{"id":5966,"date":"2017-06-26T13:36:31","date_gmt":"2017-06-26T17:36:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/?p=5966"},"modified":"2017-06-26T12:47:55","modified_gmt":"2017-06-26T16:47:55","slug":"visita-tecnica-as-escolas-rurais-do-municipio-oferece-suporte-aos-professores-na-regiao-das-aguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.corumbaonline.com.br\/news\/visita-tecnica-as-escolas-rurais-do-municipio-oferece-suporte-aos-professores-na-regiao-das-aguas\/","title":{"rendered":"Visita t\u00e9cnica \u00e0s escolas rurais do Munic\u00edpio oferece suporte aos professores na regi\u00e3o das \u00e1guas"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Cerca de seis horas de barco separam a escola Sebasti\u00e3o Rol\u00f3n de Corumb\u00e1. Constru\u00edda no meio do Pantanal, \u00e0s margens do rio Taquari, a escola atende 25 alunos do 1\u00ba ao 9\u00ba ano, que moram na vizinhan\u00e7a da comunidade do Porto Sairu.\u00a0O trator \u00e9 \u00fanico ve\u00edculo capaz de enfrentar as condi\u00e7\u00f5es mais adversas do Pantanal, como os comuns atoleiros e corixos. Diariamente, \u00e0s 5 da manh\u00e3 o tratorista da Prefeitura inicia o trajeto que leva cerca de uma hora e meia, recolhendo os alunos em v\u00e1rios pontos da estrada rumo \u00e0 sala de aula. Na escola, os alunos chegam cedinho, lancham e j\u00e1 v\u00e3o para a aula.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Como as escolas da zona rural s\u00e3o multiseriadas, simultaneamente, um \u00fanico professor ensina alunos de diferentes s\u00e9ries a mesma mat\u00e9ria. O desafio do professor \u00e9 acompanhar o desenvolvimento individual, promover a curiosidade e o prazer pelo ensino em etapas t\u00e3o distintas do aprendizado infantil.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Joilson Hernochi de Morais \u00e9 um professor de hist\u00f3ria que mora no Pantanal desde 2013. Rec\u00e9m-formado, viu uma oportunidade na carreira com a vaga em uma escola rural. \u201cHavia o desafio, mas tamb\u00e9m havia a qualidade de vida. Aqui eu tenho tempo para tudo\u201d. Junto com outras tr\u00eas professoras, Joilson comp\u00f5e o corpo docente da escola Sebasti\u00e3o Rolon.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Na escola, as crian\u00e7as participam de projetos de astronomia, olimp\u00edadas de matem\u00e1tica e, em 2017, as unidades educacionais do Munic\u00edpio aderiram ao Agrinho, um programa do Senar que promove a integra\u00e7\u00e3o do conhecimento entre campo e cidade. As crian\u00e7as sabem pescar, cozinhar, ca\u00e7ar e conhecem os bichos pelo barulho que fazem, pela pelagem ou pelo comportamento. \u00a0\u201cNo campo, as crian\u00e7as t\u00eam uma viv\u00eancia de mundo ampliada, pois elas aprendem a se virar muito cedo, sabem reconhecer os sinais do rio, da floresta, dos bichos e compreendem, por exemplo, se vai fazer muito frio, s\u00f3 de ver o gado deitado no gramado\u201d, resume a coordenadora Isabela Xavier.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Para o instrutor do Agrinho, Renato Costa Vieira de Faria, o projeto valoriza o conhecimento preexistente e d\u00e1 um direcionamento para uso pr\u00e1tico: \u201cNo Agrinho, tratamos de assuntos como \u00e9tica, \u00a0sustentabilidade, sa\u00fade e pluralidade cultural, a partir de temas locais\u201d, resume.