{"id":4487,"date":"2017-05-21T08:20:10","date_gmt":"2017-05-21T12:20:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=4487"},"modified":"2017-05-20T22:46:16","modified_gmt":"2017-05-21T02:46:16","slug":"hidrovia-do-rio-paraguai-e-viavel-aponta-estudo-coordenado-por-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/hidrovia-do-rio-paraguai-e-viavel-aponta-estudo-coordenado-por-pesquisador\/","title":{"rendered":"Hidrovia do Rio Paraguai \u00e9 vi\u00e1vel, aponta estudo coordenado por pesquisador"},"content":{"rendered":"<p>Eduardo Ratton, coordenador do Instituto Tecnol\u00f3gico de Infraestrutura de Transportes (ITTI), respons\u00e1vel pelo Estudo de Viabilidade T\u00e9cnica, Econ\u00f4mica e Ambiental (EVTEA) da Hidrovia do Rio Paraguai, afirmou que \u00e9 totalmente vi\u00e1vel a constru\u00e7\u00e3o da hidrovia. A an\u00e1lise apontou que a explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel do rio poder\u00e1 gerar riqueza econ\u00f4mica, sendo sua manuten\u00e7\u00e3o bem menos onerosa que rodovias e sua implanta\u00e7\u00e3o mais acess\u00edvel do que a constru\u00e7\u00e3o de estradas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O pesquisador Eduardo Ratton afirmou que o EVTEA analisou o trecho de 1270 km entre C\u00e1ceres\/MT e Porto Murtinho\/MS a pedido do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Conforme ele, o rio tem grande potencial para ser uma hidrovia para se transportar outras cargas, al\u00e9m do min\u00e9rio de ferro. A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul poderiam estar hoje sendo transportada pela hidrovia a um custo mais barato, menos poluente e com menos acidentes do que pela rodovia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cFizemos esse levantamento para ver a possibilidade de se utilizar a hidrovia para transporte saindo para os portos do Sul, l\u00e1 pela Argentina, pelo Uruguai. Seria transporte com custos de menos da metade do realizado pelas rodovias, evitando-se todos os desgastes dessas estradas. Tendo essa possibilidade, quem sai ganhando \u00e9 o produtor\u201d, afirmou Eduardo, coordenador do ITTI, vinculado \u00e0 Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O estudo chegou a conclus\u00f5es positivas, conforme o pesquisador. Os tr\u00eas aspectos analisados, (t\u00e9cnico, econ\u00f4mico e ambiental) foram investigados por especialistas multidisciplinares. Do ponto de vista t\u00e9cnico, o trabalho de engenharia delimitou os 1.270 quil\u00f4metros do trecho brasileiro, foi feito mapeamento do fundo do rio para verificar qual seria a melhor posi\u00e7\u00e3o do canal de navega\u00e7\u00e3o e onde poderia ser feito o menor volume de dragagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O custo que o Governo iria ter para manter esse rio naveg\u00e1vel com a profundidade exigida e com as sinaliza\u00e7\u00f5es de margens. Todo ano deve haver algum tipo de dragagem para manter isso. Diferente nas rodovias, que quanto mais se usa mais manuten\u00e7\u00e3o se tem que ter, no rio \u00e9 o contr\u00e1rio, quanto mais passagem de embarca\u00e7\u00f5es, isso evita o dep\u00f3sito de sedimentos. A cada ano, a necessidade de dragagem ser\u00e1 menor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA parte de dragagem, para deixar esse trecho todo adequado para navega\u00e7\u00e3o, \u00e9 algo em torno de 10 milh\u00f5es de reais, que \u00e9 o que vale a constru\u00e7\u00e3o de dois quil\u00f4metros de rodovia\u201d, disse Eduardo, apontando para a economicidade da hidrovia. \u201cO Pa\u00eds cresce, a produ\u00e7\u00e3o cresce e n\u00f3s temos que escoar essa produ\u00e7\u00e3o com o menor custo poss\u00edvel. Ent\u00e3o, do ponto de vista econ\u00f4mico \u00e9 altamente vi\u00e1vel\u201d, frisou o pesquisador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A quest\u00e3o ambiental tamb\u00e9m foi estudada. \u201cA verdade \u00e9 que temos que ter o controle, ou seja, o monitoramento constante de toda a parte de intera\u00e7\u00e3o da fauna aqu\u00e1tica para que n\u00e3o exista nenhum acidente que possa contaminar o rio. Havendo essa fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis, n\u00e3o haver\u00e1 problema algum, at\u00e9 porque desde o s\u00e9culo XVIII j\u00e1 se navegava por esse rio, aqui j\u00e1 foi um polo importante do desenvolvimento do Brasil&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cidades como Corumb\u00e1, C\u00e1ceres, Porto Murtinho, dever\u00e3o crescer com o desenvolvimento dessa hidrovia. Maior gera\u00e7\u00e3o de empregos, circula\u00e7\u00e3o de dinheiro, arrecada\u00e7\u00e3o p\u00fablica e diminui\u00e7\u00e3o dos acidentes nas estradas s\u00e3o alguns dos benef\u00edcios provenientes da constru\u00e7\u00e3o dessa hidrovia. O estudo precisou de dois anos para ser realizado.Foram quatro mil quil\u00f4metros navegados pelos rios Paraguai, Miranda e Cuiab\u00e1 no per\u00edodo de um ano durante a an\u00e1lise, ao mesmo tempo em que se faziam outras avalia\u00e7\u00f5es. O EVTEA vai proporcionar tamb\u00e9m \u00e0 iniciativa privada possibilidade de investimento em portos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para fazer o levantamento, os pesquisadores realizaram cinco expedi\u00e7\u00f5es, sendo tr\u00eas delas realizadas em parceira com o 6\u00ba Distrito Naval de Lad\u00e1rio, da Marinha do Brasil, com o qual a UFPR assinou Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o permitindo a troca de experi\u00eancias, coleta de informa\u00e7\u00f5es e proposi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es com o objetivo de melhorar a Hidrovia. Ela tem ao todo 3.442 km e contempla cinco pa\u00edses: Brasil, Paraguai, Bol\u00edvia, Argentina e Uruguai, sendo um dos mais importantes eixos de integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica econ\u00f4mica, social e econ\u00f4mica da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eduardo Ratton, coordenador do Instituto Tecnol\u00f3gico de Infraestrutura de Transportes (ITTI), respons\u00e1vel pelo Estudo de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4488,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,9],"tags":[],"class_list":["post-4487","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4487"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4487\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4489,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4487\/revisions\/4489"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4488"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}