outros per\u00edodos do ano.<\/p>\n<p class=\"text\">E concluiu que, na verdade, o neg\u00f3cio tinha a &#8220;finalidade de acobertar a inser\u00e7\u00e3o de recursos decorrente do esquema de rachadinhas da Alerj no patrim\u00f4nio de Fl\u00e1vio Bolsonaro sem levantar suspeitas&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\">Sexto n\u00facleo: empres\u00e1rio norte-americano e lavagem de dinheiro com im\u00f3veis<\/p>\n<p class=\"text\">Bastante atuante em neg\u00f3cios imobili\u00e1rios, Fl\u00e1vio Bolsonaro adquiriu im\u00f3veis em Copacabana que, segundo o MP, tiveram &#8220;lucratividade excessiva&#8221;, com at\u00e9 292% de diferen\u00e7a entre os valores de compra e venda.<\/p>\n<p class=\"text\">Esses dois apartamentos foram vendidos no mesmo dia, em novembro de 2012, por um norte-americano chamado Glenn Howard Dillard, que tamb\u00e9m teve sigilos banc\u00e1rio e fiscal quebrados em abril. Dillard teria um esquema com Fl\u00e1vio e sua esposa, Fernanda Antunes Bolsonaro, para vender ao casal im\u00f3veis com subfaturamento.<\/p>\n<p class=\"text\">A desvaloriza\u00e7\u00e3o \u2014 cerca de 30% do valor estimado \u2014 ia na contram\u00e3o do aumento dos pre\u00e7os de apartamentos em Copacabana naquele per\u00edodo, quando Rio vivia um &#8216;boom&#8217; promovido pelos grandes eventos sediados na cidade.<\/p>\n<p class=\"text\">&#8220;Essa pr\u00e1tica de subfaturamento de registros imobili\u00e1rios na compra possibilita a simula\u00e7\u00e3o de ganhos de capital em patamares expressivos na ocasi\u00e3o da revenda, raz\u00e3o pela qual \u00e9 instrumento corriqueiramente utilizado para lavagem de capitais j\u00e1 catalogado pelo COAF e pelos principais organismos internacionais&#8221;, diz o MP na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\">* Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Estado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um documento do\u00a0Minist\u00e9rio\u00a0P\u00fablico\u00a0estadual do Rio de Janeiro aponta que o senador\u00a0Fl\u00e1vio Bolsonaro\u00a0(RJ) seria o &#8220;l\u00edder de uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa\u00a0respons\u00e1vel pel desvio de dinheiro p\u00fablico&#8221;\u00a0.\u201cAs provas permitem vislumbrar que existiu uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa com alto grau de perman\u00eancia e estabilidade, entre 2007 e 2018, destinada \u00e0 pr\u00e1tica de desvio de dinheiro p\u00fablico e lavagem de dinheiro\u201d, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-38000","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=38000"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38000\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":38001,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/38000\/revisions\/38001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=38000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=38000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=38000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}