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">De frente para a escola, o rio Taquari por vezes se perde no meio da vegeta\u00e7\u00e3o de camalotes, tornando uma grande floresta flutuante. Os baceiros, como s\u00e3o chamados, enroscam no motor do barco e exigem paci\u00eancia e perseveran\u00e7a do piloteiro do munic\u00edpio, Atamil Vieira da Silva. H\u00e1 17 anos na profiss\u00e3o, Atamil conhece e \u00e9 conhecido nas comunidades escolares. \u201cA gente fica satisfeito em saber que eles gostam do nosso trabalho, fico emocionado com tanta aten\u00e7\u00e3o que eles d\u00e3o, n\u00e3o sabem o que fazer para agradar a gente\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">S\u00e3o seis escolas rurais e suas extens\u00f5es que atendem as comunidades do Pantanal, tanto na regi\u00e3o do rio Paraguai quanto no Taquari. Nesta viagem, a equipe visitou todos os n\u00facleos do rio Taquari atendidos pelo Munic\u00edpio, com 347 alunos. \u201cO objetivo da miss\u00e3o \u00e9 dar suporte aos professores neste final de bimestre, conhecer os desafios, acompanhar o desenvolvimento dos alunos e entender as necessidades da comunidade\u201d, aponta a diretora Rozemeri dos Santos, respons\u00e1vel pela viagem. \u201cOs desafios no campo s\u00e3o diferentes dos enfrentados por um professor na cidade, e \u00e9 preciso ser sens\u00edvel \u00e0s demandas de quem, por vezes, fica dias sem comunica\u00e7\u00e3o com a cidade\u201d, complementa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Em cada escola visitada, \u00e9 realizada uma reuni\u00e3o entre representantes da rede municipal de ensino e a comunidade. \u201cO nosso objetivo \u00e9 identificar os desafios que a educa\u00e7\u00e3o no campo tem e buscar as melhores alternativas vi\u00e1veis\u201d, relata Rozemeri. As visitas peri\u00f3dicas servem para dar suporte ao trabalho desenvolvido pelos professores, dar encorajamento e descobrir problemas que precisam ser resolvidos. Rozemeri analisa: \u201ca cada visita t\u00e9cnica, n\u00f3s avaliamos o desempenho dos alunos, solicitamos o apoio da comunidade, buscamos melhorias na infraestrutura da escola, transporte e merenda. Al\u00e9m disso, apontamos situa\u00e7\u00f5es que a Assist\u00eancia Social pode solucionar, como doa\u00e7\u00e3o de agasalhos e cal\u00e7ados\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">Apesar da menor concentra\u00e7\u00e3o de alunos nas escolas rurais, \u00e9 l\u00e1 que existem mais desafios log\u00edsticos. Junto com a diretora e coordenadores, o t\u00e9cnico do N\u00facleo de Transporte Escolar, Isaac Aguero, realizou uma visita t\u00e9cnica \u00e0s escolas, com foco em encontrar solu\u00e7\u00f5es para implementar no transporte escolar. O Munic\u00edpio possui quatro tratores para o transporte escolar que ser\u00e3o disponibilizados no pr\u00f3ximo semestre. \u201cEstamos estudando as rotas mais longas e mais complicadas que precisam do aux\u00edlio de um trator, para fornecer o ve\u00edculo a essas unidades escolares\u201d, explica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<p dir=\"ltr\">S\u00e3o v\u00e1rios desafios em uma regi\u00e3o t\u00e3o complexa quanto o Pantanal &#8211; com cheias frequentes, regi\u00f5es alagadas e mata fechada. Somente nas escolas da regi\u00e3o do Taquari, foram percorridos 300 km de barco, trator, caminhote e cavalo. Em algumas comunidades h\u00e1 sinal de celular que \u00a0funciona esporadicamente, em outras, somente a comunica\u00e7\u00e3o boca a boca. Energia el\u00e9trica racionada por gerador, dist\u00e2ncia da fam\u00edlia e da vida social, falta de comunica\u00e7\u00e3o e op\u00e7\u00e3o de entretenimento n\u00e3o s\u00e3o motivos para afastar os professores das escolas rurais. \u201cMesmo diante de tantas circunst\u00e2ncias desafiadoras, nossos professores costumam permanecer muitos anos na zona rural e fazendo a diferen\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o inclusiva dessas comunidades, \u00e9 muito gratificante\u201d, finaliza Rozemeri.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de seis horas de barco separam a escola Sebasti\u00e3o Rol\u00f3n de Corumb\u00e1. 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